A partir de primeiro de janeiro de 2010 a adição de biodiesel ao diesel comum passará dos atuais 4% (B-4) para 5% (B-5). Com esta decisão o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) antecipa em 4 anos a decisão original em relação ao B5, que entraria em vigor a partir de 2013. Esta resolução ocorre em um momento em que é observada uma aceleração no preço do óleo de soja, atualmente a principal matéria-prima do biodiesel, o que pode fazer com que haja um incremento nos custos de produção.
Nos últimos leilões de biodiesel, que são promovidos pela ANP (Agencia Nacional do Petróleo), ele foi cotado a R$ 2,36 o litro em um momento em que o preço da tonelada do óleo de soja era de R$ 1.750,00. Caso haja uma tendência de alta do preço deste insumo outras oleaginosas podem passar a ser mais interessante para a extração do biodiesel, como o pinhão-manso, cuja produtividade pode ser de três a quatro vezes superior a da soja, porém, as plantações para uso comercial ainda estão se iniciando.
Com a antecipação do B-5, a demanda por biodiesel passará de pouco mais de 2 bilhões de litros para cerca de 2,5 bilhões, volume ainda inferior à capacidade autorizada pela ANP, que é de 4,4 bilhões de litros. Com isso a capacidade ociosa do setor de biodiesel sairá dos atuais 46% e passará para algo em torno de 57%, ou seja, não há risco de falta do produto. Além disso, outra vantagem do biodiesel é o fato deste ser uma fonte renovável de energia e favorecer a redução das emissões de gases do efeito estufa.
Outro aspecto importante a ser levado em consideração é que a antecipação do B-5 para 2010 também possibilita a redução da importação de diesel comum, o que pode ter impactos positivos na balança comercial.
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