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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Petróleo – Produção e Refino: Leilão de blocos exploratórios da ANP tem arrecadação recorde


A 14ª Rodada de Licitações de blocos para exploração de petróleo e gás natural da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que ocorreu nesta quarta-feira (27) terminou com a maior arrecadação entre os leilões de concessão já realizados no país, R$ 3,84 bilhões. 

Esta foi a primeira rodada depois da flexibilização, anunciada em 2016 pela ANP, das normas do regime de concessão brasileiro. Dentre as medidas destaca-se: a adoção da fase de exploração única e possibilidade de estendê-la por razões técnicas; retirada do conteúdo local como critério de oferta na licitação; royalties diferenciados para áreas de nova fronteira e bacias maduras com maiores riscos; além dos incentivos para o aumento da participação de pequenas e médias empresas. 

Participaram do leilão 20 empresas petroleiras, originárias de oito países, das quais 17 arrematam 37 blocos para exploração de petróleo e gás natural, correspondente a 12,9% das áreas de exploração ofertadas. Embora a presença de empresas estrangeiras tenha sido significativa, as petroleiras nacionais foram as que mais arremataram. 

O destaque do leilão foi a Petrobras, que, em parceria com a norte americana Exxon, arrematou os blocos mais disputados: seis blocos na Bacia de Campos (RJ) localizados na chamada franja do pré-sal, área adjacente ao pré-sal com potencial de possuir reservas no pré-sal. Juntas, as duas empresas foram responsáveis por 93% da arrecadação, R$ 3,59 bilhões. Além das aquisições em parceria, a Petrobras arrematou seu primeiro bloco exploratório na Bacia do Paraná, por R$ 1,7 milhões de reais. 

A estratégia adotada pela Petrobras no leilão e sua parceria com a Exxon são positivos, pois reafirmam a estratégia do maior player do mercado de petróleo brasileiro em buscar rentabilidade e não apenas elevar o volume produzido.  

O resultado do leilão surpreendeu até os mais otimistas. O sucesso do leilão é sinal da retomada do setor petroleiro no Brasil, que apresenta queda expressiva de faturamento desde 2015. Entre os impactos para o setor que podemos inferir de imediato, estão os investimentos mínimos obrigatórios previstos em contrato, que somarão cerca de R$ 845,6 milhões nos próximos anos.

Especialista Responsável: Beatriz Araujo.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Petróleo e Derivados: Governo planeja novo leilão de pré-sal até final de 2017


O governo federal, por meio do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, começa a dar indícios da realização de um novo leilão de campos do pré-sal.  Inicialmente a intenção era realizar o leilão somente em 2018, porém já existem pressões para que o mesmo seja realmente realizado em novembro de 2017. 

As áreas que seriam leiloadas ainda não foram definidas, mas provavelmente em fevereiro deverão ser divulgadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). A intenção do adiantamento do leilão é atrair grandes grupos do setor, como a gigante ExxonMobil. Apesar das informações desencontradas, o governo estaria esperando arrecadar cerca de R$ 4,5 bilhões com os leilões. 

Assim, os leilões sendo adiantados poderiam ampliar a extração de petróleo do Brasil antes do esperado, inclusive atraindo mais empresas para o setor, já que o último leilão do pré-sal atraiu bem menos empresas estrangeiras que o esperado. 

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Petróleo e Derivados: Resultado das eleições Norte-Americanas ameaçam plano da OPEP


O resultado das eleições Norte-Americanas, divulgado esta semana, trouxe temor aos mercados globais, devido, em grande parte, não só a imprevisibilidade do candidato eleito, mas também devido ao viés mais protecionista do partido republicano, o que poderá limitar os planos de aumento dos preços do petróleo que a OPEP pretende intensificar. 

A vitória de Donald Trump e com o legislativo norte-americano nas mãos do partido republicano (partido detém maioria no poder legislativo) é esperado um viés mais protecionista nos EUA, o que deverá reduzir o crescimento global e até mesmo, em um primeiro momento, uma queda no próprio crescimento dos EUA, o que deverá afetar consideravelmente a demanda por combustíveis, afetando a produção de petróleo e o plano da OPEP para aumentar os preços da commodity. 

Assim, apesar dos recentes movimentos da OPEP, a estratégia de queda na produção para ampliar os preços começa a ficar comprometida, principalmente se o presidente recém eleito resolver implementar somente uma parte do que foi prometido em campanha. Com isso, os ganhos no faturamento do setor de Petróleo deverá ser bem mais limitado que o esperado.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino.


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Petróleo: Movimentos da Opep devem pressionar os preços de petróleo


Nas últimas semanas a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) anunciou um corte na produção de petróleo, o que não acontecia desde 2008. O corte era esperado e apesar de ser considerado pequeno, sinaliza a intenção do bloco, aumentar os preços do petróleo, após oito anos de aumento de produção. 

O aumento da produção do petróleo após 2008 contava com um grande objetivo, dificultar o funcionamento das empresas que operavam no mercado de gás de xisto, especialmente nos EUA, onde não existiam grandes grupos atuantes no mercado de xisto, o que as tornavam mais vulneráveis às quedas no preço de petróleo. Porém, os níveis baixos de preços também afetaram países fortemente dependentes da produção do mesmo, como Rússia e especialmente a Venezuela, que acabaram entrando em crise por causa do nível dos preços de petróleo, por isso o bloco decidiu que seria a melhor hora de subir novamente os preços. 

Assim, é esperado para os próximos meses que a produção caia novamente, tendo em vista a necessidade dos produtores, inclusive da própria Arábia Saudita de recuperar a margem de lucro da sua produção. Em termos de mercado brasileiro, isto é uma ótima notícia, especialmente para a Petrobras, que no momento está passando por uma reestruturação, com foco em sua atuação no mercado de petróleo e gás natural. 

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Petróleo e Derivados: Plano de investimentos da Petrobras é boa alternativa para reduzir dívidas


No dia 20, a Petrobras anunciou o seu novo plano de investimentos para o período 2017-2021, que prevê uma redução dos investimentos, com uma inversão total de US$ 74,1 bilhões contra US$ 98,4 bilhões do plano anterior, para o período de 2012-2016. A medida busca não somente reduzir as obrigações de investimentos, mas também reduzir o endividamento.

As medidas do plano de investimentos preveem venda de ativos e a saída de alguns mercados derivados do petróleo - no qual a Petrobras detém uma parcela significativa -, caso de fertilizantes, biodiesel, petroquímicos e distribuição de GLP. Nestes mercados as participações deverão ser vendidas para integrantes do próprio mercado.

As medidas foram bem recebidas por analistas e pelo mercado em geral, que enxerga a medida como uma forte tentativa de reduzir o endividamento e ao mesmo tempo ampliar a captação de recursos sem que seja necessário requisitar no mercado.

Assim, no curto/médio prazo é esperado que a Petrobras mantenha-se neste novo rumo, se focar na exploração de petróleo e gás, o que deverá devolver a rentabilidade da empresa e ampliar a margem de lucro do setor no médio prazo.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


segunda-feira, 4 de abril de 2016

Petróleo - Produção e Refino: Considerações sobre os resultados da Petrobras


A maior empresa do Brasil e mais relevante no setor de petróleo no país registrou prejuízo de R$ 34,8 bilhões em 2015. Os principais motivos apontados na apresentação do balanço foram: “i) impairment de ativos e de investimentos, principalmente em função do declínio dos preços do petróleo e incremento nas taxas de desconto, reflexo do aumento do risco Brasil pela perda do grau de investimento (R$ 49,8 bilhões); e ii) despesas de juros e perda cambial (R$ 32,9 milhões).”

A piora dos resultados não é uma exclusividade da Petrobras e nem mesmo do setor de petróleo (basta observar a queda da cotação do minério de ferro e os resultados em grandes mineradoras, incluindo a Vale e também a reversão dos investimentos de grandes petrolíferas internacionais).

Além de questões operacionais (alto endividamento, aumento do risco país e desvalorização cambial) e de mercado (desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado de petróleo, reduzindo o preço da commodity), a Petrobras também é afetada pelos escândalos de corrupção dentro da companhia. Tais fatos não podem ser desconsiderados, pois em um cenário incerto e desafiador a eficiência se torna ainda mais relevante e desvios de recursos, bem como decisões que não sejam estritamente econômicas são o oposto de eficiência.

Assim, do mesmo modo que seria um exagero atribuir os resultados negativos da companhia somente a má administração e a corrupção, seria um erro negligenciar seus impactos na credibilidade e nas perspectivas da companhia.

Analista Responsável pelo Setor: Marcel Tau


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Petróleo, Produção e Refino: Queda acentuada do preço do petróleo e denúncias de corrupção


No dia 23 de junho de 2014 o preço do barril de petróleo (Brent) era cotado a US$ 115,06, a máxima do ano. Desde então o que se observou foi uma queda vertiginosa da cotação da commodity, chegando à mínima de US$ 62,02 ontem (16/11/14). Deve-se destacar que é o menor nível de preço do produto desde maio de 2009, período marcado pela crise econômica que teve origem nos Estados Unidos. Além disso, o mercado acredita que ainda há espaço para uma queda e que o petróleo pode chegar ao patamar de US$ 40.

Dentre as causas para tal queda, destaque para a decisão dos membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de manter a produção atual, a despeito do avanço da produção em outros países e do baixo ritmo de crescimento econômico mundial.

Paralelamente a esse movimento, se desenvolve a Operação Lava-Jato da Polícia Federal, que vem acusando as maiores empreiteiras do país, bem como executivos da Petrobras de corrupção. Algumas das consequências que já podem ser vistas dessa investigação são: adiamento do balaço trimestral da Petrobras, processo por parte de acionistas norte-americanos na SEC (a CVM dos Estados Unidos), pois a Petrobras possui ações listadas nos EUA e pressão de credores da estatal.

Considerando o cenário descrito acima e as diversas responsabilidades da Petrobras (algumas mais evidentes, como por exemplo, de ser a principal produtora de petróleo e distribuidora de derivados, outras menos evidentes, como o papel da companhia para fomentar a indústria naval e geração de divisas, por meio de suas exportações) pode-se dizer que a queda do preço do petróleo ocorreu em um péssimo momento para a companhia e para o momento econômico atual e que se o preço do petróleo se mantiver baixo nos próximos anos, a tendência é de que o plano de investimento da estatal seja revisto, impactando o setor, a cadeia de produção que o cerca, e, considerando o peso da empresa no país, o nível de crescimento econômico do país nos próximos anos.


Por fim, embora a redução do preço do petróleo possa beneficiar no curto prazo diversos outros setores que utilizam o produto como matéria prima, ao considerar seus efeitos nocivos sobre a Petrobras e seu impacto econômico (como descrito acima) e social, considerando que os recursos advindos dos royalties do petróleo serão destinados para a educação e saúde pública, a Lafis chama atenção para os dois fatos mencionados acima (queda acentuada do preço do petróleo e as consequências das denúncias de corrupção) e os considera atualmente os maiores riscos ao desenvolvimento do setor para o médio e longo prazos. 


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Petróleo: Acordo entre Petrobras, BNDES e Finep beneficia o desenvolvimento da cadeia de petróleo e gás natural no Brasil


Foi lançado o programa Inova Petro, uma parceria entre o BNDES, Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que tem como objetivo apoiar fornecedores da cadeia petrolífera.

Ao todo serão destinados R$ 3 bilhões ao programa, que está inserido no âmbito do Brasil Maior, no intuito de estimular investimentos privados no setor para ampliar, de forma competitiva e sustentável, o conteúdo local em projetos da indústria de petróleo e gás.

Cabe destacar ainda, que o programa foi concebido para incentivar a inovação e criação de tecnologia no Brasil, almejando fomentar uma indústria local, capaz de atender às necessidades da Petrobras e também competir no mercado internacional; ou seja, a intenção do Inova Petro não é proteger e criar reserva de mercado para os fornecedores de P&G, mas criar mecanismos que os tornem mais competitivos.

Outro ponto importante é que, assim como a indústria automotiva, o setor possui uma cadeia produtiva extensa, necessitando de uma ampla gama de bens e serviços que, se nacionalizados  - com eficiência - podem contribuir significativamente para o crescimento econômico.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Petróleo - Produção e Refino: Petrobras Define Orçamento para 2012, com foco em Exploração e Produção


Assembléia da Petrobras aprovou esta semana investimentos de R$ 58,8 bilhões para 2012, sendo R$ 55,5 bilhões em recursos próprios e R$ 3,3 bilhões com recursos de terceiros. Deste montante, 59,02% serão destinados às áreas de exploração e produção, 33,10% para abastecimento, 5,42% para gás e energia e outros 2,46% para outras áreas.

Diante disto, é importante atentar para duas importantes características deste investimento: em primeiro lugar, a maior parte dos recursos serão destinados ao setor de exploração e produção, reiterando que o principal objetivo da companhia é ampliar a capacidade produtiva; em segundo lugar, chamou atenção o fato do orçamento para 2012 ser inferior ao de 2011, sendo este um fato positivo pois, além diminuir a pressão sobre o caixa da companhia, também faz com que a empresa minimize o risco de não cumprir com os investimentos planejados, como ocorreu no ano anterior.

Por fim, deve-se destacar que o maior volume de recursos destinados à exploração é uma consequência das descobertas do pré-sal e que a manutenção do preço do petróleo à níveis atuais impulsiona ainda mais este segmento.

Petróleo - Produção e Refino: Acidentes da Chevron Acendem Alerta sobre Segurança na Exploração de Petróleo.


Em novembro de 2011 a Chevron apresentou vazamento de petróleo no Campo de Frade. Ao todo 2.400 barris vazaram e desde então, o incidente vem sendo investigado tanto pelo órgão regulador do setor (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustível) como pelo Ministério Público Federal. Ademais, no mês de março deste ano, outro incidente ocorreu no campo de Frade, a poucos quilometros do primeiro durante a perfuração de um novo poço pela companhia.

Diante deste cenário, a empresa suspendeu a produção da commodity no Brasil. Esta havia sido reduzida pela metade desde o primeiro incidente, quando a produção passou a ser de apenas 31,8 mil barris diários e agora aguarada a decisão do Ministério Público Federal, que já solitiou o pagamento de fiança e da ANP, que pode inclusive caçar a licença de exploração da Chevron no campo de Frade.

Por outro lado, é importante observar que apesar do ocorrido, a Petrobras, que é a maior produtora de petróleo no Brasil, possuí um índice de vazamento inferior ao de outras grandes empresas do ramo, reflexo de aumentos nos investimentos em segurança e essenciais para explorar, de forma adequada, a camada do pré-sal.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Petróleo Produção e Refino: Petrobras reforça sua participação na industria nacional


A Petrobras anunciou a compra de 30% da Refap (quinta maior refinaria nacional) nesta quarta feira (15/12). A estatal pagará R$ 350 milhões à Repsol (controlodarora da Refap) pelo negócio e assumirá mais de R$ 500 milhões em dívidas da refinaria. A empresa controlada pelo Governo projeta ainda alguns investimentos na refinaria que foram relegados pela empresa espamhola no passado.
O negócio permitirá a Petrobrás a manutenção do processo de verticalização de sua cadeia produtiva, aproveitando vantagens geográficas estratégicas para produção, refino e distribuição de petróleo e seus subprodutos, algo que algumas de suas principais concorrentes internacionais são meno eficientes. Tal estrategia pode levar a estatal a controlar melhor seus custos e aumentar sua competitividade na distribuição de derivados de petróleo advindos do pré-sal.
Se tratando de uma commodity altamente negociada no mercado internacional, o petróleo pode apresentar grande volatilidade em seu preço. Isto implica em oscilações nos ciclos de lucros das empresas do setor. Dado que a estatal brasileira é tomadora de preços, a verticalização de sua cadeia produtiva pode trazer ganhos substanciais, elevando ainda mais sua representatividade na fatia de distribuição.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Petróleo - Produção e Refino: Petrobrás anuncia ampliação de plano de investimento

A Petrobrás anunciou na última terça-feira, 22 de junho, o seu novo plano estratégico de investimentos, que agora será de US$ 224 bilhões para o período de 2010 a 2014, sendo deste total US$ 212,3 bilhões no Brasil. Em seu plano anterior, a empresa havia anunciado o valor de US$ 174,4 bilhões. É importante ressaltar que as novas intenções contemplam uma necessidade de capitalização.
Neste novo plano foram engavetados as pretensões de aquisição de novas refinarias, além de um corte de US$ 5 bilhões na área internacional, onde os investimentos caíram de US$ 16 bilhões para US$ 11 bilhões. Além disso, segundo Jorge Zelada, diretor da área internacional da empresa, a companhia pretende se desfazer de áreas no exterior através da venda de sua participação acionária.
Por outro lado alguns investimentos foram ampliados, como os referentes à exploração e produção de petróleo e gás (US$ 118 bilhões), de gás e energia (US$17,8 bilhões) podendo incluir novas termelétricas e fábricas de amônia e uréia além de refino (US$ 73,6 bilhões). Dos US$ 118 bilhões previstos para as áreas de exploração e produção, US$ 30,9 bilhões serão destinados ao pré-sal e US$ 77,3 bilhões para as áreas no pós-sal onde já tem concessões em produção, como em Roncador e Mirim. Além disso, dentre os novos projetos, estão ocorrendo vários testes de longa duração para o pré-sal, incluindo pilotos de Guará e Tupi Nordeste.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Petróleo Distribuição: Governo anuncia redução da mistura de etanol anidro na gasolina

O governo anunciou na segunda-feira, 11 de janeiro, a redução da mistura do etanol anidro na gasolina, de 25% para 20%, a medida tem o objetivo de conter o preço do etanol vendido aos consumidores. Segundo técnicos do próprio governo, a medida pode levar a um aumento da gasolina entre 2% a 2,5%, pois, mesmo com os aumentos do preço do etanol nos últimos meses, este ainda é mais barato do que a gasolina. A mistura é feita pelas distribuidoras de combustíveis, como agora elas terão de comprar mais gasolina do que anteriormente, a tendência é que ocorra um aumento do custo total. Para evitar essa alta, o governo já estuda a possibilidade de redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada na gasolina, sendo que medida semelhante a essa já foi adotada anteriormente com intuito de impedir que o aumento do preço do combustível na refinaria fosse repassado aos consumidores finais.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério da Agricultura, após 90 dias, o percentual obrigatório de adição de etanol a gasolina retornará aos 25%, porém a mesma pode ser revogada com um mês de antecedência. A medida visa garantir o abastecimento do etanol, por meio do aumento da oferta, segundo o Ministério das Minas e Energia a medida vai proporcionar uma economia de aproximadamente 100 milhões de litros de etanol por mês, desta forma, com o aumento da oferta do produto, é possível que seja contido o processo de apreciação observado nos últimos meses.

Contudo a medida pode não ser o suficiente para evitar uma escassez de etanol hidratado. De acordo com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) é necessário se observar que cerca de 40% dos postos no país são de bandeira branca, portanto, no caso de uma escassez do etanol, as distribuidoras vão priorizar os postos com suas respectivas bandeiras. E, ainda segundo a Fecombustíveis, a crise está apenas no começo, pois a tendência é que em fevereiro e março se atinja o pico da escassez.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Petróleo Distribuição: Cosan anuncia a aquisição da rede de postos da distribuidora Petrosul.

A Cosan, maior grupo de açúcar e álcool do Brasil, anunciou esta semana (14/12) a aquisição da rede de postos da Petrosul. Os 83 postos serão integrados a rede da Esso, que a Cosan adquiriu no último ano da Exxon Móbil. A transação teria sido fechada, segundo fontes, por valores que giram em torno de R$ 70 a 100 milhões. De acordo com nota publicada pela Cosan, a compra não inclui ativos de distribuição da Petrosul, como por exemplo, a venda de combustíveis para outros 560 postos. A Petrosul também continuará atuando na venda de produtos de outras bandeiras.

Esta aquisição faz parte de uma estratégia da Cosan para crescer sua participação no mercado de combustíveis, hoje em 5,4%. A empresa estuda outras compras, principalmente de redes de menor porte, para atingir a meta de acrescentar 150 postos por ano.

A movimentação, iniciada no ano anterior com a compra da Ipiranga pelo Ultra e Petrobrás, é vista como uma reviravolta no setor, que passou anos imerso em problemas de adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. Tal cenário, aliado as perspectivas de maiores ganhos com a exploração de petróleo e não com a distribuição de combustíveis, motivou a saída de grandes grupos internacionais, como Esso e Texaco, além da venda da Ipiranga, segunda maior distribuidora do País.

sábado, 13 de junho de 2009

Petróleo Distribuição: Petrobras reduz o preço dos combustíveis, com foco anti-cíclico

Foi anunciado na última segunda-feira, dia 8, a redução dos preços dos combustíveis em direção às distribuidoras. Segundo a Petrobras, a gasolina apresentará um preço 4,5% inferior e o diesel, 15%, ambos na saída das refinarias. No entanto, será reposta a tributação do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mantendo o valor da gasolina ao consumidor final e uma queda de 9,6% para o diesel aproximadamente.
Apesar de não ser repassado a totalidade da queda dos preços ao consumidor, o Ministério da Fazenda defendeu o caráter anti-cíclico da medida ante a crise mundial, à medida que o valor do diesel influencia os custos da agricultura e indústria, via barateamento do frete. Por outro lado, a reposição tributária através do Cide daria ao governo capacidade financeira de sustentar outras isenções, como o caso do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para eletrodomésticos e outomóveis.
Utilizando-se da carga tributária sobre os combustíveis, o Governo Federal consegue, junto à Petrobras, minimizar as fortes oscilações das cotações dos combustíveis no mercado internacional sobre o preço do insumo ao consumidor final. Por outro lado, a petrolífera estatal consegue defender sua lucratividade através de adequações nos preços controladas pelo governo, que tem em vista o controle inflacionário, o que garante a atratividade de seus papéis na Bovespa.