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segunda-feira, 2 de março de 2015

Máquinas e Equipamentos / Bens de Capital: Apesar de crescimento das receitas no começo de 2015, as perspectivas para o setor de bens de capital mecânicos neste ano ainda não são boas



Após dois anos de redução no faturamento da indústria de bens de capital mecânicos, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas Agrícolas (ABIMAQ), com maior redução em 2014, o ano de 2015 começa com uma pequena melhora das receitas no mês de janeiro. Ainda que sobre uma comparação em base fraca (ante janeiro de 2014), as receitas apresentaram aumento de 3,1% segundo a associação, somando R$ 5,5 bilhões.

Além disso, o consumo aparente apresentou ampliação no começo do ano (+1,3%/jan/14), com R$ 10,7 bilhões. Por outro lado, as exportações apresentaram redução superior a 30% em janeiro de 2015 frente o mesmo mês de 2014, somando R$ 785 milhões. Neste contexto, analisando as perspectivas pelo lado da balança comercial do setor, o esperado é que as exportações não aumentem muito no ano, mas com a possibilidade de mais de um ano de redução nas importações, é possível que o setor termine o ano com um pequeno déficit. Mas não será nesta área que as perspectivas no tocante às receitas para 2015 ainda não sejam otimistas.

O principal motivo quanto à possibilidade de diminuição do faturamento também em 2015 se dá pela perspectiva de baixos investimentos do setor no ano, tendo em vista a baixa atividade econômica esperada, em um ambiente de aumento da taxa de juros somado a um mercado interno desaquecido. Assim, após uma redução de 13,7% no faturamento do segmento em 2014, somando R$ 71,2 bilhões, para 2015, o esperado é que esta queda, ainda que menor, em um dígito, seja de 3,1% em 2015, finalizando em R$ 69,0 bilhões, segundo perspectivas da Lafis.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Mineração, Siderurgia e Máquinas e Equipamentos : “Conjuntura e Perspectivas do Minério de Ferro”



O mercado global de minério de ferro vem atravessando queda do preço dessa commodity  desde o final de 2013, com maior aceleração a partir de abril de 2014, quando atingira US$ 114,58/tonelada métrica (ton). A partir de então o preço internacional só despenca chegando ao final do mês de setembro a US$ 82,21/ton. Assim, o que podemos destacar, é que existe uma falta de equilíbrio entre a oferta e a demanda desse minério no cenário internacional.

Um overview do movimento recente, relaciona-se à alta estocagem do insumo na China, à desaceleração econômica de grandes demandantes (tanto nos países desenvolvidos – União Europeia, EUA; quanto em desenvolvimento  - América Latina e alguns países da Ásia). Outro fator importante anunciado recentemente, é que também BHP e Rio Tinto estão desenvolvendo grandes projetos de minério, com preços altamente competitivos. A Vale também anunciou em outubro um recorde de produção de minério de ferro no terceiro trimestre do ano, com a extração de 85,7 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro de 2014.


Assim, a possibilidade de aumento de preço do minério de ferro no curto prazo torna-se ainda mais dificultada, devido ao anúncio recente de três grandes mineradoras globais (Vale, BHP Billiton e Rio Tinto), as quais propõem adicionar ao mercado uma capacidade significativa de minério de ferro, entre 2014 e 2016. Isso já vem impactando a queda no preço internacional, próximo a US$ 80,00/ton. Tais fatos poderão imprimir duas tendências: que companhias menores e defasadas acabem saindo do mercado e, no curto prazo, a cotação ainda não tenha perspectivas de alta.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Siderurgia, Máquinas e Equipamentos, Petróleo e Gás: Fabricante de aços especiais investe em unidade em Seropédica

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Siderurgia.asp


No último dia 27 de novembro, foi anunciado investimento da Forjaria Marcora do Brasil com o objetivo de fortalecer a cadeia da indústria de petróleo e gás do Estado do Rio de Janeiro. O investimento da Forjaria, focalizado na produção de aços especiais, foi de R$ 120 milhões na cidade de Seropédica (RJ) e deverá criar cerca de cem postos de trabalho.

A perspectiva da Forjaria é fornecer até 40 mil toneladas de aços especiais, por ano, voltados à produção de equipamentos de exploração em condições submarinas. O anúncio proporcionará uma grande oportunidade à cadeia da indústria de petróleo e gás no Rio de Janeiro, tendo em vista a alta demanda por aços especiais e a possibilidade de um elo estratégico entre as cadeias.

A previsão para início das operações da Forjaria é de julho de 2015. O projeto da obra é resultado de uma parceria entre as empresas italianas Forgiatura Marcora e Fomec, juntamente à brasileira Gaia Partners. A escolha da localização visando atender as demandas do setor de óleo e gás na região ressalta parceria da prefeitura de Seropédica com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, visando a atração de investimentos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Máquinas e Equipamentos e Bens de Capital: Manitowoc Inaugura Primeira Fábrica de Guindastes


Com investimentos que somaram R$ 75 milhões, a empresa americana Manitowoc inaugurou a primeira fábrica de guindastes na América Latina. A unidade é localizada em Passo Fundo - Rio Grande do Sul, cidade situada à 300 quilômetros de Porto Alegre. Inicialmente, a fábrica operará com 30% de peças e componentes brasileiros sendo o restante composto por peças importadas dos Estados Unidos. Entretanto, a Manitowoc espera que poderá alcançar um índice de nacionalização da produção de 70% em três anos.

A nova unidade iniciará suas atividades em meados de abril deste ano, com a produção prevista de 44 unidades do modelo de guindastes RT (rough terrain), para uso em terrenos acidentados e em grandes obras como hidrelétricas, estaleiros e refinarias.

Desde de 2011 percebe-se um aumento de investimentos estrangeiros em fábricas de máquinas no Brasil. Estes são estimulados pela expectativa positiva de demanda desses bens, visando principalmente as obras de infraestrutura que a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, gerarão.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Máquinas e Equipamentos / Bens de Capital: CNH anuncia construção de fábrica em Minas Gerais


A Case New Holland (CNH), empresa do grupo Fiat que atua nos segmentos de máquinas agrícolas e de construção, investirá R$ 600 milhões em uma unidade que visa produzir maquinário para a indústria da construção civil.

O investimento, no entanto, deverá ser concretizado após a assinatura de um protocolo entre o governo mineiro e os diretores da empresa. A fábrica que será instalada em Montes Claros (MG) deverá entrar em operação em 2014, gerando 2,7 mil empregos.

Desde o último ano, além da CNH, várias empresas do setor de máquinas e equipamentos anunciaram investimentos no Brasil que somam cerca de R$ 2,3 bilhões. Estes investimentos se devem à expectativa de aumento da demanda por bens de capital, tendo em vista as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, Olimpíada em 2016 e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Maquinas e Equipamentos: Primeira fábrica de equipamentos para o setor de Petróleo na Bahia


O governo baiano anunciou a instalação da primeira fábrica de equipamentos de petróleo e gás na Bahia (Salvador) e do país a fornecer produtos e serviços especializados na linha onshore e offshore denominada Bomcobras. A empresa é uma joint venture entre a chinesa Bomco (Baoji Oilfield Machinery Company), subsidiária da CNPC (China National Petroleum Corporation) e as brasileiras Asperbras e BRCP (Brasil China Petróleo).

O investimento conta com um aporte inicial de R$ 30 milhões e, em uma segunda etapa, R$ 100 milhões. A unidade irá produzir equipamentos como bombas de lama, tubos de perfuração, torres, guindastes e sondas. Tal investimento sinaliza o ingresso constante e intenso de empresas chinesas no Brasil com o intuito de se aproveitar da alta demanda por equipamentos para a prospecção de petróleo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Máquinas e Equipamentos e Bens De Capital: John Deere inaugurará duas fábricas de máquinas no Brasil


A americana John Deere, anunciou no dia 3 de outurbo a construção de duas novas fábricas para a produção de máquinas e equipamentos destinadas à construção civil. As unidades ficarão em Indaiatuba (São Paulo). Uma das fábricas (escavadeiras), será construída em parceria com o grupo japonês Hitachi Construction Machinery e a outra, (retroescavadeiras e pás carregadeiras) será integralmente da John Deere. No total, as unidades devem ter aportes de US$ 180 milhões (US$ 124 milhões do grupo americano e, o restante, da Hitachi), sendo que a capacidade de produção das unidades não foi revelada.

As fábricas devem começar a produzir a partir do final de 2013, porém a atuação no mercado brasileiro de construção civil terá início em 2012, com a importação de máquinas e equipamentos. As máquinas produzidas pela companhia terão índice de nacionalização de 60%, visando atender às regras de financiamento do Finame (BNDES).

Recentemente, inúmeros grupos estrangeiros, como a coreana Doosan, a também coreana Hyundai Heavy Industries e as chinesa Sany e XCMG e a americana Caterpillar (ampliação da unidade de Piracicaba em São Paulo e a nova unidade no Paraná) anunciaram projetos para a construção de fábricas de máquinas no Brasil.

Os investimentos estrangeiros são impulsionados pela expectativa de forte demanda por máquinas e equipamentos, gerada pelos eventos esportivos, construção de hidrelétricas, portos, dentre outros.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Máquinas e Equipamentos e Geração De Energia: Inepar incorpora subsidiária do setor de energia


A Inepar Indústria e Construção, fabricante de máquinas e equipamentos para o setor de infraestrutura, vai adquirir sua subsidiária de geração e distribuição de energia elétrica, a Inepar energia. A decisão será submetida à assembléia no dia 3 de outubro. A relação de troca será de 27 ações da Inepar energia para 1 ação da Inepar (ordinárias e preferenciais), sendo definida de acordo com o valor patrimonial contábil das companhias.

A incorporação é um processo de reestruturação que visa simplificar a estrutura acionária do grupo e reduzir as dívidas da controladora, dando atenção ao 'core business' (fabricação de máquinas e equipamentos). Por conta de uma crise financeira, a controladora tem vendido os ativos de suas subsidiárias.

A incorporação da Inepar energia tem como objetivo a venda da participação de 16% das Centrais Hidrelétricas Matogrossenses (Cemat) - R$ 203 milhões nas demonstrações financeiras da empresa. O grupo Rede (controlador da Cemat), é um comprador potencial que já adquiriu a participação da Inepar na Celpa, em 2002. Ademais, esta movimentação auxilia a empresa de máquinas e equipamentos na redução de seus custos, ao obter uma empresa geradora e distribuidora de energia.