segunda-feira, 18 de julho de 2016

Hotéis e Turismo: Expectativas para o pós-Olimpíadas não são tão animadoras para o Turismo


2016 tem tudo para ser um ano memorável para a indústria hoteleira no Brasil. As Olimpíadas no Rio de Janeiro deve aquecer o setor não só no estado carioca, mas em toda a cadeia turística nacional. Contudo, o entusiasmo para por aí. De acordo com estimativas de consultorias especializadas, a ocupação dos hotéis na região fluminense deve permanecer próxima a 40%, afetando fortemente a planejamento financeiro e manutenção do estoque de quartos ampliado nos últimos anos.

Em paralelo a esse cenário, o Ministério do Turismo revisou o mapa turístico brasileiro, reduzindo em 20,8% a quantidade de municípios cadastrados. Segundo o Departamento de Ordenamento Turístico, a inclusão na lista requer o cumprimento de requisitos específicos pelo poder público local, como a manutenção de uma gerência de turismo, dotação na Lei Orçamentária Anual e assinatura de termo de compromisso junto ao Ministério. O órgão ressalta ainda que este ajuste permite que os recursos da pasta sejam melhor distribuídos, principalmente devido à redução no orçamento do Ministério – queda de 80% desde 2003.

No geral, a expectativa que vem sendo gerada devido aos jogos olímpicos tende a ser passageira e focalizada na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde famílias estão locando seus imóveis por diárias de até R$ 1.000,00. No mais, para que haja um desenvolvimento no setor turístico nacional, são necessárias reformas estruturais, com melhora no sistema logístico em portos e aeropostos, bem como investimentos em segurança pública e na criação de polos turísticos especiais, colaborando com a propaganda do país nos mercados emissores tradicionais – Estados Unidos e Europa – e em ascensão – China e Ásia desenvolvida.

Analista Responsável pelo Setor: Robson Poleto dos Santos 


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