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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Veículos Pesados/Veículos Leves/Autopeças/Pneus: Acordos automotivos com países da América Latina apontam uma expansão das exportações do setor automotivo em 2016


Nesta segunda semana de dezembro, o cenário das incertezas econômicas que já pressionavam a retomada da atividade econômica do País agravou se pela instabilidade política que mostrou se mais evidente.

Ao longo de 2015, de modo geral, as empresas atuantes na cadeia automotiva (montadoras, autopeças dentre outras) sofreram os impactos da crise que o País vem enfrentando com a forte retração das vendas internas, produção e elevação de seus estoques. Por outro lado, este quadro acentuou a disputa pela ampliação das exportações do setor através de acordos automotivos com países da América Latina com mercados potenciais para absorção de veículos brasileiros. Assim, neste ano, o Brasil fechou acordos automotivos importantes com o México, Argentina, Colômbia e por último Uruguai. 

Às vésperas do final do ano, o Governo acaba de assinar um acordo de livre comércio automotivo com o Uruguai, que entrará em vigor a partir de janeiro de 2016. O acordo confere isenção tarifária para automóveis, ônibus, caminhões, máquinas agrícolas, autopeças, chassis e pneus no comércio bilateral. Atualmente existe um regime de cotas sem tarifação para o setor, que previa o teto de 10.056 veículos e US$ 99,6 milhões em autopeças importados do Brasil isento do imposto de importação pelos uruguaios. Em 2015 o Brasil já embarcou 12,5 mil veículos aquele País.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Governo mostraram se empenhados em 2015 na busca de acordos automotivos e, com sucesso das negociações somado às vantagens competitivas provocadas pelo câmbio, no acumulado do ano até novembro o País apresentou um crescimento de 19% nas exportações de autoveículos e guarda perspectivas de um crescimento ainda mais expressivo para 2016.  

Analista Responsável pelo Setor: Laís Cristina Soares


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Pneus: Na contramão das montadoras, Pirelli Pneus anuncia investimentos


As montadoras vem reduzindo as compras da indústria de pneus, tendo em vista o cenário de desaceleração da produção da indústria automobilística no ano. De janeiro a outubro, houve uma queda de 16,0% na produção de autoveículos no País. De acordo com a Anip, as vendas de pneus para as montadoras registraram uma queda de 18% no período.

No entanto, com a tendência de establização do real num patamar mais desvalorizado em relação ao dólar, a oferta de pneus importados vêm perdendo competitividade, e dando lugar a produção de pneus nacionais. Nesse contexto, a Pirelli anunciou novos investimentos para manter sua liderança no mercado nacional, investindo em inovação.


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 33,2 milhões para os investimentos da Pirelli. O montante será  utilizado para pesquisa e desenvolvimento de novos materiais e formulações para os compostos dos pneus; bem como para simulação computacional para antecipar eventuais problemas no funcionamento; desenvolvimento de novos modelos de pneus verdes – um mercado em ascensão, que têm menor impacto no meio ambiente; aquisição de moldes e fabricação de protótipos; testes em laboratórios e campo de provas; e investimentos em engenharia de manufatura para adaptações no processo de produção. O desenvolvimento dos pneus será efetuado no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento localizado na fábrica de Santo André, e os testes serão realizados nos laboratórios da Pirelli em Sumaré.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Pneus: Sumitomo investirá no Brasil, aproveitando o bom momento do setor automobilístico


Com foco na crescente demanda interna por automóveis, a Sumitomo Rubber, fabricante de pneus do grupo japonês Sumitomo, anunciou investimento de R$ 560 milhões na construção de sua fábrica no município de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. A companhia que outrora atuava no país por meio de importadoras, chegou com o objetivo de conquistar 10% do mercado.

A empresa estima que a nova fábrica, a primeira fora do continente asiático, entre em operação no segundo trimestre de 2013 realizando testes iniciais nos pneus produzidos (ainda não comercializados) para que, a partir de outubro as atividades se iniciem com uma produção diária de 2 mil pneus até atingir a marca dos 15 mil por dia. Na nova unidade, serão produzidos duas marcas de pneus: a Dunlop, voltada aos carros de passeio, e a Falken usadas em carros importados. Além de atender ao mercado interno, a Sumitomo visa suprir a demanda das Américas do Sul e Central, mercados antes abastecidos pelas fábricas da Ásia.

A instalação da fabricante asiática na região metropolitana de Curitiba foi fomentada por incentivos fiscais do governo do Estado, por meio do programa Paraná Competitivo. Outro fator que pode ter influenciado a escolha por terras brasileiras se dá às boas perspectivas para o setor automobilístico de pneus, o qual, segundo a Lafis, deve apresentar crescimento nas vendas na ordem dos 5,4% e 6,5% em 2012 e 2013, respectivamente.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Veículos Leves, Autopeças e Pneus: Brasil responde a Argentina e barra suas importações

Após as fortes retrações das exportações à Argentina por conta do aumento das tarifas aos produtos brasileiros no início do ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior resolveu responder a atitude, colocando determinados produtos das importações brasileiras vindas da Argentina em licença não automática de liberação.

A medida atinge principalmente setores relacionados a importação de veículos acabados, autopeças e pneus, que já foram notificados antes mesmo da formalização da decisão. O Governo já havia enviado a Casa Rosada três avisos sobre a retenção dos produtos brasileiros nas alfândegas do país, porém ninguém se manifestou.

Segundo a OMC, o Brasil tem até 60 dias para liberar a entrada de produtos no País. O prazo poderá ser cumprido até o final ou até ser ultrapassado, dependendo da postura do Governo argentino.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pneus: Bridgestone investirá US$ 250 milhões para ampliar capacidade de produção no país

A Bridgestone, fabricante japonesa de pneus, anunciou esta semana que deverá investir US$ 250 milhões (R$ 428 milhões) na ampliação da produção de suas duas fábricas no país. Segundo a empresa os investimentos serão realizados até 2014, para a aquisição de máquinas, adoção de novas tecnologias e ampliação da capacidade de produção. Atualmente as duas fábricas da companhia no país, uma em Santo André, na Grande São Paulo e a outra em Camaçari, na Bahia, produzem um total de 40 mil pneus por dia. O objetivo da empresa é elevar a capacidade produtiva em até 30%. O foco deste investimento é a fabricação de pneus para caminhões, máquinas agrícolas e automóveis de alto desempenho.
Além da ampliação da produção, a Bridgestone também pretende aumentar a rede de revendedores de pneus para automóveis, que hoje é composta por 500 lojas, além disso, a empresa também ampliará o número de centros dedicados às vendas e aos serviços para veículos pesados, cujo total atualmente é de118 lojas e devem ser triplicados no período até 2014. Os investimentos refletem também a importância que o Brasil está ganhando perante as operações globais. A primeira iniciativa nessa direção foi tomada com a transferência do escritório regional dos EUA para São Paulo.
A estratégia da Bridgestone está em linha com as tendências observadas em toda cadeia produtiva do setor automobilístico, ou seja, a forte expansão dos investimentos visando uma manutenção do bom desempenho do setor no médio prazo. A produção de pneus, em 2010, deverá apresentar uma expansão de aproximadamente 12,5% em relação a 2009, portanto, este investimento é fundamental para que a Bridgestone não fique para trás de seus concorrentes, como é o caso da Michellin outra empresa do setor que ,em julho, apresentou um plano para investir cerca de US$ 100 milhões visando se aproveitar dos bons ventos que sopram sobre o setor.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Empresa gaúcha amplia produção de pneus no Brasil

A empresa gaúcha Vipal, que atua na reparação e recauchutagem de pneus, investirá cerca de US$ 200 milhões (R$ 350 milhões) na produção de pneus para motos em Feira de Santana (BA) e na construção de uma planta em Guaíba (RS), para a fabricação de pneus para automóveis, conforme informou João Carlos Paludo, presidente executivo da empresa.
Com esses investimentos, que serão finalizados em um período de dois a três anos, a empresa terá uma capacidade de produção de 7.100 pneus por dia. Além da ampliação em sua produção, estes novos investimentos deverão gerar algo em torno de 900 empregos diretos.
O setor de pneus, fortemente vinculado ao setor automobilístico, tende a crescer nos próximos anos, acompanhando os grandes investimentos das montadoras no Brasil, além das perspectivas de produção recorde de carros no país, o que irá incrementar a demanda por pneus no mercado brasileiro.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pneus: Camex aprova medida anti-dumping contra os importados chineses

Foi aprovado dia 9 de setembro o pedido de ação anti-dumpig por parte da Anip (Associação Nacional da Indústria Pneumática) aos pneus chineses novos ingressantes no país. Foi identificado pela Camex (Câmara de Comércio Exterior) prática desleal de comércio do produto chinês, que chegava ao Brasil 30% mais barato que o equivalente nacional, assim, indústria já havia perdido 20% do mercado de pneus novos segundo acompanhamento da Anip.

Foi determinado uma taxa específica de US$ 0,75 por quilo na importação de pneus para automóveis de passeio (das séries 65 e 70, aros 13" e 14", das bandas 165, 175 e 185). Atualmente, a taxa de importação é de 16% que será acrescida pela nova tributação nos cinco próximos anos. A medida não valerá para pneus importados diretamente pelas montadoras, para não conflitar com a redução do IPI para automóveis aplicada pelo governo.

A produção de pneumáticos encontra-se em recuperação, após a intenso recuo das atividades nos meses de novembro e dezembro de 2008. Com a retomada dos resultados da indústria automobilística brasileira, o setor de pneus procura defender a possibilidade de recuperar suas margens, deprimidas pela crise mundial. Com o ganho de força do discurso de defesa da indústria nacional em meio a recuperação econômica, o setor pretende conter a importante evolução do produto chinês, acelerada nos últimos cinco anos.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pneus: Anunciada a proibição de importações de pneus usados no Brasil

Foi anunciada quarta-feira (24/06) a decisão o STF (Supremo Tribunal Federal) de proibir as importações de pneus usados pelo Brasil de qualquer região do globo, inclusive o Mercosul. A proporção de votos favoráveis ao veto (8 a favor, 1 contra) demonstrou o alinhamento do STF com as questões ambientais defendidas na Constituição que são incompatíveis com a compra de um produto não-biodegradável, poluidor e facilitador de endemias, como a dengue, através de seu descarte inapropriado.Estima-se que a produção anual de pneus no mundo seja de cerca de 1 bilhão de unidades e o volume igual é descartado. Só a Europa produz mais de 200 milhões por ano. Na prática, ainda não existe uma solução economicamente viável para reduzir o descarte dos pneus usados além de aumentar sua durabilidade, o que torna ainda mais difícil sua destruição. Com isso, a solução mais barata na Europa tem sido a exportação para países em desenvolvimento, como o Brasil. Por meio de um universo de aproximadamente 1,4 mil empresas e 40 mil empregos diretos, o setor de remoldados brasileiro já importou, em 2007, cerca de 30% dos pneus usados do mundo, com destaque para os europeus. O enquadramento das importações como crime de contrabando deverá comprometer definitivamente o setor, segundo a BS Colway, principal empresa, gerando mais um foco de desemprego em plena crise. A posição do STF é de que uma atividade econômica não pode comprometer diretrizes constitucionais, com o argumento do emprego gerado não sendo justificativa.Com o novo contexto do setor de remoldados, empresas produtoras de pneus novos poderão encontrar espaço para a barganha de preços. O comércio internacional deverá apresentar um novo desafio, à medida que ações antidumping sobre os pneus chineses poderão ser repensadas, com o intuito de conter os preços internos após um reaquecimento das vendas automotivas esperado para os próximos anos.