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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Móveis: indústria moveleira de Ubá cai e deixa cidade à míngua


A redução do consumo e a consequente desaceleração do ritmo de atividade industrial faz vítimas no município de Ubá, na Zona da Mata mineira, principal polo moveleiro do estado. Nos últimos dois meses, pelo menos 6 fabricantes de móveis interromperam as atividades e colocaram na rua mais de 600 trabalhadores. No ano, as demissões somam 1.500 somente no setor.
Fora do estado RS, PR e SP, a cidade mineira de Ubá é uma das poucas que concentra um pólo moveleiro no Brasil, e o fato dela estar passando por dificuldades, demonstrada pela demissão de trabalhadores, já anúncia que o desempenho do setor de móveis em 2015 não será favorável.
Pode-se esperar que a utilização da capacidade instalada caia, como um dos vários reflexos dessa conjuntura negativa que passa o setor em 2015, no entanto, serve de alento destacar que a produção brasileira de artigos mobiliários ainda “encontra escapatória” no mercado externo, com países como os E.U.A. apresentando taxas consistentes de crescimento. Algo a ser relevado pela indústria, a qual já possui uma certa penetração externa nestes países. 


terça-feira, 10 de março de 2015

Móveis: Os reflexos do ajuste fiscal – O fim do Minha Casa Melhor


A Caixa Econômica Federal confirmou a suspensão do Programa Minha Casa Melhor, que facilita a compra de móveis e eletrodomésticos. O banco informou que novas contratações estão sendo discutidas para uma outra fase do programa, mas não informou detalhes nem prazos. Para os beneficiários que já têm cartão referente a contratos em vigor não haverá mudanças. Lançado em 2013, o programa facilita a aquisição de bens conforme as necessidades das famílias inscritas no Minha Casa, Minha Vida. A Caixa oferece a cada beneficiário do programa habitacional do governo, um crédito subsidiado de até R$ 5 mil para compra de móveis e eletrodomésticos, a juros de 5% ao ano e prazo de 48 meses para pagamento.

Uma péssima notícia para o setor de linha branca&marrom, e especialmente para a indústria moveleira, que não tem usufruído de tantos benefícios do Governo Federal nos últimos anos. No entanto, acredita-se que a suspensão do programa não tenha tanto impacto assim, pois retira somente um nicho de mercado específico: as famílias financiadas pelo “Minha Casa, Minha Vida” que dispõem de espaço financeiro para contrair outros empréstimos. Afirma-se que a precaução dos consumidores para adquirir ou renovar artigos mobiliários devido ao instável cenário macroeconômico permeado por expectativas negativas tem afetado mais o setor, e isso está gerando um maior impacto negativo sobre o setor  do que o fim deste programa. Outras fontes de pressões para o desempenho da produção de móveis podem vir do aumento do IPI e/ou do aumento de outros tributos, como os relacionados à Previdência Social (aquela que incide sobre a folha de pagamento). Diga-se de passagem, um suposto aumento de tributos pode ter efeitos mais localizados.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Móveis: Todeschini terá fábrica em Cachoeira do Sul



Fabricante gaúcha de móveis planejados, a Todeschini planeja ter, até 2017, uma unidade própria de beneficiamento de madeira. O local desejado para o projeto, que chegaria aos       R$ 280 milhões em investimentos para construção e compra de equipamentos, fica no município de Cachoeira do Sul, onde a empresa possui a maior parte de suas florestas. A definição, porém, ainda depende de uma solução para o abastecimento de energia elétrica, já que a área escolhida, localizada às margens da BR-290, não possui rede.

Essa notícia destaca o fato de que mesmo uma indústria intensiva em recursos naturais, como a moveleira, está suscetível às dificuldades de infraestrutura na economia brasileira, conforme ilustra necessidade de 10 MegaWatts para concretizar a construção da fábrica pela Todeschini. Os empecilhos da burocracia federal na gestão elétrica adicionam complexidade ao problema.


Outro aspecto interessante da notícia relaciona-se com os planos de verticalização da empresa, pois ela quer ter acesso fácil e próprio de placas compressadas de madeira (MDF, no jargão técnico), o que segue a tendência delineada para o setor no Brasil, que vai na contramão do que é feito em termos mundiais – as empresas moveleiras buscam especializar-se (realizar o desenho do produto) e deixar outros detalhes da fabricação e venda de bens (distribuição, venda, insumos) para outros agentes. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Setor de Móveis / Materiais de Acabamento: Berneck inaugura nova fábrica de painéis de madeira em Santa Catarina


A fabricante paranaense de painéis de madeira, Berneck, anunciou que irá inaugurar essa semana sua nova unidade industrial em Curitibanos/SC, de acordo com a empresa, até dezembro serão iniciados os testes em todas as máquinas.

A nova fábrica iniciou no mês de março com uma linha de MDF (Medium Density Fiberboard) e uma linha para revestimento em BP (Baixa Pressão) e o novo volume de produção poderá ser de 500 mil metros cúbicos  de MDF, permitindo a Berneck mais que dobrar a sua produção.

De acordo com o Diretor Industrial, Daniel Berneck, com as novas tecnologias empregadas o aproveitamento será 1,5 p.p maior do que na unidade de Araucária, que é de 53 a 54%. Os investimentos na primeira fase da nova unidade foram de R$ 350 milhões e o projeto completo prevê um desembolso total de R$ 750 milhões.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Móveis: Eucatex anuncia construção de nova fábrica de painéis de madeira

A Eucatex anunciou na última terça-feira, dia 04 de maio, a construção de sua terceira fábrica de painéis de madeira no interior de São Paulo, a segunda na cidade de Salto. O investimento para as obras será de cerca de R$ 240 milhões.
Atualmente a empresa produz 670 mil metros cúbicos de painéis e pretende com a nova unidade produzir mais 280 mil metros cúbicos de painéis de média e alta densidade, utilizados, principalmente, nas indústrias da construção civil e moveleira, indústrias de grandes projeções de demanda para os próximos anos.
O novo investimento integra o plano de revisão estratégica da empresa, visto que essa passou por uma forte crise financeira nos últimos anos, desde 2002, quando pediu concordata. Assim, com o novo investimento, a Eucatex pretende alcançar um faturamento de R$ 950 milhões no ano de 2010, valor 14,5% superior ao alcançado em 2009.
Construção Civil: PDG Realty anuncia compra da Agre Empreendimentos Imobiliários S.A..
A PDG Realty S.A. Empreendimentos e Participações no mercado imobiliário anunciou na última terça-feira, dia 04 de maio, a compra da Agre através de 100% da incorporação de suas ações, para, unidas, disputarem a liderança do mercado imobiliário brasileiro com a Cyrela.
A nova empresa será a soma de quatro incorporadoras: PDG Realty ,Agra, Klabin Segall, Abyara, sendo as três últimas participantes da Agre e a primeira resultado dos ativos imobiliários do Pactual e com participação em várias outras empresas. Recentemente, a PDG Realty também incorporou a totalidade das ações da Goldfarb e a carioca CHL. Através da junção com a Agre, a nova empresa nasce com valor de mercado de R$ 8,8 bilhões (R$ 2,4 bilhões da Agre e R$ 6,4 bilhões da PDG).
Para a PDG, focada em empreendimentos para famílias de baixa e média renda, até então, o objetivo da aquisição é aumentar sua exposição em outros segmentos, como a atuação em mercados onde não estava ou tinha uma participação muito pequena, como Norte e Nordeste, além de sinalizar o interesse em diversificar sua atuação, criando uma nova empresa voltada ao mercado paulista de média e alta renda.