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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A Retomada das vendas internas de veículos leves e pesados



O resultado das vendas internas de veículos leves, caminhões e ônibus no 3° trimestre de 2017 ficou acima do resultado observado no 3°/TR de 2016. Os segmentos de veículos leves e ônibus indicavam desde o 2°trimestre a retomada da demanda interna, com crescimento ante igual período do ano passado.

No 3°trimestre, as vendas internas de veículos leves cresceram 14,7% em relação ao mesmo período de 2016. Esse resultado surpreendeu as expectativas dos analistas do mercado, e até mesmo da Lafis, que deverá rever para cima as projeções para os resultados das vendas internas do setor em 2017. No acumulado do ano até setembro, o total das vendas internas do setor já aponta um crescimento de 7,9% em relação ao acumulado no mesmo período de 2016.

O setor de veículos pesados que possui uma relação mais próxima com o crescimento econômico e a confiança dos investidores ainda apresenta uma retomada mais moderada. Mas destaca-se que, na comparação do desempenho das vendas internas deste 3° trimestre com o mesmo do ano passado, tanto os segmentos de caminhões, com uma alta de 4,3% nas vendas, como de ônibus, com alta de 1,3%, apresentaram crescimento.

Esse movimento de recuperação teve como alavanca a política de redução da taxa de juros Selic pelo Banco Central, que teve início em outubro de 2016. Desde então, já houve uma redução de 6 p.p., e a taxa atingiu o patamar de 8,25% a.a. no final de setembro. Além disso, percebe-se uma melhora da confiança dos consumidores e investidores no País, mas que ainda sofre com os temores da instabilidade política e as eleições de 2018.

Em relação ao mercado externo, o crescimento da demanda argentina mantém os recordes das exportações de veículos leves e caminhões. No acumulado do ano, as exportações de veículos leves e caminhões já registraram um crescimento de 57,6% e 40,9%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado,

Por fim, pode-se afirmar que o ano de 2017 marcará a retomada da produção na indústria automobilística, todavia o papel de protagonista nessa retomada ainda caberá ao setor externo.

Especialista do Setor: Laís Soares.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Montadoras Veículos Leves/Veículos Pesados e Carroçarias: Setor automotivo já não espera retomada do mercado interno em 2017 e investe para expansão das exportações


Em 2017, a produção de autoveículos no País deverá retomar seu crescimento de forma gradual, todavia tal crescimento não deverá sustentar-se por uma forte retomada do mercado interno brasileiro, mas sim pelo crescimento das exportações favorecida pela desvalorização do real.

Essa tendência já se manifestou nos últimos meses de 2016, de acordo com os dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) no acumulado de novembro e dezembro o resultado das exportações de veículos leves surpreendeu os analistas do mercado e apresentou um crescimento de 45,6% na comparação com os dois últimos meses de 2015. 

De forma semelhante, as exportações de caminhões neste mesmo período apresentou um crescimento de 29,1% comparado ao acumulado de novembro e dezembro de 2015, revertendo a queda que havia sido observada, até então, de janeiro a outubro as exportações de caminhões no País apresentaram uma queda de 3,1% em relação ao acumulado do mesmo período do ano anterior.

De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), em dezembro, as exportações surpreenderam as expectativas dos analistas do mercado e ficou marcada como um recorde histórico no total de veículos leves exportados pelo País.

As perspectivas de manutenção do atual patamar, mais desvalorizado, do real frente ao dólar deve garantir e impulsionar as exportações do setor.

Para o mercado interno, as projeções de expansão do setor em 2017 são bastante tímidas, tendo em vista a taxa de desemprego mais elevada no País, os consumidores estão mais cautelosos para a aquisição de automóveis através de financiamentos de longo prazo dada a instabilidade do emprego. 

Já a categoria de comerciais leves deve apresentar crescimento e uma elevação da participação nas vendas de veículos leves, com uma gradual retomada da atividade econômica do País, redução da taxa de juros e restabelecimento da confiança dos investidores, as empresas poderão elevar seus investimentos, elevando a demanda por veículos comerciais leves e caminhões.

Para 2017, a Lafis estima um crescimento de 3,9% nas vendas de veículos leves e de 6% para as vendas de caminhões.

Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Montadoras Veículos Leves/Autopeças: Dilemas do comércio Brasil e Argentina


Nesta segunda semana de junho, técnicos do Brasil e da Argentina estão reunidos em Buenos Aires, afim de discutir a renovação do acordo automotivo de comércio entre os dois países. O acordo atual vence no final deste mês. O ambiente para negociação não é nada favorável ao Brasil, tendo em vista os dilemas da situação atual, a reunião não deverá resultar em um acordo de longo prazo.

A Argentina reivindica inclusão das autopeças argentinas no programa brasileiro Inovar Auto. Dessa forma, as montadoras brasileiras, que recebem uma dedução de 30% do imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com crédito gerado a partir da aquisição de autopeças nacionais, teria garantido o mesmo incentivo na importação de autopeças fabricadas no país vizinho. Atualmente, o comércio entre os dois países funciona a partir de um sistema para equilibrar o comércio entre eles, de acordo com esse, a cada dólar importado da Argentina em veículos e autopeças permite ao Brasil exportar US$ 1,5 livre de tarifas. Acontece, que neste ano o Brasil já ultrapassou essa cota, e está em  US$1,7. 
Com a queda da demanda no mercado interno brasileiro, e o incentivo à exportação da desvalorização do real, as montadoras acumularam uma elevação de 25% nas exportações de janeiro a maio de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado, uma acréscimo de 34,6 mil unidades. A Argentina foi o principal destino dessas exportações. Por outro lado, a produção de veículos leves na Argentina no acumulado do ano até maio, apresentou uma retração de 12,5%. As exportações tiveram um resultado ainda pior, uma queda de 26,5%, tendo em vista a forte retração das vendas para o mercado brasileiro.

Desta forma, a Argentina têm se mostrado resistente a negociação de um acordo de livre comércio entre os dois países, pois teme funcionar como desova dos estoques das montadoras brasileiras. Caso não haja uma negociação, as montadoras serão oneradas pelo pagamento de uma multa pelo excedente exportado ao País. O Governo está diante de um dilema, já que a aceitação da revindicação da Argentina poderá gerar uma elevação do coeficiente importado no setor de autopeças, que vêm apresentando muitas dificuldades financeiras e de resultados diante da crise. Por outro lado, as exportações das montadoras têm sido um dos poucos resultados positivos das fabricantes em 2016, e uma negociação inconclusiva com a Argentina, poderá levar a uma desaceleração das exportações, e consequentemente retração no faturamento do setor.

Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares


[1] Em 2012, o governo lançou o Sistema Inovar Auto que entrou em vigor em 2013, com o objetivo de reduzir a penetração das importações na cadeia automotiva e incentivar a instalação de novas montadoras no País.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Veículos Pesados/Veículos Leves/Autopeças/Pneus: Acordos automotivos com países da América Latina apontam uma expansão das exportações do setor automotivo em 2016


Nesta segunda semana de dezembro, o cenário das incertezas econômicas que já pressionavam a retomada da atividade econômica do País agravou se pela instabilidade política que mostrou se mais evidente.

Ao longo de 2015, de modo geral, as empresas atuantes na cadeia automotiva (montadoras, autopeças dentre outras) sofreram os impactos da crise que o País vem enfrentando com a forte retração das vendas internas, produção e elevação de seus estoques. Por outro lado, este quadro acentuou a disputa pela ampliação das exportações do setor através de acordos automotivos com países da América Latina com mercados potenciais para absorção de veículos brasileiros. Assim, neste ano, o Brasil fechou acordos automotivos importantes com o México, Argentina, Colômbia e por último Uruguai. 

Às vésperas do final do ano, o Governo acaba de assinar um acordo de livre comércio automotivo com o Uruguai, que entrará em vigor a partir de janeiro de 2016. O acordo confere isenção tarifária para automóveis, ônibus, caminhões, máquinas agrícolas, autopeças, chassis e pneus no comércio bilateral. Atualmente existe um regime de cotas sem tarifação para o setor, que previa o teto de 10.056 veículos e US$ 99,6 milhões em autopeças importados do Brasil isento do imposto de importação pelos uruguaios. Em 2015 o Brasil já embarcou 12,5 mil veículos aquele País.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Governo mostraram se empenhados em 2015 na busca de acordos automotivos e, com sucesso das negociações somado às vantagens competitivas provocadas pelo câmbio, no acumulado do ano até novembro o País apresentou um crescimento de 19% nas exportações de autoveículos e guarda perspectivas de um crescimento ainda mais expressivo para 2016.  

Analista Responsável pelo Setor: Laís Cristina Soares


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Montadoras Veículos Leves: Festival do Consorciado, um estímulo para as vendas de automóveis no País


Em meio à crise econômica que assola o País, as montadoras e concessionárias patinam para reestabelecer as vendas de automóveis, que mantém no ano uma média mensal de aproximadamente 180 mil unidades licenciadas, um patamar bem inferior ao registrado em 2014.

O estado atual de baixa confiança dos agentes econômicos aparece como um dos principais entraves da retomada do crescimento do setor. Diante deste cenário, a Anfavea, Fenabrave em parceria com a Abac (Associação Brasileira de Administradora de Consórcios) promoveram entre os meses de maio e julho o Festival do Consorciado, e a iniciativa mostrou resultados positivos de estímulo a novas aquisições de automóveis através da modalidade de pagamento consórcio, com condições atrativas.

Na última semana a entidade divulgou os dados, com três meses de duração, o evento elevou a utilização das cartas de crédito para aquisição de veículos leves em 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado, foram 101,9 mil novas adesões. No acumulado do ano até julho, as contemplações do segmento leve – quando os consorciados recebem a carta de crédito - subiram 18,5%, cerca de 300 mil contemplados.

Nos primeiros sete meses do ano, as vendas de cotas para veículos leves (automóveis e comerciais leves) foram 17,6% maior que as registradas em igual período do ano passado, com um total de 551,5 mil. Tal movimento indica que o carro não deixou de ser um objeto de desejo, símbolo de ascensão social.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Montadoras de Veículos Leves: Toyota investirá na expansão de sua capacidade de produção


A montadora japonesa Toyota anunciou investimento de R$ 100 milhões para aumentar em 46% a sua capacidade de produção na fábrica de Sorocaba (SP). A unidade foi inaugurada em 2012 com investimento inicial de US$ 600 milhões, e produz todas as versões da linha Etios, hatch e sedã. De acordo com a montadora, a fábrica irá manter suas operações em dois turnos e com a expansão, deverá fazer novas contratações. Atualmente a unidade tem 1,6 mil empregados.

Em 2014, a Toyota ampliou sua rede de concessionárias, a montadora ganhou 54 novas lojas, totalizando 197 pontos no País, o que pode ajudar a incrementar ainda mais suas vendas. No último ano, a Toyota foi uma das poucas marcas que apresentou crescimento das vendas no Brasil, de quase 11% sobre 2013, elevando também sua participação de mercado de 4,9% para 5,9%, com o total de 195,4 mil veículos vendidas no País. Além de exportar para a Argentina, Paraguai e Uruguai.


Em um cenário de consecutivos anúncios de demissões na indústria automobilística, e perspectivas de queda na demanda do setor em 2015, devido ao ajuste fiscal anunciado pelo Governo visando recompor a estabilidade econômica, a decisão de investimentos da Toyota  soa como uma surpresa às previsões mais pessimistas no setor, e indica que apesar dos desafios atuais, o setor ainda possui um futuro promissor, haja vista o tamanho do mercado potencial brasileiro.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Montadoras de Veículos Leves/Veículos Pesados e Carroçarias: BNDES estimula os investimentos em inovação das montadoras


A participação do setor automotivo na economia brasileira é bastante expressiva, tendo em vista o efeito multiplicador de renda de toda sua cadeia. Dada sua importância, o setor sempre obteve incentivos governamentais para investir no país. Nos últimos anos, o BNDES deu destaque aos financiamentos de projetos para ampliação da capacidade produtiva no país e novas fábricas.

De janeiro a novembro de 2014, o BNDES aprovou para o setor automotivo um volume total de financimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões. O valor inclui projetos de ampliações, desenvolvimento de novos produtos e exportação. Desde 2008, empréstimos do banco para o setor somam R$ 45,6 bilhões. 

No entanto, em 2014 a indústria automobilística brasileira sofreu fortemente com a queda das exportações para o país argentino, além disso a demanda interna de veículos que estava aquecida desacelerou se, em sintonia com o cenário de incertezas quanto aos rumos da economia nos próximos anos. De acordo com a Anfavea, a produção total de autoveículos no País sofreu uma queda de 15,3% em relação a 2013.


Com isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passa a dar nova ênfase aos financiamentos para as montadoras que planejam investimentos em projetos de reengenharia, inovação e criação de modelos. O plano de investimento para o setor automotivo para os próximos três anos (2015-2018) alcançam R$ 59 bilhões, mostrando estabilidade em relação aos R$ 58 bilhões projetados entre 2010 e 2013, indicando que, no longo prazo, as perspectivas de crescimento para o setor ainda se mantém.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Montadoras de Veículos Leves: Volkswagen investe R$ 1,2 bilhão na unidade de Taubaté

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Montadoras-Veiculos-Leves.asp


A Volkswagen do Brasil  realizou investimentos de R$ 1,2 bilhão para a implantação da nova linha de produção do Volkswagen Up! na unidade de Taubaté (SP). O aporte já estava previsto no plano de investimentos da Volkswagen até 2016, no valor de R$ 9,2 bilhões.

Segundo a montadora, o investimento em novas tecnologias têm como objetivo a eficiência energética e aumento da produtividade e está principalmente relacionada a nova linha de produção do Up!. A nova tecnologia é a mesma utilizada na matriz alemã.

O Brasil destaca se como um dos principais mercados mundiais do Grupo Volkswagen, tendo em vista o potencial de consumo de veículos no país, a partir do aumento da renda média da população. Além disso, o investimento da companhia está ligado a acompanhar o atual  movimento de investimentos das montadoras no país, e as exigências do consumidor brasileiro.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Montadoras Veículos Leves: Honda anuncia nova fábrica no Brasil



A Honda Motor, terceira maior montadora de veículos do Japão, anunciou investimento de cerca de US$ 440 milhões na construção de uma nova fábrica de automóveis no Brasil em Itirapina, interior de São Paulo, e vai dobrar a capacidade anual de produção da Honda no país, para 240 mil veículos.

A nova unidade Honda vai empregar 2 mil funcionários e será dedicada à produção do compacto Fit. O anúncio da nova fábrica surgiu em meio a uma série de investimentos para aumento de capacidade de montadoras rivais. No ano passado, Toyota e Hyundai inauguraram fábricas de carros compactos no país. A nova estratégia internacional de vendas é focada nos veículos de baixo custo, para satisfazer o consumo de novos clientes da classe média e média baixa.

A decisão de investimentos da montadora no país está de acordo com essa estratégia de vendas em resposta a nova demanda brasileira. O setor automobilístico segue em crescimento, com destaque na indústria de modo geral, e começa a responder aos estímulos governamentais a patir do novo regime automotivo, que têm como objetivo estimular a nacionalização dos veículos para liberar os descontos no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).

terça-feira, 2 de julho de 2013

Montadoras Veículos Leves: Amsia Motors anuncia plano de construção de fábrica em Sergipe


O grupo de capital saudita, Amsia Motors, anunciou investimentos estimados em R$ 1 bilhão para a construção de uma montadora de carros em Barra dos Coqueiros, interior do estado de Segipe.

Atualmente, a Amsia atua em parceria com montadoras chinesas na produção de utilitários esportivos, caminhões e ônibus, a marca é pouco conhecida pelo público. A partir desse investimento, o grupo espera ampliar a visibilidade da marca, dado que não haverá sócios.

A região não possui infra-estrutura adequada, no entanto o governo do Estado ofereceu isenção de ICMS e subsídios para impulsinar o investimento, que terá grande impacto na economia, pois será capaz  de gerar cerca de 4 mil empregos diretos na região.

A decisão de investimentos da montadora no país está de acordo com a expansão do mercado de vendas brasileiro, fato que resultou na entrada de diversas montadoras chinesas no país, e a extensão das plantas nos últimos anos. O setor automobilístico segue em crescimento, com destaque na indústria de modo geral, e começa a responder aos estímulos governamentais a patir do novo regime automotivo, que têm como objetivo estimular a nacionalização dos veículos para liberar os descontos no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI).

terça-feira, 28 de maio de 2013

Veículos Leves: Sudene aprova financiamento de R$ 1,9 bi para fábrica da Fiat em Pernambuco


A Fiat concluiu seu pacote de financiamento de cerca de R$ 5,3 bilhões para o projeto de construção do complexo fabril em Pernambuco, o investimento destaca se como o maior realizado pela companhia italiana no mundo. Tal empreendimentol deverá consumir R$ 4,5 bilhões, incluindo as fábricas de veículos e de motores, o restante dos recursos deverá ser utilizado no "desenvolvimento de produtos", afirmou a Fiat.

Em auxílio deste plano, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou recursos de até R$ 1,959 bilhão para as fábricas de carros e de motores em construção em Goiana (PE). Os recursos da Sudene virão por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Além desse, a Fiat já havia obtido linhas de financiamento de R$ 2,4 bilhões junto ao BNDES e de cerca de R$ 900 milhões junto ao Banco de Desenvolvimento do Nordeste (BNB).

O investimento da montadora, ocorre em um contexto em que as vendas de veículos do país alcançam volume recorde (em abril deste ano). A aposta no aumento de capacidade também acontece em meio a um novo regime automotivo: o Inovar- Auto, aprovado pelo governo que obriga empresas aqui instaladas a investirem mais em P&D para acirrar a competitividade entre marcas tradicionais do mercado e novos entrantes como a Hyundai.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Veículos Leves: Toyota investe R$1 bilhão em nova fábrica de motores em SP


O presidente executivo da Toyota, Akio Toyoda, anunciou um investimento de cerca de R$ 1 bilhão para a construção de uma fábrica de motores na cidade de Porto Feliz, interior de São Paulo. A nova fábrica irá produzir motores para os modelos Corolla e Etios, compacto que será lançado em setembro deste ano. De acordo com o Governo, com a produção nacional de motores pela empresa, o índice de nacionalização dos dois modelos saltará de 65% para 85%.

A Toyota ocupa a oitava posição no ranking de vendas de automóveis e comerciais leves neste primeiro semestre de 2012, com participação de 2,78% dos licenciamentos no País, segundo dados levantados pela Fenabrave. Com a conclusão da fábrica, prevista para o segundo semestre de 2015, espera-se que sejam gerados entre 600 e 700 empregos, impactos bastante positivos para a região.

O investimento da Toyota não vem acompanhado de um bom momento para o setor, que está apresentando altos estoques nas montadoras, diante da demanda pouco estimulada ao consumo. No entanto, as perspectivas para o mês de Agosto se mostram mais otimistas, uma vez que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) está prevista para acabar no fim deste mês, o que pode acelerar as vendas de automóveis antes do fim da isenção, e consequentemente, aumentar a produção.

terça-feira, 6 de março de 2012

Veículos Leves: GM e grupo PSA Peugeot Citroën anunciam aliança mundial


Com foco no desenvolvimento de novos produtos, a General Motors anunciou uma aliança estratégica mundial com o grupo francês PSA Peugeot Citroën. Por meio da injeção de US$ 1 bilhão, a americana adquiriu 7% de participação do grupo francês. Esta aliança, provavelmente trará redução nos custos de produção das companhias, o que poderá repercutir nos preços dos veículos nos mercados da América do Sul, principalmente.

Este acordo mundial, além de beneficiar o processo de desenvolvimento de novos veículos, permitirá uma maior sinergia na área de compras. As compras mundiais das companhias somam US$ 125 bilhões, dos quais US$ 95 bilhões são consumidos apenas pela GM. Segundo os novos parceiros, a expectativa é alcançar uma economia de US$ 2 bilhões com a aliança nos próximos cinco anos. Outro fator importante, devido à pressão mundial por automóveis mais econômicos, menos poluentes e mais seguros o que obriga a indústria a acelerar o processo de criação. No Brasil, o grupo PSA poderá se beneficiar de um avançado centro de criação que a General Motors tem em São Caetano do Sul (SP). Além disso, a similaridade dos automóveis vendidos na América do Sul com os da Europa faz com que o papel do continente ganhe importância no processo de sinergia entre a americana e o grupo francês.

A aliança entre a GM e o grupo PSA, surgiu como uma solução para a queda de vendas na Europa, que ambos enfrentam, e também como forma estratégica de longo prazo, principalmente da líder mundial GM, a qual se preocupa com os planos ambiciosos da Volks para ocupar o primeiro lugar em 2018. A estratégia da montadora alemã, vice-líder mundial, se sustenta basicamente no aumento de capacidade de produção, principalmente na China e no Brasil, onde pode ser anunciada a construção de uma nova fábrica em breve.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Veículos Leves: BNDES garante a vinda da Hyundai ao Brasil


Em meados de fevereiro, o BNDES aprovou um financiamento para a montadora de carros sul coreana Hyundai. Os aportes somam R$ 307,4 milhões e serão destinados à construção de sua fábrica em Piracicaba.

A montadora terá capacidade de produzir cerca de 150 mil carros por ano, com a introdução de 3 novos modelos de veículos leves. A fabricação deverá iniciar em torno de novembro deste ano, embora as instalações, testes de equipamentos e obra civil fiquem prontas até o meio do ano.

A Hyundai já estava presente no Brasil por meio de uma parceria com o grupo CAOA, que possui fábrica na região de Goiás. Porém, a produção não atendia as exigências necessárias para obter a isenção do aumento do IPI, que vigora desde dezembro de 2011 para veículos que contenham um índice de nacionalização do carro maior que 65%. A estratégia adotada pelo grupo, por mais que a fábrica atenda as normas de comercialização com o mercosul, é de se fortalecer no Brasil para depois pensar no mercado exportador.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Montadoras de Veículos Leves: Ford Faz Novo Investimento na Bahia


Após ter anunciado o seu plano de investimento na região do ABC em São Paulo, a Ford planeja mais um aporte de R$ 400 milhões, desta vez para ser alocado em uma nova fábrica de motores na região de Camaçari (BA). Este montante faz parte do plano de R$ 4,5 bilhões que foi programado pelo grupo para ser realizado até 2015 no Brasil.

A Ford ainda não divulgou que tipo de motor será produzido na região, porém, de acordo com o anúncio de ampliação da Fábrica no ABC, há indícios que os motores fabricados serão para o novo modelo compacto da Ford que será lançado em 2012.

A fabricante continua com a intenção de deixar cada vez mais o seu carro global, construindo plantas capazes de produzir e montar veículos com partes de diversas outras plantas da Ford no mundo. Além disso, a construção da fábrica da Ford também mira atender as novas exigências do governo brasileiro em relação ao índice de nacionalização do carro em no mínimo 60%.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Veículos Leves: Ford investirá no desenvolvimento de um novo automóvel

Com vistas a maximizar as oportunidades que o mercado brasileiro vem oferecendo, a Ford anunciou um investimento de R$ 800 milhões destinados para o desenvolvimento de um novo automóvel e na modernização da fábrica do ABC paulista. Com isto, a companhia planeja que até 2015, todos os veículos produzidos no país serão globais.

O aporte anunciado pela empresa na cidade de São Bernado do Campo, região metropolitana de São Paulo, faz parte dos R$ 4,5 bilhões que a Ford pretende investir no Brasil no período entre 2011 e 2015. Desta forma, a unidade será responsável por produzir um novo modelo global, que ainda é mantido em sigilo, proporcionando a ampliação do portfólio de veículos da companhia.

Além da fábrica de São Bernardo, a Ford prevê ao longo dos próximos anos a modernização das fábricas de Camaçari (BA) e em Taubaté (SP). Os investimentos da Ford no Brasil ocorrem em sobreposição ao crescimento da demanda interna por automóveis. Em 2010 as vendas de veículos cresceram 10,6%, segundo a LAFIS entre os fatores que impulsionam este crescimento pode ser destacado a evolução do mercado de trabalho e o crédito abundante para a aquisição de veículos.