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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Indústria Cafeeira: Gecex aprova redução de imposto para importação de Café Conillon


O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) confirmou a redução dos impostos para importação de café Conillon, de 10% para 2%, com a medida valendo até maio de 2017.

A principal razão desta medida é aumentar os estoques públicos de café Conillon, que se encontram bem abaixo do esperado para a época. Esta medida é emergencial visando não comprometer a possibilidade de reação do governo à crises de abastecimento. A medida não deverá comprometer o faturamento do setor, ainda mais que o tipo Conillon é o menos representativo na produção geral de café no Brasil, mas deverá ser um fôlego de emergência caso ocorram problemas de abastecimento deste tipo de café.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Indústria Cafeeira: Produção de café conilon deve cair ainda mais em 2016


Mantendo a lógica da bianualidade da produção das culturas de café, o tipo conilon deverá apresentar queda na sua produção em 2016, após aumento/crescimento no ano de 2015. 

A queda já era esperada, mas deverá apresentar intensidade maior que o esperado no começo do ano, especialmente no maior estado produtor do Brasil, o estado de Espiríto Santo, que corresponde por volta de 60% da produção deste tipo.

Assim, o faturamento deverá ser impactado, de forma parcial, já que o tipo Arábica, que é mais de 70% da produção total, deverá crescer em 2016. Todavia, o faturamento deverá ficar menor que o estimado no começo de 2016. 

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino


segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Indústria Cafeeira: Crise sem limites


A indústria cafeeira é um dos setores mais tradicionais e bem sucedido na história da agricultura brasileira, sendo, inclusive, um dos principais motores do crescimento da agroindústria por diversos anos. No entanto, recentemente a cultura passou a enfrentar sérios problemas de rentabilidade, o que vem prejudicando o setor.

O setor vem enfrentando diversos problemas, como o aumento dos custos da produção, dado o encarecimento da mão de obra – observado na agricultura como um todo - , os preços de fertilizantes e da renovação dos  cafezais; outro fator crucial é a proliferação de pragas mais resistentes, como a broca em diversas regiões produtoras do País, como em Minas Gerais.  O setor vem enfrentando diversos problemas climáticos nos últimos dois anos, o que, inclusive, acarretou na quebra do ciclo bianual do café no ano passado. Por fim, um fator mais relacionado com a demanda brasileira por café, que vem se mostrando mais estável mas com uma leve tendência de queda, muito em vista a competição de outros tipos de bebidas, como refrigerantes e outros, e mudanças nos costumes de consumo.

Assim, apesar de ser um setor muito importante e dinâmico da agricultura brasileira, o setor vem enfrentando problemas que estão reduzindo consideravelmente a rentabilidade do café. As perspectivas não são muito boas, especialmente em termos do aumento de custos envolvendo fertilizantes – com a tendência de desvalorização do real, que encarecerá ainda mais a importação dos mesmos - , das flutuações do clima e da demanda interna mais contida.

Portanto, o faturamento do setor deverá continuar enfrentando limitações, e até mesmo cair em alguns anos posteriores à 2015. 



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Indústria Cafeeira: Governo anuncia novo plano de estímulo aos produtores de café

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Industria-Cafeeira.asp


Foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) novas medidas de apoio ao setor cafeeiro. Dentre as medidas, está a prorrogação e a renegociação de dívidas vencidas e a vencer entre 1º de julho deste ano a 30 de junho de 2014, prorrogando automaticamente o passivo de custeio e comercialização com início de pagamento previsto para julho de 2015 e parcelamento por mais 5 anos. Em relação às dívidas de investimento, as parcelas que vencem este ano serão transferidas para o fim do contrato.

Com a renegociação das dívidas, que representará um custo de R$ 500 milhões para os cofres públicos, o governo espera aliviar o nível de endividamento do setor, favorecendo o fluxo de caixa dos cafeicultores que tem lidado com problemas relacionados à persistente queda dos preços do grão no mercado internacional.

O Ministério da Agricultura sinalizou que caso a medida não surta o efeito esperado, novas ações poderão ser adotadas em prol da recuperação do setor. O governo tem apoiado a cafeicultura por meio de leilões de contratos de opção de venda. Através desse mecanismo, é permitido aos cafeicultores venderem ao governo um total de 3 milhões de sacas de café, caso o valor de mercado se mantenham abaixo dos preços de referência (R$ 343/saca).

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Indústria Cafeeira: Governo enfim anúncia plano de apoio ao setor


Os cafeicultores tem enfrentado tempos difíceis desde, pelo menos, meados de 2011. As margens mais favoráveis observadas entre 2002 e 2010 estimularam o aumento da produção de café, depreciando as cotações do arábica em âmbito global nos anos subsequentes. Em função do cenário econômico débil nos principais mercados do setor, houve queda expressiva das exportações; as receitas externas do setor chegaram a cair 26,0% em 2012 e 12,6% no primeiro semestre deste ano. Agravando essa questão, a taxa de câmbio se manteve sobrevalorizada ao longo 2012 e nos primeiros meses de 2013.

Nessa conjuntura, o setor vinha cobrando apoio do governo, principalmente, via políticas de estocagem e de renda, via contratos de opção. Segundo representantes do setor, a adoção de tais políticas dariam ao produtor a possibilidade de favorecer as condições de comercialização do produto a preços superiores aos custos de produção.

Depois do aumento dos preços mínimos abaixo do esperado pelo setor em maio, aumentaram as pressões sobre o governo para deliberar uma política de apoio ao setor. Enfim, na última quarta-feira, a presidente Dilma autorizou o lançamento de contratos de opção de venda para 3 milhões de sacas de café com preços de R$ 346/saca e vencimento em março de 2014, como forma de incentivar a cultura.  Além disso, a presidente anunciou que o governo financiará a estocagem com compras garantidas pelo preço mínimo, de R$ 307/saca. A CNA avaliou que as medidas anunciadas pelo governo atendem as reivindicações do setor, ao menos em caráter emergencial.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Indústria do Café: Aquisição da Sara Lee Consolida sua Liderança


A norte-americana Sara Lee, líder no mercado de cafés no Brasil, adquiriu a brasileira Expresso.Coffee por valor não divulgado. A empresa nacional possui forte atuação nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e é especializada no comércio de café expresso.

A multinacional comercializa diversas marcas tradicionais de café como a Pilão, Caboclo, café do Ponto, Damasco dentre outras. A aquisição da empresa visa uma consolidação da sua posição de liderança tanto da indústria cafeeira nacional como nos dois estados, que apresentam bons potenciais de crescimento além de boa rentabilidade.

O Brasil se mantém como País bastante atrativo para investimentos no setor cafeeiro. Maior produtor mundial e segundo maior consumidor, com potencial para se tornar o primeiro em breve, o país tende a se manter em posição de destaque quanto ao destino de aportes para o setor.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Indústria do Café: Ipanema Coffees em Busca de Expansão


Na busca por ampliação do volume de produção e consolidação como um dos maiores atores do segmento de café especial, a Ipanema Coffees vendeu a participação de 36,5% do seu negócio a duas holdings internacionais. Desta parcela, 20% foi comprado pela Misubishi Corporation do Japão e o restante (16,5%) pela Tchibo da Alemanha. O valor do negócio não foi revelado.

A empresa brasileira possui três fazendas no estado de Minas Gerais com produção anual média entre 120 a 150 mil sacas distribuídas em aproximadamente 5,5 mil hectares. Do montante de R$ 25 milhões em investimentos, anunciados para os próximos quatro anos, 80% devem ser destinados à ampliação da irrigação e o restante em equipamentos, o que pode levar a produção para 160 a 200 mil sacas.

O mercado de café especial encontra expansão na demanda no mercado internacional principalmente nos Estados Unidos, Japão e Europa. O Brasil ainda não se apresenta como mercado relevante para este tipo de produto. Investimentos neste segmento tendem a consolidar o Brasil como grande fornecedor mundial deste produto beneficiando o setor no país dado o maior valor agregado do mesmo.

Indústria do Café: Inovação no Mercado de Café Solúvel


A Nestlé do Brasil está investindo cerca de R$ 25 milhões (metade do montante já dispendido em investimentos em 2012) em campanhas publicitárias para a divulgação do seu novo produto. O Nescafé Duogrão é um café em pó solúvel com sabor de café torrado e moído e que possui rendimento igual ao tradicional.

O entrada do novo produto tem como objetivo principal duplicar o consumo do segmento Nescafé (solúvel) que vem apresentando taxas médias de expansão de aproximadamente 6% ao ano. Contudo, inicialmente a distribuição do novo produto ficará restrita apenas ao mercado paulista.

O Brasil é o maior produtor do mundo de café e o segundo maior mercado consumidor do produto. Inovações como esta promovida pela Nestlé buscam ampliar o consumo no País, oferecendo mesma qualidade do produto a preços competitivos e maior praticidade no preparo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Indústria do Café: Grupo 3Corações compra Café Fino Grão de Minas Gerais.

O grupo 3Corações, joint-venture formada pela São Miguel Holding e a israelense Strauss, anunciou a aquisição por R$ 50 milhões do grupo mineiro Café Fino Grão. Este valor contempla além da aquisição, investimentos em ampliação industrial, marketing e na parte de logística. O crescimento do grupo vem sendo pautado em dois fronts principais: crescimento orgânico através das próprias marcas e produtos e através de oportunidades de compras de outras empresas.

A compra do grupo mineiro faz parte de uma estratégia importante: a Café Fino Grão é a segunda marca mais consumida no estado e é a décima maior indústria do setor no Brasil; com a aquisição a 3Corações se torna a principal indústria cafeeira do estado. Além disso, Minas Gerais consome aproximadamente 12% do total de café demandado no país e produz cerca de 50% do volume produzido no Brasil.

A aquisição do Grupo 3Corações fortalece a empresa como segunda maior indústria do Brasil no setor. Este movimento já vinha sendo percebido quando da compra da Café Damasco pela Sara Lee no final de 2010 e pode se tornar uma tendência entre as gigantes do setor. Ademais, grupos considerados pequenos ou até mesmo médios podem se tornar alvos de disputas por estas companhias em virtude de estarem pouco capitalizados fruto das margens reduzidas que o setor vem apresentando nos últimos anos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Indústria do Café: Grupo 3Corações compra Café Fino Grão de Minas Gerais.

O grupo 3Corações, joint-venture formada pela São Miguel Holding e a israelense Strauss, anunciou a aquisição por R$ 50 milhões do grupo mineiro Café Fino Grão. Este valor contempla além da aquisição, investimentos em ampliação industrial, marketing e na parte de logística. O crescimento do grupo vem sendo pautado em dois fronts principais: crescimento orgânico através das próprias marcas e produtos e através de oportunidades de compras de outras empresas.

A compra do grupo mineiro faz parte de uma estratégia importante: a Café Fino Grão é a segunda marca mais consumida no estado e é a décima maior indústria do setor no Brasil; com a aquisição a 3Corações se torna a principal indústria cafeeira do estado. Além disso, Minas Gerais consome aproximadamente 12% do total de café demandado no país e produz cerca de 50% do volume produzido no Brasil.

A aquisição do Grupo 3Corações fortalece a empresa como segunda maior indústria do Brasil no setor. Este movimento já vinha sendo percebido quando da compra da Café Damasco pela Sara Lee no final de 2010 e pode se tornar uma tendência entre as gigantes do setor. Ademais, grupos considerados pequenos ou até mesmo médios podem se tornar alvos de disputas por estas companhias em virtude de estarem pouco capitalizados fruto das margens reduzidas que o setor vem apresentando nos últimos anos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Indústria do Café: Instrução Normativa do Ministério da Agricultura gera incertezas na indústria cafeeira.

Entra em vigor no dia 17 de Fevereiro de 2011 a Instrução Normativa 16 do Ministério da Agricultura que delega ao órgão poderes de monitoramento da qualidade do café torrado em grão e moído com relação ao teor de impurezas, umidade e qualidade da bebida. Caso o café vendido ultrapasse o teor máximo de 1% de impureza, 5% de umidade e a Nota de Qualidade Global ser inferior a 4, o governo pode punir os infratores.
As incertezas que pairam na indústria cafeeira são referentes aos critérios para classificar se o café que será comercializado pelas torrefadoras atende os padrões mínimos ou não. Para conceder ou não o aval de qualidade, as indústrias terão que contratar classificadores, licenciados pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Existem dois temores para a indústria: primeiro seria o aumento do custo e segundo seria o critério subjetivo de avaliação de cada degustador.
O setor cafeeiro brasileiro, historicamente, sempre foi importante para a economia local e para a oferta mundial do produto. Atualmente o Brasil é responsável por 35% da produção mundial e 27% das exportações de café no mercado mundial. A nova norma do governo poderá melhorar a qualidade do produto; no entanto a elevação dos custos e possível desclassificação do café poderão afetar a rentabilidade do setor.