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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Mineração Geral: Preço do minério de ferro anima o setor em 2017


O setor de minério de ferro foi um dos que mais sofreram no segmento de extrativa mineral tendo em vista a forte mudança no crescimento chinês, que passou a ser mais ligado ao setor de serviços em detrimento da indústria.  Porém, com a maciça redução na oferta do minério ao longo de 15/16 e com as especulações de um novo plano de reforma da infraestrutura nos EUA, o preço do minério valorizou consideravelmente até janeiro de 2017. 

Hoje o preço, no porto de Qingdao na China, atingiu a marca de US$ 83,65, crescimento de 100% em comparação ao mesmo período em 2016. Com esses níveis de preço e com a expectativa do plano de reforma de infraestrutura nos EUA, que deverá reduzir a participação das empresas do setor de mineração norte-americanas no comércio internacional, o setor deverá voltar a apresentar boas taxas de crescimento na produção e faturamento. 

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Mineração: Trump deve aquecer mercado de mineração no planeta


Com a eleição de Donald Trump nos EUA é esperado que diversos setores devam sofrer impactos recessivos, como biocombustíveis e energia limpa, já que o presidente eleito tem um viés menos ambientalista que o presidente atual, Barack Obama. No entanto, um setor em especial está comemorando a eleição do novo presidente: a mineração. 

Trump pretende para estimular a economia implementar um ambicioso plano de reforma e expansão da infraestrutura do gigante Norte-Americano. Estão previstas não somente reformas de estradas e ruas, mas também construção de pontes, impulso ao mercado ferroviário e portos. É esperado um grande aumento nos preços de preços de commodities metálicas, em especial o minério de ferro.

Assim, apesar dos temores com relação a eleição de Donald Trump, o setor de mineração deverá ser um dos maiores beneficiários da eleição do mesmo, inclusive no mercado brasileiro, que sofre com os baixos preços da commodity no mercado internacional.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Mineração Geral: Queda no crescimento de emergentes pode não ser tão catastrófico


A primeira década dos anos 2000 foi extremamente vantajosa para diversos setores da economia brasileira, em especial os setores exportadores de commodities, dado o boom nos preços e demanda pelas mesmas. No caso da mineração, o forte crescimento da demanda chinesa no período foi a principal mola propulsora de crescimento do setor. No entanto, com as mudanças estruturais na economia do gigante asiático, a demanda, na segunda década dos anos 2000, se situa bem abaixo do observado na década anterior, o que vem causando prejuízos ao setor. Apesar disso, diversas empresas do setor acreditam que a situação deve melhorar nos próximos anos.

Os investimentos realizados nos últimos anos pelo setor já levavam em consideração estas mudanças observadas na economia chinesa, especialmente devido ao forte crescimento do setor de serviços na economia asiática, por isso os mesmos foram realizados observando o futuro de outras economias, em especial a Índia e a própria economia brasileira. A Índia, na visão e projeção do FMI, deve ser a nova líder em termos de crescimento econômico dos grandes países emergentes, inclusive demandando grandes investimentos de infraestrutura, o que deverá mitigar os impactos da queda na demanda chinesa para o Brasil. Após a recuperação da economia brasileira a mesma ainda necessitará de um grande investimento na área de infraestrutura, o que impulsionará a produção de mineração também, especialmente o minério de ferro.

Assim, apesar do grande problema com a queda na demanda chinesa, nos próximos anos a situação não deverá ser tão ruim quanto é imaginado por diversos analistas, tendo em vistas as alternativas que o setor encontra para mitigar essa queda na demanda do gigante asiático.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino

segunda-feira, 7 de março de 2016

Alumínio / Mineração - Para além da conjuntura internacional: Os desafios da competitividade da mineração nacional ante uma debilidade infraestrutural


Desde meados de 2012 e com maior relevância a partir de 2014, o setor mineral em boa parte do mundo vem apresentando dificuldades no que se refere a uma diminuição internacional de algumas commodities metálicas, como verificamos nos casos da bauxita, do alumínio ou do minério de ferro, por exemplo. Por um lado, uma queda no ritmo da demanda por aço por segmentos de construção civil e infraestrutura em países desenvolvidos (alguns em reestruturação econômica após a crise financeira internacional em 2008), e na China em acelerado crescimento a partir dos anos 2000, afetaria empresas do setor de mineração em todo o mundo. Lembramos aqui, que o ritmo de urbanização de um país é uma importante variável de avaliação de perspectivas tanto para o setor de mineração, quanto de aço. De outro, e relacionado, verificou-se uma retração de cotações minerais em todo o mundo, afetando igualmente receitas de importantes empresas. E não foi diferente no Brasil.

Adicionalmente, com um olhar ao cenário nacional, é possível mais recentemente relacionar dificuldades ao setor de mineração (além da redução da demanda interna ou internacional) à questão infraestrutural. Lembrando, por exemplo, que o processo produtivo da indústria do alumínio é eletrointensivo, em tempos de aumento do preço da energia no Brasil implicam um importante desafio à segmentos ligados ao setor mineral. E ainda que sabemos que a elevação do custo energético tenha ocorrido em decorrência da necessidade de novas matrizes geradoras com a falta de chuvas, não esqueçamos que o alto custo da energia no país sempre foi um problema  infraestrutural para diversas indústrias no país.

Mais importante, a debilidade de uma infraestrutura intermodal de transportes, de forma conectada e ampla no país imprime dificuldades cada vez maiores à competitividade do setor de mineração no país. Esta questão não se refere a um problema recente tendo em vista que um planejamento nacional de infraestrutura integrada foi abandonado, na prática, desde finais da década de 1970. Recentemente, por exemplo, é a China que entra com alguns investimentos infraestruturais em áreas de importante produção mineral no País, como no Estado do Pará. Mas o que se tem que levar em conta, é que a infraestrutura tanto de energia quanto de transportes deve ser pensada como prioridade estratégica, econômica e política em âmbito nacional. Assim, a integração de áreas portuárias com sistemas logísticos eficientes de armazenamento à hidrovias, rodovias e/ou ferrovias devem pautar qualquer debate para setores industriais, como os ligados à mineração, de modo à enfrentar os desafios recentes da economia mundial.

Analista Responsável: Thaís Virga Passos

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Mineração, Siderurgia e Máquinas e Equipamentos : “Conjuntura e Perspectivas do Minério de Ferro”



O mercado global de minério de ferro vem atravessando queda do preço dessa commodity  desde o final de 2013, com maior aceleração a partir de abril de 2014, quando atingira US$ 114,58/tonelada métrica (ton). A partir de então o preço internacional só despenca chegando ao final do mês de setembro a US$ 82,21/ton. Assim, o que podemos destacar, é que existe uma falta de equilíbrio entre a oferta e a demanda desse minério no cenário internacional.

Um overview do movimento recente, relaciona-se à alta estocagem do insumo na China, à desaceleração econômica de grandes demandantes (tanto nos países desenvolvidos – União Europeia, EUA; quanto em desenvolvimento  - América Latina e alguns países da Ásia). Outro fator importante anunciado recentemente, é que também BHP e Rio Tinto estão desenvolvendo grandes projetos de minério, com preços altamente competitivos. A Vale também anunciou em outubro um recorde de produção de minério de ferro no terceiro trimestre do ano, com a extração de 85,7 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro de 2014.


Assim, a possibilidade de aumento de preço do minério de ferro no curto prazo torna-se ainda mais dificultada, devido ao anúncio recente de três grandes mineradoras globais (Vale, BHP Billiton e Rio Tinto), as quais propõem adicionar ao mercado uma capacidade significativa de minério de ferro, entre 2014 e 2016. Isso já vem impactando a queda no preço internacional, próximo a US$ 80,00/ton. Tais fatos poderão imprimir duas tendências: que companhias menores e defasadas acabem saindo do mercado e, no curto prazo, a cotação ainda não tenha perspectivas de alta.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Mineração e Alumínio: Melhores expectativas com a demanda chinesa

Em 2013, o menor crescimento da China, ainda que em altos patamares, preocuparam as empresas mineradoras brasileiras, tendo em vista a alta demanda daquele país pelas commodities minerais. A possibilidade de uma desaceleração na economia chinesa no último trimestre do ano, conjuntamente ao resultado do primeiro trimestre de 2014 ajudou a derrubar os preços de muitas commodities minerais.

Entretanto, mesmo com um ritmo de crescimento mais lento, o país continua a importar grandes quantidades de minérios, com destaque ao minério de ferro e ao cobre. Com as expectativas de uma estabilização de seu crescimento em torno de 7,0% para 2014, a economia chinesa ainda é forte para continuar demandando uma quantidade crescente de matérias-primas. Corrobora para isso a crescente urbanização do país, com grande parcela da população se deslocando para as cidades.

Algumas matérias-primas minerais, com destaque ao minério de ferro, cobre, níquel e alumínio, começaram no último mês a recuperar as perdas acumuladas desde 2013. Para ilustrar uma melhora das expectativas frente o crescimento da China, destaca-se que nos últimos 30 dias, a partir de 25 de março de 2014, os preços do cobre que subiram cerca de 5%. Na comparativa dos últimos 5 anos, os preços do minério de ferro ainda apresentaram maior valor, cerca de duas vezes superior. Apesar de uma retomada, convém ressaltar que provavelmente os preços das principais commodities minerais não deverão voltar a níveis recordes ainda este ano, todavia parecem melhorar as expectativas de ganhos das mineradoras brasileiras. Conjuntamente, as perspectivas de aumento do dólar, deverão alavancar as receitas de vendas do setor de mineração e alumínio do Brasil.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Alumínio e Mineração: Incertezas no Mercado de Alumínio no Brasil

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Aluminio.asp


O setor de alumínio, assim como o setor de mineração, em geral, iniciaram o ano de 2014 com certa instabilidade no tocante ao movimento de seus mercados no Brasil, o que dificultará as projeções de crescimento para o ano. O principal motivo que leva a esse cenário de incerteza é decorrente de um movimento anterior de grande oferta internacional de commodities minerais no mundo somado a uma desaceleração do crescimento econômico dos principais países consumidores, como a China, acarretando em uma oscilação desfavorável às cotações de alguns produtos a partir do quarto trimestre de 2013.

No tocante ao alumínio, no mercado internacional, de acordo com a cotação da Bolsa de Londres (LME), seu preço apresentou crescimento até 2008, atingindo o valor de US$ 3.071,24 por tonelada. Com a crise financeira internacional, houve uma queda de 51,5% no preço, quando o alumínio primário foi cotado em US$ 1.490,43. Nos últimos dois anos, os preços mantêm certa estabilidade, alcançando uma média entre 2012 e 2013 de US$ 1.960,60 por tonelada. A baixa cotação no comparativo histórico, aliado aos altos custos da indústria, eletrointensiva, e às condições desafiadoras do mercado global, acarretaram em cortes na produção de alumínio primário em todo o mundo, com destaque aos altos estoques chineses e a redução recente da capacidade instalada da Alcoa no Brasil, em São Luís (Alumar-MA) e em Poços de Caldas (MG).

Por outro lado, é possível vislumbrar alguma melhora para o mercado de metais não ferrosos, como é o caso do alumínio, e também zinco e chumbo, tendo em vista que a redução das operações no mundo poderão tornar o mercado mais apertado e favorecer os preços. Isso porque existe uma tendência de alta na demanda por esses produtos aos setores de construção civil e indústria de transformados, que a partir de uma menor produção mundial poderá tender a uma pressão de alta nas cotações. É importante ressaltar que a recuperação dos preços na LME ocorre de maneira lenta e gradual, já que primeiramente é esperada uma queda dos prêmios e os estoques atuais, no caso do alumínio somam 9 milhões de toneladas no mundo. Com esse panorama, o ano de 2014 chega em um movimento de incertezas frente ao cenário da mineração brasileira e mundial.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Mineração Geral: A queda do preço e dos embarques do minério de ferro


O Brasil presencia a queda nos embarques de minério de ferro - principal produto da pauta exportadora - pela primeira vez em dez anos e consequentemente a receita com as vendas desta commodity ao exterior acumula retração de 19% entre janeiro e maio de 2012 quando comparado ao igual período de 2011. O arrefecimento se dá principalmente pela instabilidade econômica na Europa (que era o principal comprador do minério brasileiro) e na economia da China (principal de destino do minério atual). Desta forma, o preço reflete a acomodação das compras pela China, que responde por 60% deste mercado.

Em abril, as importações de minério de ferro atingiram 57,7 milhões de toneladas (o menor nível em seis meses), com queda de 8% em relação a março do mesmo ano. Com os menores preços do aço, as siderúrgicas chinesas optam por estocar e compram mais minério de ferro produzido localmente. No entanto, a expectativa para o próximo semestre é de recuperação na demanda chinesa bem como, um efeito positivo na compra do minério por conta de alguns estímulos governamentais para que o consumo deste seja elevado como a redução do IPI dos veículos (demandante de aços planos) além do INCC aonde haverá a saída do impacto de reajustes de mão de obra em São Paulo (demandante de aços longos).

Vale ressaltar que no que se refere aos indicadores econômicos brasileiros, o minério de ferro é o principal responsável pela alta no IGP-M. Mesmo desacelerando de 1% para 0,63%, a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho ficou acima do esperado devido ao minério de ferro - item com maior peso no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) estar evitando recuo mais pronunciado dos preços no atacado. A depreciação cambial ainda está tendo efeito sobre os preços desta commodity, que deve continuar subindo até o fim do mês.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mineração: Vale vende Cadam


A Vale vendeu sua participação de 61,5% na Cadam para a KaMin, uma companhia de capital fechado norte americana no valor de US$ 30,1 milhões. A Cadam é uma produtora de caulim que possui mina a céu aberto no Estado do Amapá. Esta unidade é uma usina de beneficiamento e é composta por um porto privado. A mina e a usina são interligadas por um mineroduto de 5,8 quilômetros.

A venda da empresa para a norte americana traduz o direcionamento da produção da Vale, isto é, a transferência da produção de caulim (um agregado no setor de mineração) à outra companhia, para se ater mais a outros tipos de minério, como seu carro chefe - minério de ferro e terras raras - a nova ambição da empresa.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mineração Geral e Siderurgia: Vale Investirá nos Próximos Quatro Anos US$ 35 bilhões


O plano de investimento da Vale no ano passado era de US$ 48,5 bilhões até 2016. Em 2011, a mineradora aplicou US$ 13,5 bilhões deste total, sendo que para os próximos quatro anos, serão investidos US$ 35 bilhões.

Dentre os vinte maiores projetos previstos pela Vale, a Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), empreendimento da mineradora com as coreanas Dongkuk e Posco, no Ceará, receberá o valor aproximado de US$ 2,35 bilhões. Além disso, a mina de Serra Sul, que está fora desses projetos de investimentos, receberá um montante de US$ 19,5 bilhões, com a sua conclusão prevista para 2016.

Os investimentos tanto em mineração quanto em siderurgia suprem a demanda externa pelos produtos destes setores, aumentam a procura por mão de obra, que se torna ainda mais necessária e impulsionam o desenvolvimento regional onde se localizam estas unidades. De encontro a isto, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a Bahia receberá investimentos na ordem de US$ 6,7 bilhões 2015, o que corresponde, aproximadamente à 10% do total previsto pelo setor para todo o país no período em questão.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mineração Geral: Mineração no Rio Grande do Norte


A Casa Grande Mineração (CGM) inaugurou a fábrica matriz no município seridoense de Parelhas, em que 100 clientes serão abastecidos por meio de parcerias com a Armil Mineração, a Mil Minérios e a Mineração São João. Considerada a maior fábrica de feldspato do Brasil, a CGM ainda trabalhará com outros produtos e subprodutos. A produção será destinada às diversas indústrias, dentre elas, a de cerâmica, suplemento animal, construção civil e o setor agropecuário.

A fábrica irá gerar 110 empregos diretos e mais de 300 indiretos. O investimento total foi de R$ 15 milhões, com destaque para um moinho de oito metros de comprimento, de origem espanhola e alemã que terá a capacidade de produzir dez toneladas por hora (dependendo da substância e do tipo de granulometria).

A retomada do setor mineral na região é o resultado de uma série de fatores, dentre estes a vinda da Casa Grande Mineração, que garante a exportação de minério de ferro, a instalação e prospecção de outras empresas, bem como desempenho econômico da China (que não exporta mais minério de ferro) e da Europa (que utiliza o ouro como reserva durante a crise internacional) que estimulam a alta do preço dos minérios e a entrada de novos fornecedores nacionais.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Mineração Geral e Transporte Ferroviário: Vetria Mineração


A America Latina Logistica (ALL) e a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) juntamente com os acionistas da Vetorial Participações, anunciaram a criação da nova mineradora, denominada Vetria Mineração. O intuito para tal criação é a implantação de um sistema integrado mina-logística-porto, que contará com um aporte de R$ 7,6 bilhões e a ambição de que sejam produzidas até 27,5 milhões de toneladas de minério de ferro.

A participação acionária na Vetria será de 50,38% para ALL; 15,79% para TPI e 33,83% para os acionistas da Vetorial que contará com royalties de US$ 2,50 por tonelada de minério de ferro extraída da mina, com um limite de 500 milhões de toneladas.

A Vetria desempenhará a exploração, beneficiamento, transporte, comercialização e exportação de minério de ferro através de um porto privado que será construído em Santos (SP), sob responsabilidade da ALL, e uma mina própria localizada no Maciço de Urucum, na região de Corumbá (MS). A associação para a concretização da Vetria sinaliza a tendência à expansão de exploração minerária, aproveitamento do local estratégico e dos altos investimentos neste setor.

Quanto à parte de logística, para os próximos 30 anos, as 27,5 milhões de toneladas produzidas por ano, serão escoadas via ferrovia, além do escoamento da exportação que será feita por meio de um terminal portuário próprio, em Santos. Para isto, serão destinados cerca de R$ 2,2 bilhões para revitalização de quase 1.800 km da ferrovia, além de R$ 2,3 bilhões dispendidos para novas aquisições de material rodante - 5.600 vagões e 180 locomotivas, bem como na reposição de 3 milhões de unidades de dormentes de madeira por ferro. Está previsto também um aporte de R$ 2 bilhões para a construção de um terminal portuário em Santos, na qual terá capacidade estática de 1,3 milhão de toneladas de minério de ferro.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mineração Geral: Vale descobre terras raras na Amazônia


A mineradora Vale encontrou depósitos de minerais de terras raras na mina de cobre de Salobo, em Carajás (Pará). A mina apresenta qualidade similar à de depósitos na Austrália e sua prospecção se dá em busca de metais que serão utilizados na fabricação de microchips e para o refino de petróleo.

O interesse no desenvolvimento de projetos de terras raras se elevou desde maio, quando a China estabeleceu restrição às exportações destes minérios estratégicos por conta do já conhecido interesse mundial em sua obtenção dado as mais diversas aplicações que estas podem ter, principalmente na industria de equipamentos eletronicos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mineração Geral: Expansão da mina Serra Azul


A mineradora MMX iniciou o processo de expansão da Unidade Serra Azul, de minério de ferro, localizada em Minas Gerais. O contrato foi assinado no valor de R$ 255 milhões com a australiana WorleyParsons, que adquiriu operações no Brasil com a compra da CNEC e se responsabilizará pela contratação de construtoras e pela gerência do projeto. O projeto conta com a construção de uma planta de beneficiamento de minério de ferro, um terminal ferroviário e uma correia transportadora com dez quilômetros de extensão e se finalizará em 2014. Atualmente a MMX tem um contrato de venda de 50% do minério produzido em Serra Azul para a chinesa Wuhan Iron and Steel Corporation (Wisco) e de 15% da produção para a coreana SK Networks. Os aportes vãos ao encontro das expectativas de manutenção de uma demanda forte no mercado internacional por minério de ferro, sendo que os preços devem se manter elevados nos próximos cinco anosroduzido em Serra Azul para a chinesa Wuhan Iron and Steel Corporation (Wisco) e de 15% da produção para a coreana SK Networks. Os aportes vãos ao encontro das expectativas de manutenção de uma demanda forte no mercado internacional por minério de ferro, sendo que os preços devem se manter elevados nos próximos cinco anos.