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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Meios de Pagamento e Instituições de Ensino: Decisões importantes do Cade



O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é uma instância do poder público discreto que toma diversas decisões para manter o ambiente saudável de livre concorrência na economia brasileira. No entanto, este orgão tomou duas decisões que colocaram reveses no mercado de ensino superior e de meios de pagamentos, setores monitorados pela Lafis. 

Juntas, Kroton e Estácio formariam uma companhia com valor de mercado de cerca de 30 bilhões de reais e 1,5 milhão de alunos, e dominariam quase 25% do mercado de ensino superior privado. A Kroton já era considerada um dos maiores grupos de educação privada do mundo (e o maior do Brasil) após ter comprado o grupo Anhanguera em 2014, e caso a fusão tivesse tido sucesso, tal posição seria reforçada consideravelmente. No entanto, nessa posição, o Cade entendeu que havia riscos nítidos de concentração de mercado que pudesse afetar os consumidores. 

O mercado financeiro havia se convencido de que era possível haver uma fusão desse nível, mas havia detalhes na transação que sinalizavam cautela, porém, eles foram ignorados quando a transação foi celebrada no ano passado. Primeiramente, após a aquisição da Anhanguera pela Kroton, o Cade já havia sinalizado que essa transação havia sido a última cartada do grupo educacional para conseguir maiores fatias do mercado de ensino superior por meio de grande aquisições/fusões. Por isso que outro acordo desse nível para a Kroton teria dificuldades adicionais de aprovação pela entidade anti-trust. 

Além disso, o acordo entre as duas empresas foi acompanhada de condicionantes para manter as sinergias previstas na fusão, como o cancelamento da transação caso fosse necessária a venda de ativos que comprometessem mais de 15% das receitas das duas empresas juntas. Assim, como a única maneira do acordo prosperar aos olhos do Cade seria através da venda de ativos significativos, como a Anhanguera e uma das empresas de educação à distância (um dos ramos mais promissores desse mercado), essa solução oferecia riscos adicionais para uma transação que prometia criar um player sólido capaz de atuar no ensino superior presencial e à distância. Não foi à toa que há um dia do Cade reprovar o acordo, Kroton havia pedido para retirar provisoriamente o processo da autarquia federal, pois entendeu que a aprovação da transação tinha um grau de complexidade que reduzia os benefícios da união entre as duas empresas.

Outra decisão do Cade, que não teve tanto protagonismo, mas não tem sua importância diminuída, foi o fim da exclusividade entre a Cielo e a Elo, ou seja, os cartões Elo poderão ser aceitos por credenciadoras concorrentes, como a Redecard e Getnet. Além disso, a Cielo terá que dar acesso a suas máquinas de captura a todas as demais credenciadoras do país, desde que estas empresas concedam o mesmo tratamento à companhia. Acordo semelhante já havia sido firmado em abril com a principal rival da Cielo, a Rede, do Itaú Unibanco. Isto anuncia facilidades para a entrada de novos concorrentes, tal como demonstrou o novo empreendimento do banco Safra, o Safra Pay, nova credenciadora de cartões. A concorrência deve acirrar no setor nos próximos anos. 

Especialista do setor: Francisco Lira

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Cartões de Crédito: Queda da atividade prejudica setor de cartões, ainda assim setor deve crescer acima da economia nos próximos anos


Segundo o Relatório de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro, divulgado pelo Banco Central do Brasil, considerando o saldo de crédito por modalidade, o segmento de cartões de crédito representou 20,1% das operações de crédito para pessoal física em junho deste ano. Deste modo, considerando somente os recursos livres (com taxas de juros livremente pactuadas entre instituições financeiras e mutuários), o setor vem se apresentando como uma das principais modalidades de crédito oferecida pelos bancos.

Vale destacar que o desenvolvimento do setor de cartões de crédito no Brasil é influenciado por diversos fatores, como, por exemplo, a maior bancarização e aumento da renda da população observada nos últimos anos e está em linha com a estratégia dos grandes bancos atuantes no país de elevar a participação dos serviços nos resultados, em detrimento das RIF (Receitas de Intermediação Financeira). Vale destacar que tal movimento é uma consequência do fato das receitas de serviço apresentarem maior regularidade, sendo uma fonte de receita menos sujeita às oscilações da economia e com maiores possibilidades de crescer em tempos de queda da atividade, como se apresenta a atual conjuntura.

Embora o empréstimo de recursos dos bancos por meio dos cartões também seja considerado uma intermediação financeira, ele também agrega outros serviços e receitas, como, por exemplo, as anualidades dos cartões e o percentual de cada transação (lembrando que as grandes credenciadoras de cartões de crédito no Brasil pertencem aos grandes bancos).

Desta forma, a perspectiva da Lafis para os próximos anos considera que o setor de cartões manterá um desempenho superior ao da economia, mesmo que em ritmo inferior ao verificado nos últimos anos, considerando que o cenário econômico adverso também afeta negativamente o setor de cartões.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Cartões de Crédito: Visa estrutura rede de recarga para pré-pago

A Visa, que atua com cartões pré-pagos desde 1996, está reestruturando a sua posição no segmento. Depois da venda de sua participação na Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS) – emissora dos cartões de benefícios Visa Vale, a companhia pretende avançar no segmento de cartões pré-pagos, tanto com produtos próprios de prateleira quanto em projetos com emissores, envolvendo novos produtos.

A empresa tem objetivo de se expandir no segmento e avança em um processo interno de reestruturação do backoffice e da rede de atendimento e de recarga do cartão com a ressalva de que grande parte da população não bancarizada não estar familiarizada com caixas de auto-atendimento, sendo, portanto, importante alcançar uma maior proximidade com o cliente. Os cartões pré-pagos podem ser utilizados para compras, pagamento de contas e transferência, com grande potencial de crescimento diante das perspectivas favoráveis provindas da ascensão social e da integração de milhares de pessoas no mercado de bens de consumo.

Devido ao potencial de crescimento do segmento, a companhia está investindo em uma plataforma de recarga para o produto, que estará disponível em todos os bancos e instituições emissoras do cartão, inclusive para uso nos correspondentes bancários.

Bancos e Cartões de Crédito: Isenção de IOF para dívidas no cheque e no cartão

Foi suspensa, através de decreto, a incidência de IOF em dívidas oriundas de operações de crédito rotativo, incluindo cartões de crédito e cheque especial, que estejam atrasadas há mais de um ano. O objetivo dessa medida é, fundamentalmente, reduzir os custos da renegociação dessas dívidas, com reflexos sobre o nível de inadimplência. Outras operações de crédito já contam com essa condição, agora expandida às operações de crédito rotativo.

A medida, aplicável tanto para Pessoa Física quanto para Jurídica, entrou em vigor em 24/maio e deverá estimular a renegociação das dívidas. Além disso, tal política poderá representar um alívio para o caixa dos bancos, uma vez que estes não precisarão desembolsar mensalmente o montante referente ao IOF não pago durante todo o período que o cliente permanecer inadimplente.

Entretanto, as instituições financeiras poderão manter o cálculo do IOF em separado, mesmo depois de caracterizada a inadimplência, embora não seja obrigatório o recolhimento do tributo à Receita Federal. O benefício desse critério reside no fato de que, caso não haja um acordo e o banco não consiga receber mesmo após a execução da dívida, não haverá obrigatoriedade de repasse do imposto à Receita.

Cartões de Crédito e Bancos: Novas regras para cartões de crédito

O Banco Central do Brasil divulgou nesta semana as novas regras aplicáveis à utilização de cartões de crédito que devem entrar em vigor a partir de 1º de junho. Tais regras compreendem a redução e a padronização das tarifas sobre cartões de crédito e a criação do cartão-base, que deverá ter custo mais baixo ao cliente.

A redução dos números de tarifas referentes à prestação de serviços de cartão de crédito, de 80 para 5, poderá estimular a queda no valor dessas tarifas, uma vez que o cliente terá maior facilidade para comparar valores. Tais tarifas foram padronizadas e deverão corresponder a anuidade, emissão de segunda via, saque, pagamento de conta e avaliação emergencial de crédito. Espera-se, com isso, que as reclamações proveniente das condições dos cartões de crédito sejam substancialmente reduzidas.

Apesar de poderem continuar oferecendo os cartões com os serviços tradicionais e cobrar taxas extras para esses benefícios, o cartão-base, que terá uso exclusivo para o pagamento de contas ou serviços, deverá ser obrigatoriamente oferecido pelos bancos aos clientes e contribuirá para alargar o acesso da população aos cartões de crédito, com a maior adesão das classes mais baixas, contribuindo favoravelmente a expansão do rendimento dos emissores de cartões.

Além das duas medidas supramencionadas, a política quanto ao pagamento mínimo das faturas também foi alterada: a partir da data do início da vigência, o pagamento mínimo das faturas não poderá ser inferior a 15% do valor total da fatura. Será, portanto, necessária a adaptação dos produtos e dos processos para se adequar às novas exigências do Banco Central, o que demandará investimentos por parte das instituições financeiras.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Cartões de Crédito: Visa lança carteira digital

A bandeira internacional de cartões – Visa, anunciou na última quinta-feira, dia 12, o lançamento de uma plataforma de pagamentos que alia os meios visual e físico. Assim, após a aquisição de algumas empresas e parcerias nos últimos anos, a empresa lançará a carteira digital no segundo semestre primeiramente nos Estados Unidos e Canadá, e ainda sem data definida para o Brasil.

Com a carteira, os clientes poderão cadastrar todos os seus cartões de débito, crédito e pré-pagos, sendo eles da Visa ou não, e com isso realizar compras pela internet ou lojas físicas através da função contactless, em português, sem contato. O objetivo é acabar com todos os cadastros necessários em cada site de compra a cada pagamento, o que desagrada muitos usuários, que muitas vezes deixam de realizar essas compras.

Assim, para conquistar um maior número de clientes usuários dos meios de pagamento eletrônicos, a carteira visa facilitar o processo de compra eletrônica, pois guardará os dados de forma segura. Com apenas um clique irá transferir os dados para o site. Para os pagamentos sem contato, o chip da carteira digital poderá estar acoplado ao celular, por exemplo, e creditar ou debitar determinado pagamento de um dos cartões registrados na carteira. Além do mais, tornará possível a realização de transferências locais e internacionais de dinheiro entre pessoas, visto que a Visa opera em 200 países. O objetivo é aumentar a atuação da empresa com essa nova plataforma de pagamentos em outros países em um médio prazo. E, nessa expansão o Brasil poderá ser um forte candidato a receber a nova tecnologia, visto o aumento expressivo de usuários de cartões nos últimos anos, assim como, também, compras on-line.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cartões de Crédito: Fidelity anuncia salto maior no mercado de processamento de cartões

Após o início da emissão da nova bandeira de cartões "Elo" pelos bancos Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, a processadora Fidelity Brasil (FIS) anunciou na última terça, dia 26, que dará um novo salto no mercado de processamento de cartões. Assim, com a nova marca Elo agregada ao seu portfólio, a FIS espera aumentar a distância entre seus concorrentes diretos: CSU, CardSystem, Orbitall e Conductor.

Até o mês passado, a FIS era dividida entre o banco Bradesco, com 49%, e a americana Fidelity. Entretanto, no processo anterior ao lançamento da bandeira Elo, o banco vendeu sua participação à Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), administradora dos cartões Visa Vale. A transação acabou por transferir completamente à FIS, o controle de toda a base Elo emitida pelo Bradesco, a linha de pré-pagos da CBSS, além de todos os cartões que serão emitidos pelo futuro Banco Elo - com toda a produção do "Elocard" nas 147 lojas da Ibi Promotora de Vendas, empresa que fora, também, transferida do Bradesco para a CBSS.

O objetivo e ambição da FIS se justifica na intenção de, além de aumentar sua fatia de mercado no processamento, confirmar a projeção dos bancos emissores do cartão Elo de conquistar 15% do mercado de cartões nos próximos 5 anos, representando em média uma base de 45 milhões de plásticos da nova marca. Plásticos esses, que serão todos processados pela empresa, aumentando substancialmente seu faturamento. Somado a isso, em outubro de 2010, a FIS já havia incorporado ao seu processamento 14 milhões de cartões de emissão do Bradesco, com o total chegando a 40 milhões, além disso, o início da emissão dos vouchers alimentação e refeição pela Caixa, e a linha de produtos que fica debaixo da CBSS, também serão fatores que impulsionarão a escalada do faturamento da FIS.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cartões de Crédito: Credicard anuncia sua entrada no refinanciamento de imóveis

A Credicard, empresa de soluções de crédito do Citigroup, anunciou na última segunda, dia 11, a sua entrada no segmento de refinanciamento de imóveis, em parceria com a Brazilian Mortgages, pertencente ao Grupo BFRE (Brazilian Finance Real Estate), do setor financeiro imobiliário.

Nesse modelo de empréstimo, onde o tomador do crédito deixa como garantia um imóvel que esteja em seu nome, ainda se encontra incipiente no Brasil, além de ser importante ressaltar que o empréstimo pode ser requisitado para qualquer finalidade. Outras instituições financeiras já começaram a oferecer produtos e serviços como este, como o HSBC, Itaú e Bradesco, porém ainda se mostra pouco expressivo na comparação do mercado de crédito imobiliário no Brasil com o norte americano, na qual apresenta taxa de participação superior a 60%

Entretanto, é importante lembrar que a falta de controle sobre a qualidade de crédito foi a causa da crise no mercado de hipotecas iniciado em 2008. Mas segundo informações da Credicard e do BFRE, existem níveis seguros para oferecer o financiamento, como a informação de que o valor da quantia solicitada pelo cliente não pode ultrapassar 50% do valor do imóvel além de, também, o comprometimento da renda familiar do adquirente para o pagamento da dívida deve ser menor que 30%. O teto máximo de empréstimo também é estabelecido em R$ 750 mil, sendo o mínimo R$ 25 mil. Assim, as instituições veem mostrando grande interesse neste tipo de financiamento, devido às boas perspectivas da economia brasileira, que vem se fortalecendo gradativamente, favorecendo diretamente os resultados e perspectivas quanto ao mercado de trabalho, o que demonstra que o brasileiro cada vez mais saberá aprender a contrair dívidas, com um maior controle.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cartões de Crédito: Credicard anuncia sua entrada no refinanciamento de imóveis

A Credicard, empresa de soluções de crédito do Citigroup, anunciou na última segunda, dia 11, a sua entrada no segmento de refinanciamento de imóveis, em parceria com a Brazilian Mortgages, pertencente ao Grupo BFRE (Brazilian Finance Real Estate), do setor financeiro imobiliário.

Nesse modelo de empréstimo, onde o tomador do crédito deixa como garantia um imóvel que esteja em seu nome, ainda se encontra incipiente no Brasil, além de ser importante ressaltar que o empréstimo pode ser requisitado para qualquer finalidade. Outras instituições financeiras já começaram a oferecer produtos e serviços como este, como o HSBC, Itaú e Bradesco, porém ainda se mostra pouco expressivo na comparação do mercado de crédito imobiliário no Brasil com o norte americano, na qual apresenta taxa de participação superior a 60%

Entretanto, é importante lembrar que a falta de controle sobre a qualidade de crédito foi a causa da crise no mercado de hipotecas iniciado em 2008. Mas segundo informações da Credicard e do BFRE, existem níveis seguros para oferecer o financiamento, como a informação de que o valor da quantia solicitada pelo cliente não pode ultrapassar 50% do valor do imóvel além de, também, o comprometimento da renda familiar do adquirente para o pagamento da dívida deve ser menor que 30%. O teto máximo de empréstimo também é estabelecido em R$ 750 mil, sendo o mínimo R$ 25 mil. Assim, as instituições veem mostrando grande interesse neste tipo de financiamento, devido às boas perspectivas da economia brasileira, que vem se fortalecendo gradativamente, favorecendo diretamente os resultados e perspectivas quanto ao mercado de trabalho, o que demonstra que o brasileiro cada vez mais saberá aprender a contrair dívidas, com um maior controle.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cartões de crédito: Empresas do setor se unem para prevenir fraudes nos cartões de pagamento


O aumento do número de fraudes em transações com cartões de crédito e o consequente esforço das empresas do setor na implantação de chips nos plásticos a fim de aumentar a proteção contra esses roubos acarretou em uma migração das fraudes para outros tipos de meios de pagamento. Os novos ataques estão acontecendo em cartões de bandeiras regionais e cartões de lojas - chamados private labels, que, até agora, possuem um nível de segurança menor que os cartões de grandes instituições.

Neste contexto, duas empresas do setor anuciaram parceria com o objetivo de aumentar a segurança dos sistemas e mudar este cenário de aumento no número de fraudes a cartões de pagamento. A Horus, companhia brasileira de consultoria com foco à detecção e prevenção à fraude, e a PayTrue, empresa de soluções de meios de pagamentos eletrônicos, anunciaram o acerto de uma joint venture com o objetivo de oferecer serviços de monitoração e prevenção à fraudes para instituições emissoras de cartões, sendo essas bancos ou varejo financeiro.

Assim, o objetivo da união das empresas é oferecer o serviço de uma maneira inovadora no mercado, de forma que os custos serão passados às instituições que utilizarem os serviços, ou seja, os bancos. Esses pagarão por transação ou por número de cartões emitidos monitorados pelas empresas, sendo os responsáveis pelo pagamento do "risco" ao qual seus cartões estão expostos. O serviço, que já existe nos Estados Unidos e no Canadá, se mostra como uma importante fonte de faturamento pelas empresas envolvidas na parceria.

Bancos/Cartões de Crédito: Governo anuncia novo aumento para IOF de empréstimos externos

O governo anunciou na última quinta-feira, dia 28, que aumentará a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicada aos empréstimos externos de bancos e empresas em 2 p.p., passando de atuais 4% para 6%. O objetivo da implementação da medida compreende a tentativa de conter a grande expansão do endividamento do setor privado com o mercado, que apenas em janeiro e fevereiro deste ano, já cresceu US$ 16,4 bilhões.

Além desse endividamento, outra questão central de preocupação do governo é o gasto de brasileiros em viagens ao exterior. Os gastos com essas viagens registraram US$ 10,5 bilhões em 2010 e US$ 1,9 bilhão apenas nos dois primeiros meses de 2011. Assim, o governo anunciou o aumento do IOF sobre as compras com cartão de crédito no exterior, passando de 2,38% para 6,38%. As novas tributações fazem parte de medidas já assinadas e aprovadas pela presidente Dilma.

Com o aumento do IOF nas compras externas com cartões de crédito, o Ministério da Fazenda almeja uma redução dos gastos de brasileiros com viagens internacionais além de encarecer as pequenas importações que possam ser utilizadas para revenda dentro do país. Essa medida reforça o objetivo principal de conter o déficit em conta corrente do Balanço de Pagamentos nacional, que em janeiro e fevereiro chegou a US$ 8,8 bilhões, o maior da série histórica conforme pode ser observa do pelo gráfico abaixo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bancos e Cartões de Crédito: CBSS adquire parcela da Ibi Promotora de Vendas e processadora Fidelity, pertencente ao Bradesco


A Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), conhecida por administrar os cartões vale-alimentação e vale-refeição Visa Vale, anunciou na última quarta-feira, dia 16, compra de fatias da Ibi Promotora de Vendas e da Processadora Fidelity, pertencentes ao Bradesco. O valor da aquisição realizada foi de R$ 976,9 milhões.

A venda das participações à CBSS é decorrente da estruturação pela qual o Banco Bradesco está passando, juntamente ao Banco do Brasil, para constituírem a Elo Participações, caracterizada por uma holding não operacional na qual os dois bancos lançarão uma nova bandeira de cartões de pagamento: a Elo, projeto anunciado ha cerca de um ano. A Caixa Econômica Federal está nos trâmites finais de um processo para se integrar à sociedade e assim, juntos, os três bancos prevêem que os primeiros cartões emitidos com a nova bandeira aconteça já no mês de março.

No patamar abaixo na Elo Participações haverá uma holding de serviços, responsável pela gestão da bandeira nas modalidades crédito, débito e pré-pago, estrutura essa que irá abarcar a CBSS e é onde entram a Ibi e a Fidelity. Assim, a incorporação da primeira pela CBSS tem como objetivo potencializar o negócio de cartões pré-pagos, importante parte da bandeira Elo, enquanto a segunda já é a processadora dos cartões Visa Vale. O objetivo maior que é vislumbrado pelas instituições envolvidas é aumentar verticalmente a cadeia de sinergias entre elas, o que já era esperado no plano de criação da nova bandeira.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cartões de Crédito/Bancos: Caixa lança Cartão Aluguel

A Caixa Econômica Federal lançou na última segunda-feira, dia 20 de dezembro, o "Cartão Aluguel Caixa", com o objetivo de substituir o fiador assim como a necessidade de pagamento de depósito caução ou seguro-fiança como garantia para locação de imóveis residenciais. A iniciativa possui um cunho social, visto a dificuldade burocrática em se alugar imóveis, principalmente em cidades metropolitanas. Sendo assim, a renda mínima para se ter o cartão será de R$ 1 mil.
O novo cartão terá uma taxa de anuidade de R$ 96,00 e será oferecido nas bandeiras Mastercard e Visa versão internacional. O cliente terá dois limites, sendo um para o pagamento de compras no varejo e outro exclusivamente para aluguel. Assim, se a função de locação for ativada, será cobrada uma taxa de manutenção de 6,67% em contrato fechado entre banco e imobiliária, podendo variar de 2 a 12 meses. A fatura então passará a incluir o valor do aluguel que, no caso de inadimplência, acarretará um pagamento de juros de 10,02% ao mês que deverá ser pago em cartão convencional.
Em um primeiro momento, o serviço está disponível em quatro imobiliárias, sendo duas de São Paulo e duas de Goiânia. A perspectiva é de que até 2 mil imobiliárias sejam credenciadas no período de um ano. Assim, enquanto o custo do seguro-fiança oscila entre o valor de 1 a 1,5 mês de aluguel, o custo do novo cartão será de 0,66% do valor do aluguel-mês, o que favorecerá o mercado imobiliário nos próximos anos, haja a vista o grande número de imóveis para locação e a dificuldade em se conseguir a documentação exigida ou o pagamento da caução ou fiança. Segundo o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, a importância do novo produto se dá no maior estímulo à competição tanto intrabancária, onde novos bancos poderão lançar produtos semlelhantes como com as seguradoras, que pensarão em reduzir o valor dos seguros, estimulando, assim, a atividade imobiliária.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cartões de Crédito: Banco Central apresenta novas regulamentações ao setor

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou na última quinta-feira, dia 25 de novembro, a definição das novas regras para o setor de cartões de crédito no país. O ponto principal da nova regulamentação da CMN se dará no sentido de limitar as tarifas cobradas ampliando a assistência aos consumidores. Importante ressaltar que o Banco Central também participará dessa nova regulamentação.
Dentre as novas regras estão a permissão de apenas cinco tipos de tarifa, que deverão ser discriminadas claramente aos consumidores evidenciando os custos pagos nas transações, implicando em uma maior visualização por parte dos clientes e levando a uma maior concorrência com intuído de redução no nível de preço. Outras medidas importantes dizem respeito à proibição de envio de cartões não solicitados e a informação aos clientes das taxas efetivas totais praticadas no financiamento dos saldos devedores, incluindo além dos juros, todas as outras cobranças embutidas.

Em suma, percebe-se uma maior fiscalização a fim de tornar as taxas praticadas no setor menos abusivas o que, a priori, pode representar certo tipo de ameaça às empresas do setor. Entretanto, o que se espera é um crescimento da utilização dos meios de pagamento eletrônicos em um ambiente onde as pessoas terão mais clareza frente às transações, podendo acarretar em uma queda na inadimplência. Uma medida em especial demosntra isso. A partir de julho de 2011 o pagamento mínimo das faturas passará para 15% e em dezembro a 20%.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cartões de Crédito: Cielo e Redecard anunciam parceria com a Caixa Econômica Federal

As empresas Cielo e Redecard, grandes concorrentes no mercado de pagamentos eletrônicos do País, anunciaram na última quarta-feira, 08 de setembro, parceria com a Caixa Econômica Federal com o objetivo de obterem o credenciamento de estabelecimentos comerciais clientes do banco.
Assim, o acordo permitirá que o banco utlize as empresas como opções de credenciadoras aos seus clientes. Através deste, cuja duração será de cinco anos, Cielo, Redecard e Caixa poderão oferecer aos estabelecimentos comerciais a captura de transações Visa, Mastercard, Amex e demais bandeiras de pagamento, além de uma grande variedade de serviços e produtos tanto na adquirência como nos negócios bancários.
O principal objetivo das parcerias é aumentar a capacidade de distribuição dos produtos e serviços das empresas, oferecendo aos lojistas brasileiros soluções que ampliem suas vendas, garantindo seguranca das transações capturadas e disponibilidade de rede, facilitando assim uma maior aderência de estabelecimentos comerciais de todos os portes e o acesso de todas as classes da população brasileira ao mercado de meios de pagamento eletrônicos. Em suma, para a Cielo e a Redecard há uma importante oportunidade de geração de valor através do acordo, tendo em vista o grande potencial de crescimento tanto em seus faturamentos como no número de estabelecimentos afiliados.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cartões de crédito: Panamericano cria cartão de crédito para as revendedoras da Jequiti

O Banco Panamericano, instituição financeira do Grupo Silvio Santos, anunciou na última quarta-feira, dia 25 de agosto, a criação de um cartão de crédito internacional para as 150 mil revendedoras da linha de cosméticos do grupo, a Jequiti. Os cartões serão emitidos nas bandeiras Visa ou Matercard. A empresa anunciou a emissão de 53 mil cartões até o momento, sendo que 26% deste total já foram desbloqueados.

A meta é criar um capital de giro para as revendedoras, ampliando seus prazos para pagamento dos produtos. Neste contexto, além de aumentarem em 30 dias seus fluxos de caixa, essas poderão elevar suas compras, visto que o cartão possui um limite de crédito de 2,5 vezes o valor das últimas compras na Jequiti. Com o uso dos plásticos, as consultoras poderão oferecer uma condição financeira diferenciada para seus clientes finais, que é um maior prazo para o pagamento. Ressalta-se que os cartões também poderão ser utilizados em outros estabelecimentos e tipos de compras.

O programa de fidelidade do cartão utiliza bônus em que os pontos se convertem em produtos da própria linha. Conforme anunciado, a cada R$ 100,00 em compras, a revendedora ganhará R$ 2,00 em bônus. O objetivo da empresa é ampliar o uso dos cartões como meio de pagamento e com isso alavancar suas vendas e conseqüentemente, seu faturamento. Segundo a direção do Banco Panamericano, já está sendo criado em conjunto, um seguro de perda e roubo do cartão além de acidentes pessoais, sinalizando um grande leque de possibilidades a serem exploradas em um mercado onde as consultoras se concentram nas classes C, D e E, cuja grande parcela ainda não tem contato com os meios de pagamentos eletrônicos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Bancos/Cartões de Crédito: Caixa Econômica Federal anuncia sua entrada na gestão da bandeira de cartões Elo

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou na última terça-feira, dia 10 de agosto, a assinatura de um memorando de entendimento com o Banco do Brasil (BB) e o Bradesco para entrar na gestão da bandeira de cartões de crédito, débito e pré-pago Elo, lançada em abril deste ano. Além disso a CEF entra no mercado para desenvolver novos negócios para cartões pré-pagos, mediante criação de empresa ou utilização de companhias já existentes e atuantes no negócio, como o exemplo da Visa Vale.

A bandeira Elo foi criada com o objetivo de ser uma marca de cartão nacional, com foco nas classes C e D, além de aumentar a sinergia entre os negócios de cartões do BB e Bradesco. A empresa constitui-se como uma holding de capital privado e fechado, na qual o Bradesco possui participação de 50,01% e o BB, de 49,99%, obtendo, inicialmente, ativos estimados em R$ 15 bilhões, visto que abrigará duas empresas controladas pelos dois bancos: a Cielo e a Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), que administra os cartões de benefícios Visa Vale. A estimativa é que o primeiro cartão com a nova bandeira seja emitido até outubro deste ano.

Inicialmente, a CEF obterá cerca de um terço do capital da holding que irá administrar a bandeira e, com a entrada neste mercado, o objetivo é aumentar sinergias através de ganhos em escala e base de clientes. A meta é que a holding obtenha 15% do faturamento do mercado de cartões em cinco anos. A Caixa também apresentou na mesa de negociações uma intenção de ampliar sua participação na Cielo (ex-Visanet), que atualmente é de apenas 1,4%.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cartões de Crédito: Visa compra CyberSource por US$ 2 bilhões

Visa anunciou, no dia 21 de abril 2010, a compra da empresa americana de pagamentos pela internet CyberSource, pela quantia de US$ 2 bilhões. Os papéis da companhia foram negociados por US$ 26, valor 37,25% maior que a última cotação desses títulos no dia 20 de abril.
A CyberSource já atua em parceria com a Visa desde 1999 e atende mais de 295 mil clientes, controlando, assim, cerca de 25% do comércio eletrônico nos Estados Unidos, o que evidencia os principais objetivos da Visa em sua aquisição: acelerar seu crescimento na categoria e-commerce e aumentar sua presença global, visando uma posição de liderança no comércio de transações eletrônicas.
Dessa forma, o setor de cartões de crédito/débito, através de seu mais importante player no Brasil, inicia o ano de 2010 na busca de oferecer novos e mais aprimorados serviços com o objetivo de atender a crescente demanda por esses meios de pagamento no mundo, além de se adiantar na corrida pela diferenciação frente à abertura da concorrência, dado às propostas de regulamentação do setor por parte do Governo Federal.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cartões de Crédito: Fim da exclusividade dos cartões de crédito

No dia 01 de outubro foi anunciado o fim da venda casada nas operações de credenciamento dos lojistas pelas empresas operadoras de cartão de crédito. O término deste controle foi anunciado pelo Banco Central, Secretaria do Direito Econômico e a Secretaria de Acompanhamento Econômico e pretende estimular a concorrência entre as operadoras, dando a oportunidade para os lojistas negociarem as taxas cobradas.
Foram elaboradas cinco regras principais, que se resumem na abertura do credenciamento (qualquer banco poderá credenciar o lojista no uso do cartão de crédito, sendo as operadoras vedadas de exigir exclusividade de bandeiras), compartilhamento de redes (uma máquina poderá atender todas as bandeiras), criação de uma câmara de compensação (empresas processarão as operações, independente do nome do cartão), fortalecimento de bandeiras nacionais (bancos se comprometerão em criar bandeiras nacionais para os cartões de débitos) e fim da venda casada (as processadoras de cartões deixarão públicas as tarifas cobradas aos lojistas, dando transparência à adoção do serviço).
As medidas não terão grandes impactos aos usuário de cartão de crédito, porém os lojistas terão opção de escolha e negociação das bandeiras que irão utilizar, que variará de acordo com as taxas cobradas pelas processadoras. Alguns lojistas avaliam que as medidas têm pouco efeito e exigem, para isso, a criação de um órgão regulador para o setor de cartão de crédito. O governo já estuda a implementação de uma agência regulatória para o setor.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cartões de Crédito: Visanet abre capital e bate recorde em captação de recursos

Considerada a maior oferta pública de ações (IPO, na
sigla em inglês), a Visanet captou no dia 25/06 cerca de R$ 8,3 bilhões com o valor das ações de acordo com o teto das estimativas, R$ 15,00. Segundo o Wall Street Journal esta foi a maior oferta pública de ações no mundo até o momento. Além disso, o valor poderá chegar a R$ 9,7 bilhões se os controladores venderem os lotes suplementares.Ao contrário do que ocorrera em outras aberturas de capital, quando a empresa usa os recursos para investir no negócio, todo o dinheiro arrendado vai para os controladores, bancos Bradesco (com 39,3% do capital), Banco do Brasil (31,6%) e Santander (14,9%), que ainda continuarão na empresa.A Visanet que detém a exclusividade da bandeira Visa, a mais aceita entre os estabelecimentos comerciais, é vista como a maior processadora de cartões do Brasil. A empresa possui cerca de 46,8% do mercado, que girou em R$ 375,5 bilhões em 2008.Os investidores não ficaram intimidados com as possíveis mudanças de regulação, após o Banco Central (BC) e a Secretaria de Direito Econômico (SDE) mapearem o segmento de cartões no Brasil em um relatório divulgado recentemente. No diagnóstico, ambos os órgãos apontaram a alta concentração do setor e com barreiras de entrada a novos participantes, especialmente entre as credenciadoras, atividade dominada pela Visanet e pela Redecard.Portanto, o que provavelmente predominou foi o franco crescimento deste setor no país nos últimos anos, com taxas em torno de 20% a.a., e baixa participação de cartões de crédito e débito no consumo privado nacional. Em 2008, os cartões representaram cerca de 21% dos gastos dos brasileiro, abaixo das participações vistas em países como Reino Unido (57%), Coréia do Sul (50%) e Estados Unidos (40%).