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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Transportes: Rodoviário, Ferroviário, Aéreo, Navegação e Portos: Novo Plano Nacional de Concessões em Infraestrutura: o desafio de sanar os erros do passado para deslanchar


Os investidores estão aguardando com muita atenção o novo Plano Nacional de Concessões em Infraestrutura que poderá garantir nos próximos anos, investimentos superiores à R$ 200 milhões nas diversas modalidades de transporte. Entre os projetos aguardados estão as concessões de 3 trechos ferroviários, 8 trechos rodoviários, 14 aeroportos em diversas regiões brasileiras, além do arrendamento e privatização de mais de uma dezena de terminais portuários. 

Não há dúvidas de que o Brasil seja um mercado muito importante e promissor para novos projetos de fomento infra estrutural. No entanto, diversas falhas nos atuais modelos de concessão atualmente oferecidos, ainda inibem muito o apetite do empresariado a se aventurarem em novos projetos de expansão e modernização da estrutura existente.

É por tal razão que se espera que o novo plano contenha alguns dispositivos que eliminem estes erros do passado. Os novos contratos devem oferecer vias adequadas de acesso ao financiamento, podendo ser de origem nacional ou fundos estrangeiros. Neste caso, também devem estar previstos mecanismos de proteção cambial para evitar que variações bruscas distorçam a rentabilidade do projeto.

Além disso, devem estabelecer prazos realistas para a realização dos investimentos previstos, de forma a garantir um fluxo de caixa adequado em todo o período do contrato. Por fim, mas não menos importante, estes contratos devem garantir a previsibilidade jurídica. Para isso, é extremamente necessário que marcos regulatórios compatíveis com cada modalidade de transporte sejam estabelecidos e respeitados, garantindo aos investidores e usuários que as regras celebradas sejam respeitadas em todo o período contratado.

Especialista Responsável: Felipe Souza.

terça-feira, 21 de março de 2017

Transporte Aéreo: Nova rodada de concessões inaugura novo modelo de gestão sem participação da Infraero


Nesta semana foi finalizado com sucesso mais uma rodada de concessão que envolveu quatro aeroportos: Fortaleza, Porto Alegre, Salvador e Florianópolis. Como resultado, quatro operadores europeus levaram os terminais. A alemã Fraport conquistou dois deles, Fortaleza e Porto Alegre, já a francesa Vinci Airports ficou com Salvador e a suíça Zurich administrará o terminal de Florianópolis. 

Como contrapartida, as concessionárias deverão dispender cerca de R$ 6,6 bilhões em investimentos em melhorias e expansão dos aeroportos, também irão pagar ao Governo Federal R$ 3,7 bilhões advindos dos valores pagos na disputa de outorga onerosa, valor este que representa um ágio de 90% em relação aos valores mínimos estipulados nos editais e de 25% sobre os R$ 3 bilhões pré estabelecidos como meta pelas autoridades governamentais. Além disso, os concessionários também pagarão anualmente a contribuição variável de 5% das receitas obtidas em cada aeroporto em todo o período da concessão (no prazo de 25 anos em Porto Alegre e 30 anos nos demais aeroportos).

O destaque desta nova rodada de concessões foi o modelo de gestão em que não mais obrigava o consórcio ganhador a ceder a fatia de 49% da participação à Infraero, sendo eliminada por completo a obrigatoriedade da estatal no controle societário dos aeroportos concedidos. Isto deverá impactar diretamente nos processos de decisões de investimentos, uma vez que o grupo não mais precisará do aval da Infraero para aprovar e gerir as obras, além de eliminar um fator financeiro limitante: atualmente a Infraero não detém caixa suficiente para tocar todos os projetos de investimentos exigidos pelos contratos firmados no tempo e velocidade desejada. Neste sentido, desobrigação da participação da Infraero elimina o risco de que obras iniciadas nestes aeroportos sejam paralisadas caso haja um corte no orçamento da estatal.

Analista Responsável: Felipe Souza

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Transporte Aéreo: Após 10 anos, cai o número de passageiros transportados por empresas aéreas nacionais


Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de passageiros transportados pelas companhais aéreas nacionais apresentou retração de 4,3% em 2016. Ao todo, foram transportados 122 milhões de passageiros, ou seja, 5,5 milhões de clientes a menos do que os 127,5 milhões de usuários registrados em 2015. Essa é a primeira vez em dez anos que o país tem queda no número de passageiros transportados. Já a oferta de assentos pelas companhias também apresentou queda de 5,3% em relação a 2015.  

Quando divididos os resultados registrados em “mercado doméstico” e “mercado internacional”, este primeiro apresentou uma queda de 5,7% com o transporte de cerca de 89 milhões de passageiros, por sua vez, a oferta de assentos também diminuiu em 5,9%. Já no mercado internacional, as companhias aéreas transportaram 33,1 milhões de passageiros, uma ligeira queda de 0,3%, enquanto a oferta de assentos se reduziu em 3,1%. 

A forte queda da atividade econômica prejudicou significativamente a demanda do setor uma vez que a retração das atividades industriais e empresariais impactou negativamente no número de passageiros a negócios, ao mesmo tempo que a elevação do desemprego, a queda do rendimento médio e a retração do crédito disponível afetou desfavoravelmente o número de viajantes a passeio. No entanto, a confluência dos resultados de demanda de passageiros e oferta de assentos nos revela um dado positivo para as empresas nacionais: houve um crescimento do número de passageiros por voo (a chamada taxa de aproveitamento das aeronaves) passando de 80,2% em 2015 para 81% em 2016, ou seja, variação positiva de 0,8 p.p. Isto é um bom sinal para as companhias, uma vez que, com menor taxa de ociosidade, a margem operacional destas se eleva impactando positivamente na taxa média de lucro do setor.

Analista Responsável pelo Setor: Felipe Souza.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Transporte Aéreo: Companhias aéreas comemoram a aprovação preliminar da MP 714/16 apostando no capital externo para aliviar a crise financeira do setor


Ao que tudo parece, um antigo pleito do setor aéreo deu seu primeiro passo para se concretizar. A Câmara de Deputados aprovou uma emenda à Medida Provisória do Setor Aéreo (MP 714/16) que permite que empresas estrangeiras possam ter total controle do capital de companhias aéreas no Brasil. Inicialmente, o texto original previa que o percentual máximo do controle acionário com direito à voto das companhias aéreas seria de até 49%. Atualmente, esta participação é limitada a 20%. Agora, o Senado precisa aprovar o texto para que este entre em vigor.

Apesar do assunto não ser consensual entre as posições na Câmara (uma vez que algumas alas alegam que a irrestrição acaba por colocar em xeque a soberania do setor aéreo nacional), esta aprovação preliminar foi grandemente comemorada pelas companhias aéreas nacionais, uma vez que estas vem registrando significativos prejuízos operacionais desde 2011 (somente em 2015 as maiores companhias registraram juntas um prejuízo líquido de R$ 5,9 bilhões em 2015, o maior da história do setor) e que um provável aporte de capital poderia trazer um significativo alívio financeiro para estas.

Vale destacar que as maiores companhias aéreas já detém parte significativa de capital estrangeiro em seus aportes patrimoniais, como a GOL, a Azul e a Latam. No entanto, como a legislação limitava a participação estrangeira apenas no capital votante, a MP visa a adequação destes aportes à Lei 6.404 (Lei das Sociedades por Ações), tornando a realidade financeira observada à forma societária prevista pela Lei citada.

Analista Responsável pelo Setor: Felipe Souza


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Transporte Aéreo: Cenário de retração da demanda e elevação dos custos compõem cenário delicado ao setor aéreo


O transporte aéreo fechou 2015 com uma pequena expansão na demanda e oferta por viagens nacionais. No entanto, este resultado deve ser visto com certo cuidado, uma vez que não expressam a situação do mercado aéreo por dois fatores:

1º Primeiramente, nos últimos meses do ano anterior, pode-se observar uma redução tanto da demanda, quanto na oferta aérea em razão da mal ambiente econômico vivido. 

2º Dada a desvalorização do Real em relação ao Dólar, isso refletiu numa elevação dos custos operacionais das empresas aéreas (que já estão operando com uma margem reduzida). A saber, importantes insumos do setor como o combustível de aviação, os serviços de manutenção e peças das aeronaves são fixados em Dólar, assim qualquer movimento de valorização da moeda norte-america impacta diretamente no aumento dos custos do setor, reduzindo assim as margens operacionais das companhias aéreas.

Por tais razões, as empresas se encontram num dilema: Qual seria a decisão mais racional a se tomar neste cenário? Aumentar o preço médio das passagens, repassando este aumento dos custos ao consumidor final de forma a recuperar partes da margem operacional perdida, ou absorver elas mesmo esta elevação dos custos na tentativa de frear a queda da demanda por viagens aéreas?

Sabe-se que o ambiente econômico em 2016 não será propício para qualquer aumento das tarifas, mas que, se o câmbio continuar pressionando os custos das empresas, estas serão obrigadas a repassarem ao consumidor, sob a pena de passarem a operar no vermelho caso não o façam.

Analista Responsável: Felipe Souza


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Transporte Aéreo: Queda na demanda corporativa e desvalorização do Real está mudando o perfil das viagens aéreas


O cenário econômico conjuntural, marcado pela retração econômica  e desvalorização cambial, vem alterando o perfil dos passageiros que utilizam o modal. A desaceleração dos negócios, a necessidade de cortar custos e as incertezas com a economia estão fazendo as empresas a reduzirem as viagens de trabalho. Além do mais, a desvalorização cambial impactou no preço das passagens aéreas de forma a deprimir a demanda aérea (uma vez que a maior parte dos custos do transporte aéreo são dados em Dólar), sobretudo em viagens internacionais.

Tal redinamização da demanda também está alterando a estratégia de atuação das principais companhias aéreas nacionais. Após a TAM anunciar um corte das operações no mercado doméstico neste ano, a aposta é que as demais concorrentes também  façam ajustes para se readequarem à nova relação entre a oferta e a demanda no setor; além disso, na busca por maior rentabilidade, as companhias aéreas estão apostando fortemente na ampliação da classe executiva e reduzindo o espaço mais nobre das aeronaves em viagens internacionais.


Todo este cenário desenhado certamente irá repercutir na receita de voo obtida pelas companhias aéreas. Para 2015 projeta-se que a receita real (descontada a inflação do período) do setor venha a apresentar o menor crescimento da década, sendo necessário dois ou três anos para a dinâmica econômica nacional e regional se refortalecerem , e para que as medidas de corte de custos se traduzam em melhores resultados financeiros das companhias aéreas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Transporte Aéreo: Congonhas amplia a oferta de voos e companhias “entrantes” são as beneficiadas.



Após sete anos do maior acidente aéreo nacional (onde deixou 199 mortos), que causou a redução  do limite de trânsito para 30 movimentos de aeronaves por hora (slots) no aeroporto de Congonhas, a ANAC acaba de aprovar a oferta adicional de slots para o setor.


Assim, a agência distribuiu 43 slots por dia, o que só foi possível devido à ampliação de 3 pousos e decolagens por hora (passando de 30 para 33 slots a depender do horário) para a aviação regular. Todos esses movimentos foram alocados exclusivamente para empresas com participação de até 12% dos voos em Congonhas.



Deste modo, as companhias Azul (com a operação de mais 26 horários) e Avianca (com 17 slots adicionais)  foram as mais beneficiadas. O objetivo da Anac é incentivar a concorrência no aeroporto e, consequentemente, reduzir os preços das passagens, além de aumentar a eficiência das empresas, com a imposição do cumprimento de um índice mínimo de 90% de regularidade e de 80% de pontualidade para garantir a manutenção de seus horários.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Transporte Aéreo: Azul demonstra grande movimentação no segmento da viação regional

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Transporte-Aereo.asp


A companhia aérea Azul assinou um carta de intenção de compra de 50 jatos regionais modelo E195-E2 da brasileira Embraer. Destas 50 unidades, 30 representam pedidos firmes com uma opção de compra de outros 20 aparelhos.

O contrato de um valor estimado de 3,1 bilhões de dólares expressa o esforço da Azul de aumentar sua fatia de mercado em um momento onde o setor nacional sofre significativas mudanças organizacionais e de modernização de seus principais aerorportos.

Além disso a escolha de investir no nicho de aviação regional evidencia que a Azul se prepara para acompanhar a previsão de grande expansão da demanda por voos regionais nos próximos anos, uma vez que é sabido que o programa de aviação regional, que contempla investimentos bilionários em 270 aeroportos do interior, deverá entrar em fase operacional já em 2014 com o início das licitações para obras e reformas de terminais e nas pistas de aeroportos regionais localizados em todas as regiões do território nacional.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Transporte Aéreo: CCR entra no modal aéreo após vencer o leilão de concessão de Confins

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Transporte-Aereo.asp


Mais um leilão de concessão aeroportuária foi concluído com sucesso. O consórcio Aero Brasil, formado pelo Grupo CCR (75% de participação) e os operadores aeroportuários internacionais Flughafen München GmbH e Flughafen Zürich AG (25%) venceu o leilão de concessão aeroportuária do Aeroporto Internacional Tancredo Neves/Confins com o lance de R$ 1,82 bilhão, o que representa um ágio de 66% em comparação com o valor mínimo estabelecido pelo Governo Federal (R$ 1,096 bilhão) .

O vencedor terá o direito de operar  e explorar o Aeroporto Confins por 30 anos. Além disso o consórcio deverá investir R$ 3,5 bilhões na modernização e manutenção do aeroporto durante todo o prazo da concessão.

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves/Confins é um dos principais aeroportos em operação no País, com um total de 8.275 milhões de passageiros transportados de janeiro a outubro de 2013, segundo Infraero. O grupo vencedor se mostra muito otimista em relação à projeção de faturamento e movimentação de Confins. O diretor da área de aeroportos da CCR, Ricardo Bisordi, informou que espera obter um retorno do investimento feito no Aeroporto de Confins (MG) dentro de até oito anos (payback) e de que a estimativa de movimento em 2043, ao final da concessão, é de que alcance um total de 43 milhões de passageiros por ano.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Transporte Aéreo: Novos aeroportos privados serão construídos



Após meio ano da assinatura do decreto que autorizou a exploração comercial de aeroportos privados voltados à aviação geral, foi anunciada a construção do primeiro projeto desta natureza.

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wellington Moreira Franco,confirmou a construção do novo aeroporto da Harpia Logística, para o qual direcionará cerca de R$ 1 bilhão. A ser localizado no bairro de Parelheiros (extremo sul da cidade de São paulo), terá uma pista com capacidade para até 240 mil pousos e decolagens por ano além da disponibilidade de  uma ampla infraestrutura no complexo voltada para atuação de helicópteros, jatinhos e aeronaves de menor porte.

Depois de se mostrar urgente a ampliação dos aeroportos existentes, bem como a construção de novos em regiões com grande demanda reprimida, o governo (na figura da Infraero) tem defendido largamente iniciativas como esta. Uma demonstração disso é que o projeto da Harpia é apenas um dos quatro apresentados ao Governo depois do decreto presidencial.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Transporte Aéreo: Novos aeroportos privados serão construídos



Após meio ano da assinatura do decreto que autorizou a exploração comercial de aeroportos privados voltados à aviação geral, foi anunciada a construção do primeiro projeto desta natureza.

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wellington Moreira Franco,confirmou a construção do novo aeroporto da Harpia Logística, para o qual direcionará cerca de R$ 1 bilhão. A ser localizado no bairro de Parelheiros (extremo sul da cidade de São paulo), terá uma pista com capacidade para até 240 mil pousos e decolagens por ano além da disponibilidade de  uma ampla infraestrutura no complexo voltada para atuação de helicópteros, jatinhos e aeronaves de menor porte.

Depois de se mostrar urgente a ampliação dos aeroportos existentes, bem como a construção de novos em regiões com grande demanda reprimida, o governo (na figura da Infraero) tem defendido largamente iniciativas como esta. Uma demonstração disso é que o projeto da Harpia é apenas um dos quatro apresentados ao Governo depois do decreto presidencial.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Transporte Aéreo: Latan expandirá e modernizará sua frota


Latam Airlines investirá cerca de R$ 24 bilhões até 2017 na renovação  e expansão de sua frota que opera na América Latina e Brasil. Para financiar tal aporte a empresa conta com uma ampliação de capital de US$ 1 bilhão (R$ 2,14 bilhões). O plano de investimentos de US$ 11 bilhões será realizado de forma gradual até 2017: US$ 2,145 bilhões em 2013, US$ 1,5 bilhão em 2014, US$ 1,1 bilhão em 2015; US$ 2,9 bilhões em 2016 e US$ 3,2 bilhões em 2017.

A Latam comprará 165 aeronaves que permitirão a substituição de 114 aviões que deixarão de operar entre 2013 e 2017. Estes novos modelos permitirão reduzir o consumo de combustível em 15% e diminuir as emissões de dióxido de carbono.

Mesmo com o insatisfatório cenário do setor no âmbito nacional, tal ação é de grande importância para o médio e longo prazo em virtude das projeções de crescimento do tráfego aéreo de passageiros na América Latina (região considerada a segunda com maior potencial de crescimento, atrás apenas da Ásia) e do Brasil.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Transporte Aéreo: Governo fará concessão em mais dois aeroportos repetindo a fórmula da primeira rodada


O Governo dará início à nova rodada de concessão dos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (Grande BH). A previsão é que o anúncio oficial seja feito após o término das eleições municipais.

O modelo deverá apresentar poucas modificações em comparação ao utilizado na última rodada. A principal alteração refere-se à exigência de que os participantes comprovem experiência na administração de aeroportos com movimento de pelos menos 30 milhões de passageiros por ano, muito acima dos 5 milhões exigidos no leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. A nova rodada repetirá alguns pontos contestáveis - como o critério de vencedor, baseado apenas no maior valor de outorga, bem como não haver um plano definido e explícito de melhorias da categoria de transporte de cargas.

O fato é que, com pouco tempo hábil para preparar um novo modelo de concessão (caso o cronograma seja seguido, os novos operadores só assumirão em 2014, com pouco tempo para as intervenções necessárias antes da Copa, por exemplo), optou-se por seguir o modelo clássico ainda imperfeito, que estimula novos investimentos nos aeroportos concedidos (apesar de não haver garantias que tais inversões não encareçam o preço final do serviço), porém não ataca o problema do elevado custo logístico enfretando no transporte de cargas.

Transporte Aéreo: Aeroportos concessionados terão R$ 16,5 bilhões em investimentos


Se por um lado a primeira rodada de concessões aeroportuárias trouxe à tona algumas diversas críticas quanto à forma de contratação das operadoras vencedoras, bem como as condições de operacionalidade (tanto na modalidade de passageiros quanto de carga) por outro, acabou por estimular novos investimentos nestes aeroportos. 

As empresas que ganharam a concessão dos três primeiros aeroportos leiloados no país - Cumbica, Viracopos, e Brasília - anunciaram R$ 16,5 bilhões em investimentos nos terminais a serem realizados em até 30 anos.

O consórcio Inframérica, novo operador do aeroporto de Brasília, irá investir R$ 1,1 bilhão, até 2016, para ampliar a capacidade do terminal. Em Viracopos, que será dirigido pelo grupo Triunfo, serão R$ 8,4 bilhões direcionados, dentre outras ações, para a moderniação do atual prédio de embarque e desembarque, além da construção de um novo terminal até antes da Copa. Em Guarulhos, arrematado pela Invepar, o investimento previsto será de R$ 7 bilhões, cabendo destaque para a construção de um terceiro terminal de passageiros com hotel e do alargamento de uma das pistas programado para 2014.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Transporte Aéreo: Latan anuncia maciços investimentos tentando dispersar o pessimismo no modal.


A Latan, empresa resultante da fusão entre a TAM e a LAN, pretende investir cerca de US$ 7,87 bilhões em sua frota de aeronaves até 2014, passando a empresa a operar 359 aviões, um incremento de 40 unidades à sua frota atual. Assim, o plano prevê adquirir aviões por US$ 2,9 bilhões este ano, US$ 2,2 bilhões em 2013 e US$ 2,5 bilhões em 2014.

Esta ação vem em um momento onde aumentam as desconfianças acerca da saúde financeira do setor (apesar de sua demanda por voos estar ainda aquecida) e pode contribuir para dispersar tal inquietação dos investidores e agências de risco.

O grupo, uma das 10 maiores empresas de aviação do mundo, divulgou que obteve lucro de US$ 49,7 milhões no segundo trimestre ante US$ 15,9 milhões em igual período de 2011, resultado bem distinto de sua principal concorrente aqui no Brasil, a Gol, que divulgou resultados deficitários em R$ 715,1 milhões (prejuízo líquido), praticamente o dobro do resultado negativo apurado um ano antes, de R$ 358,7 milhões.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Transporte Aéreo: Gol Vende Parte de seu Capital à Delta Airlines para Elevar sua Participação em Voos Internacionais


Por cerca de US$ 100 milhões, a Gol vendeu cerca de 3% de seus papéis que dão direito a participação no conselho de administração da companhia para a Delta Airlines para dar proseguimento a sua estratégia de aumento da participação do market share no setor aéreo.

Com isso, a Gol e a Delta poderão ampliar acordos de compartilhamento de voos, permitindo à Delta colocar seu código em mais trajetos da Gol no Brasil, Caribe e América do Sul, e à Gol, colocar seu código em serviços Delta entre Brasil e EUA e a partir deste para outros destinos.

Esta ação faz-se em um momento de grande modificações no setor aéreo nacional, sobre o qual há grandes expectativas com relação ao seu desempenho nos próximos anos, sobretudo em 2014 e 2016, em virtude da grande demanda esperada de turistas vindos para o Brasil para apreciar os jogos esportivos previstos, bem como a forte expansão da procura interna como prevê o direção da Gol: "O Brasil será em 2014 o quarto maior mercado aéreo do mundo, com 90 milhões de passageiros transportados"; além disto o movimento de internacionalização da companhia brasileira demosntra seu esforço para fazer frente a futura criação da Latan (fusão entre a Tam e a LAN), que severá ser a maior empresa aérea da América do Sul.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Transporte Aéreo: Investimento Avaliado em R$ 406 milhões no Aeroporto de Sergipe Promete Inserir o Estado na Economia Brasileira


O Governo de Sergipe anunciou investimento da ordem de R$ 406 milhões (sendo R$ 306 milhões da Infraero e R$ 100 milhões do Governo do Estado) para ampliação da Pista de Pouso e Decolagem – PPD - e construção do novo Terminal de Passageiros do Aeroporto Santa Maria, com início previsto para junho de 2012.

O projeto tem o objetivo de realizar o desmonte do que restou do Morro do Avião e a elaboração dos projetos da pista e da estação de passageiros, além dos estudos de impactos ambientais.

Com a construção do novo terminal de passageiros, o antigo passará a ser um terminal de cargas, o que poderá inserir o estado de Sergipe a dinâmica da economia brasileira, pois será uma alternativa para o escoamento das exportações nacionais para o mundo.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Transporte Aéreo: Líder no Mercado de Aviação Regional, Trip Investe


A Trip linhas aéreas anunciou investimento para a aquisição de 18 aviões turboélice ATR 72-600. O valor da estimado é de US$ 903 milhões, incluindo ainda, 22 opções de compra adicionais. Das 18 aeronaves compradas, metade serão adquiridas diretamente da ATR e nove, de contratos de leasing. Além destas, a companhia também está investindo US$ 15 milhões na aquisição de um simulador de voo para os modelos ATR, a ser utilizado para o treinamento dos pilotos.

Com o franco crescimento econômico de regiões de médio porte e localizadas em áreas interioranas do País, pode-se observar uma tendência de expansão das rotas regionais, com pequenas escalas de distância entre origem e destino. Até o fim do ano a frota da Trip terá 55 aviões, voando a 89 municípios. A Trip tem 71% do mercado de aviação regional e é a maior operadora brasileira de aviões com menos de 100 assentos.

É visando se consolidar como líder neste setor que a empresa envereda, cada vez mais, em projetos desta natureza com a finalidade de ampliar a frota e melhorar a eficiência operacional. Estratégia que prepara a companhia para enfrentar a expansão do mercado doméstico e consolidar a liderança no mercado de aviação regional na América do Sul.