segunda-feira, 20 de junho de 2016
Energia Geração e Energia Trasmissão e Distribuição: Eletrobras e Fragilidade Financeira: a venda de ativos como solução mais uma vez
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Energia Geração/Energia Transmissão e Distribuição: Risco e Oportunidade da Dependência da Matriz Hídrelétrica
O Brasil se caracteriza como o país que possui umas das matrizes de geração de energia elétrica mais limpas do mundo. Isso porque grande parte de sua geração provém da matriz hidrelétrica, participando com mais de 75% da geração no país em média, tendo em vista a grande abundância de rios no país. Destaca-se a Usina Binacional de Itaipu. Tendo em vista que essa matriz caracteriza se como uma das mais “limpas” do mundo, até aqui, ótima notícia.
O problema é que o funcionamento dessas usinas e todo o processo de geração de energia que atende as demandas de indústrias, agricultura e residências depende do nível de água, que depende do volume de chuvas. Sendo assim, devido a uma forte estiagem no ano de 2014, essa matriz se vê comprometida. E, assim, no curto prazo, também todo o sistema elétrico nacional, que nesse ano teve que optar pela utilização de matrizes mais caras de geração, como as termelétricas à gás, com falhas de atendimento em diversas regiões, como no Sudeste, por exemplo.
Assim,
o ano de 2014 torna evidente a importância e a necessidade de maiores
investimentos em outras fontes energéticas, com o objetivo de estruturar uma
matriz energética intermodal no Brasil. E aí estão as oportunidades do setor de
energia. Não é de hoje que se ampliam investimentos em projetos de geração
solar e eólica no Nordeste do país, por exemplo. Mas no momento atual, não só
essas mas também novas matrizes como a de biomassa devem ser estudadas e
viabilizadas, pensando na ampliação da oferta de energia no país, em um contexto
de ampliação da demanda.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Energia Geração e Energia Transmissão e Distribuição: Ministério de Minas e Energia anuncia aumento de capacidade para 2014.
Após apresentar um balanço positivo do setor, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão anunciou planos de ampliação da geração e transmissão de energia no país. Em 2013 foram agregados mais de 6 mil megawatts de energia ao parque gerador brasileiro e instalados 10 mil quilômetros de linhas de transmissão. A ampliação de 2013 foi voltada a atender novas demandas referentes ao programa Luz para Todos, principalmente em regiões interiores no Sudeste e novos pontos no Norte e Nordeste. Para essas regiões, o ministro anunciou perspectivas de inclusão de 265 mil residências no Programa.
Além disto, em 2013, o governo realizou sete leilões de Energia que permitiram a contratação de 177 novas usinas para a implantação nos próximos anos, respondendo pela geração de mais de 7 mil MW. Para 2014, o ministro anunciou que serão realizados sete leilões para geração de energia e cinco para transmissão. A previsão é de acréscimo de mais 6 mil megawatts (MW) de capacidade instalada em novas usinas de energia elétrica e a construção de cerca de 6,8 mil quilômetros de linhas de transmissão em 2014. O objetivo além de atender as novas demandas do programa Luz para Todos, é principalmente reforçar o sistema energético para a indústria, além da demanda dos jogos a serem realizados no país.
O planejamento para ampliação da capacidade geradora do país poderá beneficiar os grandes setores demandantes: indústrias, residências, comércio e agricultura. A questão energética constitui um dos grandes gargalos da economia brasileira, atrapalhando o aumento de competitividade de diversas empresas, que perdem mercado nos últimos anos, frente os altos custos principalmente com infraestrutura de energia e transportes.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Energia Geração e Energia Transmissão e Distribuição: Hidrelétrica em Rondônia investe em ampliação
Com investimentos estimados em R$ 1,5 bilhão, a operação objetiva aumentar a capacidade da usina de 3.150 para 3.569 megawatts (MW) através da instalação de seis novas turbinas. Tal acréscimo será suficiente para fornecer eletricidade a cerca de três milhões de pessoas. A ampliação de Santo Antônio gera um ganho de capacidade equivalente a toda hidrelétrica de Sinop (no rio Teles Pires, que possui potência instalada de 400 MW).
A aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de dois pedidos da concessionária foi o impulso necessário ao anúncio de investimento e ampliação da usina. Foram eles: o desconto na tarifa de transmissão para escoar a energia adicional de Santo Antônio e o prolongamento do cronograma das obras. Assim, segundo anúncio, as turbinas entrarão em operação comercial gradualmente, entre novembro de 2015 e novembro de 2016.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Energia Distribuição: Reajuste tarifário anual da Eletropaulo
O reajuste entrou em vigor dia 4 de julho de 2012 para 6,3 milhões de clientes da capital de São Paulo e 23 municípios do Estado e que varia de acordo com as classes consumidoras.
Para a classe de baixa tensão, isto é residencial e comercial, o reajuste será -1,45% e para os de alta tensão, as indústrias e grandes estabelecimentos será de -3,71%. O efeito retroativo causado pelo atraso na aprovação da revisão tarifária provocará impacto sobre as contas dos consumidores a partir do próximo ano.
A Eletropaulo poderá manter novos reajustes de tarifa para baixo caso se mantenha a expectativa de baixa nos índices de inflação e do desempenho do "Fator X".
terça-feira, 8 de maio de 2012
Energia Distribuição: Investimesntos da Light em qualidade
Embora seja a quinta maior distribuidora de energia do país, a companhia alcançou a terceira pior posição no ranking de qualidade do serviço, divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em que é utilizado o índice de desempenho global de continuidade (DGC). Dado o insatisfatório resultado do ranking, a empresa denotou preocupação, anunciando os investimentos para melhor atender os seus clientes e desempenhar com mais qualidade suas atividades.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Energia geração, transmissão e distribuição: Investimento brasileiro contra apagões na Copa
Uma mobilização da União, governos estaduais e concessionárias do setor elétrico identificou a necessidade de investimentos no valor de R$ 4,7 bilhões (em torno de R$ 3,4 bilhões virão de distribuidoras e o restante através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)) em 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 para evitar blecautes durante a Copa, a ser sediada no Brasil. De acordo com normas de segurança, foram apontadas necessidades de obras principalmente em quatro capitais: São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Curitiba.
Além do diagnóstico crítico de obras e da possibilidade de interrupção no fornecimento de energia, recomenda-se a agilização dos processos de outorga de concessão das linhas de transmissão, a possibilidade de antecipação das revisões tarifárias de distribuidoras pela Aneel e a manutenção de estoques de combustível para uso emergencial na geração térmica durante o evento.
Os estádios e centros de imprensa serão atendidos também por geradores próprios e especiais; as companhias distribuidoras e transmissoras promoverão campanhas contra queimadas nas faixas de passagem dos linhões, especialmente no período da Copa do Mundo, há o intuito de troca de todos os equipamentos de distribuição que já estejam em uso há um longo período e a implantação de "eletroanéis" em Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá e São Paulo.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Energia – Transmissão e Distribuição: Cemig compra participação na Renova
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), por meio da distribuidora Light, aprovou a parceria com a Renova Energia em torno de R$ 400 milhões. Com isto, a Light passará a deter 26% do capital total e 50% do bloco de controle da Renova, reforçando a iniciativa da distribuidora de retomar projetos de produção de energia e atendimento ao mercado livre. O intuito é atender os clientes das comercializadoras do grupo.
Os projetos da Light seguem linha dos empreendimentos da Renova, focados em Energia limpa e com a parceria, a empresa acelera os planos de crescimento, indo de acordo com os movimentos de fusões e aquisições no setor elétrico vistos nos últimos meses.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Energia Distribuição: Fusões e aquisições em distribuição de energia
O processo se dá pela troca de ações entre a Neoenergia e a CPFL (que consolidará a operação). Na Neoenergia, a Previ tem 49% de todo o capital, fora 12% do Banco do Brasil de Investimentos. Na CPFL, o fundo de pensão dos funcionários do banco tem 31% do capital votante. Previ e BB aceitaram ser sócios capitalistas da nova empresa. A união destas empresas é a primeira fase e a segunda é o financiamento do BNDES para a nova companhia na compra de outra distribuidora.
As fusões e aquisições entre as distribuidoras devem permanecer até o segundo trimestre, quando deve ocorrer a nova revisão tarifária pela Aneel, que vai impor um aumento dos repasses de seus ganhos de eficiência às tarifas, reduzindo o preço final de energia. Dessa forma, as empresas buscam lucros maiores por meio de fusões ou aquisições e, com maior volume de receita, é possível garantir retornos melhores aos acionistas.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Energia Elétrica: Leilão Belo Monte
Surpreendentemente, o consórcio Norte Energia, formado por Chesf (49,98%), Queiroz Galvão (10,02%), Galvão Engenharia (3,75%), Mendes Júnior (3.75%), J. Malucelli (9,98%), Serveng (3,75%), Cetenco (5%), Contern (3,75%) e Gaia Energia (10,02%), arrematou a concessão da usina ao oferecer uma tarifa de R$77,97 por MWh para o mercado cativo cujo preço inicial era de R$83/MWh. Do lado "favorito" Belo Monte Energia, constituído por Furnas (24,5%), Eletrosul (24,5%), Andrade Gutierrez (12,25%), Vale (12,25%), Neoenergia (12,25%) e Companhia Brasileira de Alumínio (12,25%). O consórcio estabeleceu 70% da energia para o mercado cativo, 20% para o mercado livre e 10% para autoprodução (que se unirá à alguma empresa para destinar essa porcentagem da energia, já que os integrantes do consórcio não se enquadram nesta categoria). A Eletronorte, subsidiária da Eletrobras, fará parte do consórcio vencedor.
Há pareceres conflitantes em relação à construção de Belo Monte. Algumas organizações afirmam que não é definido com exatidão seu projeto, deixando lacunas na geração de empregos, educação, na agricultura e atração de indústrias. Por outro lado, há aqueles que acreditam que o empreendimento é a única maneira de atrair investimentos para uma região carente como a que se trata.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Energia: Cemig anuncia a compra de 13,03% do capital total da distribuidora Light
Inicialmente, a Light era controlada igualitariamente pela Cemig, Luce, Andrade Gutierrez e Equatorial. A Cemig manterá os seus 13%, assim como a Luce, e comprará a fatia dos outros dois sócios restantes. O capital da Light será dividido pelo BNDES e pela flutuação livre no mercado. A nova estrutura permitirá que a Light continue sendo uma empresa privada, embora tenha uma estatal como maior acionista do bloco de controle.
O objetivo da Cemig (segunda maior distribuidora de energia do País), é elevar sua participação também em geração e transmissão de energia. Com o aumento da participação acionária na Light, a Cemig pretende usar a concessionária para se expandir no setor de distribuição. O aumento na participação da Cemig na Light segue a estratégia de aumentar sua parcela em todos os segmentos do mercado brasileiro de energia elétrica, buscando permanentemente um retorno compatível com cada atividade.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Energia: O colapso energético
Na semana de 9 a 13 de novembro, presenciamos problemas do sistema energético nacional que talvez não fossem de conhecimento do país. As cinco linhas de transmissão que transportam a energia de Itaipu deixaram de funcionar, gerando prejuízos em setores siderúrgicos, petroquímico, papel e celulose que não possuem geração própria de energia. A causa porém, ainda é questionada e debatida.O Sistema integrado Nacional (SIN) é um sistema de geração e transmissão de energia elétrica de grande porte que abrange as regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste, Nordeste e parte da região Norte. São 176 mil km de linhas de transmissão e 14 mil MW gerados pela usina de Itaipu (responsável por 25% de energia do país).A Eletrobrás por sua vez, é uma empresa controlada pelo governo que detém metade do capital da Itaipu. Nos últimos nove anos, os investimentos da Eletrobrás ficaram abaixo de 0,5% do PIB optando por redução de tarifas em detrimento da segurança na transmissão energética, que demandaria um aumento no valor cobrado pelo consumo energético.
No setor, detecta-se a ausência de investimento (como inovações tecnológicas e promoção do uso da cana de açúcar e álcool como fontes de energia), fragilidade na gestão e desproteção contra hackers. A Lafis acredita que o ocorrido traz repercussão interna e internacional, quanto à necessidade de que o crescimento econômico seja atrelado à sustentabilidade.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Energia Distribuição: Interligação pode dar margem para o setor ganhar eficiência
A estabilidade do setor é observada ao se analisar o comportamento das ações das elétricas na bolsa de valores através do índice Bovespa. Houve uma revisão para baixo das projeções de demanda por energia no país, ordem de 0,6% no consumo de energia em 2009. A melhora do setor poderá ocorrer em ritmo mais lento do que o previsto e com menor participação de empresas eletrointensivas voltadas à exportação.
Os impactos da crise provocaram uma queda de 10,8% no consumo industrial entre janeiro e agosto. Para os anos seguintes, a estimativa é que o consumo cresça em taxas anuais entre 6,75%, em 2010, e 4,83%, em 2013. Já o consumo residencial e comercial, mantém um bom desempenho, mesmo neste ano. O consumo de energia foi de 5% superior e deve manter bom ritmo de crescimento nos próximos anos. Importante ressaltar que a queda no consumo de energia elimina risco de apagão e garante maior margem para que o governo escolha projetos de geração mais limpos e baratos.
