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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Química e Petroquímica; Termoplástico: Impasse entre Braskem e Petrobras prejudica o fornecimento de nafta e põe em xeque o futuro do setor petroquímico



Nada mudou, ainda impera as incertezas quanto ao fornecimento da nafta ao mercado interno em virtude do longo impasse contratual travado pelas as gigantes Brasken e Petrobras. 

A discordância se dá em virtude da inclusão (ou não) de um valor adicional referente ao custo de importanção. A Petrobras alega que este custo adicional deve ser repassado ao preço final da nafta de forma equalizar o preço praticado localmente com o internacional da nafta, já a Braskem contrapõe argumentando que a nafta produzida pela Petrobras no Brasil é suficiente para abastecer quase que, em absoluto, a indústria nacional e a Braskem acha que não tem de pagar pela cota de importação, que é uma opção comercial da Petrobras.

Este clima de impasse e incerteza perdura desde 2013 e vem se arrastando por meio de contratos e aditivos de curto prazo. Desde aquele ano, foram firmados três aditivos de seis meses, sendo que o último, firmado em agosto, foi de apenas dois meses.

Assim, cada vez mais, se consolida um cenário desfavorável a novos investimentos no setor e de ingerência dos custos operacionais da empresas já instaladas, uma vez que a nafta é fornecida pela estatal para Braskem que, por sua vez produz os itens básicos usados por, praticamente, toda a cadeia nacional de químicos e plásticos.

Analista Responsável pelo Setor: Felipe Souza.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Química e Petroquímica/Termoplásticos: Cenário incerto da Petrobrás deverá prejudicar ainda mais o desenrolar do fornecimento de nafta


Com  o cenário incerto e os problemas políticos vividos pela Petrobrás, o impasse quanto à renovação do contrato de fornecimento da nafta (principal matéria-prima do setor petroquímico) deve se alongar  ainda mais nos próximos meses. O próprio presidente da Brasken, Carlos Fadigas, já admitiu que a substituição da equipe diretiva da Petrobrás irá impactar todas iniciativas importantes que a estatal está fazendo.

As duas empresas envolvidas, a Braskem e a Petrobrás vem travando, há mais de um ano, uma batalha comercial e de nervos que decidirá os termos de fornecimento deste insumo. Caso o contrato não se renove, há grande risco de que o fornecimento da matéria-prima seja comprometido impactando negativamente toda cadeia da indústria química e petroquímica.

O fato é que nenhuma das duas companhias quer ceder em relação as suas posições: a proposta da Braskem de manter estático o preço da nafta versus  a proposta da Petrobrás de elevar o preço da nafta para fortalecer seu caixa.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Química e Petroquímica: Perspectivas pouco otimistas para a produção da indústria química nacional

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Quimica-e-Petroquimica-Geral.asp


Não é novidade que a indústria química nacional não vive um bom momento. De acordo a Abiquim, no acumulado de janeiro a maio deste ano, enquanto a produção recuou (-7,07%), a demanda interna, medida pelo consumo aparente nacional, ficou praticamente estável. Isso indica que, mais uma vez, os importados ganharam terreno no mercado brasileiro.

Mesmo com uma provável recuperação do setor no segundo semestre, é esperado pela Lafis uma ligeira queda na produção para o ano de 2014, ainda com o avanço dos produtos importados no mercado nacional.

Esse desempenho reflete a contínua perda de competitividade do setor químico  nacional, que perpassa por problemas como a alta carga tributária, precária infraestrutura logística e energética, bem como a elevação do preço dos insumos do setor, que fazem com que que a produção nacional concorra desigualmente com os produtos importados.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Química e Petroquímica: Cade aprova a compra da American Chemical

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Quimica-e-Petroquimica-Geral.asp



O Cade decidiu favoravelmente à compra da empresa uruguaia do ramo químico American Chemical pela Oxiteno. Os valores da operação, que foi anunciada em maio do ano passado, não foram revelados, mas se estima que a transação demandou US$ 79 milhões.

Como a Oxiteno é a única empresa que produz no Brasil o álcool graxo etoxilado, principal insumo na fabricação de Less, o Cade impôs a exigência de se firmar uma acordo em que a empresa se compromete a vender esse insumo a preços normais praticados pelo mercado, uma vez que tal aquisição poderia dificultar o acesso ao insumo pelas empresas concorrentes.

O acordo firmado entra a Oxiteno e o Cade deve contribuir para que a competitividade de outras empresas do setor químico não decaia ainda mais. O setor ainda não vive uma conjuntura favorável e as importações de produtos químicos fabricados localmente crescem de forma acentuada, enquanto a ociosidade das plantas instaladas se mantém em níveis elevados, ressaltando a perda de competitividade da indústria química brasileira.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Química e Petroquímica: Grupo holandês IMCD compra 70% da Makeni e entra no mercado nacional de distribuição de produtos químicos



O grupo holandês IMCD comprou o controle majoritário (estimado em 70%) do capital da brasileira Makeni. O valor também não foi divulgado. Com esta ação, a IMCD garante a entrada no mercado brasileiro.

A Makeni está entre as cinco maiores desse segmento no Brasil e conta com dois centros de distribuição no país – na Bahia e São Paulo.

Com esta ação, a IMCD espera encapar ganhos de um mercado com forte potencial de expansão. O mercado de distribuição de produtos químicos nacional, que movimenta aproximadamente US$ 6,5 bilhões por ano, sendo que as companhias distribuidoras instaladas no Brasil movimentam apenas 11% dos produtos químicos – a maior parte é realizado pelas próprias empresas produtoras do setor químico.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Brasbio Química aproveita incentivos do Governo pernambucano para instalar unidade produtora de Glicerina.



A Brasbio Química instalará uma fábrica produtora de glicerina bruta no Polo Farmacoquímico de Goiana (PE). Tal unidade gliceroquímica receberá investimentos na ordem de R$ 180 milhões e tem previsão de início das atividades para janeiro de 2015.

Em plena operação, a fábrica terá capacidade de processar 120 toneladas de glicerina bruta por dia e será fornecedora para as indústrias química, petroquímica, alimentícia e farmacêutica, que utilizam o insumo para a produção de cosméticos, combustíveis, adoçantes e produtos farmacêuticos.

Por ser considerado um Polo estratégico, o Governo pernambucano concederá à Brasbio (bem como à outras empresas deste perfil) incentivos do Programa para o Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), que garante descontos de 95% no crédito presumido do Imposto sobre ICMS.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Química e Petroquímica: Basf aposta no mercado brasileiro


Mesmo com a persistência da turbulência no cenário econômico mundial, a multinacional alemã Basf anunciou que irá manter seus planos de investimentos no Brasil que giram em torno da cifra de € 500 milhões para os próximos cinco anos além dos € 500 milhões já anunciados para a construção da fábrica de ácido acrílico na Bahia que tem operação prevista para 2014.

Além do pólo baiano, a companhia vai elevar a capacidade de produção de suas duas outras fábricas - o complexo industrial de Guaratinguetá (SP), onde se concentram os negócios químicos e de defensivos, e de São Bernardo, no Grande ABC, unidade de tintas.

Conjuntamente à tal ação, a empresa deixou explícita sua estratégia global de expandir as vendas em países emergentes focando aportes em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para reforçar seu portfólio em inovação sustentável, considerado estratégico e de extremo importância para que a empresa, bem como o setor não sofram com de flutuações econômicas conjunturais.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Química e Petroquímica: Basf aposta no mercado brasileiro



Mesmo com a persistência da turbulência no cenário econômico mundial, a multinacional alemã Basf anunciou que irá manter seus planos de investimentos no Brasil que giram em torno da cifra de € 500 milhões para os próximos cinco anos além dos € 500 milhões já anunciados para a construção da fábrica de ácido acrílico na Bahia que tem operação prevista para 2014.

Além do pólo baiano, a companhia vai elevar a capacidade de produção de suas duas outras fábricas - o complexo industrial de Guaratinguetá (SP), onde se concentram os negócios químicos e de defensivos, e de São Bernardo, no Grande ABC, unidade de tintas.

Conjuntamente à tal ação, a empresa deixou explícita sua estratégia global de expandir as vendas em países emergentes focando aportes em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para reforçar seu portfólio em inovação sustentável, considerado estratégico e de extremo importância para que a empresa, bem como o setor não sofram com de flutuações econômicas conjunturais.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Química e Petroquímica: Setor atraí investimentos para a produção de butanol.


A Rhodia, empresa especializada em produtos químicos e controlada pela belga Solvay, em parceria com a norte americana Cobalt, construirão no Brasil sua primeira fábrica global de bio n - butanol. O produto, no qual o Brasil não é autosuficiente, será obtido através do bagaço da cana de açúcar, em processo semelhante ao da geração de etanol de segunda geração. O projeto será executado em duas etapas: a primeira através de uma unidade de demonstração instalada ao lado de uma usina de etanol (a partir de 2013) e a segunda com a construção de uma fábrica para produção industrial que deverá entrar em funcionamento à partir de 2015.

A capacidade de fabricação em escala industrial poderá atingir até 100 mil toneladas por ano e poderá suprir a demanda anual do país (50 mil toneladas). O Brasil importa mais de 60% das suas necessidades de butanol que é derivado de matérias primas fósseis e é utilizado na produção de solventes voltados para o segmento de tintas para a indústria automobilística.

Essa fábrica representa uma inovação tecnológica no setor químico e petroquímico, o que poderá gerar uma dinâmica alternativa a essa indústria que constantemente vem sendo prejudicada pela importação de componentes químicos dessa mesma natureza.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Química e Petroquímica: Com concorrência internacional menor, Braskem antecipa inauguração de sua unidade no Rio Grande do Sul


A Braskem anunciou que irá inaugurar, em julho, sua segunda unidade de produção de butadieno no pólo petroquímico de Triunfo (RS), antecipando assim, em cinco meses a inauguração da data inicialmente prevista. Com investimentos de R$ 300 milhões, a nova unidade poderá dobrar a capacidade de produção de butadieno em Triunfo (hoje 106 mil toneladas/ano), produzindo cerca de 100 mil toneladas de butadieno/ano somente para exportação aos EUA, México e Argentina.

Além do mais, o aumento da produção do produto irá criar sinergias com a planta já instalada no pólo, permitindo uma economia de pelo menos 30% no investimento em comparação com o que seria necessário para construir uma fábrica a partir do zero. A tal economia, somou-se a disponibilidade de insumos básicos e à facilidade do transporte do butadieno a partir do terminal fluvial próprio até o porto de Rio Grande, de onde o produto será exportado, bem como a isenção fiscal (do ICMS) concedida pelo Governo do Estado para a compra de equipamentos e máquinas importadas (desde que desembarcadas em portos gaúchos), além de autorizar a Braskem a pagar fornecedores locais com créditos tributários.

Tal ação também foi incentivada pela queda de produção na norte-americana de butadieno em virtude de modificações técnicas de suas unidades, nas quais estão em processo de substituição gradual da nafta para o gás natural como insumo básico para as plantas petroquímicas. O gás,  abundante e barato no país, é eficiente para a produção de eteno e propeno, porém dele não é possível extrair aromáticos como o butadieno. Além do mais, com o aquecimento do mercado da borracha sintética (na qual utiliza para sua produção o butadieno), visto no biênio anterior, afetou positivamente os preços do butadieno no mercado internacional.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Química e Petroquímica: Innova Investe na Duplicação de Etilbenzeno e Estireno


A Innova, empresa controlada pela Petrobras, anunciou um investimento da ordem de US$ 250 milhões destinado à duplicação da capacidade de produção anual de etilbenzeno e estireno de sua fábrica localizada no Polo Petroquímico de Triunfo (RS).

A estimativa é de que a nova planta esteja em plena operação no segundo semestre de 2014, representando o segundo maior investimento da estatal no setor petroquímico.

O Polo Petroquímico de Triunfo é um complexo industrial formado pela Innova e mais cinco empresas: Brasken, DSM, Lanxess, Oxiteno e White Martins, sendo responsável por cerca de 3,5% do total da riqueza gerada no estado.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Química e Petroquímica: Lanxess Anuncia Investimento e Visa Novo Produto


A Lanxess, empresa alemã transnacional, líder em especialidades químicas e plásticas no mundo, atuante em 30 países (somente no Brasil opera com 13 unidades) anunciou dois novos investimentos, totalizando cerca de R$ 75 milhões no Brasil.

Será adicionada uma nova unidade produtiva na planta da companhia em Porto Feliz (SP), interior de São Paulo, destinada à produção de plásticos de alta tecnologia (20 mil toneladas/ ano). Produto cada vez mais demandado pela indústria automotiva na produção de carros mais leves e com menor consumo de combustível. Para tal ação serão dependidos aproximadamente R$ 50 milhões sendo que a nova unidade deverá entrar em operação em meados de 2013. Outro projeto prevê a criação de uma unidade, a ser inaugurada no fim de 2012, de produção de borracha de base biológica em sua unidade de Triunfo (RS), com gastos previstos de R$ 25 milhões.

De acordo com a empresa, o Brasil se constitui como um mercado em franco crescimento e elevado potencial de consumo trazendo boas oportunidades a Lanxess. Segundo informações cedidas pela própria empresa, o Brasil é responsável por 10% das vendas globais anuais. Este é o principal motivo para que a multinacional também tenha anunciado que produzirá no Brasil, ainda nesta ano, a borracha monômero de etileno propileno dieno, a primeira borracha deste tipo derivada exclusivamente da cana-de-açúcar.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Químico e Petroquímico: Amitech Impulsiona o Setor Químico de Alagoas.


A Amitech, empresa brasileira controlada pelo grupo colombiano Inversiones Mundial, uma das maiores corporações da América do Sul, que fabrica resinas, tintas, produtos químicos, bens de consumo e tubos de poliéster reforçado com fibras de vidro, esta planejando dispender a quantia de US$ 20 milhões para a instalação de uma fábrica em Alagoas em 2012.

O Governo do estado vem trabalhando para estimular o desenvolvimento do setor e garantir a consolidação da cadeia produtiva da química e do plástico no Estado. As empresas lá instaladas podem auferir vantagens pelo menor custo de aquisição dos terrenos, bem como o menor preço do gás natural, quando comparado as demais áreas de diversos Pólos da região Nordeste. Tais empresas contam também com um ICMS diferido para aquisição de equipamentos, matérias-primas, insumos entre outros.

Mesmo com a queda do índice de produção da indústria química no acumulado do ano até julho (-4,73%/2010), o faturamento do setor, sustentado pelo índice de preço observado nos primeiros sete meses (14,6%/2010), deve apresentar expansão em relação ao ano de 2010, cujo resultado de faturamento já haviam sido bastante expressivo (expansão de 13,05%), se expandindo em cerca de 5,3%.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Química e Petroquímica: Mercado Interno Estimula Investimentos no Setor Químico.


Com a expectativa que aponta para um bom desempenho do faturamento do setor, influenciado basicamente pela maior demanda por derivados de petróleo e produtos químicos de base, além da tentativa de solucionar o atual déficit produtivo, atualmente dependente de importações de matérias primas, as indústrias químicas e petroquímicas pretendem, em seu conjunto, investir aproximadamente US$ 25 bilhões até 2015. Deste total, US$ 5,2 bilhões já estão em andamento, sendo que o restante, já fora aprovado e deverá ser aplicado em breve.

São muitos os exemplos de ações de expansão da capacidade produtiva em andamento: a Braskem está concluindo aportes para a construção da fábrica de butadieno no valor de R$ 300 milhões, bem como a construção, já em andamento da unidade de PVC em Alagoas (R$ 1 bilhão). Do mesmo modo, a Dow Chemical deverá investir cerca de US$ 1,5 bilhão para construir uma unidade de etanol integrada a uma fábrica química em Santa Vitória (MG). A Vale Fertilizantes está finalizando aporte de R$ 432 milhões em Uberaba (MG), para ampliação da produção de ácido fosfórico e ácido sulfúrico. A Petrobras gastará somente no Comperj, em Itaboraí (RJ), cerca de US$ 8,5 bilhões.

Tal conjunto de ações de expansão da capacidade produtiva é considerado um avanço, embora seja relativamente pequeno frente à necessidade imperiosa de suprir os grandes pontos de estrangulamento produtivo que o setor detém. Prova disto são os constantes déficits comerciais ( -US$ 11,67 bilhões neste semestre) que o setor apresenta e que são gerados pela grande quantidade na importação de insumos e equipamentos para produção.