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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Indústria Farmacêutica: Pfizer comprará Allergan em acordo de US$160 bi



A farmacêutica Pfizer, fabricante do Viagra e do Lipitor, fechou acordo para comprar a fabricante do Botox, a Allergan, em transação avaliada em cerca de US$ 160 bilhões (quase R$ 600 bilhões – praticamente 6 vezes o rombo estimado no orçamento do Governo Federal desse ano) e orquestrada para reduzir os volumes de impostos pagos pela companhia norte-americana, que vai transferir sua sede para a Irlanda. A união das empresas, que vai criar a maior companhia farmacêutica do mundo, vai adiar para o final de 2018 a decisão da Pfizer de se dividir em duas, afirmou a empresa. Investidores vinham esperando que a Pfizer vendesse sua área de genéricos até 2017 para se focar em medicamentos de marca vendidos sob receita, uma decisão que vai ser adiada diante do tempo necessário para a integração da Allergan na empresa. 

Caso seja aprovada a transação, já que as autoridades norte-americanas estão buscando bloquear o acordo, seja para evitar a evasão de futuras receitas fiscais ou combater a concentração de mercado, será criada uma farmacêutica com expressiva captação de receitas, e consequentemente, um orçamento mais robusto para outras despesas, como P&D. Porém, no tocante à inovação farmacêutica, é preciso considerar que uma maior concentração de mercado não significa necessariamente em maiores volumes de investimento para descobrir drogas inovadoras, como aquelas destinadas à cura de condições como câncer e Alzheimer. Uma economia que dispõe de um ecossistema de inovação muito bem articulado, isto é, os governos oferecem funding para prazos de longa maturação (mais de 5 anos), as universidades fornecem mão-de-obra especializada, e as firmas deparam-se com um ambiente de estabilidade econômica que facilita a tomada de decisões, a irrupção de invenções que podem mudar o paradigma tecnológico é facilitada; e a Irlanda, fora os incentivos fiscais, oferece tal ecossistema, o que provavelmente foi decisivo para os executivos da Pfizer mostrarem que querem se mudar para o país europeu. 

Analista Responsável: Francisco Lira


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Indústria Farmacêutica: Hypermarcas vende divisão de cosméticos


A multinacional de beleza Coty comprou a divisão de cosméticos da Hypermarcas por R$ 3,8 bilhões e é a nova dona de marcas como Risqué, Monange, Biocolor e Cenoura & Bronze no Brasil. A transação vai zerar a dívida líquida da brasileira e direcionar seu foco inteiramente ao setor farmacêutico. A aquisição ainda precisa passar por autoridades reguladoras da concorrência e deve ser fechada até o fim de março.

Desta notícia é extraída principalmente a dedução que muitos analistas econômicos-financeiros (e acionistas) tiveram dessa transação: a Hypermarcas seguirá as vantagens dela no setor farmacêutico, logo, a venda de certos negócios alheios a essa é estratégica.

 No entanto, é preciso ressaltar que a Hypermarcas, a única farmacêutica na Bovespa, ainda depende do mercado de medicamentos similares, o qual detém uma baixa margem de lucro devido à grande concorrência. 

Atualmente, o laboratório não se empenha em investir em P&D, um passo necessário para criar medicamentos patenteados (e com maiores perpectivas de lucratividade), mas caso a direção da companhia perceba que não consiga expandir o market share do nicho em que está inserido, talvez seja empurrada nessa direção. Tal conjectura dependerá do desempenho futuro do mercado de medicamentos, junto com a articulação dos incentivos fornecidos pelo Governo Federal. 

Analista Responsável pelo Setor: Francisco Lira

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Indústria Farmacêutica: boas notícias em julho para a indústria farmacêutica


O Official Journal of the European Union publicou o reconhecimento da equivalência do controle brasileiro ao padrão europeu aplicado a insumos farmacêuticos. Com isso, fica reconhecido que a regulação estabelecida pela Anvisa, os procedimentos empregados pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), bem como os controles e ações de verificação de cumprimento aplicáveis no Brasil atingem nível de proteção equivalente ao adotado pela União Europeia.  Assim, o Brasil foi oficialmente incluído na lista de países com equivalência nos controles de insumos farmacêuticos.

Além disso, a Anvisa concedeu o registro para o medicamento Radioglic – Fludesoxiglicose (18F) – fabricado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear/CDTN, o qual é o primeiro medicamento da categoria de radiofármacos pronto para o uso registrado pela Anvisa desde a publicação em 2009 da norma que dispõe sobre o registro desses produtos.

Essas duas notícias mostram que o processo de inserção tecnológica internacional da indústria farmacêutica brasileira está em andamento. O reconhecimento da União Europeia do processo de equivalência no Brasil cria a oportunidade dos laboratórios nacionais especializados em genéricos conquistarem clientes que exigem os mesmos parâmetros de qualidade que há no mercado interno. É muito provável que multinacionais (Pfizer, por exemplo) do setor que investiram em genéricos, cogitem a possibilidade de exportar medicamentos brasileiros para a Europa.


Por fim, a criação de um radiofármaco nacional é o primeiro passo para o Brasil criar capacidades técnicas numa área que é permeada por importações, ou seja, é um traço de substituição de importações do setor, porém, tal medicamento conta por enquanto com a proteção do sistema público de saúde para ser vendido (as compras do SUS possuem preferências por mercadorias manufaturadas nacionalmente), algo que seria obstaculizado pelos medicamentos radioativos canadenses, os quais oferecem uma concorrência cerrada nesse nicho de mercado. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Indústria Farmacêutica: Medicamentos terão 6% de reajuste médio em 2015


O reajuste anual médio dos medicamentos vendidos no país, ponderado pela participação de mercado, será de 6%, segundo cálculo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). A conta leva em consideração as três faixas de aumento autorizadas pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), de até 7,7%, 6,35% e 5% conforme a concentração de mercado. Os aumentos já podem ser aplicados em cerca de 19 mil apresentações disponíveis no mercado varejista, porém tradicionalmente há um período de ajuste, em geral relacionado ao ritmo de reposição de estoques.
Para compreender melhor esse reajuste proposto pelo CMED, é precisa ater-se ao fato de que o IPCA baliza o teto do reajuste de preços, e assim, ao considerar os custos, produtividade e concentração de mercado, são postas deduções ou adições sobre esse teto de reajuste de preços. O IPCA de 7,7% refere-se ao acumulado entre março 2014 e fevereiro de 2015, o fator X, que denota a produtividade do setor para os próximos meses (quanto mais produtivo – e lucrativo – o setor, mais baixo tem que ser o reajuste), enquanto o fator Z, que se refere à concentração de mercado, é segmentado em 3 categorias: I – baixa concentração (predominância de genéricos), 24,45%, II – média concentração, 25,37%, e III – alta concentração (categoria em que povoa medicamentos patenteados, 50,18%). Por fim, há o fator Y que releva o aumento de custos (decorrente da desvalorização cambial e do aumento de energia) da indústria farmacêutica em relação aos demais setores, e nesse caso, foi 0%, algo supreendente. Supõe-se que no próximo reajuste (em 2016), seja contemplado os impactos dos aumentos da cotação de dólar (que estão tão presentes nos últimos meses) sobre as importações de insumos farmacêuticos.
Reajuste dos medicamentos = IPCA - X + Y + Z
I  – 7,7% - 2,70% + 0% + 2,70% = 7,7%
II – 7,7% - 2,70% + 0% + 1,35% = 6,35%
III – 7,7% - 2,70% + 0% + 0% = 5%
Claramente, os remédios patenteados possuem menor liberdade de aumentar os preços, frente ao mercado de medicamentos onde há maior competição, como similares e genéricos. Cabe destacar que houve mudanças na metodologia do fator Z devido à implantação do Sistema de Acompanhamento do Mercado de Medicamentos (SAMMED), a qual traz maior regulação sobre o fornecimento de medicamentos no país. Antes, simplesmente era avaliado a penetração dos medicamentos genéricos em diversos mercados para definir o fator Z.
É interessante salientar que o fator X foi menor que em 2015, pois essa estimativa de produtividade foi de 4,6% no ano passado, um valor superior ao atual. As razões para o fator X ser menor em 2015 provavelmente é um reflexo da conjuntura mais comedida do setor diante de uma cenário macroeconômico conturbado, e isso rebaixa a previsão de produtividade para os próximos meses até o próximo reajuste (março de 2016).  


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Indústria Farmacêutica: Câmara aprova o Marco da Biodiversidade


A Câmara dos Deputados aprovou o novo marco legal para o acesso ao patrimônio genético do país e mudanças na cobrança de royalties como compensação pelo uso da biodiversidade nacional em produtos dos setores farmacêutico, alimentício, agropecuário e cosmético. O texto vai ao Senado em regime de urgência. O projeto foi elaborado pelo governo após pressão das indústrias química, alimentícia e de cosméticos para facilitar a pesquisa da biodiversidade brasileira para desenvolvimento de produtos e renegociar multas a empresas e instituições que enviaram amostras para fora do país sem autorização ou fizeram pesquisa sem pagar os royalties.

O projeto prevê que a cobrança só ocorrerá depois da comercialização do produto final. A té o momento, os royalties eram cobrados antes mesmo de saberem se o produto daria retorno financeiro e muitas empresas deixaram de pagar. O governo decidiu reduzir a alíquota para repartição de benefícios, de 1,1% sobre a receita líquida do produto para 1%, com a possibilidade de redução para até 0,1% para "não comprometer a competitividade de setores que operem com uma margem menor". O percentual menor visa principalmente os produtos farmacêuticos.

O projeto de lei 7.735/2014, o Marco da Biodiversidade, deve estabelecer maior segurança jurídica a setores econômicos, como o farmacêutico, que fazem uso intensivo de recursos naturais para investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento, sem contar que deve proporcionar maior racionalidade ao uso da biodiversidade pelas companhias: elas somente pagarão royalties quando a inovação mostrar frutos, um contra-incentivo à biopirataria que também auxilia na redução dos riscos do investimento em inovação. Espera-se que com a aprovação do Senado, o projeto de lei pode estimular que as pesquisas que envolva a fauna e flora nacional permaneça no Brasil.



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Indústria Farmacêutica: Ministério lança regras para parcerias no setor da saúde.

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Industria-Farmaceutica.asp




O Ministério da Saúde colocou em consulta pública o novo marco regulatório das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), formadas entre empresas e laboratórios para a transferência de tecnologia na produção de medicamentos e vacinas. Entre as novidades da portaria estão os prazos para a realização de concorrência entre os laboratórios e empresas e regras mais duras para a transferência de tecnologia.

Nos últimos meses de cada ano, o governo publicará lista com insumos considerados estratégicos para a rede pública de saúde. As empresas terão até abril do ano seguinte para apresentar projetos de parceria com os laboratórios. Outra mudança que deverá constar da portaria prevê o início da compra dos medicamentos pelo Ministério, o que só se dará após comprovação do início do processo da transferência de tecnologia. Ou seja, as empresas só poderão vender o produto após comprovarem o início da produção nacional. 

Essas medidas recentes adotadas pelo Governo Federal colocam mais rigor na compra de medicamentos pelo SUS, os quais vão atentar-se mais para a produção nacional, que tem capacidade de transferir tecnologia para a economia brasileira no longo prazo. Porém, o aspecto mais importante dessa notícia é a lista de insumos estratégicos, os quais estão mirando possivelmente na repercussão do aumento drástico das importações de fármacos e adjuntos farmoquímicos (insumos farmacêuticos) nos últimos meses. Ao selecionar melhor os insumos para as compras governamentais e condicioná-los a parâmetros mais rigorosos de PDP’s, acredita-se na possibilidade da medida amenizar o déficit nessa área no curto prazo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Indústria Farmacêutica: Isenção de impostos já reduz o preço de remédios

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Industria-Farmaceutica.asp




A isenção do PIS/Cofins para uma lista de 174 substâncias usadas em medicamentos começou a impactar a redução do preço dos produtos nas farmácias. O benefício, anunciado no início do mês, deve provocar uma queda média de 12% nos preços dos remédios da lista, de acordo com cálculos feito pelo governo.Com a medida, 75,4% dos medicamentos comercializados no país são liberados do pagamento do PIS/Cofins. Quase todos os medicamentos tarja vermelha e preta já são beneficiados por essa política. Hoje, o impacto nos preços começou a ser sentido também em remédios usados para tratamento de artrite reumatóide, câncer de mama, leucemia, hepatite C, doença de Gaucher e HIV.

Essa isenção é uma excelente notícia para a indústria farmacêutica que clama pela redução da carga tributária no setor. Entende-se que os insumos ao não terem essa cobrança de imposto, os fabricantes têm espaço para reduzir os preços, já que esse mercado possui uma nível significativo de concorrência, isto é, buscam sempre conquistar os varejistas (a Droga Raia busca sempre os melhores preços, por exemplo). 

A medida não é provisória. No entanto, é preciso advertir que apesar do Governo Federal estar realizando importantes desonerações para o setor, um peso importante dos tributos sobre os medicamentos remanesce sobre as varejistas, como o ICMS (imposto estadual).

terça-feira, 10 de julho de 2012

Indústria Farmacêutica: Takeda conclui aquisição da Multilab.


A Takeda, maior laboratório farmacêutico do Japão, concluiu a aquisição do labóratório brasileiro Multilab. O Valor da aquisição foi de R$ 540 milhões provindos de recursos próprios. 

A multilab foi fundado em 1988 e se consolidou entre as 20 primeiras posições no ranking geral do mercado farmacêutico brasileiro em unidades vendidas e entre as 30 principais empresas em faturamento.

Com esta aquisição, a empresa entrará para a lista das 10 maiores fabricantes de medicamentos do país além de ganhar mais espaço nos mercados emergentes (ela também adquiriu a suíça Nycomed que atua em mercados emergentes). O foco estará nas classes menos favorecidas, com perspectivas de crescimento na América Latina.

Com sede em Osaka, Japão, a Takeda Pharmaceutical Company Limited foi fundada há 227 anos e esta presente em vários países, incluindo Japão, Estados Unidos, China, Cingapura, Taiwan, Tailândia, Filipinas, Canadá, Áustria, França, Irlanda, Suíça, Alemanha, Inglaterra, Itália e México, e também tem filiais de pesquisa e desenvolvimento nos Estados Unidos. A empresa possui centros de pesquisa globais no Japão, no Reino Unido e em Cingapura.

A Takeda trabalha principalmente com a área terapêutica, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares, reumatologia, oncologia e doenças urológicas, distúrbios do sistema nervoso central e doenças gastrointestinais.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Indústria Farmacêutica: Superfarmacêutica Nacional


Em meados da década passada, as indústrias farmacêuticas nacionais ganharam força no mercado local, principalmente com o desenvolvimento do mercado de genéricos (nos últimos 8 anos o segmento cresceu cerca de 937%). Porém, as multinacionais, percebendo o forte crescimento deste segmento de mercado, acabaram abocanhando grandes empresas e líderes de mercado nos últimos anos, como foram os casos da Medley, que foi comprada pela Sanofi-Aventis em 2009, e a Teuto, que foi comprada pela Pfizer em 2010. Ou seja, hoje no país não há como negar a forte concentração do setor em torno das grandes multinacionais, demonstrando a necessidade de fortalecer as empresas nacionais e suas posições em um mercado tão importante.

Para tal, neste começo de ano, foi anunciado no País a criação da BioNovis, uma joint venture entre os laboratórios brasileiros Aché, EMS e União Química, além da Hypermarcas, que também atua no mercado farmacêutico. Com isto, o País passará a ter um representante no mercado global de biomedicamentos (remédios produzidos com base em células vivas), segmento que movimenta cerca de US$ 160 bilhões anuais e cresce em média 12% ao ano no mundo. E para evitar que esta nova empresa passe pelo mesmo processo de outras nacionais que foram adquiridas por gigantes internacionais, ficou decidido pelos parceiros do negócio que a nova empresa não poderá ser vendida futuramente a grupos estrangeiros. Além disto, a pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos deverão ser voltados para atender necessidades da população brasileira e de outros países considerados em desenvolvimento.

A nova companhia surge com pretensões de se tornar a maior indústria farmacêutica do Brasil, aproveitando a lacuna no mercado nacional. Segundo o presidente da BioNovis, Odnir Finotti, o Brasil importa cerca de R$ 10 bilhões por ano em biomedicamentos, sendo que aproximadamente 60% desse montante é desembolsado diretamente pelo governo brasileiro. O início da produção de medicamentos pela nova empresa deve levar entre dois e três anos, após a aquisição de um pacote tecnológico, o qual representará a partida da etapa de pesquisa da nova empresa.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Indústria Farmacêutica: Hypermarcas anuncia compra do laboratório Neo Química.

A Hypermarcas anunciou, no último dia 7/12, a compra do Laboratório Neo Química, fabricante de medicamentos genéricos e isentos de prescrição que será incorporado pela subsidiária Hypernova Medicamentos Participações. O valor do negócio é de R$ 686,7 milhões, a serem pagos em três parcelas anuais, e envolve a emissão de 17,5 milhões de ações da Hypermarcas, a serem subscritas pelos acionistas do Neo Química. A operação total está avaliada em cerca de R$ 1,3 bilhão e os controladores do Neo Química deterão 7,3% do capital total da Hypermarcas, participando do bloco de controle da empresa.
Com a aquisição, a Hypermarcas se torna a terceira maior no setor de remédios em termos de faturamento, ultrapassando a Shering e a Eurofarma. À frente da companhia ainda estão a EMS e a Aché. Para a Hypermarcas, a compra da Neo Química é um grande passo em sua estratégia de criação de um conglomerado de bens de consumo com um amplo leque de produtos. A empresa, que hoje é líder no mercado de medicamentos vendidos sem prescrição médica, ganha força, também, no segmento de genéricos.
A Hypermarcas convocará assembléia geral extraordinária (AGE) de acionistas para aprovar o negócio, em data ainda não divulgada. Após a aquisição, o setor de medicamentos deve representar 40% do faturamento total da Hypermarcas. O setor de beleza e higiene pessoal deve responder por outros 40%. Alimentos e higiene e limpeza, combinados, devem contribuir com os 20% restantes.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Indústria Farmacêutica: Sanofi–Aventis anuncia investimento em nova fábrica.

No último dia 19/10, a empresa Sanofi-Aventis anunciou investimento de US$ 45 milhões em uma nova fábrica no pólo industrial de Brasília, que produzirá anticoncepcionais genéricos, segmento que movimenta aproximadamente R$ 1,2 bilhão por ano no país. A previsão é que a fábrica seja inaugurada em 2012.
Mas os investimentos da empresa não devem ficar restritos a esta produção. O plano é investir, num período de três anos, US$ 100 milhões no país, incluindo uma nova fábrica e a ampliação de outras unidades no Estado de São Paulo. Estes investimentos fazem parte do plano de expansão da empresa, que aproveita o crescimento contínuo do setor no país, compensando o declínio de algumas operações européias.
Com três fábricas no Brasil, nas cidades de Suzano, Campinas e Sumaré (SP), a francesa Sanofi-Aventis emprega cerca de 4 mil pessoas e faturou R$ 3,27 bilhões em 2008, sendo que hoje, a Sanofi-Aventis Brasil é a oitava maior subsidiária do grupo no mundo e a maior empresa farmacêutica do Brasil, com participação de mercado de 11,1%.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Indústria Farmacêutica: Anvisa estabelece novas regras para farmácias e drogarias.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na última terça-feira (18/08) novas regras, publicadas no “Diário Oficial da União”, para atuação de farmácias e drogarias em todo o país. No caso de descumprimento, os estabelecimentos estão sujeitos a multas que variam de R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão, tendo um prazo de até seis meses para se adequarem. A medida, segundo a entidade, visa dar um uso racional aos medicamentos e reduzir a automedicação.
Ficou estabelecido que as farmácias não poderão oferecer serviços ou produtos que não sejam relacionados à saúde, estando liberados, no entanto, cosméticos, perfumes e determinados tipos de alimentos, como os para dietas com restrição de nutrientes, além de produtos para bebês, higiene pessoal e para diagnóstico in vitro, entre outros.Pelas novas regras, apenas os funcionários terão acesso aos medicamentos, com todos ficando atrás do balcão, ou seja, não será possível o consumidor escolher um medicamento diretamente na prateleira. Somente medicamentos fitoterápicos e produtos como água boricada e glicerina poderão estar ao alcance dos consumidores.
Quanto as vendas pela internet e por telefone, somente estabelecimentos abertos ao público poderão utilizar destes veículos de venda, além disto, terão que ter sites com endereços “.com.br” para evitar que medicamentos sejam vendidos por farmácias registradas no exterior. Os remédios tarja preta só poderão ser comprados pessoalmente, já os que precisam de prescrição médica, a receita precisa ser vista pelo farmacêutico antes da venda.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Indústria Farmacêutica: Anunciada a venda da Panarello para o grupo alemão Celesio.

Grupo alemão Celesio anunciou a compra de 54% do controle da Panpharma, grupo que engloba as distribuidoras de medicamentos Panarello, a maior do país, American Farma e Sudeste Farma. A assessoria de imprensa da Panpharma confirmou as negociações e a transação deve ser anunciada semana que vem. Fundado em 1975, o grupo brasileiro faturou R$ 3 bilhões em 2008, atende 30 mil farmácias e possui 17% do mercado atacadista. O grupo, por meio de seu diretor, Panarello Neto, disse que os recursos do negócio serão integralmente aplicados na empresa com o objetivo de acelerar a estratégia de crescimento e, consequentemente, consolidar o grupo como líder absoluto no mercado de distribuição farmacêutica no Brasil, setor que com mais de 300 empresas faturou cerca de R$ 16,7 bilhões em 2008. O negócio, a se confirmar, comprova o interesse do capital estrangeiro no mercado farmacêutico brasileiro em todos os seus segmentos, seja nas indústrias, representada na tentativa da Sanofi-Aventis em comprar a Medley, terceiro maior laboratório farmacêutico do país e líder no mercado de genéricos, seja no setor de distribuição, com este negócio envolvendo a Panarello.