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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Comércio Varejista: O Carrefour abrirá o capital no Brasil


O Carrefour anunciou que suas ações serão vendidas na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) por um valor que vai de R$ 15,00 a R$ 19,00. O preço dos papéis na oferta será fixado no dia 18 de julho. A estreia na B3 está prevista para 20 de julho. Os papéis serão listados no Novo Mercado.

Essa captação programada de recursos é um possível prenúncio de uma estratégia de investimento e expansão desse grande grupo de varejo no Brasil, como geralmente são as IPO’s  (a companhia aérea Azul abriu o seu capital para conseguir recursos para expandir suas operações), no entanto, grande parte dos recursos irá para o caixa, ou seja, não fica claro se a empresa usará esse caixa para construir novos hiper e supermercados ou se usará como reserva financeira para sustentar melhores  preços frente aos concorrentes. Sabe-se que com a retomada do crescimento econômico no Brasil, os varejistas buscarão (re)conquistar os clientes que se perderam com a crise. 

Cabe comentar que até o momento, a filial brasileira não paga os royalties pelo uso da marca Carrefour à matriz na França, mas após a abertura de capital, a filial terá que pagar, conforme os resultados da empresa. Isto trará uma nova dinâmica para a atuação do grupo no Brasil. 

Especialista do setor: Francisco Lira

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Comércio varejista demonstra sinais de vida


Em abril de 2017, o comércio varejista nacional registrou taxa de crescimento  de 1,0% em volume de vendas e de 1,3% em receita nominal, frente ao mês imediatamente anterior, após ajuste de influências sazonais. O resultado para o volume de vendas compensou parte da queda de 1,6% acumulada nos dois meses anteriores. Ao comparar o volume de comércio varejista de abril de 2017 com o de 2016, mostra-se a mesma tendência: aumento de 0,2% – uma boa notícia em meio à recessão que ainda persiste na economia brasileira. 


Ao observar os segmentos, nota-se que o resultado de abril foi impactado pelo desempenho forte de 3 setores, ao analisá-los interanualmente: Móveis e eletrodomésticos (5,5%), Tecidos, vestuário e calçados (13,2%), e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,3%). Os segmentos que não tiveram tendência de alta foram Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,6%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%) e Combustíveis e lubrificantes (-3,2%), que mesmo assim, tal decréscimo não foi o suficiente para reverter o resultado geral do volume transacionado no varejo brasileiro. 

Estima-se que o resultado desse mês foi consequência da liberação do FGTS para a população, mas ao olhar a instabilidade no mercado de trabalho, acredita-se que o crescimento do comércio não se traduza numa melhora econômica substancial. 

Especialista do Setor: Francisco Lira

terça-feira, 16 de maio de 2017

Comércio Varejista Geral: Atividade do comércio varejista no País ainda patina


O comércio varejista brasileiro recuou pelo segundo mês consecutivo, com queda de 1,9% em março em comparação com fevereiro, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o pior resultado para o mês em 14 anos, desde março de 2003, quando a queda foi de 2,5%. 

Nos primeiros três meses de 2017, o comércio acumula queda de 3%. Nos últimos 12 meses a queda foi de 5,3%. Em relação a março de 2016, o varejo nacional recuou 4%, em termos de volume de vendas, 24ª taxa negativa consecutiva nessa comparação. 

Esses últimos dados sinalizam a possibilidade de rever as projeções de desempenho do varejo nesse ano, porém, é precisa entender alguns aspectos conjunturais: a possibilidade do comércio haver melhorado com a Páscoa somente será possível de avaliar com dados de abril, e mesmo assim, a comparação será dificultada pelo fato de que o feriado cristão do ano passado ocorreu em março.

No mais, vale a pena afirmar que os novos dados desmancham os boatos do governo ter manipulado as estatísticas, pois a tendência de queda do varejo está de acordo com as dificuldades econômicas representadas pelo desemprego e o nível de endividamento das famílias. 

Especialista do Setor: Francisco Lira. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Comércio Varejista Geral: Supermercados estão otimistas para 2017


Em 2016 os supermercados sofreram um revés considerável com a crise que abala o Brasil nos últimos anos. A queda real no rendimento das famílias devido a inflação elevada, aumento da taxa de desocupação e a queda no investimento das empresas são fatores que levaram as vendas a níveis bastante inferiores ao observado em anos regulares. Contudo, as perspectivas para 2017 são otimistas, baseadas na expectativa de estabilização do processo recessivo em curso.

 De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), o primeiro semestre deste ano foi muito ruim, o que deve colaborar para alcançar números positivos no mesmo período do ano que vem – sendo a base de comparação muito baixa, é possível obter crescimento a partir de pequenas ações de incentivo ao consumo. Mas é consenso no setor de que apesar do expectativa positiva, não se espera grandes números em termos de venda. Segundo João Senzovo Neto, presidente eleito da associação para 2017-2018, “não prevemos redução, mas também não acreditamos em forte crescimento enquanto não se retomar investimentos, renda e consumo”.

A expectativa é de que o arrefecimento da inflação dê fôlego aos consumidores, principalmente em itens básicos da cesta de consumo. A alta de alguns produtos alimentícios essenciais para os brasileiros, como o feijão, deve se reverter em 2017, colaborando para que, no geral, as vendas do setor supermercadista retome uma tendência positiva de crescimento.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Comércio Varejista Geral: Ruptura é problema sério no varejo farmacêutico


Um estudo da IMS Health, divulgado pelo Diário Comércio, Indústria e Serviços (DCI), mostrou que a falta de produtos nas gôndolas das farmácias – a chamada ruptura de estoque – responde por uma perda de faturamento na ordem de R$ 9 bilhões anualmente. Esse volume representa até 10% da receita das empresas deste segmento varejista.

A Close-up International, consultoria especializada no segmento, diz que a falta de planejamento conjunto entre indústria e varejo, em paralelo a falhas no adequação do mix e mensuração da demanda, é a principal causa desse tipo de problema. Conseguir uma melhor sintonia entre o forecast dos laboratórios e a demanda das farmácias é um dos principais pontos a ser melhorado, de maneira a envolver mais os fornecedores no dia a dia das redes varejistas. 

[1]  Com uma tarifa de deslocamento mais alta (pedágio ou taxa de embarque), isso acarretaria em um aumento dos custos operacionais das empresas transportadoras de cargas e de passageiros que, por sua vez seriam repassados aos demandantes dos serviços de transporte. Isto poderia afetar negativamente a competitividade da produção local e o quantum de viagens por motivos turísticos ou à negócios, o que provocaria uma redução da procura por transporte em um momento futuro.

Outro fator é a correta gestão das categorias de produtos. Tanto a IMS quanto a Close-up informam que este tipo de planejamento estratégico, que é tão comum em outros segmentos varejistas, tornou-se prioridade a pouco tempo nas drogarias. Ter o controle sobre o fluxo de mercadoria, categorizando-as corretamente, evita que um item de baixa demanda permaneça meses na prateleira enquanto outros de alto giro se esgotem rapidamente nas gôndolas. 

Tais controles são essenciais para as redes de drogarias pois, diferentemente de outros tipos de varejo, o cliente tende a não realizar a compra quando não encontra exatamente o produto que esta procurando. Ademais, ao não obter determinado item, o consumidor tende a não comprar outros produtos que por ventura iria levar em conjunto. Com isso, a ruptura não traz prejuízo somente no item faltante, mas também em outras categorias.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Comércio Varejista Geral: Definir a estratégia correta é essencial para elevar as vendas no segmento supermercadista


No segmento supermercadista, não basta alternar o foco para este ou aquele modelo de vendas, é necessário acertar na estratégia intra-loja. Como exemplo tem-se algumas redes que estão investindo no Atacarejo, dado o crescimento deste canal no último ano, mas optam por aumentar o portfólio de produtos e acabam descobrindo que a elevação de custo, inerente a isso, inviabiliza o preço baixo – principal característica do canal. Outro exemplo são os minimercados, onde as estratégias comumente adotadas em super e hipermercados tendem a não fidelizar os clientes, que preferem opções mais personalizadas à realidade da vizinhança.

Para evitar esses problemas, deve-se atentar para pontos importantes, como: formação do mix de acordo com o canal de vendas (mini, super, hiper ou atacarejos); otimização do espaço; posicionamento dos produtos; e adaptação da estrutura física. Esses detalhes costumam variar de acordo com o modelo de loja adotado, bem como com a realidade da localidade em que o empreendimento esta inserido. Por isso, cabe ao gestor analisar e identificar qual o cenário em que irá atuar, podendo obter variações consideráveis nas vendas – como verificou o Grupo Pão e Açúcar com o Miniextra, que após reformar algumas lojas e adapta-las observaram até 25% de aumento no faturamento.

Além disso, investir no e-commerce para o segmento alimentício também é uma boa estratégia. Três das grandes redes supermercadistas que atuam no Brasil – GPA, Sonda e Muffato – apresentaram crescimentos superiores a 20% nas vendas online, Entretanto, ressalta-se que a confiança do consumidor nesse canal de vendas ainda é baixa, e as dificuldades logística inerentes a esse modelo também são um desafio. Investimentos em marketing e nas linhas de distribuição dos produtos perecíveis são os principais pontos para que aumentem o número de empresas do setor atuando no mercado online.

Essas questões demonstram que apesar de este ser um mercado tradicional, além de essencial, ainda há espaço para crescimento das vendas. Isso se deve, entre outros pontos, ao grande mercado consumidor brasileiro, bem como a as inovações tecnológicas que avançam no setor. Com isso, tanto os grandes quanto os médios e pequenos supermercadistas devem estar sempre antenados nas alterações do perfil de consumo, adaptando-se a realidade dos seus clientes.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Comércio Varejista: E-commerce ganha força na crise


O e-commerce tem mostrado sua força mesmo neste período de recessão econômica. A facilidade em comparar preços e os preços mais baixos em comparação às lojas físicas tem atraído o público, inclusive aquele mais receoso sobre a segurança das compras online. Em paralelo a isso, uma estratégia promocional que vem ganhando força é a utilização de “cupons” para atrair o consumidor.

Um exemplo que une essas duas tendências são os sites de compra coletiva, que tem no Groupon seu representante mais famoso. No auge do modelo – em meados de 2010 – houve um grande fervor no mercado, com pequenas e médias empresas apostando nesse estilo de publicidade barata e que atraía uma demanda considerável. Contudo, foram vários os casos de mau atendimento devido justamente a quantidade de consumidores, o que gerou descontentamento e fez com os sites de compra coletiva repensassem suas estratégias. Hoje, sites como o Groupon estão se especializando cada vez mais em demandas focalizadas, atuando com oferta de “cupons de desconto” ao invés de ofertas baseadas no número de comprados. Isso evita que o comerciante se perca na quantidade, pois consegue ter controle do número de emissões que são feitas nos sites.

O crescimento do e-commerce fez inclusive com que o Carrefour, um dos maiores supermercadistas do país, a relançar seu canal de vendas online – após uma tentativa não bem sucedida em 2012. Segundo Charles Desmartis, CEO do Grupo Carrefour no Brasil, “o início da operação do e-commerce no Brasil reforça a estratégia “omnicanal”. O site brasileiro será baseado na experiência do grupo com as lojas virtuais na França e na Espanha. O foco será nos seguimentos de Casa & Famílias, com venda de eletrônicos, auto, ferramentas, entre outras. A venda de alimentos esta nos planos, mas será posta em operação num segundo momento.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto dos Santos

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Comércio Varejista: Mesmo com crise, e-commerce mantém crescimento


De acordo com a pesquisa Webshoppers, divulgada pela Ebit em parceria com o Buscapé, as vendas no e-commerce cresceram 3,3% em 2015, na contramão do varejo restrito tradicional que acumulou queda de 4%. Tal resultado demonstra a ascensão do comércio eletrônico, principalmente no momento de crise econômica onde os consumidores encontram na internet uma vitrine para comparar preços e encontrar o melhor custo benefício.

O destaque alcança pelas vendas online foi acompanhado pela entrada cada vez maior de empresas no setor, gerando uma competição cada vez mais acirrada e elevando o nível do serviço oferecido – dado que para ganhar o cliente, serviços diferenciados são ofertados, como frete grátis, programas de fidelidade, pós-venda especializado, entre outros. Tal empenho se justifica diante do tamanho do mercado, que em 2015 alcançou nada menos que 39,1 milhões de consumidores, com um tíquete médio de R$ 388 – 12% maior que o registrado em 2014.

Essa evolução, contudo, também tem chamada a atenção de criminosos que visam lucrar com o aumento das operações online. Segundo um levantamento elaborado pela Fcontrol, empresa especializada em soluções antifraude no comércio eletrônico, no primeiro trimestre de 2016 as fraudes em compras na internet aumentaram 1,32% em comparação ao mesmo período de 2015, mesmo diante de uma redução de 11% no volume de transações no acumulado do ano. De acordo com o relatório, o crime mais comum é a utilização de cartões de crédito e débito falsos para efetivar o pagamento online, sendo que as categorias-alvo costumam ser telefonia (smartphones), eletrônicos em geral e jogos.

Esses dados – bons e ruins – somente ressaltam a efervescência que o e-commerce tem vivenciado nos últimos anos. A popularização do acesso à internet banda larga móvel, em paralelo a melhorias na eficiência da logística de entrega proporcionam ao consumidor boas experiências de compra, fidelizando-o e garantindo a expansão do mercado – que segundo estudos, tem potencial para alcançar R$ 1 trilhão/ano num futuro próximo.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Comércio Varejista: Cartão próprio colabora com o resultado do setor supermercadista


No acumulado de janeiro a maio de 2016, as vendas em supermercados caíram 0,23% em comparação ao mesmo período do ano passado, demonstrando a continuidade da recessão econômica. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), tal queda já era esperada diante da permanente queda nos índices de confiança e intenção de compras dos consumidores. Diante deste cenário, estratégias de fidelização, como a utilização de cartões próprios, vêm colaborando com a sustentação das vendas.

Programas de fidelidade, cartão de crédito próprio e plataformas de CRM (sigla em inglês para Gerenciamento de relacionamento com Cliente), são as principais estratégias tomadas por pequenos varejistas na disputa pelos clientes com as grandes redes de hipermercados. Segundo um estudo divulgado pela DMCard, os consumidores que aderem ao cartão de crédito próprio das lojas tendem a consumir 55% mais que os clientes que não utilizam este serviço.

A fidelização proporciona informações sobre os clientes que permitem o direcionamento das campanhas promocionais através de plataformas CRM, aumentando a presença dos fidelizados na loja em 33% na média. Ao contrário das grandes varejistas que gerenciam internamente os cartões private label, as pequenas e médias optam por terceirizar este serviço para empresas como a própria DMCard, que apresentou um incremento de 29% no volume financeiro movimentado pelos cartões sob sua gerência em 2015.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Comércio Varejista: Tecnologia e criatividade são ferramentas contra a crise


Diante das expectativas nada animadoras para as vendas no comércio em 2016, os varejistas buscam soluções criativas para causar impacto no consumidor e atraí-lo às compras. No segmento supermercadista, as estratégias alcançam diversas etapas do negócio, desde o setor de compras até a organização das gôndolas.

Uma das maneiras para oferecer boas ofertas aos clientes é conseguir negociar com os fornecedores. Política de descontos, prazos de pagamento, redimensionamento dos lotes de compra são algumas das ações que podem render resultados positivos na otimização dos custos, além de melhorar o giro de estoque. Um custo menor possibilita ações promocionais agressivas, de maneira a atrair o consumidor às lojas e alavancar o faturamento.

Outros pontos importantes são a divulgação das promoções, layout das unidades de venda e a disponibilidade de produtos nas gôndolas. Soluções inovadoras, como cartazes eletrônicos de divulgação, possibilitam maior dinamismo nas lojas, melhorando também a padronização e agilidade na atualização das promoções. Além disso, a utilização de ferramentas de gestão de estoque vinculadas à saída dos produtos nos caixas possibilita acompanhar indiretamente a disponibilidade nas gôndolas, reduzindo o nível de ruptura (quando falta um item na área de vendas que esta disponível no estoque) e elevando a satisfação do cliente – que sempre encontrará o produto que esta buscando.

A aplicação dessas e outras estratégicas melhoram o movimento nas lojas e torna a operação mais eficiente, alavancando os resultados da empresa. Mesmo diante da queda na intenção de compra dos consumidores e da expectativa ruim para a economia no curto prazo, as redes varejistas que buscarem inovar possuem meios para driblar a crise e ainda sair fortalecidas dela, ganhando mercado e escalando posições na liderança do varejo.

Analista Responsável: Robson Poleto


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Varejo e Seguros: Novos canais de venda criam novas oportunidades


No século XXI, os avanços tecnológicos vêm mudando de forma acelerada os padrões de consumo. Em 2015, o e-commerce brasileiro faturou mais de 41,3 bilhões de reais, com destaque para as categorias de telefonia, eletrodomésticos, informática e casa e decoração. De acordo com a pesquisa da E-bit/Buscapé, os clientes estão adotando cada vez mais o chamado omnichannel, no qual há a integração entre lojas físicas e virtuais, como por exemplo a compra online e retirada na loja.

Este cenário tem muito a ver com as mudanças no perfil do consumidor. A média de idade dos “cyber clientes” é 43 anos, representando uma população que tem poder de compra e passou por todas as transformações tecnológicas relevantes (PC, internet, smartphones). Quando se trata da população jovem a situação é ainda mais impressionante. Com uma média de 80 horas/mês gastas em dispositivos móveis, os chamados “millennials” – jovens entre 16 e 36 anos – priorizam compras online e em aplicativos mobile. Com isso, as empresas do varejo estão tendo que investir pesado no desenvolvimento desses canais de venda, inovando com novos formatos de acesso e formas de atrair a atenção do consumidor cada dia mais ávido por novidade.

Além do tradicional varejo, outros segmentos também estão adentrando o mundo virtual de vendas. É o caso do setor de seguros, que observando a mudança no perfil dos clientes, esta criando e implementando novos sistemas digitais antifraude, viabilizando a venda em massa de apólices via internet. A ideia é disponibilizar uma gama de serviços digitais, levando aos segurados novas experiências de consumo e assistência.

Analista Responsável: Robson Poleto

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Atacado e Varejo: Novas e velhas estratégias para alcançar os consumidores


Em meio à crise, os varejistas buscando meios para atrair os consumidores às lojas. Uma das estratégias em alta desde o ano passado são as marcas próprias, que possibilitam ampliar a gama de produtos disponíveis a preços mais baixos. A estratégia de marketing é outro ponto de destaque na definição do plano estratégico.

De acordo com a consultoria Nilsen, no ano passado 44% das famílias trocaram as marcas famosas pelos rótulos próprios disponibilizados pelas redes varejistas e do Atacado. Além disso, 77% delas admite que se houvesse maior variedade de itens aumentariam o volume de compras desses produtos. Pensando nisso, as grandes redes como GPA e Carrefour estão investindo em parcerias com fornecedores e melhoria na logística, visando obter o máximo de eficiência no sistema e convertê-lo em preços baixos ao consumidor final.

Outro ponto relevante no comércio são as estratégias de marketing e a percepção de “quem” é seu público-alvo. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, nos Estados Unidos os chamados millennials – população entre 15 e 35 anos, também conhecida como Geração Y – já representam 26% da população consumidora. O comportamento desse público, segundo Terra, é multicomportamental e com fortes tendências culturais, rejeitando características típicas do mercado brasileiro, como filas, preenchimento de cadastros, entre outras. O uso de multicanais, como smartphones, lojas virtuais e redes sociais é predominante.

Contudo, não se deve perder o foco no mercado de interesse como um todo. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Mintel, 25% dos consumidores da Classe C afirmam prestar mais atenção na mídia tradicional, vinculadas em redes de TV, do que em anúncios online. Além disso, 20% dos entrevistados dizem pedir conselhos a amigos e familiares antes de efetuarem as compras, não dando atenção a propagandas, independente do meio de vinculação.

Todas essas questões se apresentam como um desafio às empresas do Varejo e Atacado. Para alavancar as vendas em 2016 e evitar novas quedas no faturamento será necessário um mix de estratégias capazes de alcançar os diferentes segmentos consumidores, com foco nos perfis de consumo (gênero, idade, poder aquisitivo, entre outros).

Analista Responsável: Robson Poleto



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Varejo: Vendas de supermercados caem 1,9% em 2015


A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) divulgou no último dia 27/01 os resultados para o setor em 2015. De acordo com a mesma, as vendas tiveram uma queda real de 1,9% em comparação com 2014 – a expectativa anunciada era de 0,3% de retração.

Este resultado demonstra a reação dos consumidores à crise econômica, recompondo suas cestas de consumo e buscando novas alternativas para equilibrar o orçamento familiar. Entre elas esta a migração dos supermercados para os Atacarejos (segmento do Atacado também conhecido como Cash&Carry), onde, na média, encontra-se produtos 15% mais baratos que no varejo tradicional. Além disso, as famílias estão buscando produtos com melhor custo-benefício, buscando diminuir a ida aos centros de compras.

Para 2016, a expectativa da Abras é de continuidade da recessão, com queda de 1,8% em relação às vendas de 2015, justificados principalmente pelo crescimento da taxa de desemprego, elevação da inadimplência e consequente redução da massa salarial disponível na economia.

Analista responsável: Robson Poleto

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Varejo: Com consumidores receosos, varejo ampliado retrai 1,4% em 2015


A falta de confianças dos consumidores em 2015 contribuiu para o resultado negativo nas vendas do varejo ampliado (inclui setor de autopeças e veículos e construção civil). No acumulado do ano, o índice ICVA (índice Cielo do Varejo Ampliado) registrou queda real de 1,4% em relação a 2014. O número já era esperado diante da conjuntura econômica recessiva em que o Brasil se encontra.

A queda no rendimento e o aumento do desemprego levaram a uma reestruturação na cesta de consumo das famílias, que tende a se concentrar em itens básicos de primeira necessidade. A falta de perspectiva de melhora na economia fez com que a demanda por crédito apresentasse um crescimento modesto em 2015, cerca de 1% em relação a 2014 – contra um crescimento anual médio de 7,1% obtido no período de 2008 a 2011, segundo a Serasa Experian.

O impacto da crise sobre as condições de emprego foi tão profundo que já é possível observar seus efeitos sobre o processo de mobilidade social que o país vinha apresentando desde 2004. Na contramão do que havíamos assistido até então, houve um retrocesso na pirâmide social em 2015. No acumulado até novembro cerca de 3,7 milhões de brasileiros saíram da classe C e migraram para as classes D e E, que elevaram suas participações de 16,1% para 18,9% e de 15,5% para 16,1%, respectivamente.

Diante das projeções negativas para 2016, o consumidor tende a se manter cauteloso ao longo de todo o ano, adotando uma postura racional. Com isso, alguns segmentos do varejo, como o de bens duráveis e semiduráveis (ex.: móveis e eletrodomésticos) terão dificuldades até mesmo para manter os níveis de venda de 2015, impactando assim num segundo ano consecutivo de crescimento negativo.

Analista Responsável: Robson Poleto


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Varejo e Atacado: Varejo busca novas estratégias para melhorar as vendas no Natal



A tradicional ceia de Natal com amigos e familiares esta mais pesada no bolso dos brasileiros em 2015. Diante da crise econômica, redução da renda e aumento do desemprego, as famílias estão mais cautelosas com os gastos neste fim de ano. A falta de perspectiva clara sobre o futuro influenciam os cortes nos gastos supérfluos, o que incluí alguns itens tradicionais do cardápio natalino.

Pensando nisso, varejistas em geral estão buscando novas maneiras de atrair os consumidores e incentivá-los a manter seus hábitos de consumo. Entre as estratégias, estão as promoções relâmpago e o pagamento parcelado para itens da cesta de natal. Isso possibilita ao consumidor manter os costumes sem comprometer sobremaneira a renda. Outra estratégia é a oferta de produtos próprios, que podem substituir as marcas famosas por um preço mais acessível.

Várias redes , tanto do varejo quanto do atacado, estão adotando essas ações para atrair os clientes e tentar “salvar” as vendas de Natal. Mesmo com a alta tributação sobre os produtos natalinos – que em alguns casos supera os 50% do valor final – o importante é tentar convencer as famílias de que a crise econômica não deve subjugar as tradições. Existem boas alternativas para manter a comilança em família enquanto esperamos pelo “bom velhinho”.

Analista Responsável: Robson Poleto

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Varejo: Private label: mais do que um cartão de crédito, uma estratégia de vendas


A adoção de cartões de crédito com marca própria tornou-se uma das estratégias mais vantajosas no varejo em 2015. Isso porque, com a renda em queda e a disponibilidade de crédito reduzida, os clientes veem nos chamados private label uma alternativa fácil e barata de manter o consumo mesmo em tempos ruins. 

A adoção dos cartões próprios nasceu nas grandes lojas de departamentos na década de 1970, e desde então tem se popularizado no varejo de vestuário, supermercados e até shoppings. Existem dois tipos de modalidade disponível para os varejistas: o puro, no qual a empresa administra todo o controle do meio de financiamento, terceirizando apenas a infraestrutura; e o co-branded onde é feito uma parceria com alguma instituição financeira que gerem a carteira de crédito. 

De acordo com especialistas em marketing, para pequenas e médias empresas, o co-branded é a melhor opção, pois permite a aplicação da ferramenta sem necessitar altos investimentos, como a aquisição de equipamentos, além do risco financeiro elevado. Segundo o Banco Central, em 2014, cerca de R$ 60 milhões foram movimentados no formato private label, mostrando a adesão dos comerciantes ao mesmo.

Mais do que uma opção de crédito, estes cartões de marca própria fazem parte de uma estratégia de fidelização do cliente, facilitando o financiamento das compras e ao mesmo tempo gerando informações preciosas às empresas, como ticket médio e preferência de produtos. Isso possibilita personalizar os serviços, com promoções direcionadas ao perfil de compra dos clientes, dando assim um diferencial à marca e colaborando com a retenção dos consumidores nas lojas.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Varejo: Black Friday agita o varejo brasileiro



Nesta sexta-feira, 27/11, o comércio em todo o país vivencia o que vem sendo considerado a última grande data do varejo em 2015. A Black Friday, campanha de vendas com altos descontos em vários segmentos, tornou-se uma tradição no Brasil desde 2010, ganhando a confiança do consumidor e apoio de órgãos públicos e privados no combate as fraudes.

O canal de vendas mais utilizado é o online, onde os varejistas se utilizam dos próprios websites ou dos portais especializados em busca e seleção de ofertas. Este ano, algumas redes também estão disponibilizando promoções em suas lojas físicas, ao estilo dos tradicionais “saldões” de janeiro. Com a retração econômica, o comércio busca meios de recuperar a queda 5,1% no volume de vendas, acumulada até setembro deste ano em comparação ao mesmo período de 2014. Ademais, é a última oportunidade de queimar o excesso de estoque e renovar os itens para as festas de fim de ano.

Para o consumidor, por outro lado, é uma ótima chance de antecipar as compras de fim de ano e aproveitar os descontos que chegam a 80%. Diante do cenário pessimista e de incerteza quanto à recuperação econômica em 2016, é a oportunidade das famílias cortarem gastos sem deixar de ir as compras.

Analista Responsável: Robson Poleto

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Varejo: Apesar da crise, supermercados esperam boas vendas no Natal


Mesmo com os números negativos do varejo em 2015, o setor supermercadista esta otimista para as vendas de Natal deste ano. Apesar da crise, os empresários acreditam que o “clima de festa” irá incentivar as famílias a manter os hábitos de consumo, típicos desta época do ano.

Uma enquete online realizada pela Revista Supermercado Moderno verificou que 64% dos supermercados que opinaram acreditam em aumento ou estabilidade das vendas de fim de ano em 2015, em comparação com o mesmo período de 2014. Alguns varejistas apostam em crescimento de 20%, puxado principalmente pelos itens tradicionais do período, como vinhos, champanhes e alimentos natalinos.

Entre os otimistas, a maioria se preparou ainda no primeiro semestre do ano, negociando com fornecedores, buscando melhores preços e aumentando os estoques. O mesmo vale para os produtos importados, os quais foram adquiridos antecipadamente para evitar uma alta ainda maior do dólar.

De modo geral, os supermercados não se abalaram completamente com a crise. A maioria ainda confia nas tradições e no “espírito natalino”, apostando que apesar dos problemas vividos em 2015, o setor ainda terá “boas festas” para comemorar. 

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Varejo: Crise modifica perfil do consumidor no varejo


Já é possível constatar os reflexos da crise econômica no perfil de compra dos brasileiros. A pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), em seu 49º congresso anual, resume os resultados do setor varejista no primeiro semestre de 2015. Os números mostram que, apesar da aparente estabilidade no volume de vendas, o consumidor tem alterado seus hábitos de consumo, o que pode ser encarado com preocupação pelos empresários do setor.

Os brasileiros tem ido menos às compras, com uma média de 2,6 visitas às lojas por família - uma queda de 6% em relação ao mesmo período de 2014. Em relação ao volume médio de compra, as classes A e B foram as mais impactadas, com redução de 7%, enquanto a classe C reduziu a quantidade de itens em 4,5% em média. Um dado interessante é que entre os produtos oferecidos, a categoria Premium apresentou aumento de 3,5% no volume de vendas, comparado com o mesmo período de 2015 – outra prova da mudança no perfil de compra do consumidor.

E válido destacar também a participação dos “Atacarejos” (Cash&Carry) no setor, que aumentaram as vendas em volume e valor na ordem de 8,5% em relação ao ano passado. Nesse sentido, a pesquisa ressalta a importância dos supermercadistas traçarem suas estratégias em conjunto com os fornecedores, pois a competição no setor esta acirrada e demonstra cada vez mais a importância da diferenciação das marcas, produtos e inclusive formatos de lojas (supermercados, atacados, conveniências), visando não só ganhos de escala e escopo, mas também promover uma experiência agradável de compra ao consumidor.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Atacado/Varejo & Equipamentos de Informática: Fim do Programa de Inclusão Digital


O aumento da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para bebidas quentes e o retorno da cobrança do PIS/Cofins sobre alguns produtos eletroeletrônicos, anunciados em 31 de agosto de 2015 pelo Governo Federal, teve repercussão importante nos setores de atacado e varejo, assim como nos equipamentos de informática, especialmente em computadores, smartphones e tablets.

De acordo com a Medida Provisória 690/2015, vinhos passarão a ser tributados entre 10% e 20% do valor do produto, dependendo da origem. Destilados como cachaças, gins, licores, vermutes, vodcas e uísques terão alíquota de 30%, também sobre o valor do produto. Outras categorias de bebidas foram incluídas com tarifação variando entre 20% e 30%. O imposto será cobrado da empresa produtora ou do responsável pela importação das bebidas enquadradas, podendo impactar diretamente as empresas do atacado e varejo. 

Além disso, houve a revogação do Programa de Inclusão Digital, implementado pela lei nº 11.196/2005, o qual zerava as alíquotas de PIS/PASEP e Cofins incidentes sobre a receita bruta de vendas no varejo de bens, como smartphones, modems, roteadores e computadores. Somadas as alíquotas dos dois tributos, os varejistas voltarão a ser tributados em 3,65% ou 9,25%, de acordo com o tamanho e o regime de incidência da empresa. Projeta-se um impacto negativo tanto para o varejo quanto para os fabricantes de equipamentos de informática e comunicação: ficará mais difícil o consumo desses dispositivos diante do aumento de preços causado pela tributação adicional, principalmente nesta conjuntura recessiva na qual o país se encontra. 

Enfatiza-se que ambas as medidas passam a vigorar a partir de 1º dezembro de 2015, e tem potencial para reduzir o consumo e fôlego das vendas de fim de ano. Destaca-se também que isso pode ser utilizado como estratégia de marketing pelos varejistas em novembro, período anterior ao reajuste e que conta com promoções de queima de estoque tradicionais como a Black Friday.