A Drogasil e Droga Raia anunciaram fusão, criando a Raia Drogasil S/A , porém as duas marcas serão mantidas, devido ao perfil das lojas serem distintos. A Drogasil tem um perfil mais popular, já a Droga Raia é voltada para um público com maior poder aquisitivo. Um dos objetivos da reestruturação é estabelecer identidades bem claras, assim, cada marca irá atuar em mercados não concorrentes. Um dos maiores desafios da Raia Drogasil será aumentar a rentabilidade da Raia que é muito inferior a da Drogasil, além da criação de produtos com sua marca.
A transação dará origem a maior rede varejista farmacêutica com receita anual de R$ 4,1 bilhões e terá 725 drogarias em nove estados brasileiro, o que corresponde a aproximadamente 8,3% do mercado nacional. Com a transação, a rede estará presente em todos os estados da região sul e sudeste, além de Goiás e do Distrito Federal. O estado de São Paulo terá a maior concentração de lojas com 480, número que dificultará a entrada de outras redes no estado como, por exemplo, a nordestina Pague Menos que pretende fortalecer sua operação na região Sudeste.
Esta é a primeira grande fusão do setor, que sinaliza a tendência de consolidação mais intensa neste segmento que era altamente pulverizado. Em junho a Drogaria São Paulo retomou a liderança após a compra de 72 lojas da rede Drogão. Raia Drogasil já anunciou que após reestruturação fará novas aquisições para entrar em outros estados e aumentar sua participação principalmente em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Com a tendência de concentração do segmento, ocorrerá o aumento do poder de barganha das drogarias com os laboratórios, o que poderá aumentar a margem das drogarias, dado que os remédios são bens mais inelásticos, assim não necessariamente a redução de custos será repassada aos clientes. Porém, para atrair novos clientes à concorrência via preço pode ser utilizada.
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