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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Fundição/Siderurgia: Segmentos ligados à cadeia do aço apontam baixas expectativas para 2015


Desde o final de 2013, a cadeia de siderurgia e fundição no Brasil vem sofrendo revezes nos resultados operacionais, impactando uma redução na produção, assim como nas vendas internas e externas, ocasionadas, nesses setores principalmente devido à forte expansão de capacidade planejada na China. O fato acarretou em queda dos preços de diferentes tipos de aços e ligas em todo o mundo. Além disso, muitos países, como o Brasil, perderam vendas a mercados externos, que a partir desse momento seriam supridos pela produção chinesa.

Assim, se de um lado fatores externos imprimiram dificuldades aos setores de fundição e siderurgia no Brasil, no período mais recente, a partir de final de 2014, de outro, uma queda de dinamismo da economia brasileira com baixo crescimento e retração em diversos setores demandantes.Para se ter uma idéia, a produção de fundidos apresentou retração de 7,7% no primeiro semestre de 2015 ante o mesmo de 2014, enquanto as exportações em USS/FOB também recuaram, em 5,8% no mesmo período.


Agora, recentemente, grandes empresas do setor siderúrgico também evidenciam retração e revisão de investimentos, como a Gerdau, que em agosto de 2015 anunciou diminuição do ritmo dos investimentos para os segundo semestre do ano, devido à retração dos lucros, fruto de menor resultado operacional e também devido a maiores despesas financeiras. Também, a CSN, em um contexto de deterioração de seu quadro financeiro, anunciou no último dia 14 de agosto que venderá ativos considerados não estratégicos para estancar dívidas. Algumas operações que estão disponíveis para alienação são o Tecon, terminal de contêineres da companhia em Sepetiba (RJ), e algumas unidades de energia. Em suma, as trajetórias recentes dos setores de fundição e siderurgia apontam, para um ano de 2015 com dificuldades operacionais e financeiras. Caso as vendas externas continuem em retração (principalmente do primeiro setor) e a economia brasileira não apresente melhores resultados, as trajetórias esperadas pela Lafis poderão ser revistas para baixo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Mineração, Siderurgia e Máquinas e Equipamentos : “Conjuntura e Perspectivas do Minério de Ferro”



O mercado global de minério de ferro vem atravessando queda do preço dessa commodity  desde o final de 2013, com maior aceleração a partir de abril de 2014, quando atingira US$ 114,58/tonelada métrica (ton). A partir de então o preço internacional só despenca chegando ao final do mês de setembro a US$ 82,21/ton. Assim, o que podemos destacar, é que existe uma falta de equilíbrio entre a oferta e a demanda desse minério no cenário internacional.

Um overview do movimento recente, relaciona-se à alta estocagem do insumo na China, à desaceleração econômica de grandes demandantes (tanto nos países desenvolvidos – União Europeia, EUA; quanto em desenvolvimento  - América Latina e alguns países da Ásia). Outro fator importante anunciado recentemente, é que também BHP e Rio Tinto estão desenvolvendo grandes projetos de minério, com preços altamente competitivos. A Vale também anunciou em outubro um recorde de produção de minério de ferro no terceiro trimestre do ano, com a extração de 85,7 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro de 2014.


Assim, a possibilidade de aumento de preço do minério de ferro no curto prazo torna-se ainda mais dificultada, devido ao anúncio recente de três grandes mineradoras globais (Vale, BHP Billiton e Rio Tinto), as quais propõem adicionar ao mercado uma capacidade significativa de minério de ferro, entre 2014 e 2016. Isso já vem impactando a queda no preço internacional, próximo a US$ 80,00/ton. Tais fatos poderão imprimir duas tendências: que companhias menores e defasadas acabem saindo do mercado e, no curto prazo, a cotação ainda não tenha perspectivas de alta.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Siderurgia: Resultados da Siderurgia em 2013.

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Siderurgia.asp


O Instituto Aço Brasil (IABr) divulgou resultados da produção siderúrgica nacional no último 17 de janeiro. Segundo a Associação, a produção de aço bruto no mês de dezembro apresentou 4% de aumento frente o mesmo mês de 2012. Entretanto, no acumulado de 2013, a produção foi 1% inferior ao registrado em 2012, mas dentro da previsão, atrelada aos resultados da produção industrial.

Já com relação aos aços laminados, a produção em dezembro foi de 2 milhões de toneladas, 5,9% acima que dezembro de 2012. No ano, o volume produzido foi de 26,3 milhões de toneladas, resultado superior a 2012, em 2,2%, principalmente puxado pelas atividades de construção civil e grandes obras de infraestrutura dos setores de energia e transporte.

O setor siderúrgico é diretamente relacionado ao desempenho econômico do país, com forte relação com as atividades industriais, principalmente nos setores automobilístico, máquinas e equipamentos, construção civil e infraestrutura. Conjuntamente, o setor siderúrgico depende da situação cambial para ampliar as vendas externas, assim como dos preços do aço no mercado internacional que refletem no faturamento das empresas. O IABr , assim como as projeções da Lafis, acredita que em 2014, o setor poderá apresentar melhor desempenho, principalmente devido às perspectivas de um real mais depreciado em relação ao dólar, com a possibilidade de ampliação das vendas de aços planos nos mercado interno e externo, além de melhora da competitividade do setor.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Siderurgia, Máquinas e Equipamentos, Petróleo e Gás: Fabricante de aços especiais investe em unidade em Seropédica

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Siderurgia.asp


No último dia 27 de novembro, foi anunciado investimento da Forjaria Marcora do Brasil com o objetivo de fortalecer a cadeia da indústria de petróleo e gás do Estado do Rio de Janeiro. O investimento da Forjaria, focalizado na produção de aços especiais, foi de R$ 120 milhões na cidade de Seropédica (RJ) e deverá criar cerca de cem postos de trabalho.

A perspectiva da Forjaria é fornecer até 40 mil toneladas de aços especiais, por ano, voltados à produção de equipamentos de exploração em condições submarinas. O anúncio proporcionará uma grande oportunidade à cadeia da indústria de petróleo e gás no Rio de Janeiro, tendo em vista a alta demanda por aços especiais e a possibilidade de um elo estratégico entre as cadeias.

A previsão para início das operações da Forjaria é de julho de 2015. O projeto da obra é resultado de uma parceria entre as empresas italianas Forgiatura Marcora e Fomec, juntamente à brasileira Gaia Partners. A escolha da localização visando atender as demandas do setor de óleo e gás na região ressalta parceria da prefeitura de Seropédica com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, visando a atração de investimentos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Siderurgia: Desligamento de auto forno da Votorantim


A Votorantim Siderurgia tem adotado medidas de contenção para se adaptar ao cenário de esfriamento de demanda de produtos siderúrgicos e preços em queda no Brasil e no exterior. Assim, foi anunciado o desligamento de um dos dois fornos elétricos da usina de Barra Mansa (RJ), enquanto o da usina de Resende está operando com 80% da capacidade. A companhia neste ano já havia passado por arrefecimento de exportações por falta de preços competitivos com os do mercado internacional.

A companhia está operando em 2011 no Brasil com capacidade total entre 60% a 65% (2,6 milhões de toneladas) enquanto na Argentina conta com 75% da capacidade e na Colômbia a 85%.

A siderurgia brasileira perdeu competitividade desde 2010, pois apresentou aumento de custos dada a valorização do Real, que tornou o aço da América do Sul mais caro quando comparado ao asiático. O parque siderúrgico brasileiro está trabalhando com uma ociosidade média de 40% e no momento se torna necessária algumas medidas contracionistas para recuperar sua competitividade no mercado internacional.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Siderurgia: Vallourec-Sumitomo inaugura megacomplexo siderúrgico


A francesa Vallourec, através da sua joint venture com a Sumitomo do Japão, inaugura na cidade de Jaceaba, Minas Gerais, um complexo siderúrgico de grande porte que vai produzir tubos para o mercado de exportação principalmente para a África (Gana, Moçambique e Tanzânia) e Oriente Médio. Os investimentos da usina da VSB são de R$ 5 bilhões e com previsão de produção de 1 milhão de toneladas de aço bruto anualmente, dais quais 600 mil toneladas na forma de tubos sem costura. As peças a serem produzidas serão utilizadas para os setores de petróleo e gás.

O Brasil foi escolhido dada a disponibilidade de recursos naturais, a situação econômica atual favorecem a produção local. Quanto à escolha do município de Jeceaba deveu-se à proximidade com a mina de ferro, logística favorável e disponibilidade de água e energia elétrica para tal produção. A empresa está apostando em um cenário positivo no longo prazo, mesmo que haja instabilidade provocada pela economia européia e norte-americana. Também a expansão da demanda de setores como petróleo e automotivo contribuem para alimentar expectativas positivas no setor.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Siderurgia: Açotubo anuncia filial em Caxias do Sul


A Açotubo inaugurou uma nova filial em Caxias do Sul (RS) com o intuito de atender ao mercado de produtos siderúrgicos que fornece produtos aos setores automobilístico, construção civil e de máquinas agrícolas na região - um dos maiores pólos metal-mecânico do país.

Esta nova unidade conta com máquinas de corte, e equipe de vendas especializada. A empresa também apresenta produtos e serviços, como: eixos para moenda de cana usinados e tratados, barras de aços laminados, trefilados e forjados, perfis estruturais, tubos de aços carbono, de termogeração, calandrados e mecânicos, na linha de aço inoxidável tubos, chapas, blank, bobinas e fitas.

A empresa disponibiliza um novo portal, com serviços personalizados online que permite esclarecimentos e suporte permitindo um atendimento diferenciado, aproximando o cliente da empresa sendo esta uma das formas que a empresa encontrou para elevar sua competitividade em relação aos produtos estrangeiros.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Siderurgia: Gerdau investe R$ 10,8 bilhões


A Gerdau pretende investir cerca de R$ 10,8 bilhões até 2015. A principal estratégia de produção da empresa é utilizar sucata cativa, que representa 80% da demanda de aço no Brasil, isto é, evitando a compra de minério de ferro cujo preço sofre oscilações – a empresa almeja a auto-suficiência neste minério até 2012, resultando em uma menor dependência de terceiros.

O investimento se destina ao mercado interno e condiz com a expectativa de expansão de demanda proveniente de eventos esportivos futuros, pré-sal e compra chinesa crescente de aço.