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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Laticínios: Lala conclui aquisição da Vigor e de 50% da Itambé


O Grupo mexicano de laticínios Lala, informou em comunicado que concluiu a aquisição de 99,9% das ações da Vigor e de 50% das ações da Itambé Alimentos, que foi finalizada por “valor implícito” de R$ 5,025 bilhões. O Grupo realizou as negociações com a J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que estava em controle da Vigor e detinha 50% da Itambé. A venda é uma etapa do processo de desinvestimento da JBS para levantar R$ 8 bilhões para cobrir multas e acordos de leniências. 

A Vigor, segundo informações divulgadas pela Lala, possui 3,9 mil funcionários, três centros de recebimento de leite, nove plantas de produção e dezenove centros de distribuição. A receita líquida da Vigor foi, em 2016, R$ 4,9 milhões, enquanto a receita líquida da Itambé foi R$ 2,7 milhões. Ambas as empresas figuram entre as cinco maiores do setor de laticínios brasileiro, sendo que a Vigor se destaca também no setor de derivados, detendo parcela cada vez maior do mercado de iogurte (em 2016 a empresa vendeu 262,3 mil toneladas de produtos derivados do leite).

Embora o Grupo Lala tenha finalizado a compra das ações da Itambé, tais ações ainda poderão ser readquiridas pela Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) que pode exercer seu direito de preferência na aquisição dos 50% em ações da Itambé (a cooperativa detém os outros 50%, e protocolou a aquisição no Cade na semana passada, mas ainda está em busca de financiamento para poder concluir a aquisição).

Essas transações significam a entrada do Grupo mexicano no mercado brasileiro, um novo player no setor de laticínios, e acontece em um momento de expansão do grupo, que é o maior produtor de laticínios do México e importante player do mercado mundial. O Grupo faturou em torno de US$ 3 bilhões em 2016 e possui 22 fábricas no México, Estados Unidos e em países da América Central. 
A aquisição acontece num momento de leve melhora no setor de laticínios, mas esse ainda enfrenta preços baixos aos produtores e demanda fraca, especialmente de seus derivados, dada a recuperação ainda lenta do consumo das famílias.

Especialista Responsável: Beatriz Araujo


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Laticínios: Permissão para usar o leite em pó na produção do leite pode causar prejuizos


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) instituiu a instrução Normativa 26/2016, que permite a utilização do leite em pó nos laticínios para a produção do leite pasteurizado e do leite longa vida para a área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), tendo em vista a queda na oferta de leite observada na região. No entanto, a medida pode acabar sendo estendida para todo o país.

O país se encontra em um momento em que a oferta de leite caiu por todo o país, seja devido ao ciclo de queda da produção de leite (Que ocorre a cada 3 anos) ou por causa da seca em diversas regiões do país. Essa queda pressionou os preços para cima e dificultou ainda mais o acesso ao leite em um período de crise, o que acionou o sinal de alerta do Mapa com relação à oferta em todo o país, podendo fazer que o mesmo institua a norma para todo o país, o que deverá reduzir a produção do gado leiteiro em todo País.

Assim, se caso essa instrução seja estendida, é esperado que a produção do gado leiteiro seja reduzida substancialmente, o que deverá impactar ainda mais o faturamento do setor em 2016.

Analista Responsável pelo Setor: Ricardo Quirino

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Laticínios: Exportações para a Rússia deslancham


A retaliação da Rússia à União Européia e a outros países do Ocidente, em resposta às sanções que vem sofrendo por conta do conflito na Ucrânia, abriu uma oportunidade para os exportadores brasileiros de lácteos. Desde julho deste ano, quando a Rússia abriu efetivamente seu mercado aos lácteos do Brasil, as negociações entre as empresas brasileiras e importadores russos para a venda de queijos e manteiga estão aquecidas e os embarques já concretizados também avançam. E a expectativa é que os volumes exportados continuem crescendo nos próximos meses.

Apesar da demora para a concretização das liberações, no acumulado dos doze meses até setembro de 2015, as exportações para a Rússia atingiram o valor de R$ 3,45 milhões, um recorde histórico, já que o Brasil nunca havia exportado produtos lácteos para o país europeu.  A expectativa é de crescimento até o final do ano de 2016.

Assim, apesar da demora na habilitação das empresas que efetuariam as vendas para a Rússia, os efeitos começam a serem percebidos, sendo que o potencial de aumento das importações para aquele País ainda é grande, tendo em vista que muitas destas empresas que recentemente foram habilitadas ainda não efetuaram suas vendas. Essas deverão crescer ainda mais até o final de 2016, tendo em vista que todas as habilitações para exportação de laticínios deverão ser aprovadas. Assim, apesar da queda da atividade interna, essas exportações devem servir como um alívio para o setor em geral.

Analista Responsável: Ricardo Quirino


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Carnes e Laticínios: Rússia libera a entrada das exportações brasileiras no país

http://www.lafis.com.br/lafisinstitucional/relatorio-analise-setorial/Carnes-%28Bovinos-Aves-Suinos%29.asp




O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que o serviço sanitário da Rússia abriu as portas para mais de  100 frigoríficos brasileiros exportarem carnes bovina, suína e de aves, além de miúdos desses animais para o país europeu, e ainda para a Bielorússia e o Cazaquistão, que fazem parte da União Aduaneira Russa. Receberam autorização, ainda, dois estabelecimentos de produtos lácteos. As liberações ocorreram no dia 06/08.

Essa abertura aos produtos brasileiros é parte de um processo de retaliação à países da Zona do Euro, Estados Unidos, Austrália, Canadá e Noruega, tendo em vista as medidas adotadas por estes mesmos países com relação a Rússia no começo dos conflitos políticos entre a Rússia e a Ucrânia.

 Os ganhos serão muito grandes para os setores de carnes e laticínios, especialmente para carnes, que ampliarão o acesso a um dos maiores mercados consumidores de carnes do planeta, especialmente de carne suína e bovina. O impacto no faturamento de carnes será positivo para 2014, mas será ainda mais positivo em 2015. Para laticínios, inicialmente o impacto não será tão grande como em carnes, mas existe a possibilidade do governo russo liberar, ao longo de 2014 e 2015, mais empresas de laticínios brasileiras para exportarem para o país. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012


Após voltar a abrir seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo, a Vigor, empresa do Grupo JBS, anunciou que fará investimento de R$ 400 a R$ 500 milhões por ano, durante cinco anos, para a expansão de sua fábrica, localizada próxima a São Paulo, bem como de seus diversos centros de distribuição.

O objetivo do investimento está ligado ao plano de expansão da companhia, que planeja crescer entre 20 e 25% ao ano. No últimos anos, a Vigor cresceu a uma taxa anual de 9 a 11%, quase o dobro do setor. O plano visa a consolidação e expansão de marcas já existentes, devendo levar o crescimento da empresa para âmbito nacional - hoje a empresa se caracteriza por consolidação regional.

O setor de laticínios vem encontrando sustentação no aumento da renda do brasileiro para se expandir. No últimos anos, os produtos com maior valor agregado, principalmente iogurtes e sorvetes, tem encontrado demanda crescente. Ademais, a listagem na Bolsa da companhia, tende a dar maior visibilidade e interesse de investimentos no setor, impactando em melhores margens para toda a indústria láctea.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Laticínios: BRF anuncia mais um investimento em Laticínios


A Brasil Foods está investindo R$ 4 milhões para ampliar sua captação de leite no estado do Mato Grosso. O montante será alocado em um entreposto para coleta e resfriamento de leite na cidade de Glória de Dourados, que servirá de apoio para a produção de queijos na sua unidade fabril de Terenos, no mesmo estado.

A escolha do local é estratégica, pois Glória de Dourados é a maior bacia leitera do estado, além de estar bem localizada logísticamente. Espera-se que sejam entregues 120 mil litros de leite por dia, que deverão resultar em incremento de 200 toneladas por mês de queijo, somando uma capacidade total de 600 toneladas por mês dos queijos das marcas Sadia e Santa Rosa/Elegê.

O investimento vem em linha com o plano da empresa de ampliar sua participação no mercado de laticínios brasileiro, através da ampliação da produção e de lançamentos de novos produtos. O segmento de lácteos apresentou crescimento médio de 10% nos últimos 2 anos e tem fôlego para continuar a se expandir. A postura da empresa deixa claro seus planos de expansão no setor, podendo aquecer a concorrência e impulsionar novos investimentos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Setor de Laticínios: Brasil Foods investe na Batavo em busca de reposicionamento


A Batavo receberá R$ 40 milhões de sua controladora, a BRF Brasil Foods, para ampliação e modernização de sua instalação de lácteos localizada em Carambeí (PR). Este aporte visa reposicionar a marca através de novos produtos além da mudança na logomarca da empresa.

A Batavo pretende lançar ainda em maio os primeiros itens que darão início a esta estratégia de recolocar a marca no mercado de lácteos do Brasil. A idéia é lançar três linhas de iogurtes adoçados com frutose e livres de corantes artificiais além de uma linha de leite com até 3% de gordura. A empresa ainda possui projetos para entrar no mercado de probióticos.

A estabilidade econômica que o Brasil tem vivenciado, com maior distribuição de renda, elevando o padrão de consumo de classes, outrora menos favorecidas, tende a aumentar a demanda por bens de maior valor agregado, inclusive no setor de laticínios. Ademais as preocupações com a saúde vem modificando as preferências de consumo da população e aumentado as pesquisas em produtos benéficos à saúde. Esta tendência tende a permanecer no País o que tende a favorecer o setor como um todo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Laticínios: Frosty investe em fábrica no Ceará


A Frosty Produtos Alimentícios, empresa de sorvetes e picolés, anunciou a construção de sua nova fábrica em Maracanaú, no Ceará.  O investimento para a nova planta deverá ser de R$ 2 milhões. A empresa já assinou protocolo de intenções com a prefeitura do município para a construção do parque industrial e para a distribuição de produtos congelados na cidade.

A fábrica deverá ter capacidade anual para a produção de 8,1 milhões de picolés e 180 mil litros de sorvete, alcançando faturamento de R$ 20,5 milhões. O projeto da Frosty deverá gerar pelo menos 200 empregos diretos, sendo 80% moradores da cidade de Maracanaú. A planta deverá começar a funcionar em dezembro de 2012.

A expansão dos trabalhos da Frosty vem em linha com o crescente consumo de sorvetes no Brasil, impulsionado pelo aumento da renda da população.  Em 2011, o brasileiro alcançou o consumo per capita 6 litros por ano, acumulando desde 2003 um aumento de 58,9%. Entretanto, ainda demonstra o grande potencial de crescimento existente, visto que nos Estados Unidos e Nova Zelândia o consumo per capita ultrapassa 20 litros por ano.

Laticínios: Nestlé investe no Rio Grande do Sul


A multinacional Nestlé está investindo R$ 60 milhões em novas linhas de produção em sua fábrica localizada em Carazinho (RS). O aporte terá o objetivo de modernizar as instalações da planta com a instalação de novas tecnologias, as quais irão permitir a produção de produtos com maior qualidade, focando em linha de alimentos para bebê.

Com o investimento, a empresa prevê elevar em até 10% a produção de lácteos, hoje em 70 mil toneladas, e a capitação de leite, hoje em 350 mil litros. Além disso, a empresa espera aumentar as exportações da fábrica de 9% para 20% da produção, atendendo principalmente aos mercados da América Latina e Europa. A companhia espera que a modernização da planta esteja pronta até o final de 2012.

O investimento da Nestlé em tecnologia, que permite a produção com maior qualidade agregando valor ao produto, pode ser uma saída para o problema que o setor de laticínios enfrenta: a balança comercial de laticínios há algum tempo encontra-se deficitária, e a diferença vem aumentando bastante nos últimos meses, o que pressiona o setor para encontrar meios para aumentar suas exportações. Ao agregar valor, a cadeia se torna mais competitiva e, dessa forma, poderia exportar mais.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Massas e Biscoitos / Laticínios / Chocolates e Balas: Nestlé amplia investimentos no mercado brasileiro

Na esteira de uma dinâmica favorável da demanda interna, a Nestlé aumentou sua intenção de investimentos no Brasil em 2011. Em 2010, os investimentos da corporação no país ficaram em torno de R$ 800 milhões; já para 2011 a empresa planeja investir R$ 1 bilhão no mercado nacional. E os projetos já começaram. A empresa anunciou a construção duas novas fábricas: uma na região serrana do Rio de Janeiro, para a qual serão destinados R$ 200 milhões e outra fábrica na região centro-sul do estado, que demandará cerca de R$ 100 milhões.

O objetivo explícito da multinacional é crescer o dobro da expansão do PIB brasileiro no ano. Para cumprir esse objetivo, a empresa planeja investir no aumento da sua capacidade produtiva, aplicando recursos em ampliação e construção de novas fábricas, tecnologia, inovações, e, até mesmo, possíveis aquisições, a fim de atender ao crescente mercado interno. Além disso, os investimentos em diversificação de produtos e na sua divulgação poderão apresentar relevância crescente nos planos de investimentos da multinacional.

O Brasil é o segundo maior mercado da Nestlé no mundo e atualmente onde a corporação mais cresce, segundo Ivan Zurita, presidente da empresa no país. Assim, a ampliação dos investimentos direcionados ao Brasil reflete a percepção otimista das grandes empresas acerca do mercado brasileiro para os próximos anos. De fato, a dinâmica do mercado de trabalho, com níveis de desemprego consideravelmente abaixo dos patamares históricos, a maior distribuição da renda, com o conseqüente crescimento da classe média e a relativa estabilidade inflacionária, tem indicado tendência favorável ao mercado de bens de consumo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Setor de Laticínios: Monticiano e Bom Gosto criam gigante do leite com participação do BNDES.

Foi anunciada em 22 de dezembro a fusão entre a empresa gaúcha Bom Gosto e a LeitBom, controlada pela Monticiano Participações que tem como acionistas a GP Investimentos e a Laep (controladora da Parmalat). A empresa criada chamará LBR – Lácteos Brasil e terá o controle acionário dividido em quatro fatias: Monticiano (40,55%), BNDESPar (30,28%), Bom Gosto (26,20%) e Fundo CRP, acionista da Bom Gosto (2,87%).

A participação do BNDES no capital de empresas tem gerado críticas de setores da sociedade. No entanto, neste caso, a condição imposta é que sejam feitos investimentos na cadeia produtiva do leite e não somente no segmento industrial do setor. O aporte total do BNDESPar será de R$ 700 milhões nas quais R$ 450 milhões serão utilizados via aumento de capital e o restante na forma de subscrição de debêntures conversíveis que serão emitidas pela nova empresa.

A LBR – Lácteos Brasil terá previsão de faturamento da ordem de R$ 3 bilhões além dos diversos ganhos de sinergia que englobam distribuição, otimização da capacidade produtiva e melhor qualidade nas matérias-primas que pode decorrer de um sistema integrado entre produtores e indústria. A nova empresa contará com 30 unidades de processamento com 6.400 funcionários além dos 56 mil fornecedores de leite atuando em todo território nacional. O portfólio da nova gigante pretende abarcar todas as classes sociais com produtos que vão desde o leite longa vida até iogurtes e queijos.

A tendência de consolidação deve continuar no setor de laticínios uma vez que o setor é extremamente pulverizado e onde os principais atores do setor respondem por 6% do mercado nacional. Esta perspectiva poderá encontrar alguns entraves devido a grande dispersão das fazendas produtoras dentro do território nacional; em contrapartida seria benéfica pelos diversos ganhos de sinergia.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Laticínios / Chocolates e Balas / Refrigerantes e Água Mineral: Nestlé prevê investimentos de até R$ 500 mi para 2011

Uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo, a Nestlé está "de olho" no crescimento do mercado brasileiro. Nesse sentido, a corporação direciona investimentos para a ampliação da sua capacidade produtiva no país, aplicando recursos em ampliações e construções de fábricas, tecnologia e inovações a fim de atender ao crescente mercado interno. Em 2010, os investimentos devem ficar em torno de R$ 800 milhões, segundo o presidente da empresa no Brasil, Ivan Zurita. A previsão de investimentos para 2011 está entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões, no âmbito do seu objetivo de dobrar o faturamento no Brasil entre 2009 e 2012.
No primeiro semestre de 2010, a subsidiária brasileira da Nestlé faturou R$ 4,5 bilhões, valor 11,5% superior ao observado no mesmo período de 2009. Segundo Zurita, atualmente o país é onde a corporação mais cresce em sua presença no mundo. Esses resultados evidenciam a percepção da existência de forte potencial de crescimento do mercado brasileiro pelas grandes empresas, inclusive as atuantes no segmento de bens de consumo.
O setor de alimentos e bebidas tem apresentado tendência crescente, influenciada pelo comportamento benéfico da demanda interna. Esse cenário favorável à realização de investimentos é delineado pelas perspectivas favoráveis quanto ao panorama macroeconômico, que concilia crescimento econômico e controle inflacionário; com boas perspectivas quanto ao mercado de trabalho e, conseqüentemente, ganhos no poder de compra da população.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Laticínios: Danone investe R$ 60 milhões no Ceará

A Danone irá reabrir sua fábrica localizada em Maracanaú (CE) após onze anos de paralisação, visando ganhar espaço no mercado nordestino, único no qual a empresa não é líder. Para a produção de 50 mil toneladas de iogurte por ano, a empresa terá que investir R$ 60 milhões em ampliação e modernização da unidade produtiva.

O grande potencial de crescimento dos mercados nortista e nordestino em conjunto com a estratégia de regionalização das operações da Danone, iniciada há três anos, foram as principais forças propulsoras da reativação da unidade.

A escolha do Ceará se deu em função do alívio fiscal de 90% do ICMS concedido pelo Governo do Estado, pelo período de dez anos, em troca do comprometimento da organização em comprar leite dos pequenos fornecedores locais.

Os produtos deverão ter suas embalagens em formato econômico, mais adequadas aos hábitos de consumo das classes C, D e E . Também haverá lançamentos de novos sabores, adaptados ao paladar regional, como os de frutas típicas.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Laticínios: Compra da Cedrense pela Bom Gosto dá continuidade ao processo de consolidação no setor de laticínios

A Laticínios Bom Gosto, líder nacional no processamento de leite longa-vida, anunciou a compra da Laticínios Cedrense, primeiro lugar nas vendas de queijos nos três estados da Região Sul. A aquisição girou em torno de R$ 64 milhões e inclui as quatro unidades industriais em São José do Cedro (SC), Anchieta (SC), Gaurama (RS) e Planalto (PR).
A compra da Cedrense foi considerada estratégica, não apenas por permitir um acréscimo de cerca de 500 mil litros ao dia à capacidade de produção da Bom Gosto, mas por firmar a organização no segmento de queijos, ampliando o mix de produtos.
O forte crescimento do segmento de leite longa vida desde meados da década de 90, a elevação das exportações de leite em pó a partir de 2007, e em parte, o episódio de fraude de leite cru em Minas Gerais, em 2007, deram início ao processo de consolidação do setor de laticínios. Somente o Laticínio Bom Gosto realizou 7 aquisições, as quais totalizaram cerca de R$ 232 milhões, desde julho de 2007.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Laticínios: Lactoplasa é reativada pela Coperio

Após anunciar a compra da marca, estrutura física e equipamentos da Lactoplasa por R$ 5 milhões na 13ª Mercomilk, realizada em abril deste ano, a Cooperativa de Rio do Peixe (Coperio) relançou no dia 03 de julho (sexta-feira), em Lages, os produtos da marca. A Lactoplasa estava arrendada à Cedrense desde fevereiro de 2008, e em janeiro deste ano teve de fechar as portas em decorrência de pendências judiciais da antiga proprietária, Indústria de Laticínios do Planalto, junto à Receita Federal. O leilão dos bens foi vencido pela LS transportes, a qual vendeu os ativos à Coperio. A escolha da planta de Lages se deu, de acordo com o vice-presidente Geraldo Ferronato, devido à carência da região na atividade leiteira e à existência da fábrica desocupada. A Coperio já atuava na produção de leite cru, e com a aquisição, passará a industrializá-lo. A reativação da instalação gerará 50 empregos diretos, e contará com uma capacidade produtiva de aproximadamente 40 mil litros por dia. Até o fim de 2009, a empresa planeja investir mais R$ 5 milhões, os quais deverão dobrar a quantidade produzida de leite. A compra da Coperio sinaliza a intenção da empresa em diversificar seu portifólio de produtos, uma vez que o mercado de suínos, sua principal área de atuação, está com queda de demanda. A aquisição ocorreu em um momento oportuno, uma vez que o preço do leite vem sofrendo constantes pressões positivas.