O maior consumidor de açúcar no mundo, a Índia, vem sofrendo com o
excesso de oferta da cultura de açúcar, neste caso com origem da cana, o que
têm imposto prejuízos aos produtores do país, e redução dos preços no mercado
internacional.
Após a grande quebra de safra em 2008, o país asiático incentivou o
aumento da produção, o que acabou aumentando muito mais que o esperado a oferta
da commodity no mercado nacional. Houve diversas tentativas de reduzir o
excesso de oferta/estoque no mercado interno indiano, como por exemplo a
redução nas taxas de exportação de açúcar e o aumento da mistura permitida do
etanol na gasolina (De 5% à 6% em 2014, mas com uma banda limite de 10%), no
entanto as mesmas vem se mostrando insuficientes para combater o problema.
Estão previstas novas medidas, inclusive uma bastante polêmica: A
obrigatoriedade da exportação de um uma porcentagem da produção que impeça o
aumento dos estoques internos. Essa medida transformaria a Índia no terceiro
maior exportador de açúcar do mundo, somente atrás do Brasil e da Tailândia,
sendo que o país era, até 5 anos atrás, um dos países que menos exportavam
açúcar no mundo – Dado a sua forte demanda interna.
O grande problema é que este excesso de produção no mercado indiano está
reduzindo os preços do açúcar no mercado internacional e as exportações do
açúcar brasileiro para a Índia, prejudicando consideravelmente o setor
sucroalcooleiro brasileiro. As perspectivas de melhora na situação do açúcar,
dado os fatores citados anteriormente, são ruins.
Assim, o setor sucroalcooleiro deverá continuar ampliando a produção de
etanol, buscando minimizar as perdas de faturamento com os baixos preços do
açúcar.
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