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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Embalagens: Mudanças no estilo de consumo do brasileiro chama atenção para a indústria de embalagens


A recessão econômica brasileira tem impactado diretamente a indústria de embalagens, não só pela queda nas vendas – consequência da diminuição do consumo – mas também pela necessidade de buscar inovações capazes de atrair o cliente final e incentivá-lo a consumir. Entre os segmentos, o setor de alimentos, cosméticos e produtos de saúde são alguns exemplos de cadeias que tem potencial de crescimento mesmo diante da crise.

No evento “Panorama do Setor”, realizado pela Associação Brasileira de Embalagens (ABRE), foram discutidos pontos importantes a serem considerados pelos empresários na definição de suas estratégias de curto-prazo. De acordo com as análises da Euromonitor International, algumas das macrotendências que devem reger o setor são: Conveniência, Saúde, Valor, Sustentabilidade e Lifestyle. A busca por melhor custo-benefício e proximidade às necessidades do público-alvo é primordial para manter a oferta alinhada com o mercado. No segmento alimentar, por exemplo, a embalagem tem um papel relevante na atratividade do produto, tanto em seu aspecto técnico de preservação do produto, quanto no design criativo e que otimize a acomodação do alimento.

Em linha com esse pensamento, o mercado de café em capsula tem crescido consideravelmente nos últimos anos, e tem potencial para alcançar os R$ 2,96 bilhões até 2019 – alta de 40% em relação ao faturamento de 2014, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Contudo, para que isso se realize há um esforço em garantir o padrão de qualidade do café em cápsula, de modo que as características sensoriais do produto não sejam alteradas.

Este é um exemplo de ações que devem ser tomadas para que a indústria de embalagem não só se recupere da crise econômica, mas se fortaleza e atue como propulsor para outros setores. Garantir a qualidade dos produtos oferecidos e estar alinhado com as mudanças no mercado consumidor é essencial para evitar rupturas nas vendas.


Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Embalagens: Acordo setorial histórico abre novos caminhos para a logística reversa de embalagens



Na última quarta-feira, 25/11, foi assinado em Brasília um acordo setorial com representantes do comércio, indústria e distribuidores para consolidar as responsabilidades pela logística reversa no Brasil. Com esse acordo em voga, as empresas se comprometem a implementar projetos focados no apoio às cooperativas de catadores e na oferta de pontos de entrega voluntária – os chamado PEVs.

Este acordo é um dos maiores avanços em termos de logística reversa para o setor de embalagens. A diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Zilda Veloso, comenta que 35% do descarte brasileiro é composto por lixo seco, sendo que destes 70% são embalagens. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de embalagens em geral devem providenciar meios para que o descarte seja feito de maneira correta e tenha um destino apropriado, priorizando assim a reciclagem.

A intermediação do acordo foi feita pelo Grupo Coalizão Empresarial, que representa 22 associações do comércio, indústria e distribuição. Abre-se portanto um novo caminho - mais formal - para que as empresas tenham segurança para investir em projetos de logística reversa de embalagens, cumprindo com suas obrigações legais e colaborando o meio ambiente.

Analista responsável: Robson Poleto

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Embalagens: Embalagens ajudam a combater o desperdício



Segundo estudo da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 1,3 bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçados a cada ano no mundo. Aqui no Brasil, o setor de embalagens tem papel fundamental para se evitar tais desperdícios. Assim, as embalagens auxiliam na melhoria da qualidade dos produtos, principalmente do segmento de hortifruti, e tem ajudado a combater o desperdício e a perda de valor de tais produtos. 


A escolha por uma embalagem mais acertada representa não somente a eliminação de perdas, mas também uma oportunidade para o crescimento dos negócios do mercado de hortifrutícolas, proporcionando ganhos na estocagem e no transporte. Nos últimos anos, a melhoria das embalagens tem sido importante para a expansão das exportações de frutas, pois há uma forte relação entre ampliação das exportações destes produtos e a tecnologia aplicada nas embalagens para este segmento no País.

Para que não ocorram desperdícios, é importante que se faça uso de uma embalagem adequada. No caso das frutas, hortaliças e legumes, costumava-se utilizar caixas de madeiras para o transporte destes, porém, por consequência das perdas que ocorriam, estas estão sendo substituídas por caixa de papelão ondulado. Tal movimento, ajuda a explicar a queda no índice de produção de embalagens e artefatos de madeira, que no acumulado até junho deste ano, caiu 22,4% frente ao mesmo período do ano anterior.

De modo geral, o maior desafio para uma embalagem, na opinião de Gabriella Michelucci (diretora da divisão de embalagens de papelão ondulado da Klabin), é que ela seja competitiva, resistente e que atenda a necessidade do mercado.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Embalagens: Saint-Gobain investe R$ 230 milhões na Verallia



O grupo Saint-Gobain, concentrada na empresa Verallia, anunciou investimento de R$ 230 milhões neste segmento em uma fábrica em Sergipe. A nova fábrica da Verallia será erguida no município de Estância, a 70 km de Aracaju e deve ser inaugurada no segundo semestre de 2015.

A unidade terá capacidade para processar 77 mil toneladas de vidro por ano, com o objetivo de firmar presença na região Nordeste. A idéia do grupo é buscar oportunidades de produção de embalagens em segmentos que ganharam importância na região, como é o caso da produção de vinhos no Vale do São Francisco e do leite de coco, que tem em Alagoas uma das principais fabricantes do país.

A produção industrial de embalagens encerrou o primeiro semestre deste ano com alta de 2,66% na comparação com o mesmo período de 2012, segundo dados divulgados pela Abre (Associação Brasileira de Embalagem). O segmento de embalagens de vidro vem apresentando crescimento consistente ao longo de 2013, sendo bastante utilizado para os bens de consumo não duráveis, como produtos químicos, alimentos e bebidas.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Embalagens: Entrada da International Paper no segmento de embalagens no Brasil


A americana International Paper e a brasileira Jari Celulose Papel e Embalagens anunciaram ontem (25) um acordo que prevê a criação de uma joint venture voltada para o setor de embalagens no Brasil, com investimento previsto de US$ 470 milhões. A parceria marca a entrada da IP neste segmento de mercado, detendo 75% de participação da nova empresa, que ainda não tem nome definido. A sede deve ser em São Paulo e a expectativa é de que o negócio seja concluído no primeiro trimestre de 2013.

A International Paper atua no país desde 2010 e é a terceira maior fornecedora local, com produção de 365 mil toneladas ao ano nas três fábricas de papel e celulose que opera no país. Por sua vez, a Jari Celulose Papel e Embalagens pertence ao grupo Orsa, operando no país três fábricas de papelão para embalagens e quatro unidades de produção de caixas de papelão ondulado. Pelos termos, a Jari vai transferir estas fábricas à nova empresa, além da sua carteira de clientes, que conta com cerca de 400 nomes.

O setor de embalagens é atualmente dominado por poucas e grandes empresas, como Klabin e MeadWestvaco. A joint venture aumentará a concorrência no segmento, sinalizando que o mercado nacional de papéis, sobretudo para uso em embalagens voltou a atrair atenção e investimentos de grandes empresas.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Embalagens: Tetra Park investe para aumentar a produção em 45%


A Tetra Park, líder no mercado brasileiro de embalagens cartonadas, anunciou investimento de R$ 200 milhões para expandir a capacidade produtiva em 45% até 2015.

Com isso, a produção de embalagens cartonadas (longa vida) da unidade de Ponta Grossa (PR) passará a produzir aproximadamente 14 bilhões de embalagens por ano. Esta expansão visa atender a crescente demanda por embalagens para sucos à base de frutas, soja ou cereais, além de atender seu principal mercado embalagens para leite longa vida. Outro setor que possui uma demanda por embalagens cartonadas são de alimentos sólidos como por exemplo, a ervilha, o milho e o feijão pronto.

O objetivo é consolidar sua liderança no Brasil apresentando um crescimento médio de 7% ao ano até 2020. Hoje o Brasil responde por 18% do faturamento global da empresa, o que representa o segundo maior mercado, atrás apenas da China.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Embalagens: Novelis investe US$ 50 milhões


A Novelis do grupo Adytia Birla, transformadora de alumínio, anunciou investimento de US$ 50 milhões para internalizar o processo de revestimento de chapas para tampas de latinhas na fabrica de Pindamonhangaba (SP).

A empresa também pretende aumentar a participação de alumínio reciclado na produção, com isso no final de 2010, a empresa fechou a fabrica de alumínio primário em Aratu (BA) e no mês passado anunciou investimento de US$ 32 milhões para expandir a capacidade de reciclagem nesta mesma unidade com a finalidade de reduzir a dependência em relação ao alumínio primário, além da vantagem que o alumínio pode ser reciclado infinitamente.

Estes movimentos são estratégicos, pois 80% do alumínio da unidade de Pindamonhangaba (SP) são destinados a atender a fabricação de latas para bebidas (cervejas, refrigerantes e sucos). Com o investimento a empresa reduzirá o custo da terceirização deste processo, além de atender a crescente demanda por estes produtos que será fortemente afetada a partir de 2014 devido aos eventos esportivos mundiais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Embalagens: Grupo Wheaton de embalagens de vidros compra Plastclean design de vidros


O grupo Wheaton, fabricante de embalagens de vidros, anunciou a compra da Plastclean design em vidros por R$ 25 milhões. Com isso a fabricante verticaliza parte de seu processo, em especifico a decoração das embalagens. A capacidade de decoração de embalagens da Plastclean é de 3,5 milhões de unidades e a empresa espera faturar R$ 10 milhões em 2012.

A Plastclean atua principalmente no segmento de decoração de embalagens em vidro para cosméticos e perfumes. Em julho, após a aquisição, ela entrou no mercado de bebidas. A entrada no mercado de embalagens para bebidas é estratégica, por conter mais empresas e assim ter grandes chances de conquistar mais clientes.

A diversificação dos produtos por meio da embalagem é uma tendência do mercado, pois tem baixo custo, além de agregar valor ao produto e atrair clientes. Está estratégia é utilizada principalmente pelo setor de cosméticos e perfume, mas também é crescente o uso desta pelo setor de bebidas, por meio das garrafas de edição limitada e premium.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Embalagens: Crown planeja investir no Paraná

A Crown, fabricante de embalagens, vai construir sua terceira fábrica de latas de alumínio em Ponta Grossa, Paraná. Com investimentos previstos em R$ 140 milhões e prazo de conclusão programado para o primeiro trimestre de 2011. Até lá a fábrica deve apresentar uma capacidade de produção de 1 bilhão de latas por ano, divida entre embalagens de 350 mililitros e 473 mililitros.
Somando a capacidade da nova fábrica às outras duas plantas – A unidade de Estância (SE) tem capacidade de produção de 1 bilhão de latas; a unidade de Cabreúva (SP), 2,5 bilhões – a Crown produzirá 4,5 bilhões de latas no fim de 2012.


Empresa, parceria da Crown Holdings com a distribuidora de combustíveis, Petropar, deve auferir, em 2009, uma receita de US$ 250 milhões fruto de uma expansão de 9% no mercado de latas; segundo informações divulgadas pelo seu próprio presidente.

Apesar da produção de embalagens metálicas, de acordo com o IBGE, ter caído 9,9% no ano de 2009, a empresa demonstra boas perspectivas para a produção e demanda futura . Nesse ponto, a construção de uma nova fábrica no sul do país será um forte elemento para a integração logística, podendo atender, principalmente, o mercado de cerveja da região com custos reduzidos.

A tendência de desvalorização cambial também será um elemento importante no ano de 2010, uma vez que o principal insumo, alumínio, é cotado em dólar.

Os recursos para a empreitada virão, majoritariamente, do próprio caixa da empresa e o restante – 30%, aproximadamente – virá por meio de financiamentos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Embalagens : Crown planeja aumentar a produção em 2011.

A segunda maior fabricante de latas de alumínio do Brasil, a Crown Embalagens, planeja a construção de uma nova fábrica, a ser localizada na Região Sul do país. Com perspectiva de início das operações no primeiro semestre de 2011, a nova planta terá uma capacidade de produção estimada em 700 milhões de unidades ano e não se restringirá à fabricação de latas convencionais de 350 ml.

Embora a localização da nova planta ainda não tenha sido confirmada, a Crown deve aproveitar a consolidação das mudanças no padrão de consumo da população, que teve sua renda real acrescida e passou a direcionar o consumo da bebidas para dentro de casa, pontos positivos para o crescimento da venda de cervejas, principal demandante da Crown.

O alto índice de reciclagem da lata de alumínio e seu apelo ecológico, fator de crescente importância, são elementos que convergem para a perspectiva de maior consumo desse tipo de embalagem. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o mercado de latas de alumínio pode crescer em torno de 15% sobre 2008, mesmo com o restante da indústria de embalagens enfrentando queda na demanda, principalmente em decorrência da queda na produção industrial do primeiro semestre. Quanto ao consumo de cerveja, este vem crescendo a uma média de 5,7% nos últimos quatro anos e o número tende a aumentar, principalmente quando se leva em conta a realização da Copa do Mundo em 2014. Assim sendo, a ampliação da capacidade produtiva da Crown, em 2011, será um ponto benéfico para suprir a demanda futura.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Embalagens: Reestruturação da Rio Tinto e as operações da Dixie Toga no Brasil

A divisão de embalagens da mineradora Rio Tinto, Alcan, foi vendida para a norte americana Bemis por US$ 1,2 bilhão, que será convertido em redução do passivo da vendedora. Embora não se desfaça de todo seu portfólio no setor de embalagens a Rio Tinto objetiva focar suas atividades nos setores mais lucrativos. A Bemis, que adquiriu em 2005 as operações da Dixie Toga no Brasil, herdará, entre outros ativos, duas fábricas de embalagens, em Mauá e Diadema, localizadas na Grande São Paulo. Esse processo ampliará a participação de mercado da Dixie na embalagens de alumínio flexíveis o que é um fato muito importante tendo em vista a correlação do setor de embalagens com a indústria. A queda na atividade industrial pressiona sobremaneira os fornecedores, no caso o setor de embalagens, que são obrigados a barganhar preço e pagamento; nesse quesito as novas plantas da Dixie não só oferecerão vantagens na escala e alocação produtiva como também apresentarão ganhos logísticos devido à localização das unidades adquiridas.