segunda-feira, 10 de abril de 2017
Têxtil e Confecções/Calçados: Fim da desoneração da folha põe fim as perspectivas de retomada da produção da indústria têxtil e calçadista no País em 2017
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Calçados, Têxteis e Vestuário: Valorização do Real preocupa empresas exportadoras
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Calçados e Têxteis: Desvalorização cambial favorece os setores têxteis e de calçados
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Calçados: Exportações de calçados sobem no mês de março
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Calçados: Aspectos mais relevantes do setor calçadista brasileiro em 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Calçados: Cresce venda de calçados para países do Oriente Médio
segunda-feira, 18 de março de 2013
Calçadista anuncia investimentos em Limoeiro, Agreste Pernambucano.
A fábrica de calçados Terra & Água está investindo R$ 25 milhões em Limoeiro, no Agreste Pernambucano, para que a nova unidade comece a operar a partir de abril deste ano. Instalada no ano passado em um terreno provisório da cidade, a fábrica espera a negociação por parte da AD Diper (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) da desapropriação de uma área de 15 hectares na cidade.
A empresa, que existe desde 2000 e exporta seus produtos para mais de 40 países, tem como proposta inicial a produção de 300 mil pares por mês, entre femininos, sandálias e chinelos e espera gerar cerca de 500 empregos na região. Para se instalar no Estado, a Terra & Água conseguiu um benefício do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Calçados, Bolsas, Cintos e Bolas Esportivas (Procalçados), que garantiu à empresa um desconto de 95% no saldo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A chegada desta indústria na região é muito importante, já que o Estado passa a desenhar um forte eixo de desenvolvimento, aproveitando a vocação da região para o setor calçadista, que passa por Limoeiro, Carpina e vai até o município de Timbaúba, importante Polo calçadista dos anos 1970.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Indústria Calçadista: Alpargatas anuncia fábrica no Norte de Minas
A Alpargatas, dona das marcas Mizuno, Topper e Havaianas, entre outras, anunciou a construção de uma fábrica em Montes Claros (MG). Espera-se que a unidade entre em operação no segundo semestre de 2012, com capacidade de produção de 105 milhões de pares por ano, o que representa um incremento de 30% no atual nível de produção da empresa. O investimento, de R$ 177 milhões, poderá gerar 2,2 mil empregos diretos e mais de 3 mil indiretos na esteira de um processo de expansão da empresa, que contempla a expansão do seu faturamento de R$ 2,6 bilhões em 2010 para R$ 5,5 bilhões em 2014.
A cidade de Montes Claros foi escolhida por aspectos como a disponibilidade de mão de obra, condições de infraestrutura e maior proximidade com os mercados consumidor e fornecedor, quando comparadas com plantas localizadas no Nordeste. Além disso, o governo mineiro ofereceu benefícios fiscais para a instalação da fábrica no estado, o que contribuiu para a deliberação da empresa.
A decisão por abrir a nova fábrica no Brasil é considerada estratégica para a preservação da personalidade das marcas da companhia, especialmente no mercado externo. Embora o Real se encontre consideravelmente apreciado em relação ao Dólar, reduzindo a competitividade do produto nacional no mercado externo e prejudicando as receitas dos exportadores, a empresa considera que, por outro lado, os preços de importação de insumos são barateados. No que diz respeito à forte concorrência com os importados no segmento, o presidente da empresa ressalta que as medidas antidumping adotadas contra a China (e contornadas por meio da triangulação de mercadorias) apenas adiariam um processo de adaptação da indústria nacional a novos padrões concorrências.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Calçados: Vulcabrás compra fábrica na Índia
A maior fabricante de calçados do Brasil e dona das marcas Azaléia, Dijean, Olympikus e Reebook avança em seu processo de internacionalização através da aquisição de ativos industriais (prédios, máquinas e equipamentos) em Chennai, Índia; o valor da transação não foi divulgado. A empresa espera gerar 8 mil empregos diretos e indiretos no país asiático e planeja investimentos da ordem de US$ 50 milhões para o próximo biênio. Tal montante deverá ser alocado na produção de cabedais de calçados esportivos para complementar a produção das suas 28 unidades produtivas no Brasil e Argentina, conforme Fato Relevante divulgado pela empresa. Em 2 anos, a empresa espera fabricar 60% dos cabedais que utiliza na Índia, o que reduziria à metade o custo de produção.
Além do Brasil, a empresa já possui operações na Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia e Peru e amplia a sua internacionalização na Índia com o objetivo explícito de obter ganhos em termos de competitividade. Aspecto crucial a ser considerado é que a atividade em questão é intensiva em mão de obra; entretanto, internamente, o mercado de trabalho nacional se encontra aquecido, com escassez de mão de obra especializada em diversos setores, o que exerce pressões sobre os salários. Por outro lado, os custos relativos à mão de obra na Índia são considerados muito competitivos, o que justifica a transferência da parte mais intensiva em mão de obra da cadeia produtiva de tênis para o país.
A maior concorrência no mercado interno com produtos importados, mais acentuadamente da China, estimula ainda mais essa busca por melhores condições de competitividade. A fabricação do próprio insumo (cabedais), que indica uma maior integração da cadeia produtiva, aponta para esse sentido. Além disso, uma atuação mais intensa na Índia poderá permitir maior acesso ao mercado local, cujo mercado consumidor possui potencial de crescimento bastante atrativo. Outros aspectos, alguns estruturais, como alta carga tributária, e outros mais conjunturais, como a taxa de câmbio apreciada, afetam negativamente a competitividade da indústria nacional, tanto em âmbito interno quanto no internacional, estimulando uma maior transferência das empresas nacionais para outros países.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Calçados: Calçados importados ficam mais caros.
O relatório técnico, que possui 35 mil páginas, descrevendo a prática de dumping pelos produtores chineses será submetido à aprovação definitiva no mês de dezembro, com a possibilidade de adoção permanente de uma alíquota de US$ 18,44 por par. Isso representa um alento para a produção nacional, que vem sendo pressionada ano à ano pelo forte ingresso dos produtos chineses, responsáveis por, aproximadamente, 70% da importações brasileiras de calçados. A produção nacional de calçados passou de 916 milhões de pares em 2004 para 804 milhões em 2008 ao passo em que as importações saíram de 9 milhões de pares para 39 milhões no mesmo período, o que dá a dimensão da velocidade com que os produtos de fabricação nacional vem perdendo espaço. A medida se estende até para os calçados esportivos de alta performance – que sofrem a maior taxação, 35% do valor – causando forte descontentamento dos grandes fabricantes, que subcontratam a produção alegando indisponibilidade de tecnologia no parque industrial nacional.
Apesar de benéfica para a indústria nacional, a medida resultará em aumentos de preço no varejo, o que pode trazer impacto negativo no volume vendido, piorando ainda mais o segmento de tecidos vestuários e calçados que já amarga um queda de 7% no primeiro semestre de 2009, em comparação com o primeiro semestre de 2008.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Calçados: Indústria de calçados dividida
Embora a medida não seja contestada de maneira plena, a Abramesp (Associação Brasileira de Mercado Esportivo), repudia a forma como foi conduzido o estudo no qual a solicitação de antidumping está apoiada. Tanto a divulgação do nome das empresas que compõem a amostra do estudo como o fato de que o mercado utilizado como parâmetro ser o italiano (que não fabrica calçados esportivos), estão entre as críticas. A sugestão é de que o antidumping seja feito de maneira segmentada, excluindo os tênis de alta performance que, segundo a associação, não são produzidos no Brasil por falta de tecnologia ou escala eficiente.
Uma vez implementado o antidumping, 40% da produção dos associados da Abramesp (que inclui marcas como Nike, Adidas, Puma e Aesics) seria afetada seriamente, prejudicando sua participação no mercado, já que o preço médio do produto aumentaria. De outro lado, a Abicalçados afirma que a indústria nacional possui, sim, tecnologia suficiente para a produção dos calçados, já que os calçadistas nacionais integram todos os elos da cadeia produtiva.

