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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Atacado e Varejo: Novas e velhas estratégias para alcançar os consumidores


Em meio à crise, os varejistas buscando meios para atrair os consumidores às lojas. Uma das estratégias em alta desde o ano passado são as marcas próprias, que possibilitam ampliar a gama de produtos disponíveis a preços mais baixos. A estratégia de marketing é outro ponto de destaque na definição do plano estratégico.

De acordo com a consultoria Nilsen, no ano passado 44% das famílias trocaram as marcas famosas pelos rótulos próprios disponibilizados pelas redes varejistas e do Atacado. Além disso, 77% delas admite que se houvesse maior variedade de itens aumentariam o volume de compras desses produtos. Pensando nisso, as grandes redes como GPA e Carrefour estão investindo em parcerias com fornecedores e melhoria na logística, visando obter o máximo de eficiência no sistema e convertê-lo em preços baixos ao consumidor final.

Outro ponto relevante no comércio são as estratégias de marketing e a percepção de “quem” é seu público-alvo. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, nos Estados Unidos os chamados millennials – população entre 15 e 35 anos, também conhecida como Geração Y – já representam 26% da população consumidora. O comportamento desse público, segundo Terra, é multicomportamental e com fortes tendências culturais, rejeitando características típicas do mercado brasileiro, como filas, preenchimento de cadastros, entre outras. O uso de multicanais, como smartphones, lojas virtuais e redes sociais é predominante.

Contudo, não se deve perder o foco no mercado de interesse como um todo. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Mintel, 25% dos consumidores da Classe C afirmam prestar mais atenção na mídia tradicional, vinculadas em redes de TV, do que em anúncios online. Além disso, 20% dos entrevistados dizem pedir conselhos a amigos e familiares antes de efetuarem as compras, não dando atenção a propagandas, independente do meio de vinculação.

Todas essas questões se apresentam como um desafio às empresas do Varejo e Atacado. Para alavancar as vendas em 2016 e evitar novas quedas no faturamento será necessário um mix de estratégias capazes de alcançar os diferentes segmentos consumidores, com foco nos perfis de consumo (gênero, idade, poder aquisitivo, entre outros).

Analista Responsável: Robson Poleto



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Atacado: Atacado acumula queda de 9,6% na receita bruta em 2015



De acordo com a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), o faturamento bruto do setor atacadista reduziu 8,27% em setembro, comparado com o mesmo mês de 2014. No acumulado até o referido mês, a queda chega a 9,6% em relação a igual período do ano anterior. A crise econômica abalou a confiança do consumidor, bom como seus hábitos de consumo, e diante disso, resta aos atacadistas se “reinventar” para reduzir as perdas.

Os dados do setor mostram que há meses o faturamento do setor atacadista distribuidor vem apresentando retração em comparação a 2014. Com aumento do desemprego e da inflação, somados à redução na renda média das famílias, os consumidores estão revendo suas cestas de consumo e cortando os gastos supérfluos, como lazer, e reduzindo os essenciais, como alimentação. Isso impactou diretamente os tradicionais clientes do atacado, os chamados “transformadores”, como restaurantes, mercearias e outras categorias de consumo de bens e serviços voltados às famílias.

Com esse cenário ruim e a baixa expectativa de recuperação no curto prazo, os atacadistas devem buscar alternativas de manter o consumidor nas lojas, buscando negociações com fornecedores, disponibilizando opções mais econômicas de compra, e apostando nos “Atacarejos”, que tem apresentado crescimento nas vendas por conta dos preços mais baixos para o consumidor final em relação ao setor supermercadista convencional.

Analista Responsável: Robson Poleto

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Atacado/Varejo & Equipamentos de Informática: Fim do Programa de Inclusão Digital


O aumento da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para bebidas quentes e o retorno da cobrança do PIS/Cofins sobre alguns produtos eletroeletrônicos, anunciados em 31 de agosto de 2015 pelo Governo Federal, teve repercussão importante nos setores de atacado e varejo, assim como nos equipamentos de informática, especialmente em computadores, smartphones e tablets.

De acordo com a Medida Provisória 690/2015, vinhos passarão a ser tributados entre 10% e 20% do valor do produto, dependendo da origem. Destilados como cachaças, gins, licores, vermutes, vodcas e uísques terão alíquota de 30%, também sobre o valor do produto. Outras categorias de bebidas foram incluídas com tarifação variando entre 20% e 30%. O imposto será cobrado da empresa produtora ou do responsável pela importação das bebidas enquadradas, podendo impactar diretamente as empresas do atacado e varejo. 

Além disso, houve a revogação do Programa de Inclusão Digital, implementado pela lei nº 11.196/2005, o qual zerava as alíquotas de PIS/PASEP e Cofins incidentes sobre a receita bruta de vendas no varejo de bens, como smartphones, modems, roteadores e computadores. Somadas as alíquotas dos dois tributos, os varejistas voltarão a ser tributados em 3,65% ou 9,25%, de acordo com o tamanho e o regime de incidência da empresa. Projeta-se um impacto negativo tanto para o varejo quanto para os fabricantes de equipamentos de informática e comunicação: ficará mais difícil o consumo desses dispositivos diante do aumento de preços causado pela tributação adicional, principalmente nesta conjuntura recessiva na qual o país se encontra. 

Enfatiza-se que ambas as medidas passam a vigorar a partir de 1º dezembro de 2015, e tem potencial para reduzir o consumo e fôlego das vendas de fim de ano. Destaca-se também que isso pode ser utilizado como estratégia de marketing pelos varejistas em novembro, período anterior ao reajuste e que conta com promoções de queima de estoque tradicionais como a Black Friday.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Atacado: Na contramão da crise, Atacarejos apresentam crescimento


Mesmo com a queda no setor de comércio – que concentra boa parte da demanda do Atacado – os Atacarejos mantêm taxas de crescimento significativas no primeiro semestre de 2015. O motivo por trás desse crescimento é o movimento de recomposição no perfil do consumidor deste segmento.

Segundo dados da Nielsen, o Atacarejo – também conhecido como atacado Cash&Carry – apresentou entre janeiro a abril um aumento de 7,5% em volume de vendas e 5,8% em faturamento, já descontada a inflação do período. Este crescimento se deve a maior participação das famílias, que estão trocando os super e hipermercados pelos Atacarejos como forma de redução nos gastos domésticos, visto que a redução nos preços chega em média a 15%, segundo estimativas de mercado.

Estes dados sinalizam a tendência de crescimento da participação do atacado de autosserviço no faturamento total do setor, podendo inclusive colaborar para contrabalancear as perdas em 2015 advindas da queda na demanda de comerciantes e transformadores em geral.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Atacado: Atacarejos criam nova associação



Acaba de ser formalizada a criação de uma nova associação representante do atacado de autosserviço, também conhecido como atacarejo. A Abaas (Associação Brasileira do Atacado de Autosserviço) surgiu com o objetivo de atender a demandas distintas entre os diferentes canais de comercialização, pautado na discussão que coloca em posição conflitante atacadistas e representantes do atacarejo.

A divergência ocorre na sugestão da Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores) de tornar obrigatória a identificação do comprador do atacarejo, com a inclusão do CPF na nota fiscal. No momento, é permitido ao atacarejo vender sem a identificação, enquanto o atacado é autorizado vender apenas mediante a inscrição do CNPJ do comprador. O atacado tradicional é favorável à obrigatoriedade da identificação para a compra no atacarejo, pois acreditam que a falta desta acarreta em redução do faturamento dos atacadistas. 


Dessa forma, a nova associação foi criada com o objetivo do segmento de autosserviço ganhar maior representatividade, e será composta por nove redes, sendo essas: Assaí, Atacadão, Makro, MartMinas, Maxxi, Roldão, Spani, Tenda e Villeforte. O movimento de criação da Abaas, reforça a importância que o atacarejo vem ganhando ao longo dos anos, o qual deve faturar R$ 47 bilhões em 2014, além de empregar 70 mil funcionários e composto por 400 lojas.     

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Atacado: Atacadistas investem para enfrentar concorrência

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Atacadistas.asp




Mesmo com as expectativas de crescimento reduzidas para o próximo ano no ramo de atacado, as grandes redes atacadistas e distribuidores brasileiros planejam manter os gastos com investimentos. A decisão tem como objetivo impedir que concorrentes ganhem espaço no mercado. Entre os projetos estão a abertura de novas lojas e centros de distribuição, renovação de frotas e melhorias em sistemas de tecnologia. 

Grandes redes já fizeram seus anúncios de investimento. O Grupo Martins, de Minas Gerais, anunciou investimentos de R$ 60 milhões em 2014, o dobro da quantia gasta em 2013 e projeta um crescimento nominal de 13% de sua receita, frente ao ano anterior. Já a Tenda Atacado, especializada no segmento de autosserviço, mais conhecido como “atacarejo”, abrirá quatro lojas neste ano, prevendo alta de 10% a 15% no faturamento sobre o resultado de 2013. 

A manutenção dos investimentos ocorrem em um momento de mudanças na conjuntura setorial, com um desempenho do primeiro semestre abaixo das expectativas e com uma deflação no atacado que é uma das mais longas em 15 anos, quando analisadas as séries dos Índices Gerais de Preços (IGPs), com queda de preços tanto no atacado agrícola como industrial.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Comércio Atacadista: Makro amplia rede com investimento de R$ 240 milhões

A rede atacadista Makro anunciou investimentos de R$ 240 milhões na ampliação de sua de rede de lojas e na reforma de postos de venda pertencentes ao grupo. Esse montante será investido até o final de 2011. No total serão 4 novas lojas de atacado (que estarão localizadas na Grande São Paulo e no Nordeste), 2 restaurantes, que serão anexos às lojas, 10 postos de combustíveis e 10 lojas de conveniência.
Atualmente, a empresa possui 76 lojas, 70 restaurantes e 28 postos, distribuídos por 24 estados, além do Distrito Federal. Em 2009, o grupo apresentou receita líquida de R$ 4,6 bilhões e espera uma elevação de cerca de 12% na receita em 2010. Com esses investimentos, a rede pretende ampliar sua atuação junto aos clientes.
O objetivo da empresa nestes investimentos é o aumento da participação do segmento conhecido como horeca – hotéis, restaurantes e catering, majoritariamente um segmento alimentício – visando estreitar a relação com pequenos estabelecimentos comerciais, principalmente devido à tendência de internalização da distribuição por parte das varejistas de maior porte. Outro ponto a ser notado é o desempenho que o setor de alimentação fora de casa vem apresentando ao longo dos últimos anos motivado pelo aumento do poder de compra da população. Isso torna a expansão das atividades direcionadas ao horeca uma estratégia relevante e diferenciada, sobretudo considerando a crescente expansão das atividades atacadistas para o varejo, algo que não se encontra nos planos do Makro.