Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia - Salvador/BA - NOTÍCIAS -14/01/2010 - 16:50:30
A CSN está tentando se transformar em uma das principais fabricantes de cimento do Brasil,mas sua proposta pela Cimpor tem no caminho o convite de fusão feito pela Camargo Corrêapara a cimenteira portuguesa. A Camargo Corrêa - com operações que vão de construção atêxteis e calçados - revelou nesta quarta-feira uma proposta para ser sócia minoritária emuma companhia que reuniria seus ativos de cimento com os da Cimpor. Se for bem-sucedida,formará a segunda maior fabricante do insumo do Brasil. Além disso, reforçará a posição daCamargo Corrêa na América do Sul, uma vez que a empresa é controladora da Loma Negra,maior cimenteira da Argentina. No Brasil, o maior produtor de cimento é o grupo Votorantim,que tem cerca de 40 por cento de participação de mercado. Enquanto isso, a oferta hostil daCSN - divulgada em dezembro e rejeitada pelo Conselho da Cimpor na semana passada -implica na compra do controle da Cimpor por 5,75 euros por ação. O preço do papel daempresa portuguesa na bolsa de Lisboa está atualmente acima de 6 euros, diante daexpectativa de investidores com uma guerra de preços entre os pretendentes. A disputaacontece em um momento em que o setor de construção civil brasileiro passa por forteexpansão, motivando alta de 30 por cento no faturamento das produtoras de cimento em2008, relativa estabilidade em 2009 e previsões de retorno da expansão a partir deste ano.De acordo com a analista Ana Barros, da empresa de pesquisa Lafis, a Camargo Corrêa jávem há algum tempo aumentando sua aposta no setor de cimento. Segundo ela, a produçãode cimento da Camargo Corrêa no Brasil cresceu 29 por cento entre 2007 e 2008, para 4,6milhões de toneladas. Já a líder Votorantim registrou alta de 9,9 por cento, para 21,3 milhõesde toneladas, e a CSN iniciou a comercialização de cimento apenas no ano passado. Naavaliação da analista, a CSN enxerga na Cimpor uma chance de entrar com força numsegmento muito concentrado no Brasil por conta do domínio da Votorantim Cimentos. (Fonte:O Globo, 14/01/2010)
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