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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Chocolates e Balas: Queda na safra de cacau pode elevar o preço do chocolate no País



A quebra da safra de cacau na Bahia devido a seca histórica pela qual passou o Estado no último ano compromete a oferta de cacau no Brasil. A queda na oferta e a elevação do preço do principal insumo dos chocolates já preocupa as grandes e pequenas fabricantes do setor.

Desde abril, o início da safra 2016/17 do cacau, o volume de que os produtores baianos entregaram às indústrias processadoras foi o menor desde a temporada 1973/74. De acordo com o levantamento da TH Consultoria, no acumulado desta safra até 10/07, o volume entregue pelos produtores para a indústria que processa o produto foi de 17,4 milhões de toneladas, bem abaixo dos 51,5 milhões que havia sido entregue no mesmo período da safra anterior.

Assim, as fabricantes de chocolates já começaram a se mobilizar para garantir o cacau da produção nos próximos meses. O volume de grãos de cacau importado de Gana, Indonésia e Costa do Marfim deverá crescer nos próximos meses, todavia tendo em vista o atual patamar do câmbio, o preço dos chocolates no País poderão amargar um aumento. 

Todavia, a atual conjuntura econômica, que já refletiu na redução do consumo de chocolates, pela queda do rendimento das famílias brasileiras e elevação do desemprego no País, não constitui um bom momento para absorção da elevação de preços pelo consumidor, assim a elevação de custos do produção poderá impactar as margens de lucro e o faturamento do setor.

Analista Responsável pelo Setor: Laís Soares

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Chocolates e Balas: Apesar da desaceleração econômica , mercado interno mantém seu potencial de crescimento para o setor de chocolates no País no longo prazo


No acumulado do ano de 2015, de janeiro a julho as exportações de chocolates e balas no País sofreu uma retração em volume de aproximadamente, 19% e 12%, respectivamente. Por outro lado, as importações de chocolates cresceram 22%, o que demonstra que apesar da desaceleração econômica, o consumo de chocolates premium no País se manteve em alta.

A forte desvalorização do real aumenta a competitividade do produto nacional no mercado externo, contudo, o setor não conseguiu aproveitar essa oportunidade. De acordo com a Abicab, associação responsável pelo setor, as exportações brasileiras de chocolate sofrem com as dificuldades de negociações com os países vizinhos, como Argentina e Venezuela, e também pela queda na demanda de alguns países africanos.

Nesta primeira semana de setembro, a Lindt – fabricante suiça de chocolates especiais – anunciou busca por novas aquisições no mercado brasileiro, pois a desvalorização do real, torna as aquisições atrativas. No ano passado, a empresa formou uma joint venture com o grupo CRM, fabricante local de chocolates nobres, na tentativa de fortalecer a marca Lindt no Brasil. A companhia afirmou que considera o mercado brasileiro estratégico para expansão da marca, devido a sua importância e representatividade no mercado mundial de chocolates.

As perspectivas da Lafis para o faturamento do setor em 2015, apesar das projeções de queda na produção, são de crescimento de 3%. Para o próximo biênio, as estimativas são de 5,8% e 9,2%, respectivamente.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Chocolates e Balas: Arcor investe R$ 75 milhões no segmento de chocolates



A Arcor realizou um investimento de R$ 50 milhões em sua fábrica de chocolates localizada em Bragança Paulista, para expansão da sua capacidade de produção. A empresa ainda prevê mais R$ 25 milhões de investimentos em marketing na área de chocolates até o final deste ano.

O segmento vêm ganhando espaço no portfólio da empresa, dado o potencial de  crescimento do setor de chocolates, em relação a tendência de queda do consumo de balas. A divisão de chocolates já responde por 25% das vendas da fabricante.Tais ações fazem parte do plano de investimentos da empresa de aumentar o faturamento até 2016, através das inovações, incorporando as mudanças de hábitos dos consumidores.

De acordo com as últimas pesquisas do mercado, o Brasil destacou se com o aumento do consumo per capita nos últimos anos, e ainda segue com um elevado potencial de consumo, principalmente no novo mercado gourmet.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Chocolates e Balas: Arcor anuncia investimento estratégico no país


Com o objetivo de aumentar seu market-share no setor de chocolates, a Arcor investirá R$ 100 milhões no Brasil em 2012. Além de investir em ações de marketing, a multinacional Argentina irá aumentar a produtividade de suas fábricas em Bragança Paulista e Rio das Pedras, ambas no estado de São Paulo. Desta maneira, a empresa visa tirar proveito das boas perspectivas para o segmento nos próximos anos.

Segundo a companhia, 40% de suas receitas de vendas são provenientes de balas, pirulitos e chicletes, segmentos que geralmente estão associadas a produtos de menor valor agregado. Portanto, a iniciativa de reestruturar seu portfólio no intuito de depender menos deste segmento é bastante compreensível. Pois, segundo estimativas da Lafis, o faturamento do segmento de chocolates deve apresentar significativa alta 8,6% e 7,3% em 2012 e 2013, respectivamente.

Dentro do valor anunciado, a Arcor investirá também R$ 25 milhões em ações de marketing voltadas à sua linha de chocolate. Os investimentos da multinacional Argentina, que possui cinco plantas no país e emprega 4 mil pessoas, possuem um caráter arrojado, pois a mesma visa aumentar em 13% o seu faturamento no país neste ano, rumo à marca de R$ 1,8 bilhão.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Chocolates e Balas: Ovomaltine investe no Brasil

O grupo britânico Associated British Foods (ABF), que possui a marca do achocolatado Ovomaltine, anunciou investimentos no Brasil.

Ao todo serão R$ 40 milhões de reais, o maior valor do grupo desde que a empresa passou a se estruturar em São Paulo, em 2007. O objetivo do investimento é tornar o Brasil o terceiro maior mercado da marca, seguido de Suíça e Tailândia. Por conta disso, a Ovomaltine fará propagandas e investimentos em novas categorias, como o achocolatado pronto para beber.

Tradicionalmente, o grupo ABF não costuma investir em publicidade no Brasil, mas depois de 17 anos da Ovomaltine no país, foi tomada esta decisão. Além disso, a empresa ampliará suas vendas por meio de aumento dos canais de distribuição e parcerias, feitas com possíveis marcas consagradas, como a Bauducco, a Danone e a Hershey´s.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Chocolate e Balas: Investimento da Kraft Foods no Brasil

A Kraft Foods investirá cerca de US$ 120 milhões no país. A notícia foi anunciada pouco antes da inauguração da fábrica em Pernambuco, em Vitória do Santo Antão, que contou com mais U$ 80 milhões em recursos. Essa unidade aumentará a produção de chocolates e refrescos em pó, sendo futuramente ampliada em 2012 para produzir biscoitos

Trata-se do maior investimento já feito pela empresa no país, que já somam R$ 200 milhões em 2011. Após a compra da Cadbury a empresa fatura no Brasil cerca de R$ 3 bilhões, aumento de 36,4% em relação a 2008.

Com esta inauguração, a Kraft será representada por 6 fábricas, sendo 3 na região de Curitiba (chocolate, queijo e produtos em pó), uma na região de Piracicaba (biscoitos) e outra em Bauru, que pertencia a Cadbury.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Chocolates e Balas / Massas e Biscoitos:Kraft Foods amplia capacidade produtiva no país

A Kraft Foods, que recentemente fechou uma transação milionária com a compra da Cadbury, sinalizou a necessidade de ampliar a capacidade produtiva de todas as suas fábricas no país, uma vez que todos os segmentos em que atua (chocolates, biscoitos, gomas e balas, entre outros) apresentam considerável crescimento no país.
A empresa acaba de investir cerca de R$ 10 milhões para ampliar sua participação no segmento de biscoitos saudáveis onde o Brasil será a plataforma para o desenvolvimento da linha de biscoitos com cereais. A presença da Kraft no segmento de biscoitos é notada através das marcas Club Social, Trakinas, Nabisco, entre outras. A decisão de investir na linha de biscoitos funcionais no Brasil pode ter sido influenciada, em grande parte, pela tendência à sofisticação dos hábitos de consumo dos brasileiros, o que sinaliza forte potencial de mercado nestes nichos específicos de maior valor agregado. Inicialmente essa nova linha de produtos será comercializada na região Sul, devido a características diferenciadas desse mercado consumidor.
Nas regiões Norte e Nordeste, a prioridade declarada é a nova unidade fabril em Vitória de Santo Antão (PE), em construção e orçada em R$ 100 milhões com previsão de início das operações para o primeiro semestre de 2011. Essa unidade responderá pela produção de sucos em pó e chocolates visando atender aos consumidores dessas regiões, onde o consumo cresce a taxas aceleradas.

Chocolates e Balas: Harald expande para atender maior demanda por chocolate

A Harald, fornecedora de chocolates e coberturas para grandes empresas dos segmentos de chocolate artesanal/profissional, food services (panificação e confeitaria) e industrial, dentre elas a Bauducco, Kibon e Mc Donald’s, prevê faturamento de R$ 440 milhões em 2010 e crescimento de 20% em 2011 em virtude da maior procura por parte de seus clientes que, por sua vez, possuem demanda fortemente atrelada a ganhos no poder de compra da população posto que atuam diretamente no varejo.
Visando acompanhar o crescimento desse mercado, a Harald está concluindo investimento de R$ 50 milhões realizado nos últimos 5 anos na construção de uma fábrica em Santana de Parnaíba (SP). Para o próximo ano, pretende obter financiamento para a aquisição de outra empresa do setor com objetivo explícito de aumentar a sua produção de 66 mil toneladas por ano para 100 mil toneladas em 2012. A maior fabricante nacional de chocolates industriais almeja obter ganhos de market share no seu nicho de atuação, onde disputa participação com a Cargill Chocolates, entre outras. Segundo a imprensa, a companhia detém cerca de 27% do mercado de chocolates industriais e 65% do de coberturas. No entanto, a corporação afirma não ser estratégico expandir a sua atuação para o segmento varejista, uma vez que passaria a concorrer com alguns dos seus clientes.
A empresa também atua no mercado externo, que responde por cerca de 6% do seu faturamento e pretende aumentar essa proporção para 12%. A ampliação das suas receitas de exportações poderá ser alcançada através do direcionamento para mercados emergentes, onde o consumo é mais dinâmico do que em mercados maduros. A demanda per capita por chocolates na Europa e Estados Unidos não deve crescer expressivamente nos próximos anos, uma vez que tais mercados já estão saturados, com alto consumo per capita de chocolate. Países emergentes, como Brasil e China, por outro lado, possuem baixos níveis de consumo per capita do produto e amplo contingente populacional, o que favorece a uma tendência crescente do consumo de chocolates e derivados nesses países.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Laticínios / Chocolates e Balas / Refrigerantes e Água Mineral: Nestlé prevê investimentos de até R$ 500 mi para 2011

Uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo, a Nestlé está "de olho" no crescimento do mercado brasileiro. Nesse sentido, a corporação direciona investimentos para a ampliação da sua capacidade produtiva no país, aplicando recursos em ampliações e construções de fábricas, tecnologia e inovações a fim de atender ao crescente mercado interno. Em 2010, os investimentos devem ficar em torno de R$ 800 milhões, segundo o presidente da empresa no Brasil, Ivan Zurita. A previsão de investimentos para 2011 está entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões, no âmbito do seu objetivo de dobrar o faturamento no Brasil entre 2009 e 2012.
No primeiro semestre de 2010, a subsidiária brasileira da Nestlé faturou R$ 4,5 bilhões, valor 11,5% superior ao observado no mesmo período de 2009. Segundo Zurita, atualmente o país é onde a corporação mais cresce em sua presença no mundo. Esses resultados evidenciam a percepção da existência de forte potencial de crescimento do mercado brasileiro pelas grandes empresas, inclusive as atuantes no segmento de bens de consumo.
O setor de alimentos e bebidas tem apresentado tendência crescente, influenciada pelo comportamento benéfico da demanda interna. Esse cenário favorável à realização de investimentos é delineado pelas perspectivas favoráveis quanto ao panorama macroeconômico, que concilia crescimento econômico e controle inflacionário; com boas perspectivas quanto ao mercado de trabalho e, conseqüentemente, ganhos no poder de compra da população.