A operadora de telefonia Oi confirmou a venda
da PT Portugal à francesa Altice por € 7,4 bilhões (US$ 9 bilhões), incluindo a
previsão de um pagamento diferido ("earn-out") de € 500 milhões
relacionado à geração futura de receita da PT Portugal. A Oi adquiriu esses ativos há cerca de um ano, ao fazer
uma fusão com a Portugal
Telecom. A conclusão do
negócio depende ainda de autorizações concorrenciais e regulatórias. "Com
mais esse passo concluído, a Oi segue com o
objetivo de reforçar sua capacidade financeira de forma a manter o seu
propósito de protagonizar o movimento de consolidação no mercado de telecomunicações no Brasil", reafirmou a operadora.
A alienação dos ativos da PT pelo grupo Oi sepultou
praticamente a fusão entre o grupo de telecomunicações brasileiro e português,
e ainda constata-se que a Oi está numa posição bastante delicada: está com uma
estrutura financeira bastante alavancada, e ainda por cima, não conseguiu
fortalecer sua posição no mercado de telecomunicações (especialmente o
brasileiro) ao se envolver com o conglomerado português.
Isto traz à tona as possibilidades da Oi se fundir
com outras operadoras, como a TIM (que se mantém incomunicável sobre o
assunto), o que revela uma enorme ironia, pois há 3 meses havia sido cogitada a
hipótese da Oi adquirir as fatias dos negócios da TIM. Enfim, a vulnerabilidade
financeira dessa empresa de comunicações traz uma maior instabilidade sobre o
market share das telecomunicações brasileiras, já que abre a possibilidade do
setor ter somente 3 players, ao invés de 4.
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