segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Setor Sucroalcooleiro: Crise no setor sucroalcooleiro gera onda de investimentos.


Uma das vedetes da agricultura nacional, o setor sucroalcooleiro vem enfrentando problemas desde a crise econômica de 2007. Os investimentos cessaram com o advento da tormenta, as fusões se intensificaram e muitos investimentos em ampliação e renovação dos canaviais, bem como expansão da capacidade de moagem, foram postergados. O reflexo chegou quatro anos depois com dificuldades de abastecimento de etanol no mercado interno e elevação do preço do combustível.

No entanto, promessas de recuperação do setor estão sendo vislumbradas no médio prazo. A Nova Fronteira, joint-venture entre a Petrobrás e a Usina São Martinho, anunciou investimentos de R$ 520,7 milhões na ampliação da sua unidade em Quirinópolis (GO) para torná-la a maior produtora de etanol do mundo. A previsão é que na safra 2014/2015, a usina passe dos atuais 210 millhões de litros para 700 milhões além de ampliar a capacidade de cogeração de energia – de 220 mil MW/h para 600 mil MW/h.

No mesmo sentido, a Bunge anunciou no seu plano de investimentos, aportes de US$ 2,5 bilhões entre 2012 e 2016 para a elevação da capacidade de moagem das suas oito usinas – passando de 21 milhões de toneladas para 30 milhões. A expectativa é de aumentar a área plantada e renovar canaviais antigos – somente em 2011 serão 70 mil hectares novos. A cogeração de energia deverá ser ampliada em seis vezes o que deve garantir a autosuficiência das unidades ainda em 2014.

Dando continuidade a essa onda de investimentos, os grupos internacionais Olam, de Cingapura e a Shree Renuka Sugars, da Índia, anunciaram parceria no Brasil para novos aportes no setor sucroalcooleiro. A primeira investida seria a aquisição dos ativos do grupo Clealco (duas usinas no estado de São Paulo) que juntas possuem capacidade de moagem de 9 milhões de toneladas.

O setor sucroalcooleiro vem atravessando um momento de crise dada a falta de investimentos em ampliação das áreas plantadas e da renovação de canaviais – estes quando muito velhos, tendem a ser menos produtivos. Estes novos investimentos no setor, tende a minimizar estes efeitos apenas no médio prazo. Portanto, no curto prazo, provavelmente, haverá ainda problemas de oferta de combustíveis no mercado interno.


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