São muitos os percalços vividos pelo porto mais importante para o agronegócio brasileiro, o de Paranaguá. Com sua capacidade operacional perto do limite, os atrasos são constantes, muito em virtude das deficiências das rodovias e ferrovias que fazem a conexão, condição depauperada ainda mais pelos desmoronamentos provocados pelas enxurradas de março ocorridas na região. Mesmo após três meses passados, o trânsito ainda flui em pista simples em dois pontos da BR-277 na Serra do Mar. Além do mais, a movimentação recorde de granéis observada em maio, ao atingir 1,77 milhão de toneladas, expôs um outro problema: hoje, um navio chega a permanecer mais de 30 dias em espera para atracar, gerando um custo adicional de US$ 50 mil ao dia por navio.
Porém, para minorar tais problemas, a administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) já elaborou um plano de ação e, atualmente detém a gestão de nove projetos em andamento, os quais prevêem, dentre outras, a construção da estrutura de nove terminais e três berços de embarque de grãos. Está inclusa também a construção de um píer em forma de T que permitirá a atracação de mais quatro navios ao mesmo tempo. Sendo que todas essas melhorias constituirão o Corredor de Exportações. Ao todo, estão projetados 12 novos berços, que ampliarão, ao menos, em 60%, a movimentação.
A Appa tenta reunir R$ 2 bilhões e depende principalmente da ajuda do Governo Federal que serão somados, caso efetivados, aos R$ 440 milhões disponíveis em caixa atualmente.
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