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quarta-feira, 29 de março de 2017

Carnes: Escândalo da “Carne Fraca” desencadeia crise nas exportações do setor


A operação “Carne Fraca” deflagrada no dia 17/03, que visa combater casos de corrupção nos órgãos fiscalizadores de produção de carnes, acabou assumindo proporções que não eram esperadas pelo setor, inclusive abrindo uma crise no setor devido a expectativa de que as exportações caiam ainda mais nos próximos meses.

A operação da PF acabou indicando problemas no preparo das carnes, inclusive de um frigorífico, da BRFoods, que tinha como foco a exportação de carne de aves, o que acabou gerando preocupação nos principais compradores de carne bovina, suína e de frango brasileira. Uma parte dos grandes compradores, como Hong Kong e China (os dois maiores importadores da carne bovina brasileira), efetuaram suspensão da compra de carne por tempo indeterminado, já outra parte, como União Européia e Japão, efetuaram suspensões provisórias. Os EUA somente intensificou a fiscalização das cargas importadas do Brasil. Esse movimento de suspensões foi suficiente para preocupar seriamente o setor, pois grandes compradores, como a China, impuseram suspensão por tempo indeterminado. É possível que estes problemas piorem, já que existem frigoríficos que estão sendo investigados pela PF e que podem vir a ser fechados por problemas sanitários. 

Assim, a crise no setor chega em um momento em que o mesmo desfrutava de confiança dos compradores externos, o que se refletia na quantidade de aberturas de mercados que o setor havia conseguido nos últimos quatro anos (com destaque para a abertura de mercados como EUA, Coréia do Sul e Japão, todos notoriamente conhecidos por serem exigentes compradores, que demanda altos níveis de cuidados com higiene na produção de alimentos), o que deverá ter um impacto ainda não possível de estimar no faturamento, mas que deverá reduzir os ganhos do setor para os próximos 2 anos. 

Analista Responsável: Ricardo Quirino.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Aços Longos: Votorantim expande sua produção de aços em tempos de incerteza

O Grupo Votorantim finaliza a construção de sua segunda siderúrgica no país, com o início das operações marcado para o começo de setembro. O investimento superior a R$ 1 bilhão vai dobrar a capacidade do Grupo, que é a quinta maior fabricante do Brasil, produzindo 750 mil toneladas de aço bruto. Atualmente, toda sua produção sai da fábrica de Barra Mansa (RJ) que, apesar de ter se expandido e modernizado desde o início de suas operações, não tem mais espaço para crescer.

A nova usina de Resende (RJ) vai começar a operar em três turnos durante seis dias por semana, com projeção de atingir 70% de produção em 2010, segundo as estimativas de demanda da companhia. Com as duas usinas em funcionamento, a meta será exportar 30% da produção total, com o foco comercial voltado para a exportação e alargamento da base de vendas no Brasil, tendo a América Latina, África e países da Ásia como os mercados alvos.

A decisão de terminar a siderúrgica se fez, pois as obras estavam em estágio avançado de construção, apesar de estarem paralisadas. Segundo a diretoria da empresa, manter essa a obra parada para uma possível retomada quando a demanda melhorasse acarretaria em maiores custos. Com a entrada da usina de Resende, a Votorantim passará a ter capacidade excedente para poder exportar e suprir a demanda interna de aços.