segunda-feira, 10 de abril de 2017
Têxtil e Confecções/Calçados: Fim da desoneração da folha põe fim as perspectivas de retomada da produção da indústria têxtil e calçadista no País em 2017
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Calçados, Têxteis e Vestuário: Valorização do Real preocupa empresas exportadoras
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Calçados e Têxteis: Desvalorização cambial favorece os setores têxteis e de calçados
segunda-feira, 2 de março de 2015
Têxtil e confecções: O setor em 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Têxtil e Confecções: Seca começa afetar indústria
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Têxtil e Confecções: Queda no imposto de importação
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Têxtil e Confecções: Hope acelera crescimento com 'loja dentro de loja
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Têxtil e Calçados: Empresas de têxtil e calçados investirão R$ 7,3 milhões em Pernambuco
Os investimentos ocorreram após a liberação dos recursos do Programa para Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe) que oferece redução do crédito presumido do ICMS que pode atingir até 85%. Além disso, por conta de um convênio entre o Governo de Pernambuco e a Prefeitura de Timbaúba, os terrenos serão dados e com terraplanagem concluída até o mês de outubro deste ano.
A onda de investimentos nos Estados do Nordeste ocorre, apesar da queda na produção industrial têxtil e de calçados, devido principalmente à forte concorrência dos produtos importados da Ásia, principalmente da China. Outro ponto, que o mercado nordestino está aquecido, com o aumento do poder de compra da população e a demanda reprimida por bens de consumo. O avanço de fabricantes têxtil e de calçados para a região ocorre devido à economia de custos com logística e aos incentivos fiscais, e demonstra a tendência de descentralização da produção do setor têxtil e de calçados, tradicionalmente localizado nas regiões sul e sudeste.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Industria Têxtil: Em “bons” lençóis
Karsten a fabricante de produtos para cama, mesa e banho investe R$ 6 milhões para ampliar a capacidade produtiva do principal produto do segmento, os lençóis. Este investimento é anunciado num cenário adverso para o setor têxtil e para a empresa devido à alta do preço do algodão, da taxa de câmbio apreciada, que estimula as importações e desestimula as exportações, além disso, as chuvas em Blumenau (SC) onde a empresa esta instalada.
Neste primeiro semestre a em presa apresentou um aumento de 2% na receita, alcançando R$ 165,5 milhões, apesar disso apresentou prejuízo de R$ 24 milhões devido principalmente à dificuldade de repassar o aumento do preço do algodão ao consumidor (insumo que corresponde à 30% do custo da empresa). Além disso, o câmbio valorizado resultou no aumento das importações e na queda das exportações de produtos têxtil. Devido à este cenário, em junho a empresa concedeu férias coletivas na sua principal fábrica, a de Blumenau. Para piorar a situação, neste mês de setembro, as chuvas em Blumenau (SC) aumentaram o nível do rio Itajaí-Açu em mais de 12,5 metros, assim por motivo de segurança a fábrica liberou os funcionários, paralisando desta forma a produção.
Apesar de todos estes fatores adversos, a empresa decidiu aumentar a produção, pois espera um crescimento na demanda nos próximos anos e aumento da competitividade. Fora isso, o investimento será estratégico para a empresa ganhar competitividade e se beneficiar do Plano Brasil Maior, política industrial lançada no mês de agosto que isentou os impostos sobre a folha de pagamento e passou a tributar 1,5% sobre o faturamento. Para se beneficiar de tal plano, o investimento será no processo de verticalização da produção de lençóis, internalizando desta forma o acabamento do produto que é terceirizado. Com a verticalização, a empresa espera dobrar o faturamento em produtos de cama até 2014, atualmente este produto representa 15% do faturamento. Além disso, o aumento da produção de lençóis ocorrerá também para atender a demanda da primeira loja da fábrica, que será inaugurada no inicio de 2012 em São Paulo. Com isso, a Karsten entrará no setor de varejo de cama, mesa e banho para a classe A, comercializando seus produtos por meio da marca Trussardi.
A maior concorrência no mercado interno com produtos importados, mais acentuadamente da China, estimula ainda mais essa busca por melhores condições de competitividade. A produção do setor têxtil é muito terceirizada, com a implantação do Plano Brasil Maior a tendência é que o setor integre parte da cadeia produtiva, para assim se beneficiar da isenção de imposto sobre a folha de pagamento e ganhar competitividade, tanto em âmbito interno quanto no internacional, deixando de depender tanto da taxa de câmbio.

