segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Desemprego: 2016 inicia com previsão de mais demissões em diversos setores
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Comentário Mercado de Trabalho: Taxa de Desocupação cresce em outubro
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Macroeconomia: Brasil poderá apresentar um déficit fiscal equivalente a 2,0% do PIB em 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Macroeconomia: Rebaixamento da nota de crédito pela Standard & Poor’s
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Macroeconomia: Senado aprova redução das desonerações dando fôlego ao esforço de contenção fiscal
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Macroeconomia: Resultados da Balança Comercial no Primeiro Trimestre de 2014
Segundo último resultados apresentados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) dia 01 de abril, o mês de março apresentou queda tanto das exportações quanto das importações no Brasil nas médias diárias, prejudicando o resultado da balança comercial no primeiro trimestre de 2014. As primeiras apresentaram uma queda de 4% em relação ao mesmo mês de 2013, devido ao menor embarque de manufaturados (-15,3%) e semimanufaturados (19,6%, na mesma base comparativa). As importações, por sua vez, registram queda de 3,8% em relação a março de 2013, devido à uma retração de 24,5% nas importações de combustíveis e lubrificantes (em função da queda dos preços e das quantidades importadas de petróleo, óleos combustíveis, gás natural, carvão e gasolina) e de bens de capital (-2,8%).
Com uma queda mais pujante das exportações nos três primeiros meses do ano, o déficit da balança comercial foi ampliado no primeiro trimestre do ano, ficando negativo em US$ 6,07 bilhões, com importações somando US$ 55,6 bilhões e exportações em US$ 49,5 bilhões. Os principais agravantes para o resultado comercial neste início de ano foram, pelo lado das exportações, foram a queda de preços de commodities e a retração no embarque de manufaturados.
O andamento de duas das maiores economias do mundo influenciaram os resultados dos preços das commodities, devido à gradual retirada de estímulos do Banco Central dos Estados Unidos à economia americana e à desaceleração mais forte do que a prevista do ritmo de atividade econômica da China somado a um alto estoque neste país, principalmente de commodities minerais. Com este cenário, é possível afirmar que a recuperação dos preços de diversas commodities não é esperada para o ano de 2014, dificultando vislumbrar resultados muito positivos para a balança comercial brasileira. Para um resultado superavitário no ano, seria necessário um grande "colchão" de resultados positivos no segundo e terceiros trimestres do ano, o que parece um pouco difícil neste curto prazo. Assim, o que se espera como resultado da balança comercial para o ano de 2014 é de uma estabilidade na comparação com 2013 com viés de baixa, caminhando para um possível déficit comercial.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Macroeconomia: Queda nos juros não surpreende, já a ata do Copom...
A razão para certa surpresa decorre principalmente da dificuldade do Banco Central em alinhar às expectativas dos agentes com as perspectivas da condução da política monetária. Na ata da reunião de março, o Copom havia sinalizado, de maneira mais explícita, que a taxa de juros tenderia a se estabilizar em patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos (8,75% a.a).
Contudo, o parágrafo mencionado da ata de abril, de certa forma, não deixou claro os próximos passos a serem seguidos. Segundo este, "[...] mesmo considerando que a recuperação da atividade vem ocorrendo mais lentamente do que se antecipava, o Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia."
As dúvidas com relação à condução da política monetária permanecem, em virtude da ata de março ter sido explícita em como seria a trajetória de juros permitindo maior alinhamento das expectativas do mercado e o item 35 da ata de abril ter sido pouco claro se o afrouxamento monetário vai prosseguir e em qual magnitude, o que tem desalinhado as expectativas.
A preocupação do Banco Central com a lenta retomada da atividade econômica, uma vez que a pressão inflacionária parece ter se esvaído (tanto o BC como o Ministério da Fazenda acreditam na convergência do IPCA ao centro da meta já em 2012) parece ser cada vez mais evidente. Vale a pena ressaltar que mesmo a autoridade monetária acreditando que a economia vai se aquecer no segundo semestre, o otimismo quanto ao crescimento é menor que o observado no Ministério da Fazenda já que este acredita em expansão econômica de 4,5%, enquanto o cenário base do BC fala em crescimento de 3,5%.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Macroeconomia: Governo anuncia desoneração na folha de pagamento da indústria
O Governo anunciou nesta sexta-feira a desoneração da folha de pagamento do setor industrial como forma de auxílio à indústria nacional. O valor da taxa que será desonerada ainda não foi anunciado, mas segundo o Ministro da Fazenda Guido Mantega esta política de governo deverá durar cerca de um ano.
O PIB da indústria em 2011 apresentou desaceleração em mais de 8 pontos percentuais, encerrando o ano com crescimento de 1,6%, estimulado principalmente pela indústria de mineração e construção civil. Por outro lado, a indústria da transformação encerrou o ano com estabilidade (0,1%), observando-se queda de 0,5% no quarto trimestre em relação ao terceiro trimestre de 2011. Em Janeiro, na pesquisa mensal da indústria realizada pelo IBGE, a queda foi de 3,4% entre janeiro de 2012, em relação a janeiro de 2011.
A indústria, em especial a de transformação, encontra-se em uma situação delicada. Já recebeu alguns incentivos governamentais, como isenção de IPI para linha branca e aumento do IPI para veículos importados. Mesmo assim, o setor continua em queda, com a produção de automóveis caindo cerca de 26,7% (jan 2012/jan 2011) e a de vestuário apresentando queda 19,4% para o mesmo período de comparação.
Macroeconomia: Desaceleração doméstica contribui para uma maior redução da Selic
A guinada na condução da política monetária em agosto de 2011, quando decidiu-se pelo corte de 0,50 p.p. na taxa Selic e as posteriores reduções, na mesma intensidade até a reunião de março de 2011, encontravam justificativas principalmente na deterioração do cenário internacional. Contudo, a redução de 0,75 p.p. na última reunião parece encontrar explicação fundamentalmente na desaceleração da economia doméstica.
A despeito de uma razoável melhora no cenário internacional com os Estados Unidos sinalizando alguma recuperação e a Zona do Euro reduzindo a possibilidade de uma falência no sistema financeiro, o desaquecimento da economia interna pode ser evidenciado por três indicadores recém divulgados: produção industrial de janeiro, PIB de 2011 e o IPCA de fevereiro.
O fraco crescimento do PIB em 2011 (2,7%) foi influenciado, principalmente pelo baixo desempenho do setor industrial no ano (+1,6%/10), não obstante a agropecuária tenha contribuído para que não ocorresse uma queda maior (+3,9%/10). A indústria iniciou 2012 ainda com desempenho decepcionante uma vez que a produção industrial retraiu-se 2,1% ante dezembro de 2011; na comparação com janeiro de 2011, a queda foi de 3,4%. Estes dois fatores podem ter tido alta influência na decisão do Copom.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também mostrou desaceleração tanto em relação a janeiro de 2012 como comparativamente a fevereiro de 2011. O índice encerrou o mês com elevação de 0,45% e acumula em 2012 expansão de 1,02% (abaixo dos 1,62% acumulados em igual período de 2011). Os indícios de uma possível desaceleração nos preços convergindo, mesmo que lentamente, para o centro da meta, permite, ao menos no curto prazo, que o Banco Central adote uma política monetária mais frouxa, de estímulo à economia.
As medidas de estímulos à economia, via alterações nas taxas de juros, tendem a ter um efeito defasado sobre a economia real. Estes efeitos tendem a serem percebidos no segundo semestre de 2012 e isso poderá refletir em pressões inflacionárias tanto para o final do ano como para 2013. Caso esta tendência se confirme, a autoridade monetária deverá ficar alerta para a retomada mais intensa de pressões inflacionárias que podem fazer com que o ciclo de baixa iniciado em 2011 passe a ser revertido já em meados de 2013.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Macroeconomia: Política monetária restritiva no início de 2011 freiam a economia no 3º trimestre.
Os indícios de desaceleração da economia brasileira, conforme já haviam sido anunciados pelos dados do IBC-Br do Banco Central em setembro, se confirmaram com o resultado do PIB do terceiro trimestre divulgado pelo IBGE. O desaquecimento, no entanto, ocorre mais em função das medidas tomadas pelo governo e menos em razão da crise econômica global.
As medidas adotadas pelo governo brasileiro no início de 2011 (elevação da taxa de juros e medidas macroprudenciais) que foram implantadas para desacelerar a economia e com isso trazer a inflação para o centro da meta, por possuírem defasagem de efeito, começaram a afetar a economia real somente na segunda metade de 2011. Este talvez seja o maior motivo para o resultado do terceiro trimestre.
É certo que a crise econômica mundial tem seus impactos no resultado da economia brasileira, no entanto, eles não constituem a força motriz do desaquecimento interno. Isto pode ficar mais claro com os resultados positivos que o setor externo demonstrou no período - com as exportações crescendo 1,8% e as importações recuando 0,4%. Ou seja, graças ao mercado internacional, a economia não apresentou retração.
A economia brasileira caminha para um crescimento por volta de 3,3% em 2011 - resultado este que não deve ser lamentado dado o cenário econômico tanto interno quanto externo. A atuação do Banco Central, principalmente no segundo semestre, quando iniciou o ciclo de afrouxamento monetário, deve ter impactos importantes na economia real somente em meados de 2012. Deste modo, um mercado doméstico ainda em expansão e com aumentos reais de salários a partir de janeiro pode ser, novamente, a razão principal para uma expansão maior no próximo ano.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Macroeconomia: Incertezas na economia mundial alteram a política monetária brasileira
A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ficou marcada pela mudança radical nos rumos da política monetária brasileira que vinha sendo conduzida na gestão de Alexandre Tombini à frente do Banco Central. O corte inesperado de 0,5% da taxa básica de juros, saindo de 12,5% e chegando a 12% ao ano, pode ser entendido como uma antecipação, por parte da autoridade monetária, a uma possível deterioração da economia mundial.
As turbulências nas economias desenvolvidas, principalmente nos Estados Unidos e na Zona do Euro, tornaram-se a principal preocupação do Banco Central do Brasil como pode ser observado na Ata da última reunião. A decisão, contudo, não foi unânime (5 votos a favor da redução de 0,5% e dois votos a favor da manutenção) o que demonstra o nível de incerteza que ronda tanto a economia interna (principalmente o cenário prospectivo para a inflação) quanto as questões externas (possível duplo mergulho das economias desenvolvidas).
O cenário doméstico ainda inspira desconfianças principalmente no controle da inflação - o IPCA atingiu em setembro 7,23% no acumulado de 12 meses. No entanto, na visão do BC, o cenário externo em conjunto com o aperto fiscal promovido pelo Ministério da Fazenda, podem promover uma desaceleração dos preços na economia doméstica. Além disso, o corte nos juros, pode reativar a economia que apresentou crescimento módico no segundo trimestre (0,8% na comparação com o primeiro trimestre e 3,6% no primeiro semestre ante mesmo período de 2010).
Os ajustes fiscais e agora o relaxamento da política monetária são indicadores das autoridades econômicas que o Brasil está se fortalecendo diante de um recrudescimento da economia mundial. O ajuste fiscal mais do que uma forma de prevenção frente a crise é uma necessidade que o Estado brasileiro precisa se engajar de maneira definitiva e a redução dos juros seria excelente para a economia voltar a trilhar o caminho do crescimento sustentável; contudo, caso a crise internacional não se intensifique, o maior derrotado pode ser o Banco Central.