O grupo francês Vivendi anunciou, no último dia 13/11, a compra de 57,5% do capital da GVT por R$ 56,00 a ação, em um investimento total de cerca de R$ 4,1 bilhões. Desse total 30% foi proveniente dos acionistas fundadores da GVT, e os 27,5% restantes foram adquiridos em negociações privadas com investidores dispersos no mercado. O desembolso com a integralização do capital (100% do controle) pode chegar a R$ 7,2 bilhões conforme resultado da oferta pública que será feita aos demais acionistas, um total bem acima do previsto inicialmente em função da disputa pelo controle da empresa com a Telefonica.Sendo uma empresa de porte médio com boa posição, ofertante de serviços de telefonia fixa, cujo crescimento de clientes de internet banda larga vem sendo acima da média nos últimos trimestres; espera-se que a expansão da GVT ocorra em ritmo mais acelerado devido a maior capacidade de investimento da Vivendi, com expansão para além dos 83 municípios e 14 estados do país onde a empresa já atua.
A GVT possuía em Set/09 cerca de 1,4 milhões de acessos fixos em serviço, ou 3,5% do total nacional, e 604 mil acessos de banda larga, ou 5,4% do mercado, possuindo uma participação no total da receita bruta de 2% (gráfico) e apresentando, no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008, um crescimento de 27,7% na receita líquida.
Com a entrada de um competidor de porte internacional como a Vivendi, deveremos ter uma maior concorrência no mercado de Telecom, com esta trazendo sua experiência em mercados onde a GVT não atua – a empresa é dona da principal empresa de TV por assinatura e a segunda operadora de telefonia móvel e fixa da França –, devendo ser uma forte candidata a aquisição da licença nacional de 3G que a Anatel deve licitar no ano que vem.