quinta-feira, 18 de junho de 2015

Instituições de Ensino: mais mudanças no Fies


O MEC negocia com a Fazenda a criação de cerca de 100 mil vagas de Fies, financiamento estudantil, já neste 2º semestre. As maiores mudanças estão no aumento na taxa de juros dos atuais 3,4% para 6,5% ­ patamar praticado antes de 2010, quando as regras do Fies foram flexibilizadas ­ e as exigências de renda para ser elegível ao financiamento do governo. Segundo interlocutores que participaram de reuniões em Brasília nas últimas semanas, o governo criou um escalonamento nos percentuais financiados, ou seja, alunos com renda média per capita de até 1,5 salário mínimo poderão financiar todo o valor da mensalidade e aqueles com rendimento de 3 salários terão direito a 80%. Hoje, o Fies paga 50%, 75% ou 100% da mensalidade e pode ser acessado por estudantes com renda familiar de até 20 salários mínimos. O prazo de amortização também deve ter mudanças e o aluno de um curso de 4 anos, por exemplo, poderá pagar a dívida em 9 anos, além de 12 meses de carência.

O processo de mundaças no Fies ainda continua, e como consequência do ajuste fiscal (apesar do anúncio de mais vagas no 2º semestre desse ano), o programa terá uma redução do subsídio através do aumento das taxa de juros, algo que tende a ser negativo, mas salienta-se que o prazo de financimento não sofreu alterações. Outro aspecto importante, que está conectada à ideia de racionamento de recursos públicos, é a regra de financiamento conforme a renda do inscrito: o Governo Federal busca favorecer os mais desfavorecidos ao financiar a totalidade das matrículas em detrimento de outros com melhor situação financeira.

Acredita-se que a medida relacionada à renda pode afetar mais o desempenho na captação de alunos, que é acrescida pela dificuldade adicional na adoção de regras de desempenho no ENEM, o qual possui o potencial de pelo menos retirar 500 mil estudantes do acesso ao Fies nos próximos anos.   


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