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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Agricultura Geral/Soja: Próxima safra de grãos deve ficar entre 224 e 228 milhões de toneladas



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem, 10 de outubro, o primeiro levantamento da safra 2017/18. A estimativa de intenção de plantio para a próxima safra de grãos é resultado de pesquisa feita pela Conab nos principais centros produtores de grãos do país, entre 24 e 29 de setembro e aponta uma redução na produção.

De acordo com a Conab, a produção de grãos da safra 2017/18 será entre 224,1 a 228,2 milhões de toneladas e sofrerá, portanto, uma queda entre 6 e 4,3% com relação à safra 2016/17, que teve resultado recorde ao produzir 238,5 milhões de toneladas. Esta supersafra foi resultado de condições climáticas altamente favoráveis à produção de grãos e que dificilmente se repetirão. Portanto, a queda da produção é, além de esperada pelos players do setor agrícola, compreensível.

A área plantada deve ser mantida, ou sofrer elevação de até 1,8% frente à safra 2016/17, o que significa que a queda na produção será consequência da redução da produtividade média para quase todas as culturas.

Entre as culturas, o relatório destaca o aumento da área plantada para soja, tanto pela maior liquidez que esta vem oferecendo aos produtores, como pela sua possibilidade de maior rentabilidade, dada a recuperação dos preços internacionais observada em 2017. A Lafis projeta leve acréscimo para a produção de soja em 2018, cerca de 1,3%, e o desempenho do setor continuará em alta, com crescimento das exportações brasileiras e faturamento nominal de 7,9% em relação a 2017. De acordo com a Conab, a produção de soja e milho deverão corresponder à 89% do total da produção agrícola na próxima safra.

Por fim, entre os impactos de uma redução significativa da produção na safra agrícola de 2017/18 está o aumento do preço dos grãos, que consequentemente elevará o faturamento do setor, que pode beneficiar-se ainda mais caso o câmbio se mantenha desvalorizado. A Lafis apresenta uma perspectiva mais neutra para a produção total de grãos em 2018, com perspectivas de estabilidade na produção, e um aumento do faturamento do setor de aproximadamente 2,0%. 

Especialista do Setor: Beatriz Araujo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Agricultura Geral: IBGE confirma expectativa de crescimento da safra


O IBGE realizou o seu Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente ao ano de 2017, o que veio a confirmar a expectativa de crescimento da produção de grãos projetada pela Lafis e pelo mercado.

O crescimento deverá girar em torno 16,1%, atingindo 213 milhões de toneladas. Esse crescimento só será possível devido ao avanço nos preços de commodities como a Soja e Milho e a melhora das questões climáticas, que acabaram prejudicando a produção em 2016. Confirmando esse número, será o recorde de produção na agricultura brasileira, o que deverá impulsionar o faturamento e os ganhos de produtividade do setor.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Fertilizantes e Agricultura Geral: Medidas da Opep devem pressionar mercado de fertilizantes e commodities agrícolas


Os mercados de commodities agrícolas e fertilizantes deverão passar por transformações nos próximos meses, tendo em vista um ciclo de redução da produção de petróleo que a OPEP deverá implementar ao longo de 2017. Desde 2008, o bloco não implementava uma medida semelhante a esta, com redução na produção de petróleo.

A crise nos países dependentes da produção de petróleo é o principal motivo da queda na produção do petróleo que a OPEP está começando a implementar, visando subir o preço do mesmo. No entanto, esse aumento deverá pressionar os preços das commodities agrícolas, seja devido ao movimento de valorização que as commodities agrícolas apresentam junto com os movimentos do petróleo ou devido ao encarecimento dos preços de fertilizantes nitrogenados, que são derivados do petróleo. Em ambos os casos, as commodities agrícolas, em especial a soja e milho, deverão ter os preços pressionados para cima. 

Já no caso dos fertilizantes, como já foi citado, os preços da matéria prima  também serão pressionados para cima, o que deverá ser um problema para o setor, que terá que repassar esse aumento para o consumidor final, podendo prejudicar o faturamento do setor de fertilizantes nitrogenados. 

Assim, com esse movimento é esperado que o setor de commodities agrícolas seja mais beneficiado que o setor de fertilizantes, que será obrigado a repassar esse aumento para o consumidor final, enquanto o mercado de commodities deverá ser beneficiado pela valorização das cotações de petróleo nas bolsas de mercadorias e futuro. 

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Agricultura Geral: Queda do PIB agrícola confirma momento ruim da agricultura


O PIB registrou queda de 2% no segundo trimestre de 2016 na comparação com o trimestre anterior, sendo que o esperado pela Lafis era um crescimento de 0,2%. Essa queda só mostra a extensão que os problemas climáticos trouxeram para a agricultura brasileira.

No começo de janeiro a expectativa era de que a safra de grãos apresentasse um resultado recorde em comparação com 2015, muito devido aos aumentos na produção de soja e uma queda menos intensa na 1ª safra de milho – mas que seria compensada pelo aumento na produção da 2ª safra.

No entanto, com o excesso de chuvas em janeiro/fevereiro na região Centro-Oeste a colheita de soja ficou prejudicada, com milhares de hectares perdendo a qualidade, o que ocasionou a queda na produção. No caso da 2ª safra do milho, com o tempo seco de abril adiante o desenvolvimento da cultura ficou prejudicado, o que também derrubou a produção. Como ambas as culturas, juntamente com o arroz, correspondem a mais de 80% da área plantada no Brasil, o PIB agrícola acabou sendo afetado.

O esperado é que o impacto desta quebra continue impactando o PIB até  o final de 2016, tendo em vista que a única cultura que deverá apresentar impactos positivos é o trigo, mas que apresenta pouca expressão na produção geral de grãos. Assim, com esta queda no PIB, estima-se que o faturamento do setor de grãos seja ainda mais impactado que o esperado em junho, principalmente por que a 2ª safra de milho já está sendo confirmada como inferior ao esperado anteriormente.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Soja e Derivados: Quebra da safra em 2016 deve afetar 2017 também


Em 2016 a safra de soja era esperada acima do volume apresentado em 2015, o que seria mais um recorde quebrado na produção do grão desde o início da década. No entanto, com os problemas climáticos enfrentados em 2016 a produção de grãos, em especial o milho e a soja, despencou, o que deverá impactar negativamente a produção em 2017.

A quebra da safra em 2016 trouxe um problema que deve se tornar ainda maior, o aumento nível de endividamento dos produtores, que não conseguiram recursos suficientes para pagar o crédito agrícola tomado no início desde ano. A expectativa é de que a incapacidade de pagamento das dívidas deverá comprometer o aumento do plantio em 2017, reduzindo a área plantada e a produção. 

Assim, a safra de soja em 2017 deverá apresentar recuperação em comparação com 2016, mas o potencial de aumento da produção será menor que o esperado em junho, o que deverá impactar o faturamento do setor. 

Analista responsável pelo setor: Ricardo Quirino.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Trigo e Agricultura geral: Paraná deverá ter produção menor de trigo e milho


A produção de trigo e milho tiveram a sua projeção reduzida para 2016 nesta semana, de acordo com a secretária de agricultura paranaense, o que deve  afetar substancialmente a produção geral de grãos no estado.

A queda é reflexo de um problema que vem afetando as principais regiões produtoras de grãos do país, o clima seco. A produção de milho em questão é referente a 2ª safra do ano, que já havia sido afetada em julho/junho. Para trigo é a primeira grande revisão negativa do ano, já que era esperada uma produção maior. Mas ainda assim a produção de trigo deverá ser 1% acima do observado em 2015.

Assim, um dos maiores produtores agrícolas do País, o Paraná, deverá sofrer com queda da produção de milho e trigo, o que deverá impactar consideravelmente o faturamento dos setores de agricultura geral e trigo em 2016.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Agricultura Geral: La Niña chega ao Brasil com promessa de seca e chuvas



No ano de 2015 o Brasil vivenciou um período de fortes chuvas na região Centro-Sul, dado o fenômeno do El Niño, o que acabou trazendo alívio para as culturas da região e para o abastecimento de água. Já na região Norte/Nordeste o fenômeno trouxe forte seca, piorando a situação hidrica das regiões. No entanto, com a La Niña é esperado que a situação se inverta em 2016, já que o fenômeno já se mostra como inevitável para este ano.

É esperado que ocorram secas na região Centro-Sul e fortes chuvas no Norte-Nordeste, o que deve prejudicar o desenvolvimento de algumas culturas, como soja, trigo e milho no Centro-Sul. Já na região Nordeste/Norte a forte chuva deve ajudar na colheita de Cana-de-Açúcar, mas deve prejudicar as culturas mais regionais.

Assim, o fenômeno deverá impactar negativamente a Agricultura em todo país, tendo em vista que este é o período em que diversas culturas estarão em desenvolvimento (Crescimento dos grãos), como a soja e milho. 

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Agricultura Geral: Segunda safra de milho no ano deverá enfrentar quebra


Após a redução na produção da primeira safra de milho em 2015, os preços do grão cresceram internamente, incentivando a ampliação da produção na segunda safra. No entanto, com a falta de chuvas observada em abril deste ano, é esperado que a produção de milho na segunda safra seja bem menor que o esperado.

Regiões do Centro-Sul estão sofrendo com a escassez de chuvas observadas ao longo do mês de abril, sendo que a projeção é que a escassez continue acontecendo no mês de maio, sendo agravada pela queda na temperatura.

Assim, apesar da melhora dos preços, que incentivou o aumento do plantio, o clima deverá prejudicar consideravelmente a produção da segunda maior cultura de grãos do Brasil, o que deverá reduzir o faturamento do setor de Agricultura Geral, podendo, inclusive, levar a oferta de grãos geral a cair, após quase uma década de crescimento seguido.

Analista Responsável: Ricardo Quirino Theodoro

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Agricultura Geral: IBGE prevê primeira queda na safra agrícola desde 2009


O Brasil conta com uma das maiores produções de grãos do planeta, sendo que em algumas culturas o país figura como um dos maiores produtores. No entanto, segundo o IBGE, é esperado uma queda na safra de grãos para 2016, mesmo com o grande aumento de produtividade alcançado nesta década.

O setor com maior produção de grãos de país, a soja, deverá apresentar novo crescimento. Porém, a produção brasileira de grãos é, majoritariamente, composta de soja, arroz e milho, sendo que os dois últimos podem, de acordo com o IBGE, apresentar queda na produção de 2016. O caso mais relevante é o milho, que deverá apresentar queda na área plantada devido a dois anos seguidos de queda nos preços do milho. A queda na produção de milho já ocorre  a mais de três anos, dado a queda nos preços do milho e a forte demanda externa por soja.

Assim, apesar do crescimento da safra da soja, as quedas expressivas na produção do milho e de arroz, ainda que em intensidade menor, deverão impactar negativamente a safra agrícola em 2016. Os impactos serão sentidos no faturamento do setor em geral e no PIB agrícola em 2016.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Agricultura Geral: Governo lança o plano safra 2015 para agricultura familiar


O governo federal anunciou nesta segunda-feira (22) a liberação de R$ 28,9 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2015-2016. O anúncio ocorreu em uma cerimônia no Palácio do Planalto.

A quantidade disponibilizada é considerada como fundamental para uma prática que gera boa parte dos ganhos no setor de agricultura. O valor é superior ao estabelecido no ano passado, o crescimento dos recursos disponíveis foi de 2%.

O pacote do Plano Safra da agricultura familiar foi bem recebido pelos produtores, bem como o Plano Safra normal, já que com o momento de dificuldades fiscais do governo o setor esperava que os recursos fossem ser reduzidos, o que poderia afetar o faturamento do setor.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Agricultura Geral: Só 13,8% da área agrícola brasileira tem seguro rural

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Agricultura-Geral.asp



A  Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep) realizou um levantamento alarmante onde evidencia-se que somente 13,8% da área para cultivo no Brasil possui seguro rural, algo em torno de 9,6 milhões de hectares de área com seguro, do total de 69,2 milhões de hectares de área para plantio.

O seguro rural no Brasil é auxiliado pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), do Ministério da Agricultura. O programa prevê uma ajuda financeira para reduzir os custos da contratação do seguro com as seguradoras credenciadas pelo ministério.

A falta de contratação de seguro rural no Brasil só reflete a vulnerabilidade do setor, que devido a problemas crônicos como esse, passa sempre por fortes ciclos de crises que poderiam ser evitadas. Em países como os Estados Unidos a taxa de acesso ao seguro rural ultrapassa 80%, o que acaba minimizando as perdas no faturamento para diversos setores da agropecuária norte-americana.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Agricultura Geral/ Soja e Derivados/ Transporte Ferroviário: Ferrovia entre MS e PR reduzirá gargalos logísticos na região Centro-Sul



Será construída uma ferrovia que irá ligar o município de Maracaju (MS) ao município da Lapa (PR), percorrendo uma extensão de mais de mil quilômetros. Pertencente ao Programa de Investimentos em Logística (PIL), o empreendimento demandará cerca de R$ 9 bilhões em investimentoss

Tal ferrovia trará grande ganho logística para a Região Centro-Sul, maior produtora de soja do país, ligando-a  ao Porto de Paranaguá (PR), fazendo conexão com a Ferrovia Norte-Sul (FNS) e com a Hidrovia Tietê-Paraná, além de trazer grande impulso ao desenvolvimento tanto para o Paraguai, para o Paraná, quanto para o Mato Grosso do Sul.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Agricultura Geral/ Soja e Derivados/ Transporte Ferroviário: Ferrovia entre MS e PR reduzirá gargalos logísticos na região Centro-Sul



Será construída uma ferrovia que irá ligar o município de Maracaju (MS) ao município da Lapa (PR), percorrendo uma extensão de mais de mil quilômetros. Pertencente ao Programa de Investimentos em Logística (PIL), o empreendimento demandará cerca de R$ 9 bilhões em investimentoss

Tal ferrovia trará grande ganho logística para a Região Centro-Sul, maior produtora de soja do país, ligando-a  ao Porto de Paranaguá (PR), fazendo conexão com a Ferrovia Norte-Sul (FNS) e com a Hidrovia Tietê-Paraná, além de trazer grande impulso ao desenvolvimento tanto para o Paraguai, para o Paraná, quanto para o Mato Grosso do Sul.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Agricultura Geral: Maior Plano Agrícola do país, destina poucos recursos para investimento.


O Plano Agrícola e Pecuário, anunciado em fins de junho pelo Governo Federal apresentou importantes novidades para o agronegócio brasileiro. Com expansão nominal de recursos da ordem de 7,5% com relação ao anterior (totalizando R$ 115,2 bilhões) e com redução média de 18,5% na taxa de juros, o programa é exaltado pelo Governo como o maior da história até o momento.

Do montante total disponível, a maior parte dos recursos serão destinados ao financiamento de custeio e de programas de comercialização (R$ 86,9 bilhões), significando uma expansão de recursos da ordem de 8,3% ante a safra anterior. Deste total, cerca de 81,2% serão financiados com juros controlados, elevação desta modalidade de aproximadamente 10% na mesma base de comparação.

Já os valores disponíveis para investimento apresentaram expansão mais módica perante os aumentos com custeio e comercialização e totalizaram R$ 28,3 bilhões (expansão de 4,8% ante a safra anterior). Nesta modalidade, a participação dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aumentou para cerca de 70,6%, totalizando R$ 20 bilhões.

O anúncio do "maior e melhor" Plano Agrícola da história, nas palavras do Ministro da Agricultura é, de fato, relevante para que o setor mantenha o fornecimento de alimentos no mercado doméstico além de conservar a competitividade do setor no mercado internacional. A despeito disto, os recursos disponíveis para investimento (máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem) poderiam ser maiores dado o gargalo, principalmente de armazéns que o país possui.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Agricultura Geral: Ocepar anuncia seu plano de investimento para 2012-2013


Em busca de agregar maior valor à produção agrícola através de aportes na agroindústria e também melhorar e ampliar a capacidade de armazenagem, a Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) irá investir R$ 1,15 bilhões entre junho de 2012 e junho de 2013. A previsão é que este aporte crie mais de 5 mil vagas de empregos diretos.

Os mais diversos segmentos de atuação da cooperativa serão contemplados neste plano de investimentos. A industrialização do milho receberá R$ 64 milhões para construção e ampliação de processadoras; as indústrias esmagadoras de soja deverão receber R$ 33 milhões; em moinhos de trigo, o montante deverá chegar a R$ 118 milhões e a armazenagem, logística e pesquisas deverão receber algo em torno de R$ 670 milhões.

A maior parte do montante investido pela Ocepar reflete uma preocupação nacional do agronegócio: as deficiências tanto de armazenagem como de logística enfrentadas pelos produtores brasileiros. Investimentos feitos pela iniciativa privada apenas amenizam este gargalo que deveria ser tratado com maior urgência pela esfera pública.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Agricultura geral: Cargill anuncia nova fábrica no Paraná


A multinacional Cargill irá investir US$ 200 milhões em sua nova fábrica na cidade de Castro (PR), que será voltada para a produção de derivados do milho. A nova planta brasileira produzirá xarope e amido de milho para uso em bebidas e alimentos, além de produtos utilizados na formulação de alimentos para pets e outras rações animais.

O montante constitui um dos maiores aportes em investimentos previstos para 2012 da empresa no mundo e está em linha com o objetivo da companhia, que é consolidar seus negócios na América Latina, se beneficiando do crescente consumo dos países emergentes.

O preço do milho encontra-se em patamar bastante elevado no mercado internacional, ainda mais, espera-se uma safra (de inverno) recorde este ano no Brasil, além da expansão da área plantada esperada nos Estados Unidos. Portanto, o investimento da Cargill mostra que a empresa têm tentado aproveitar o bom momento vivido pelo cereal, além de expandir seus negócios no Brasil.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Agricultura Geral: Ocepar Anuncia seu Plano de Investimento para 2012-2013


Em busca de agregar maior valor à produção agrícola através de aportes na agroindústria e também melhorar e ampliar a capacidade de armazenagem, a Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) irá investir R$ 1,15 bilhões entre junho de 2012 e junho de 2013. A previsão é que este aporte crie mais de 5 mil vagas de empregos diretos.

Os mais diversos segmentos de atuação da cooperativa serão contemplados neste plano de investimentos. A industrialização do milho receberá R$ 64 milhões para construção e ampliação de processadoras; as indústrias esmagadoras de soja deverão receber R$ 33 milhões; em moinhos de trigo, o montante deverá chegar a R$ 118 milhões e a armazenagem, logística e pesquisas deverão receber algo em torno de R$ 670 milhões.

A maior parte do montante investido pela Ocepar reflete uma preocupação nacional do agronegócio: as deficiências tanto de armazenagem como de logística enfrentadas pelos produtores brasileiros. Investimentos feitos pela iniciativa privada apenas amenizam este gargalo que deveria ser tratado com maior urgência pela esfera pública.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Soja e derivados: Investimento da Caramuru visa ampliar capacidade produtiva


A Caramuru Alimentos, uma das maiores empresas nacionais de grãos, está aportando R$ 80 milhões para aumentar em 60% sua capacidade de processamento de grãos de soja para a fabricação de farelo e óleo de soja (para uso convencional e biodiesel). Quando estiver finalizado, o investimento poderá criar 200 empregos diretos e até 1.000 postos de trabalho indiretos.

Esta ampliação se soma a outros investimentos que o grupo está realizando desde o final de 2010 e poderá ampliar a capacidade de processamento da empresa dos atuais 1,23 milhões de toneladas para aproximadamente 2 milhões de toneladas por ano. Esta expansão visa, principalmente, ampliar a produção de farelo, utilizado nas rações para bovinos, que poderá encontrar demanda na própria região em que a fábrica está localizada - médio-norte do Mato Grosso.

As perspectivas de aumento do rebanho bovino brasileiro e da utilização do biodiesel como combustível pode estimular aportes de empresas, tanto nacionais como estrangeiras, no aumento da suas capacidades de processamento. Estes aumentos podem gerar expansões nos faturamentos destas empresas, beneficiando a economia regional e, consequentemente, a nacional.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Agricultura Geral: Criada a maior empresa agrícola do Brasil.


A fusão entre a Brasil Ecodiesel S.A e a Vanguarda Participações S.A foi aprovada, mas, ainda depende da ratificação da Assembléia Geral Extraordinária (AGE) do primeiro grupo. É pouco provável a não aprovação que criará a maior empresa agrícola do Brasil, em hectares plantados, superando a SLC Agrícola.

Haverá ganhos de sinergia com esta operação que vai desde a diminuição da dependência da Brasil Ecodiesel da sua produção quase exclusiva de biodiesel até o aumento na capacidade de processamento de produtos vegetais e maior flexibilidade na venda de grãos e de produtos finais. As terras da nova empresa estarão distribuídas por quatro estados: Mato Grosso, Goiás, Bahia e Piauí – isto reduz também as chances de problemas climáticos.

O setor agroindustrial brasileiro vem a cada ano ganhando maior relevância na economia brasileira. O Brasil vem ano após ano apresentando aumentos na produção de grãos que abastecem tanto o mercado interno como o mercado externo. A criação de gigantes neste setor tende a aumentar a eficiência produtiva e logística do setor o que pode aumentar tanto a produtividade nacional como a competitividade no mercado internacional.