Foi divulgado pela Associação Brasileira de
Supermercados (Abras) o faturamento do varejo supermercadista brasileiro no ano
de 2014, o qual totalizou R$ 294,9 bilhões, representando um aumento real de
1,8% em relação a 2013. Ao considerar apenas as vinte maiores empresas, o
faturamento é de R$ 189,4 e cresceu de forma mais acelerada quando considerado
a totalidade das empresas. Segundo a associação, o ranking com as cinco maiores
empresas do setor permaneceu inalterado, no qual na primeira posição
encontra-se o Grupo Pão de Açúcar, seguido pelo Carrefour, Walmart e Cencosud.
O resultado de 2014
é considerado positivo dada a conjuntura da economia brasileira, entretanto
espera-se uma desaceleração da categoria em 2015, uma vez que em um cenário de
pressão inflacionária os consumidores tendem a cortar gastos com produtos
considerados supérfluos e a reorganizar a sua cesta de consumo, buscando
alternativas mais baratas. Nesse contexto, cresce a procura por marcas próprias
(as quais os produtos tendem a ser mais baratos), embalagens mais econômicas e
ocorre até mesmo mudanças nas escolhas de canais de vendas. Ou seja, muitas
famílias passam a consumir em outros estabelecimentos, por exemplo os chamados
“atacarejos”. Nesse sentido, a expansão do “atacarejo” figura-se como uma
ameaça à expansão dos supermercados convencionais, já que nos últimos anos,
todos os formatos de negócio cresceram, porém o aumento nas vendas foi mais
acentuado nos atacarejos.
Dado o contexto
econômico e para não perder participação nos canais de compra dos consumidores,
as grandes redes varejistas têm investido nas lojas de vizinhança, as quais têm
apresentado efetivo crescimento nos últimos anos, dado as mudanças na dinâmica
do consumidor, uma vez que tais lojas são mais acessíveis. Nesse sentido, as
redes investem no mix adequado de produtos e na proximidade com os consumidores
e não mais em estoques. Dessa forma, mesmo 2015 sendo considerado um ano com
dificuldades econômicas para o comércio, grande parte das grandes redes varejistas
no País planejam manter os investimentos, para não perder parcela de mercado
para os concorrentes.
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