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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Construção/Cimento/Materiais de acabamento/Tintas: Cautela no curto prazo e oportunidades de longo prazo


Em 2014, o setor de construção civil apresentou um fraco desempenho, que pode ser observado por meio de diversas variáveis, tais como a retração de 5,1% no PIB de construção civil de janeiro a novembro de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior, retração da produção de insumos típicos da construção civil, desaceleração do crédito ao mercado imobiliário e queda no número de emprego formal no terceiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo trimestre de 2013.

Deste modo, o baixo ritmo de construção civil já vem impactando os resultados e/ou perspectivas de toda a cadeia de relacionamento, como o setor de cimento, materiais de acabamento, tintas, dentre outros. Considerando ainda as denúncias da operação lava-jato contra grandes construtoras brasileiras, responsáveis pelas principais obras de infraestrutura no país e as suas consequências (default e redução da nota de crédito dada por agências internacionais) e a menor propensão do governo em investir no curto prazo, em linha com o ajuste fiscal, a tendência é que 2015 seja um ano desafiador para o setor de construção civil.


No entanto, se por um lado há diversos indicadores da conjuntura econômica que se mostram desfavoráveis aos dois grandes segmentos da construção civil (infraestrutura e imobiliário) e seus fornecedores, por outro lado há grandes oportunidades de longo prazo para ambos os segmentos, considerando a necessidade de ampliação e modernização de diversos segmentos ligados à infraestrutura e ao grande déficit habitacional, que ainda é uma realidade brasileira. Existem ainda oportunidades ligadas à adoção de novas tecnologias que permitam maior produtividade na execução de obras.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Materiais de Acabamento: Portobello e Eliane rompem plano de fusão.


A Portobello e a Eliane, duas empresas catarinenses do setor cerâmico, tinham como objetivo se fundirem, porém, em virtude de não encontrar "sinergias necessárias", segundo o presidente da Eliane, Edson Gaidzinski Jr, o plano foi rompido.

Por ser um seror muito pulverizado a consolidação da Portobello e a Eliane seria um passo importante para o setor. Assim, o negócio permitiria que a nova empresa fosse mais competitiva, globalmente, e no mercado brasileiro de revestimentos cerâmicos, no qual os produtos chineses ganham cada vez mais espaço.

Para os proximos anos as expectativas para o crescimento do faturamento do setor são possitivas. Para 2012 e 2013 a Lafis espera um crescimento de 7% e 10,4% respectivamente.  O Brasil é o segundo maior produtor mundial de revestimentos cerâmicos. A Lafis projeta que a produção brasileira chegará a 843,5 milhões de metros quadrados em 2012, ante os 802,5 milhõesem 2011, crescimento de 5,1%. Soma-se a isso, a tendência de queda na taxa de Juros, além das as novas medidas do governo para reaquecer a economia, trará novas perpectivas para o setor.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Materiais de Acabamento: Arauco e Unilin criam joint venture no Brasil


A chilena Arauco anunciou no dia 6 de março, a criação de uma joint venture que irá atuar no mercado brasileiro de pisos de madeira , com as marcas Floorest e Quick-Step. Cada empresa terá 50% do negócio. Os investimentos da empresa chilena também englobam os laminados da Arauco no município de Piên, no Paraná. No acordo firmado, a Arauco vai fornecer sua fábrica paranaense e placas de HDF (de alta densidade) para a joint venture, Já a Unilin aportará tecnologia de pisos laminados - revestimento e proteção e, além disso, desenvolverá produtos, somando um maior conhecimento de mercado.

Com a criação da joint venture com a Unillin uma das maiores detentoras de patentes na área de pisos do mundo, a Arauco tem como objetivo se tornar líder no mercado nacional. Apesar de ainda não ter um nome para a nova empresa, Luis Dominguez Saéz, diretor da Unilin observa que a parceria entre as duas empresas será benéfica para ambos

Sediada em Santiago, a Arauco tem mais de 1 milhão de hectares de florestas plantadas em diferentes países e 374 mil hectares de florestas nativas. Além de painéis de madeira, é também produtora de celulose. Já a Unilin pertence à Mohawk Industries, que tem 17 fábricas na Europa, EUA, Rússia e Malásia.

A entrada da Arauco no Brasil evidencia as possibilidades de crescimento da Construção Civil, assim como do mercado de acabamentos no Brasil em vista dos grandes eventos para 2014 e 2016, assim como pelo aumento da renda da população e o grande déficit habitacional que ainda persiste. Com vistas as boas perspectivas, para 2012 a Lafis espera um crescimento de 12,8% do faturamento do mercado de materiais de acabamento.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Materiais de Acabamento: Docol prevê investir R$ 25 milhões em 2012


A fabricante de metais sanitários Docol anunciou que pretende investir R$ 25 milhões em 2012. O valor é mais do que o dobro ao investido pela empresa em 2011, cerca de R$ 12 milhões. De acordo coma diretoria da empresa, os recursos serão aplicados em melhoria de processos, atualização de tecnologia e ampliação da capacidade. A expansão deve exigir a contratação de mais 100 pessoas para integrar o atual quadro de 1.450 funcionários.


Com sede em Joinville, a Docol cresceu suas vendas em cerca de 10% em 2011 e atingiu um faturamento de R$ 315 milhões. A previsão para este ano é manter o ritmo de crescimento na casa dos 10%. Segundo informações internas, a base de crescimento da Docol deve se manter no mercado brasileiro, que correspondeu a 90% das vendas no ano passado, porém, ressalta-se que a companhia manterá seu espaço em outros países a espera de condições mais favoráveis para o câmbio


Apesar da desaceleração da economia brasileira ao final de 2011 por do cenário de crise na Europa e EUA, o setor de construção civil e o setor de materiais de construção vem recuperando o ânimo em virtude das medidas adotadas pelo governo para reaquecer a economia, como a redução do IPI para materiais de construção, ampliação do programa "Minha Casa, Minha Vida", além de cortes na taxa básica de juros o que pode vir a facilitar uma maior elevação da demanda das pessoas físicas por créditos habitacionais, favorecendo o setor de materiais de acabamento.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Materiais de Acabamento: Arauco anuncia investimentos para fábrica de MDF

A Arauco do Brasil, empresa subsidiária do grupo chileno Celulosa Arauco y Constitución, anunciou investimentos de R$ 275 milhões para ampliar a fábrica de MDF (painéis de fibra de madeira de média densidade) em Jaguariaíva (PR). A empresa receberá incentivos do governo paranaense, através do programa "Paraná Competitivo", criado em fevereiro com a finalidade de atrair novos investimentos.

A unidade de Jaguariaíva, antes chamada Placas do Paraná, foi adquirida pela Arauco em 2005. Já em 2009, esta, juntamente à empresa sueco-finlandesa Stora Enso, adquiriu uma serraria e parte da reserva florestal de uma fábrica de papel revestido para revistas, localizada em Arapoti, no mesmo estado. Neste mesmo ano, a Arauco comprou a Tafisa do grupo português Sonae, que tem unidade de placas de madeira em Pien (PR).

O investimento anunciado contempla projetos de expansão e modernização da fábrica que possui capacidade de produção anual de 300 mil m³ de MDF, evidenciando a preocupação da empresa em acompanhar o rápido crescimento do setor imobiliário no país, além da intenção de se beneficiar das perspectivas positivas para o setor de construção geral no país para os próximos anos, que vem demandando cada vez mais painéis de madeira, fato que alavancará vendas e faturamento das empresas do setor.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Materiais de Acabamento: Duratex investe para reforçar linhas da divisão Deca

A Duratex, maior fabricante de painéis e chapas de madeira do Hemisfério Sul, controlada pela Itaúsa, anunciou na última sexta-feira, dia 06 de agosto, investimento de R$ 220 milhões com o objetivo de aumentar a capacidade produtiva de louças e metais sanitários da divisão Deca. O investimento justifica-se pelo alto nível de utilização da capacidade produtiva nos dois segmentos. Atualmente, a taxa de ocupação nas linhas de metais está em torno de 98 % e 88% nas linhas de louças.
Segundo informações da empresa, parte dos recursos deverá ser obtida por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a outra parte virá do caixa da empresa. Do total investido, R$ 120 milhões serão aplicados na expansão da fábrica de metais de Jundiaí (SP) e R$ 100 milhões para ampliação e modernização da unidade de louças de Queimados (RJ).
O aumento dos investimentos da empresa objetiva atender a crescente demanda no setor de materiais de acabamento, tendo em vista o alto nível de utilização da capacidade instalada. Os locais de expansão produtiva onde serão realizados os aportes foram escolhidos com o propósito de dinamizar as vendas da empresa devido à proximidade dos grandes centro de consumo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Materiais de construção: Prorrogada a isenção de IPI

No dia 25 de novembro, o governo decidiu prorrogar, mais uma vez, a redução e isenção de IPI de materiais de construção, dando como novo prazo o dia 31 de junho. Além disso, mais outro grupo relacionado ao setor foi beneficiado neste pronunciamento, o de móveis. Há algum tempo estes fabricantes requerem a desoneração dos impostos para estimular a baixa rotatividade do consumo interno. Os produtores encontravam-se em dificuldades em um cenário de queda das exportações, iniciada na crise mundial de setembro de 2008.
Dentre os materiais de construção beneficiados pela a isenção do IPI encontram-se o cimento, tintas e vernizes, argamassas e concretos, louças sanitárias, chuveiro, cerâmicas, vergalhões. Já para os móveis, os itens que englobam o imposto zerado são os que são feitos a base de metal, madeira, plástico, ratã, vime, bambu, além dos assentos e suas partes.
Desta maneira, o governo estima que está renunciando a uma arrecadação de cerca de R$ 903 milhões, sendo R$ 686 milhões dos materiais de construção e R$ 217 milhões do setor de móveis. No entanto, as lojas já anunciam promoções e prolongamento das condições de pagamento. Os comerciantes do setor esperam que as vendas neste final de ano sejam cerca de 30% maior do que no ano anterior.