Foi anunciado na última segunda-feira, dia 8, a redução dos preços dos combustíveis em direção às distribuidoras. Segundo a Petrobras, a gasolina apresentará um preço 4,5% inferior e o diesel, 15%, ambos na saída das refinarias. No entanto, será reposta a tributação do Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mantendo o valor da gasolina ao consumidor final e uma queda de 9,6% para o diesel aproximadamente.
Apesar de não ser repassado a totalidade da queda dos preços ao consumidor, o Ministério da Fazenda defendeu o caráter anti-cíclico da medida ante a crise mundial, à medida que o valor do diesel influencia os custos da agricultura e indústria, via barateamento do frete. Por outro lado, a reposição tributária através do Cide daria ao governo capacidade financeira de sustentar outras isenções, como o caso do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para eletrodomésticos e outomóveis.
Utilizando-se da carga tributária sobre os combustíveis, o Governo Federal consegue, junto à Petrobras, minimizar as fortes oscilações das cotações dos combustíveis no mercado internacional sobre o preço do insumo ao consumidor final. Por outro lado, a petrolífera estatal consegue defender sua lucratividade através de adequações nos preços controladas pelo governo, que tem em vista o controle inflacionário, o que garante a atratividade de seus papéis na Bovespa.
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