segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Petróleo Distribuição: Governo anuncia redução da mistura de etanol anidro na gasolina

O governo anunciou na segunda-feira, 11 de janeiro, a redução da mistura do etanol anidro na gasolina, de 25% para 20%, a medida tem o objetivo de conter o preço do etanol vendido aos consumidores. Segundo técnicos do próprio governo, a medida pode levar a um aumento da gasolina entre 2% a 2,5%, pois, mesmo com os aumentos do preço do etanol nos últimos meses, este ainda é mais barato do que a gasolina. A mistura é feita pelas distribuidoras de combustíveis, como agora elas terão de comprar mais gasolina do que anteriormente, a tendência é que ocorra um aumento do custo total. Para evitar essa alta, o governo já estuda a possibilidade de redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada na gasolina, sendo que medida semelhante a essa já foi adotada anteriormente com intuito de impedir que o aumento do preço do combustível na refinaria fosse repassado aos consumidores finais.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério da Agricultura, após 90 dias, o percentual obrigatório de adição de etanol a gasolina retornará aos 25%, porém a mesma pode ser revogada com um mês de antecedência. A medida visa garantir o abastecimento do etanol, por meio do aumento da oferta, segundo o Ministério das Minas e Energia a medida vai proporcionar uma economia de aproximadamente 100 milhões de litros de etanol por mês, desta forma, com o aumento da oferta do produto, é possível que seja contido o processo de apreciação observado nos últimos meses.

Contudo a medida pode não ser o suficiente para evitar uma escassez de etanol hidratado. De acordo com a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) é necessário se observar que cerca de 40% dos postos no país são de bandeira branca, portanto, no caso de uma escassez do etanol, as distribuidoras vão priorizar os postos com suas respectivas bandeiras. E, ainda segundo a Fecombustíveis, a crise está apenas no começo, pois a tendência é que em fevereiro e março se atinja o pico da escassez.

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