segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Setor Sucroalcooleiro: Somente a elevação da mistura de etanol nos Estados Unidos não deverá beneficiar o Brasil.

Aprovada no dia 13 de Outubro pela Agência de Proteção Ambiental (EPA na sigla em inglês) a elevação da mistura de etanol na gasolina de 10% para 15% nos Estados Unidos para veículos e caminhões leves fabricados a partir de 2007. No entanto a tarifa de alíquota de importação ao etanol brasileiro e os subsídios ao setor não foram abolidos, fatos estes que deverão ser debatidos no Congresso.O etanol norte-americano produzido a partir do milho conta com várias medidas protecionistas que garantem a competitividade do produto frente ao combustível derivado, por exemplo, da cana-de-açúcar brasileira. O debate em voga nos meios políticos norte-americanos está cada vez mais acalorado sobre a manutenção dos subsídios ao setor e à alíquota de importação. A questão percorre tanto problemas herdados da crise financeira mundial onde o Governo aumentou consideravelmente seu déficit e a remoção dos subsídios seria um alívio ao Erário nacional como pela maturidade atingida pela indústria de etanol no país que teria capacidade de competir com o combustível importado inclusive advindo da cana-de-açúcar brasileira.O consumo tem aumentado exponencialmente no país na última década saindo partindo de 1,7 bilhão de galão em 2000 para aproximadamente 11 bilhões em 2009 como mostra o gráfico abaixo. A previsão é que em 2022 o consumo atinja 36 bilhões de galões.A medida que promove um incremento na mistura de etanol na gasolina deverá causar uma expansão no consumo do combustível renovável nos Estados Unidos como é verificado na tendência desde o início da década. Dada sua origem, o milho, existem muitas críticas com relação à expansão do seu consumo. O aumento na demanda pela oleaginosa para a fabricação de combustível (atualmente 37% da produção de milho é destinada à produção de etanol) poderá reduzir a oferta do principal insumo para a fabricação de ração animal o que pode inflacionar os preços das carnes bovinas e de frangos. A pressão popular contra prováveis aumentos nos alimentos somado à possível abolição de medidas protecionistas pode enfim abrir de maneira ampla o mercado de etanol dos Estados Unidos para o produto brasileiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário