Mostrando postagens com marcador Papel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papel. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de junho de 2015

Papel e Celulose: Câmbio desvalorizado e preço da celulose favorecem o setor.


Com a desvalorização do Real frente ao Dólar, aliado à um momento de alta dos preços internacionais de celulose, criou-se um cenário muito positivo para o setor de papel e celulose.

Se num primeiro momento este prognóstico aparenta ser contraditório ao momento que o Brasil vive, dado o declinante desempenho do setor industrial e da economia como um todo, a desvalorização do Real provocou um aumento da competitividade das empresas nacionais (uma vez que a produção nacional ficou relativamente mais barata para o cliente externo já que a celulose é cotada internacionalmente em Dólar), que aproveitaram e deslocaram parte de sua produção para o mercado externo.  É por tais razões que de janeiro até abril a produção nacional de celulose se expandiu 4,3% e as exportações cresceram substanciais 12,7% frente aos resultados obtidos no mesmo período do ano passado.

É baseado neste cenário que diversas empresas do setor já estão se movendo para aproveitar esta oportunidade e aumentar o faturamento. A Suzano e a Klabin tirarão o País da condição de importador de cerca de 400 mil toneladas ao ano de celulose fluff (usada na fabricação de fraldas descartáveis e absorventes femininos) para exportador ao anunciarem que produzirão ao total, 500 mil toneladas desse tipo de celulose nos próximos anos.


No mesmo sentido, a Fibria divulgou a construção de uma nova linha de produção de celulose em Três Lagoas (MS), com investimento estimado em 7,7 bilhões de reais. Esta unidade, que terá foco no mercado de exportações, produzirá cerca de 1,75 milhão de toneladas de celulose branqueada de eucalipto. A expectativa é que a nova linha industrial inicie produção no quarto trimestre de 2017 e pode ser considerada uma resposta dias depois que a rival Eldorado anunciou o início de construção de uma nova linha de produção de celulose também em Três Lagoas, com capacidade para 2 milhões de toneladas por ano e que consumirá investimentos de 8 bilhões de reais.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Papel e Celulose: Etanol celulósico deverá ser comercializável em larga escala a partir de 2015.



Está previsto que, já em 2015, os consumidores poderão abastecer seus carros com um novo combustível: o etanol celulósico, feito da palha da cana. O combustível já é produzido em algumas regiões do País e já é comercializado em postos, no entanto a escala ainda é muito pequena e atinge poucos consumidores.


Com a expansão desse tecnologia, inaugura-se um mercado que, no futuro, poderá ser promissor para a indústria de celulose. Segundo players do setor de combustíveis, a demanda brasileira por etanol só poderá ser atendida ao longo desta década, se o país fizer deslanchar a produção do etanol celulósico - o chamado etanol de segunda geração. Tendência esta que pode alavancar as vendas de celulose.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Papel e Celulose: Suzano redireciona seus investimentos para se desalavancar e aguarda melhor cenário para voltar a investir em expansão



A Suzano Papel e Celulose mudará o foco de seus investimentos em 2015. A empresa irá privilegiar seu processo de desalavancagem  financeira (dado o grande volume financeiro necessário para construir sua unidade fabril em Imperatriz (MA) já em operação). Do R$ 1,5 bilhão planejado para investimento, cerca de R$ 1,05 serão destinados a processos de manutenção física, R$ 50 milhões para pagamento da segunda parcela da aquisição da Vale Florestar, sendo somente R$ 400 milhões para programas de competitividade e modernização do maquinário.

A companhia descartou investir em expansão em 2015, pois julga que aportes em expansão não estão sendo remunerandos adequadamente. As razões para este cenário se firmam no movimento de crescimento indisciplinado da oferta mundial da matéria-prima e a estagnação da demanda dos países desenvolvidos, o quê gerou uma pressão baixista no preço internacional da celulose até meados deste ano.


No entanto, o cenário de 2015 projetado pela Suzano é otimista. Em nota, a companhia divulgou que pretende aumentar seu preço de referência da celulose, na esteira de reajustes já anunciados por outros produtores. De acordo com o diretor da unidade de negócios de Celulose e Papel da companhia, Carlos Aníbal, os fundamentos do mercado global de Celulose são positivos, com retomada da demanda, níveis de estoques baixos nos consumidores e produtores, além da perspectiva de novos fechamentos de unidades de custo elevado, tudo isto, deverá elevar os preços internacionais da commodity.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Papel e Celulose: Suzano Celulose Garante R$ 1,2 Bilhão Junto ao BNDES.

A Suzano Celulose conseguiu a aprovação, junto ao BNDES, de uma linha de crédito no valor de R$ 1,2 bilhão. Com tal recurso, a empresa planeja lançar mão de um plano de investimentos, cujo valor total deve atingir R$ 2,2 bilhões, que se iniciará ainda neste ano, perdurando até o ano de 2015.

As ações de investimento visam a formação da base florestal para o suprimento de madeira destinado às cinco unidades fabris da companhia localizadas nos estados de São Paulo e da Bahia, bem como para as novas unidades industriais que se localizarão uma no Maranhão e outra no Piauí com inauguração planejada para até 2014. Serão destinados recursos também nas operações correntes da empresa que visam a manutenção da capacidade de produção da empresa e a obtenção de melhorias operacionais.

Tal recurso se dará em forma de um crédito pré-aprovado o qual permitirá que a empresa contrate parcelas do montante total, conforme seu cronograma de investimentos dispensando assim, a necessidade de apresentação de carta-consulta. Esse é o segundo empréstimo concedido pelo BNDES à Suzano na modalidade de limite de crédito. A primeira operação foi feita em 2009 e somou R$ 705 milhões.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Papel e Celulose: Arauco Amplia Produção e Acirra a Concorrência no Setor

A Arauco do Brasil, subsidiária do grupo chileno Celulosa Arauco y Constitución, está finalizando o protocolo de intenções para anunciar ainda no mês de abril a ampliação da fábrica de Jaguariaíva, localizada no estado do Paraná. Os investimentos da Arauco deverão somar R$ 275 milhões, sendo que parte dos recursos provirão do governo do Estado, por meio do programa Paraná Competitivo.

O governo paranaense ainda contemplará os segmentos de madeira e papéis com mais incentivos, um deles, já pronto, prevê o aproveitamento dos créditos do ICMS para fins diversos, pelas empresas produtoras de papel para a imprensa.

A boa expectativa de vendas e de faturamento projetada para os próximos três anos no setor de Papel e Celulose estimulou grande parte das empresas do setor a lançarem mão de investimentos de ampliação e modernização da capacidade produtiva. Somente neste primeiro trimestre foram anunciados diversos projetos de investimentos que ultrapassam o montante de R$ 5 bilhões.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Papel e Celulose: Fábrica da Suzano terá financiamento de R$ 2,7 bilhões do BNDES.

O BNDES anunciou nesta segunda, dia 20, a liberação de um financiamento de R$ 2,7 bilhões para a construção de mais uma unidade produtiva da Suzano Papel e Celulose em Imperatriz, no Maranhão. O valor do financiamento previsto será um dos maiores concedidos pelo BNDES nos últimos anos. Com investimento estimado em R$ 5 bilhões, a unidade terá capacidade de produção de 1,5 milhão de tonelada de celulose por ano e começará funcionar em 2014.
Esta será mais uma unidade do conjunto da Suzano que deseja expandir sua capacidade de produção, que atualmente é 1,7 milhão de tonelada, para 4,7 milhões de toneladas de celulose/ano. Isso representa uma elevação significativa do nível de produção nacional, que, segundo dados da Bracelpa (Associação Brasileira de Papel e Celulose), foi de 9,2 milhões de toneladas até agosto de 2010.
Tal ação beneficiará, além do próprio setor, que expandirá sua produção, também outros setores que dependem fortemente de celulose. Dada a insuficiência da oferta atual existe um componente de incerteza, principalmente considerando a volatilidade do câmbio que dificulta as decisões da industria dependente do produto estrangeiro.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Papel e Celulose: Eldorado realiza encomenda de equipamentos no valor de R$ 2,5 bilhões

A empresa de celulose Eldorado Brasil controlada pela holding J&F e MCL empreendimentos realizou os pedidos de uma série de máquinas para a fábrica de Três lagoas no Mato grosso do Sul. Ao todo a encomenda custou R$ 2,5 bilhões, equivalente a mais da metade do orçamento planejado na implementação da nova fábrica. Este projeto figura como um dos maiores investimentos no setor e representa um passo decisivo na implementação da nova unidade produtiva.
Além dessa encomenda, a Eldorado ensaia uma fusão com a Florestal Brasil, empresa alocada no plantio do eucalipto, matéria prima essencial na fabricação de celulose fibra curta, utilizada majoritariamente em papéis de impressão e sanitário (flexível e baixa resistência). Com essa possível fusão companhia alcançaria o valor de R$5,8 bilhões, com estimativas de produção de 1,5 milhão de toneladas, tornando-se assim uma das maiores unidades em manufatura desse tipo de produto no mundo.
O mercado mundial possui perspectivas de continuação na trajetória de aumento da demanda por celulose – grande parte em função da China – favorecendo as possibilidades positivas do novo empreendimento. Podemos justificar motivos da estratégia agressiva da Eldorado em função das próprias características do setor, onde os ganhos de escala oriundos dos altos investimentos contribuem de maneira decisiva para a diminuição de custos, ganhos de eficiência e produtividade. Observamos as tendências de concentração no setor, como a fusão da Votorantim e Aracruz originando a empresa Fibria (aprovada pelo Cade na ultima quarta feira).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Papel e Celulose: Km investe R$ 42 para expandir a produção e lançar linha própria

No dia 16, a KM papel anunciou investimento de R$ 42 milhões para expansão da unidade produtiva de Volta Grande (MG), que ainda possibilitaria o lançamento de uma linha própria de papel reciclado. O projeto é executado em fases e seu início foi em 2006 com o aporte de R$ 40milhões naquele ano na mesma fábrica. O financiamento deve ocorrer por fornecedores de equipamentos, pelo BNDES e pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
A KM é a única fabricante de papel reciclado branco, para impressão de livros e cadernos, da América Latina. A empresa projeta dobrar o faturamento até 2012. Neste ano, projeta-se faturamento de R$ 107 milhões, dessa forma, a meta da empresa é alcançar R$ 252 milhões em dois anos.
O cenário positivo para a conjuntura econômica nacional e de novos hábitos de consumo, de forma sustentável, faz com que o setor de Papel projete maior demanda do produto. O crescimento do rendimento médio aliado com a expansão dos serviços agrega ao mercado de papel novas perspectivas frente a possível ampliação do nicho de mercado, dado que o Brasil apresenta grande potencial, quando comparado ao consumo per capita de papel com outros países como Finlândia e Estados Unidos. Os investimentos anunciados pela KM convergem para a tendência de maior presença da indústria de papel tanto no mercado nacional quanto internacional.