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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Telecomunicações: Nova forma de cobrança no consumo de dados.



Operadoras de telefonia móvel preparam mudanças na cobrança de internet pelo celular. Após consumir toda a franquia de dados, usuário não terá mais a opção de continuar navegando com “velocidade reduzida” e terá que contratar pacote adicional. Sem alarde, as operadoras de telefonia móvel preparam mudanças na forma de cobrar internet pelo celular. Assim como já ocorre em diversos países da Europa e nos Estados Unidos, o usuário, após consumir toda a sua franquia de dados, não terá mais a opção de continuar navegando com a chamada “velocidade reduzida”. Ou seja, se quiser trafegar terá que contratar um pacote adicional, adquirindo mais megabytes (MB). A novidade, que tende a tornar a conexão mais eficaz, na visão das empresas, pode aumentar as despesas mensais dos consumidores com telecomunicações.

Essa nova forma de cobrança acompanha a tendência já delineada há muito tempo para as telecomunicações: a maior ênfase no consumo de dados (internet), especialmente nos serviços móveis (mobile). Na prática, as operadoras estão buscando maximizar as receitas na oferta desses serviços ao buscar uma precificação capaz de satisfazer o consumidor e compensar os custos no tráfego de informações.


Adverte-se que essa novidade não quebra a forma de funcionamento do consumo de dados para serviços móveis. Devido à disponibilidade de armazenamento de informações ser muita baixa para smartphones em relação a dispositivos que são usuários de serviços fixos (terminais, desktop e notebook) - um smartphone tem capacidade de memória de 8 GB frente ao um simples laptop, 400 GB - faz mais sentido cobrar pelo consumo de dados (quantidade de GB) do que pela velocidade. Por fim, a nova forma de cobrança busca compatibilizar melhor o preço diante da oferta e procura de dados. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Telecomunicações: Claro, TIM e Vivo compram licenças nacionais de 4G


As três maiores operadoras de telefonia móvel do Brasil arremataram nesta semana frequências de 700 MHz para oferta de serviços de quarta geração (4G), num leilão que rendeu bem menos que o esperado para os cofres públicos e não teve competição. Claro, do grupo mexicano América Móvil, e TIM Participações, da Telecom Italia, ficaram com os lotes 1 e 2, respectivamente, oferecendo cada uma 1,947 bilhão de reais pelas licenças, com apenas 1 por cento de ágio. A Telefônica Brasil, da espanhola Telefónica, e que opera sob a marca Vivo no país, pagará o lance mínimo de 1,928 bilhão de reais pelo lote 3.


Algumas constatações podem ser feitas em relação ao leilão, aos seus sucessos e fracassos, que envolve o nível de concorrência e a arrecadação de recursos pelo Governo Federal. Primeiramente, atribui-se que foi um fracasso o leilão dado que não conseguiu incentivar maior concorrência às telecomunicações (o que é positivo para o setor, de certa forma, pois garante uma estabilidade na margem de lucro), porém, é preciso atentar-se para dois aspectos: o leilão foi desenhado por meio de audiências públicas para grandes operadoras, o que configuraria as big four do mercado brasileiro (Claro, Oi, TIM, Vivo), e a inserção de novas operadoras (Vodaphone, AT&T) no mercado brasileiro de telecomunicações através da compra de outorga de frequência, era uma aposta arriscada, já que implicaria na captura de clientes de outras operadoras, e assim, maiores investimentos seriam requeridos para aqueles previstos a instalação de serviços móveis.


O leilão conseguiu cumprir seu objetivo, sob o aspecto consolidação das telecomunicações móveis no Brasil, principalmente com o advento da tecologia 4G. No entanto, como potencial fonte de captação de recursos fiscais, não foi bem-sucedido, pois não conseguiu vender todos os lotes de frequência (já que a Oi desistiu de participar da licitação) e desfrutou de um ágio baixíssimo (na média, os preços ofertados não foram nem sequer 10% superiores ao preço mínimo). Nem tão cedo será ofertado os lotes de frequência restantes que não foram arrematados.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Telefonia: Vivendi anuncia compra da GVT

O grupo francês Vivendi anunciou, no último dia 13/11, a compra de 57,5% do capital da GVT por R$ 56,00 a ação, em um investimento total de cerca de R$ 4,1 bilhões. Desse total 30% foi proveniente dos acionistas fundadores da GVT, e os 27,5% restantes foram adquiridos em negociações privadas com investidores dispersos no mercado. O desembolso com a integralização do capital (100% do controle) pode chegar a R$ 7,2 bilhões conforme resultado da oferta pública que será feita aos demais acionistas, um total bem acima do previsto inicialmente em função da disputa pelo controle da empresa com a Telefonica.

Sendo uma empresa de porte médio com boa posição, ofertante de serviços de telefonia fixa, cujo crescimento de clientes de internet banda larga vem sendo acima da média nos últimos trimestres; espera-se que a expansão da GVT ocorra em ritmo mais acelerado devido a maior capacidade de investimento da Vivendi, com expansão para além dos 83 municípios e 14 estados do país onde a empresa já atua.

A GVT possuía em Set/09 cerca de 1,4 milhões de acessos fixos em serviço, ou 3,5% do total nacional, e 604 mil acessos de banda larga, ou 5,4% do mercado, possuindo uma participação no total da receita bruta de 2% (gráfico) e apresentando, no primeiro semestre de 2009 em comparação com o mesmo período de 2008, um crescimento de 27,7% na receita líquida.

Com a entrada de um competidor de porte internacional como a Vivendi, deveremos ter uma maior concorrência no mercado de Telecom, com esta trazendo sua experiência em mercados onde a GVT não atua – a empresa é dona da principal empresa de TV por assinatura e a segunda operadora de telefonia móvel e fixa da França –, devendo ser uma forte candidata a aquisição da licença nacional de 3G que a Anatel deve licitar no ano que vem.