segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Química e Petroquímica: Mercado Interno Estimula Investimentos no Setor Químico.


Com a expectativa que aponta para um bom desempenho do faturamento do setor, influenciado basicamente pela maior demanda por derivados de petróleo e produtos químicos de base, além da tentativa de solucionar o atual déficit produtivo, atualmente dependente de importações de matérias primas, as indústrias químicas e petroquímicas pretendem, em seu conjunto, investir aproximadamente US$ 25 bilhões até 2015. Deste total, US$ 5,2 bilhões já estão em andamento, sendo que o restante, já fora aprovado e deverá ser aplicado em breve.

São muitos os exemplos de ações de expansão da capacidade produtiva em andamento: a Braskem está concluindo aportes para a construção da fábrica de butadieno no valor de R$ 300 milhões, bem como a construção, já em andamento da unidade de PVC em Alagoas (R$ 1 bilhão). Do mesmo modo, a Dow Chemical deverá investir cerca de US$ 1,5 bilhão para construir uma unidade de etanol integrada a uma fábrica química em Santa Vitória (MG). A Vale Fertilizantes está finalizando aporte de R$ 432 milhões em Uberaba (MG), para ampliação da produção de ácido fosfórico e ácido sulfúrico. A Petrobras gastará somente no Comperj, em Itaboraí (RJ), cerca de US$ 8,5 bilhões.

Tal conjunto de ações de expansão da capacidade produtiva é considerado um avanço, embora seja relativamente pequeno frente à necessidade imperiosa de suprir os grandes pontos de estrangulamento produtivo que o setor detém. Prova disto são os constantes déficits comerciais ( -US$ 11,67 bilhões neste semestre) que o setor apresenta e que são gerados pela grande quantidade na importação de insumos e equipamentos para produção.

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