quarta-feira, 22 de junho de 2011

Macroeconomia: Aumento de 0,25% na última reunião do Copom e ata indicam novo aperto monetário.

A última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em elevar a taxa básica de juros em 0,25% chegando a 12,25% ao ano não foi uma surpresa. A sinalização deixada na última ata e a necessidade de maior aperto monetário na tentativa de trazer a inflação de 2012 próxima ao centro da meta foram importantes para a decisão de junho. Ao que parece, o Banco Central não terá mecanismos suficientes que façam os níveis de preços convergirem para a meta de 4,5% já em 2011.

Mesmo que alguns indicadores divulgados em abril e maio (produção industrial por exemplo) indiquem que a economia esta desacelerando, bem como índices de preços divulgados pouco antes da reunião, confirmem este cenário, no entanto, tal desaceleração, principalmente dos preços, pode ser vista mais como um fator sazonal do que resultado somente das medidas tomadas pelo governo.

Dado que o Banco Central parece trabalhar com um cenário de "derrota antecipada" no controle da inflação de 2011, novos apertos monetários nas próximas reuniões se justificariam, já que o principal intuito da autoridade monetária no momento manter o nível de preços fazendo com que o mesmo permaneça abaixo do teto da meta (6,5% a.a) e que ele convirja para o centro apenas no próximo ano. Dada a defasagem nos mecanismos de transmissão da política monetária, não se vislumbra, no curto prazo, um afrouxamento monetário; pelo contrário, um pouco mais de aperto e a manutenção deste devem ser sentidos ainda por alguns meses.

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