segunda-feira, 4 de julho de 2011

Cosméticos e Higiene Pessoal: O Boticário anuncia construção de nova fábrica no Nordeste


O Grupo Boticário aumentará a sua capacidade produtiva no Nordeste, o que lhe proporcionará maior aproximação desse mercado onde o comércio tem apresentado taxas de crescimento superiores à média nacional. As perspectivas quanto a esse mercado são, certamente, bastante otimistas, impulsionadas por um gigantesco potencial de consumo, em virtude de uma ainda forte demanda reprimida, que estimula o aumento do consumo diante de ganhos do poder de compra da população e melhoria das condições de distribuição de emprego e renda, como a condição que tem sido observada ao longo dos últimos anos.

O projeto de expansão compreende a construção de uma fábrica e de um centro de distribuição no Nordeste, muito possivelmente em Camaçari (BA) influenciado tanto pela aproximação desse mercado consumidor, o que deverá reduzir os custos alocados à distribuição dos produtos na região (especialmente de considerado o sistema de venda direta), aumentando a sua eficiência na distribuição e no atendimento a este mercado. Além disso, a proximidade com fornecedores de insumos petroquímicos localizados no Pólo Petroquímico de Camaçari também deverá contribuir para reduzir a estrutura de custos de transporte dessa categoria de insumos, além da economia de tempo que poderá advir dessa distribuição territorial.

O montante a ser investido poderá atingir R$ 350 milhões dos quais R$ 250 milhões serão alocados na construção do complexo industrial e os R$ 100 milhões restantes, destinados ao centro de distribuição. Além deste investimento, o grupo anunciou que pretende expandir as fábricas localizadas em São José dos Pinhais (PR) e em Registro (SP); isso após um aporte de R$ 51 milhões destinados à ampliação da sua capacidade de produção no Paraná.

A empresa solicitou ao governo do Estado uma isonomia de benefícios, igualando as condições fiscais da empresa junto às suas concorrentes que possuem fábricas na região, a saber, a Avon e a Natura. Essas empresas são liberadas, por exemplo, da substituição tributária, que exige o pagamento antecipado do imposto (ICMS). A aceitação dessa solicitação será considerada decisiva para a deliberação do grupo quanto à localização da nova planta produtiva, que deverá gerar cerca de 700 empregos diretos.


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