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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Gás Natural: Petrobras anuncia venda integral do Campo de Juruá


A Petrobras anunciou nesta semana que venderá o Campo de Juruá de extração de Gás Natural da Bacia do Solimões (AM). A empresa detinha 100% de participação. Segundo a companhia, a concessão para exploração foi outorgada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 1998, e o contrato expira em 2025 e integra o marco zero das concessões.

 Os reservatórios do Campo do Juruá foram descobertos em 1978 e desde então foram perfurados 15 poços, oito deles classificados como produtores e quatro completos para produção, mas deverão ser vendidos para a iniciativa privada, uma vez que,  tendo em vista que foram descobertos campos mais rentáveis pela estatal na região.

As vendas refletem a nova política da Petrobras, na busca da eficiência e redução dos custos considerados “desnecessários” para o novo momento da empresa.

Especialista do Setor: Ricardo Quirino.


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Gás Natural: Uma nova alternativa de combustível para o transporte marítimo brasileiro


O gás natural é fortemente voltado para o setor de transportes na Europa, em especial automóveis e veículos pesados, tendo em vista o seu custo em comparação aos combustíveis fósseis e a poluição gerada pelos mesmos. No entanto, estudos já começam a ser elaborados visando a aplicação do gás natural no setor maritimo, o que  já é feito no Reino Unido e na Noruega.

O combustível mais utilizado pelo setor marítimo hoje no Brasil é o óleo combustível, que é derivado de um dos tipos mais pesados e poluentes de petróleo que existe. Com as mudanças nas exigências de emissão de poluentes, cresce a necessidade de combustiveis menos tóxicos, por isso o gás natural começará a ser estudado como uma nova alternativa. Outro fator importante é a exigência da Organização internacional marítima desde 2015 de redução do uso de combustíveis poluentes em locais da Europa, mas que podem ser extendidas para outros locais do planeta.  

Assim, apesar de ser uma alternativa recente, os estudos já estão ocorrendo sendo baseados na experiência internacional, o que, tornando-se uma realidade, deverá auxiliar e ampliar o faturamento do setor de gás natural no médio e longo prazo, tendo em vista a grande frota marítima brasileira. 

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Gás Natural: Comgás repassará aumento dos custo do gás aos consumidores


A partir do dia 1° de junho  a Comgás terá reajuste em sua tarifa de gás natural, da ordem de 22%. Trata-se de uma regra de contrato da distribuidora com a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo).

O motivo para tal reajuste é que, por contrato, as empresas podem repassar toda a variação do preço do gás boliviano, que segue a cotação do dólar. Como, nos últimos meses o Real tem apresentado desvalorização ante o Dólar, o preço do gás importado aumentou. É importante destacar o impacto negativo que tal mudança gera, principalmente nos custos indústrias, dado que o gás natural é uma importante fonte de energia além de ser um insumoque. Desta forma, o setor industrial que há tempos pleiteava por uma desvalorização cambial constatou que, se por um lado tal movimento aumenta as receitas com as exportações, por outro pressiona os custos atrelados a variação cambial (como o gás natural).

No entanto, para o setor de gás natural o reajuste é fundamental. Caso o mesmo não ocorresse, existiria uma pressão sobre a Petrobras (como ocorre, por exemplo, com a gasolina que a empresas vende à preços subsidiados no mercado interno), que é responsável de repassar o gás para às distribuidoras. Ademais, sem o reajuste, até mesmo as próprias distribuidoras poderiam ser prejudicadas, caso tivessem que arcar com custos maiores sem que os mesmo fossem repassados aos consumidores finais.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Gás Natural: Comgás aposta em consumidores residenciais e comerciais para crescer


A Comgás, maior empresa distribuidora de gás natural do Brasil, anunciou que tem planos de investir R$ 1,5 bilhão nos próximos três anos. Esses recursos serão utilizados para ampliar a rede de dutos da companhia na Região Metropolitana de São Paulo e no interior do Estado.

É importante destacar que a prioridade dos investimentos da empresa concentra-se nos consumidores residenciais e comerciais. A explicação para o direcionamento dos recursos para estes dois nichos específicos de mercado pode ser melhor compreendida por meio de dois fatores: em primeiro lugar, devido a maior margem que ambos os segmentos de consumo representam frente aos demais; em segundo lugar, devido ao fato dos clientes industriais já estarem quase que totalmente atendidos, dependendo assim apenas do crescimento absoluto na produção destes, e portanto, de seus respectivos setores de atuação para que haja um crescimento do consumo de gás natural.

Esta tendência apresentada pela Comgás não é um fato isolado. Dados da Abegas apontam para uma forte expansão do número de clientes residências atendidos pelas distribuidoras, que, assim como a Comgás, buscam expandir suas redes e atender a um nicho de mercado que tem se mostrado rentável e com um grande potencial de crescimento.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Gás Natural: OGX anuncia a descoberta de uma grande reserva de gás natural no Maranhão

Foi anunciado ontem (12 de agosto), que a OGX, empresa do grupo EBX de Eike Batista, encontrou "meia Bolívia" em gás natural no Maranhão. O gás foi encontrado no poço OGX-16, a uma profundidade de 1.654 metros, à aproximadamente 260 km de São Luis, capital do Maranhão. Segundo o empresário, o potencial das reservas pode chegar a 15 trilhões de pés cúbicos, o que levaria a uma produção de 15 m³ por dia, ao longo de 40 anos, volume equivalente a 25% da produção diária brasileira que atualmente é de 57 m³.

OGX planeja investir US$ 400 milhões na operacionalização de poços na Bacia do Parnaíba. A perfuração do OGX-16 continuará sendo feita até atingir sua profundidade total, estimada em 3.450 metros. A expectativa é de que sejam encontrados mais dois reservatórios. As reservas serão exploradas pela OGX, que deverá entregar o gás para a MPX (empresa de geração de energia do grupo EBX), para produzir energia elétrica em usinas movidas a gás natural. Segundo Eike, a primeira termelétrica na região, pode começar a funcionar em dois anos.

Com este novo achado de gás natural no Maranhão, entre tantos outros indícios de hidrocarbonetos que vem sendo observado, o Brasil cada vez mais se insere como um importante player no segmento energético global. Pois, além das já tão alardeadas descobertas do pré-sal (que são amplamente promissoras), outras novas fronteiras de exploração vem se apresentando cada vez mais viáveis, como é o caso das descobertas em solo na Amazônia e agora este novo campo no Maranhão. No entanto, apesar destas boas noticias, é necessário que a legislação brasileira, principalmente no caso do gás natural, avance de forma mais substanciosa, pois, até o momento a tão propalada lei do gás ainda não saiu do papel, o que faz com que o uso do gás natural no país não avance de forma ainda mais satisfatória.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Gás Natural: Petrobrás anuncia aquisição da Gás Brasiliano

A Petrobrás anunciou a compra de 100% da distribuidora de gás canalizado Gás Brasiliano Distribuidora (GSD) nesta última sexta-feira, dia 28, através de um aporte de US$ 250 milhões. A empresa estava sob o controle da italiana Eni, da Comgás e da Gás Natural São Paulo Sul (SPS).
A concretização da negociação permitira à estatal nacional explorar a distribuição de gás natural no estado de São Paulo, maior mercado consumidor de energia do país, a empresa disputou a aquisição da concessionária com mais cinco concorrentes, sendo: Mitsui, Cosan, Termogás, Promigás e Fundo InfraBrasil do banco Santander. A Petrobrás já havia feito ofertas a GDB em ocasiões passadas.
A estatal objetiva, através da aquisição, ultrapassar as metas de vendas da distribuidora, que se comprometeu junto à Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) a atingir a venda de 1,2 milhão de metros cúbicos por dia em 2014. A Gás Brasiliano vende hoje uma média de 560 mil metros cúbicos por dia. Além disso, o objetivo da estatal é verificado devido à sua grande utilização do produto, visto que apenas no primeiro trimestre deste ano, de uma média de 48,8 milhões de metros cúbicos por dia de gás que chegou ao mercado nacional neste período, 39,8 milhões foram consumidos pela estatal.