A forte valorização do Real frente ao Dólar norte-americano tem provocado calafrios no setor industrial nacional. A perda de competitividade frente aos produtos importados, destaque para os vindos da China, tem desaquecido a produção industrial interna. Na tentativa de minimizar este problema, o governo federal lançou o Plano Brasil Maior na qual o poder público abre mão de receitas tributárias para contrabalancear o efeito nocivo do câmbio apreciado.
O Plano Brasil Maior surge como uma política de incentivos à produção industrial que em um primeiro momento deverá se concentrar em quatro setores: confecções, calçados, móveis e softwares – para estes foram zeradas as alíquotas de INSS sobre os salários dos funcionários (antes estas eram de 20%). Além destes benefícios foram concedidos outros para a indústria e sua relação com o mercado interno, para os exportadores além de estímulos em investimentos e inovação.
Estas "isenções" serão compensadas pelo aumento na arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que foram elevadas na tentativa de diminuir a depreciação do Dólar norte – americano no mercado brasileiro. Além disto, para os quatro setores primeiramente contemplados, aumentará os tributos sobre faturamento em 1,5% (confecções, calçados e móveis) e 2,5% para softwares.
O governo se moveu na tentativa de minimizar os problemas que o câmbio está exercendo sobre a indústria brasileira e mostrou certa evolução na condução da política industrial no país. Contudo, o problema cambial brasileiro e por conseguinte a perda de competitividade da indústria nacional encontra sua principal razão nos elevados juros do país que atrai cada vez mais divisas para o país. A redução destes poderia contribuir para a depreciação do Real e assim aumentar a competitividade externa.
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