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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Tintas e Vernizes: Setor deverá passar por mais um ano difícil


O Brasil que já foi um dos cinco maiores mercados mundiais de tinta ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China, Alemanha e Japão, vem sofrendo retração com a crise econômica e recrudescimento da demanda interna.

Segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a produção de tintas, vernizes, esmaltes, lacas, solventes e produtos afins recuou 1,5%, na comparação dos oito primeiros meses de 2017 com igual período do ano anterior. 

O ainda mau momento vivido pela economia brasileira e, como consequência, pela indústria como um todo, acaba por impactar negativamente a demanda e a produção de tintas e vernizes. Além disso, a contenção dos gastos públicos e paralisação de obras de infraestrutura e habitação, também contribui para a retração da demanda por tintas e vernizes. 

No entanto, mesmo com o mau desempenho do setor até agosto deste ano, as perspectivas da Lafis apontam para uma leve retomada na produção de tintas em 2017, um crescimento de 1,5% sobre o ano de 2016, com destaque apenas para o setor produtor de tintas destinado ao segmento automotivo que deverá apresentar crescimento de 10,3%, graças a satisfatória retomada da produção de autoveículos que vem sendo observada ao longo deste ano. 

Especialista Responsável: Felipe Souza.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Construção/Cimento/Materiais de acabamento/Tintas: Cautela no curto prazo e oportunidades de longo prazo


Em 2014, o setor de construção civil apresentou um fraco desempenho, que pode ser observado por meio de diversas variáveis, tais como a retração de 5,1% no PIB de construção civil de janeiro a novembro de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior, retração da produção de insumos típicos da construção civil, desaceleração do crédito ao mercado imobiliário e queda no número de emprego formal no terceiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo trimestre de 2013.

Deste modo, o baixo ritmo de construção civil já vem impactando os resultados e/ou perspectivas de toda a cadeia de relacionamento, como o setor de cimento, materiais de acabamento, tintas, dentre outros. Considerando ainda as denúncias da operação lava-jato contra grandes construtoras brasileiras, responsáveis pelas principais obras de infraestrutura no país e as suas consequências (default e redução da nota de crédito dada por agências internacionais) e a menor propensão do governo em investir no curto prazo, em linha com o ajuste fiscal, a tendência é que 2015 seja um ano desafiador para o setor de construção civil.


No entanto, se por um lado há diversos indicadores da conjuntura econômica que se mostram desfavoráveis aos dois grandes segmentos da construção civil (infraestrutura e imobiliário) e seus fornecedores, por outro lado há grandes oportunidades de longo prazo para ambos os segmentos, considerando a necessidade de ampliação e modernização de diversos segmentos ligados à infraestrutura e ao grande déficit habitacional, que ainda é uma realidade brasileira. Existem ainda oportunidades ligadas à adoção de novas tecnologias que permitam maior produtividade na execução de obras.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tintas e Vernizes: Empresa norueguesa investe em fábrica para a produção de tintas no Brasil


A fabricante de tintas norueguesa Jotun iniciou a construção da sua primeira fábrica na América Latina, em Itaboraí, região metropolitana do Rio de Janeiro, o valor do investimento não foi revelado. A companhia foi fundada em 1926 na cidade de Sandefjord - no sul da Noruega - iniciou suas atividades na fabricação de tinta utilizada no revestimento de navios baleeiros. Hoje, a empresa está em 79 países, tem 40 fábricas e nove mil funcionários no mundo, com um faturamento mundial de US$ 2,2 bilhões em 2011.

A companhia, que possui 57% da sua produção mundial destinada a fabricação de tintas para revestimento de estruturas metálicas, como as de navios, plataformas de petróleo e estaleiros, visa o crescimento do mercado de petróleo e gás no País. A nova unidade fabril, focada nesse segmento, deverá iniciar a operação no fim de 2013. A empresa começará fabricando 10 milhões de litros de tintas por ano, com a possibilidade de expandir para 50 milhões de litros, se houver demanda no mercado. A fábrica ainda irá gerar cerca de 200 empregos diretos e mais de 600 durante a construção.

Para o setor de tintas e vernizes, com perspectiva de um crescimento da economia brasileira em 2012, mesmo mais moderado que o registrado em 2011, deverá continuar contribuindo para um ciclo positivo para a construção de imóveis além de outras indústrias e segmentos demandantes de tintas, como os setores de petróleo e gás. Tal conjuntura favorecerá as vendas de tintas, contribuindo para o aumento no faturamento do setor. A Lafis estima que a produção total de tintas fique por volta de 4,4%.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tintas e Vernizes: Setor de tintas recebe investimento no Nordeste.

O setor de tintas e vernizes está com sua capacidade produtiva ampliada na região Nordeste. Até 2008, só existiam duas grandes produtoras que fabricavam cerca de 150 milhões de litros de tinta. Neste mesmo ano, a Basf aumentou sua planta em Jaboatão do Guararapes (PE) saindo de uma capacidade de 50 milhões para 70 milhões de litros de tinta e agora anuncia mais uma nova ampliação.
Outra nova empresa começa a atuar neste setor, na região do Nordeste. O Grupo Edson Queiroz, tradicional pela a fabricação de águas minerais (Minalba e Indaiá) e dono de redes de transmissão de rádio e TV, aposta na produção de tintas na região de Acarapé – CE através da marca Hipercor. O novo produto começa a circular na região Norte e Nordeste no próximo dia 9 de novembro e os empresários pretendem atingir cerca de 50 milhões de litros em 12 meses, com aplicações na ordem de R$ 22,5 milhões.
A ampliação dos investimentos neste setor deve-se ao plano habitacional "Minha Casa, Minha Vida", que pretende construir 1 milhão de residências até 2011. Cerca de 60% do mercado de tintas e vernizes é destinado a construção civil, sendo que boa parte do déficit habitacional encontra-se na região Norte e Nordeste. Mesmo com grande ampliação da capacidade produtiva na região, acredita-se que 2010 apresentará aumento considerável em sua vendas, estimulando ainda mais os investimentos no setor.