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terça-feira, 10 de maio de 2011

Papel e Celulose: Suzano Celulose Garante R$ 1,2 Bilhão Junto ao BNDES.

A Suzano Celulose conseguiu a aprovação, junto ao BNDES, de uma linha de crédito no valor de R$ 1,2 bilhão. Com tal recurso, a empresa planeja lançar mão de um plano de investimentos, cujo valor total deve atingir R$ 2,2 bilhões, que se iniciará ainda neste ano, perdurando até o ano de 2015.

As ações de investimento visam a formação da base florestal para o suprimento de madeira destinado às cinco unidades fabris da companhia localizadas nos estados de São Paulo e da Bahia, bem como para as novas unidades industriais que se localizarão uma no Maranhão e outra no Piauí com inauguração planejada para até 2014. Serão destinados recursos também nas operações correntes da empresa que visam a manutenção da capacidade de produção da empresa e a obtenção de melhorias operacionais.

Tal recurso se dará em forma de um crédito pré-aprovado o qual permitirá que a empresa contrate parcelas do montante total, conforme seu cronograma de investimentos dispensando assim, a necessidade de apresentação de carta-consulta. Esse é o segundo empréstimo concedido pelo BNDES à Suzano na modalidade de limite de crédito. A primeira operação foi feita em 2009 e somou R$ 705 milhões.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Papel e Celulose: Arauco Amplia Produção e Acirra a Concorrência no Setor

A Arauco do Brasil, subsidiária do grupo chileno Celulosa Arauco y Constitución, está finalizando o protocolo de intenções para anunciar ainda no mês de abril a ampliação da fábrica de Jaguariaíva, localizada no estado do Paraná. Os investimentos da Arauco deverão somar R$ 275 milhões, sendo que parte dos recursos provirão do governo do Estado, por meio do programa Paraná Competitivo.

O governo paranaense ainda contemplará os segmentos de madeira e papéis com mais incentivos, um deles, já pronto, prevê o aproveitamento dos créditos do ICMS para fins diversos, pelas empresas produtoras de papel para a imprensa.

A boa expectativa de vendas e de faturamento projetada para os próximos três anos no setor de Papel e Celulose estimulou grande parte das empresas do setor a lançarem mão de investimentos de ampliação e modernização da capacidade produtiva. Somente neste primeiro trimestre foram anunciados diversos projetos de investimentos que ultrapassam o montante de R$ 5 bilhões.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Celulose: Quarto Maior do Produtor de Celulose do Mundo e Nono de Papel, Setor quer Investir US$ 20 bi. para Continuar Crescendo.

O bom cenário conjuntural anima as expectativas do setor produtor de papel e celulose brasileiro quanto às perspectivas de faturamento para a próxima década. Com a produção de mais de 14 milhões de toneladas de celulose e 9,8 milhões de toneladas de papel em todo ano de 2010 (produção 4,7% superior a de 2009), a indústria, que investiu US$ 12 bilhões nos últimos 10 anos, planeja acelerar o crescimento e elevar os investimentos para US$ 20 bilhões na próxima década.

Assim, expectativa das empresas para os próximos 10 anos é de aumentar significativamente a área reflorestada, bem como a produção de papel e fabricação de celulose; e com isto aumentar o faturamento do setor a taxas superiores a 10%, no caso da celulose, e aproximadamente 6% para o subsetor produtor de papel, já nestes dois próximos anos.

O Brasil tem as principais tecnologias do mundo para a produção de celulose e papel fibra longa - utilizado para fabricar embalagens de papelão.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Papel e Celulose: Fábrica da Suzano terá financiamento de R$ 2,7 bilhões do BNDES.

O BNDES anunciou nesta segunda, dia 20, a liberação de um financiamento de R$ 2,7 bilhões para a construção de mais uma unidade produtiva da Suzano Papel e Celulose em Imperatriz, no Maranhão. O valor do financiamento previsto será um dos maiores concedidos pelo BNDES nos últimos anos. Com investimento estimado em R$ 5 bilhões, a unidade terá capacidade de produção de 1,5 milhão de tonelada de celulose por ano e começará funcionar em 2014.
Esta será mais uma unidade do conjunto da Suzano que deseja expandir sua capacidade de produção, que atualmente é 1,7 milhão de tonelada, para 4,7 milhões de toneladas de celulose/ano. Isso representa uma elevação significativa do nível de produção nacional, que, segundo dados da Bracelpa (Associação Brasileira de Papel e Celulose), foi de 9,2 milhões de toneladas até agosto de 2010.
Tal ação beneficiará, além do próprio setor, que expandirá sua produção, também outros setores que dependem fortemente de celulose. Dada a insuficiência da oferta atual existe um componente de incerteza, principalmente considerando a volatilidade do câmbio que dificulta as decisões da industria dependente do produto estrangeiro.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Celulose: Pöyry entrará no mercado brasileiro de consultoria florestal

A multinacional finlandesa Pöyry que atua em projetos e consultoria para o setor de celulose e papel pretende atuar no Brasil. Ela já adquiriu 60% da Silviconsult, empresa em ascensão na área de negócios florestais, em uma transação cujo valor não foi revelado, resultando em uma gigante nacional em consultoria para o setor de celulose e papel.
Com a atenção voltada para a perspectiva do crescimento econômico brasileiro comparado ao baixo desempenho europeu, a Pöyry Silviconsult Engenharia trará ao Brasil a tecnologia implementada na Europa e que rendeu a Pöyry posição de destaque no âmbito internacional. A multinacional trará também seus atuais clientes - europeus e norte americanos - e especialistas na área, dobrando o número de funcionários da empresa.
Devido ao clima brasileiro amplamente favorável ao plantio de Pinos, o setor de celulose consegue driblar as adversidades jurídicas para a compra de terras por estrangeiros (o limite está em 40%) e do atual câmbio valorizado - avaliado como um câmbio insustentável à longo prazo - já que a exportação é o destino de grande parte da produção nacional de celulose, cerca de 56%, conseguindo, assim, se manter competitivo no mercado internacional com um crescimento expressivo de 47,4% em 2010 segundo dados da BRACELPA. O setor ainda conta com barreiras à entrada à novas empresas devido, primeiro, ao alto custo de investimento inicial e, segundo, a dificuldade em adquirir as licenças necessárias. Já as empresas estabelecidas seguem com aquisições e expansões em andamento, o que eleva o markup delas a um bom patamar para os próximos anos e conseqüentemente atrairá capital externo oriundo de países em recessão.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Papel e Celulose: Eldorado realiza encomenda de equipamentos no valor de R$ 2,5 bilhões

A empresa de celulose Eldorado Brasil controlada pela holding J&F e MCL empreendimentos realizou os pedidos de uma série de máquinas para a fábrica de Três lagoas no Mato grosso do Sul. Ao todo a encomenda custou R$ 2,5 bilhões, equivalente a mais da metade do orçamento planejado na implementação da nova fábrica. Este projeto figura como um dos maiores investimentos no setor e representa um passo decisivo na implementação da nova unidade produtiva.
Além dessa encomenda, a Eldorado ensaia uma fusão com a Florestal Brasil, empresa alocada no plantio do eucalipto, matéria prima essencial na fabricação de celulose fibra curta, utilizada majoritariamente em papéis de impressão e sanitário (flexível e baixa resistência). Com essa possível fusão companhia alcançaria o valor de R$5,8 bilhões, com estimativas de produção de 1,5 milhão de toneladas, tornando-se assim uma das maiores unidades em manufatura desse tipo de produto no mundo.
O mercado mundial possui perspectivas de continuação na trajetória de aumento da demanda por celulose – grande parte em função da China – favorecendo as possibilidades positivas do novo empreendimento. Podemos justificar motivos da estratégia agressiva da Eldorado em função das próprias características do setor, onde os ganhos de escala oriundos dos altos investimentos contribuem de maneira decisiva para a diminuição de custos, ganhos de eficiência e produtividade. Observamos as tendências de concentração no setor, como a fusão da Votorantim e Aracruz originando a empresa Fibria (aprovada pelo Cade na ultima quarta feira).

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Celulose: Projeto de expansão da Fibria envolve R$ 5,8 bilhões.

No último dia 16, a Fibria com investimento estimado em R$ 5,8 bilhões, anunciou a antecipação da operação de implantar a segunda linha de celulose em Três Lagoas (MS). No início do projeto, a produção estava planejada para começar em 2015 ou 2016 com capacidade de produzir 1,5 milhão de toneladas por ano. Agora, a meta é para 2014.Desses R$ 5,8 bilhões, R$ 1,8 bilhões serão investidos em florestas. Neste ano, a companhia deve investir R$ 42 milhões na estruturação de florestas na região de Três Lagoas. Em 2011, outros R$ 400 milhões. Em 2012 e 2013 o investimento vai atingir mais de R$ 1,4 bilhões. A boa conjuntura para o mercado de celulose em conjunto com o retorno positivo do mercado internacional são fatores que explicam as perspectivas de novos aportes para o setor. A maior disponibilidade de crédito e o fortalecimento da economia nacional são fatores que explicam esse horizonte de aportes com características de médio e longo prazo. Fato esse que dentro de um contexto anterior de instabilidade econômica, talvez, esses aportes não acontecessem devido ao alto risco envolvido.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Papel e Celulose: Km investe R$ 42 para expandir a produção e lançar linha própria

No dia 16, a KM papel anunciou investimento de R$ 42 milhões para expansão da unidade produtiva de Volta Grande (MG), que ainda possibilitaria o lançamento de uma linha própria de papel reciclado. O projeto é executado em fases e seu início foi em 2006 com o aporte de R$ 40milhões naquele ano na mesma fábrica. O financiamento deve ocorrer por fornecedores de equipamentos, pelo BNDES e pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
A KM é a única fabricante de papel reciclado branco, para impressão de livros e cadernos, da América Latina. A empresa projeta dobrar o faturamento até 2012. Neste ano, projeta-se faturamento de R$ 107 milhões, dessa forma, a meta da empresa é alcançar R$ 252 milhões em dois anos.
O cenário positivo para a conjuntura econômica nacional e de novos hábitos de consumo, de forma sustentável, faz com que o setor de Papel projete maior demanda do produto. O crescimento do rendimento médio aliado com a expansão dos serviços agrega ao mercado de papel novas perspectivas frente a possível ampliação do nicho de mercado, dado que o Brasil apresenta grande potencial, quando comparado ao consumo per capita de papel com outros países como Finlândia e Estados Unidos. Os investimentos anunciados pela KM convergem para a tendência de maior presença da indústria de papel tanto no mercado nacional quanto internacional.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Celulose: Anunciada nova fábrica de celulose em três lagoas.

A Eldorado, nova empresa formada pela MCL Empreendimentos e pela J&F, anunciou a construção de uma fabrica de celulose em Três Lagoas para 2010. Os investimentos, que devem chegar a R$ 2,9 bilhões e já foram protocolados no BNDES, erguerão uma estrutura capaz de produzir 1,5 milhões de toneladas de celulose por ano.

A iniciativa para a construção dessa fábrica se deu em virtude da floresta de eucalipto plantada, com 30 mil hectares, já existente na região. Essa floresta pertence a Florestal, empresa que também é controlada pela MCL e a J&F, e deve estar pronta para o corte em 3 anos.

Uma indústria desse porte deve gerar cerca de 7 mil empregos com produção produção destinada ao mercado externo, assim como a maioria da celulose produzida no país. A demanda Chinesa vem puxando a quantidade exportada de celulose brasileira nesse período de crise e com a retomada da demanda internacional, vinda da Europa e dos EUA, o preço deve se elevar e garantir a demanda da nova fábrica de Três Lagoas.