No dia 25 de novembro, o governo decidiu prorrogar, mais uma vez, a redução e isenção de IPI de materiais de construção, dando como novo prazo o dia 31 de junho. Além disso, mais outro grupo relacionado ao setor foi beneficiado neste pronunciamento, o de móveis. Há algum tempo estes fabricantes requerem a desoneração dos impostos para estimular a baixa rotatividade do consumo interno. Os produtores encontravam-se em dificuldades em um cenário de queda das exportações, iniciada na crise mundial de setembro de 2008.
Dentre os materiais de construção beneficiados pela a isenção do IPI encontram-se o cimento, tintas e vernizes, argamassas e concretos, louças sanitárias, chuveiro, cerâmicas, vergalhões. Já para os móveis, os itens que englobam o imposto zerado são os que são feitos a base de metal, madeira, plástico, ratã, vime, bambu, além dos assentos e suas partes.
Desta maneira, o governo estima que está renunciando a uma arrecadação de cerca de R$ 903 milhões, sendo R$ 686 milhões dos materiais de construção e R$ 217 milhões do setor de móveis. No entanto, as lojas já anunciam promoções e prolongamento das condições de pagamento. Os comerciantes do setor esperam que as vendas neste final de ano sejam cerca de 30% maior do que no ano anterior.
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