terça-feira, 3 de maio de 2011

Macroeconomia: Banco Central reduz o ritmo de aumento na taxa de juros básica.

A terceira reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM), realizada em 19 e 20 de abril, definiu pelo aumento de 0,25 p.p a taxa de juros básica da economia brasileira (Selic). Com esta nova elevação, os juros nominais do país atingiram 12,0% ao ano, o que significa a maior taxa de juros real do mundo. A decisão não foi unânime uma vez que dois dos sete diretores votaram por uma elevação de 0,50 p.p.

A decisão tomada pelo Banco Central mostra uma redução no ritmo de expansão dos aumentos na taxa de juros uma vez que nas duas reuniões anteriores, os aumentos foram de 0.50 p.p em cada uma. No cenário atual, são apontados como responsáveis pelas pressões inflacionárias, os serviços e os preços dos alimentos; já no cenário prospectivo do Banco Central está previsto um aumento de 2,2% no acumulado do ano no preço da gasolina corroborando com a percepção de que é improvável que a inflação convirja para a meta em 2011.

A autoridade monetária acredita que até o terceiro trimestre de 2011, a inflação tende a não ceder, em função da inércia do final de 2010 e início deste ano. Contudo, a partir do quarto trimestre, a inflação começa a trilhar uma trajetória descendente indo de encontro com a meta estabelecida. Talvez este aumento menor nesta última reunião seja parte desta estratégia do Banco Central de trazer a inflação de 2012 para o centro da meta (4,5%) uma vez que a autoridade já admitiu que não conseguirá atingir este objetivo em 2011. Prova disto consta no item 30 da última ata, onde a instituição afirma que "o ajuste total da taxa básica de juros deve ser, a partir desta reunião, suficientemente prolongado."

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