segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Siderurgia: Novos investimentos prometem ampliar a produção nacional.

A grupo ArcelorMittal proprietário das duas grandes siderúrgicas no Brasil: a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e a Acesita anunciou um investimento de US$ 5 bilhões, com destino à construção (em parceria com a Vale) da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU) localizada no Espírito Santo. A previsão é de que a nova usina produza 5 milhões de toneladas ano, um acréscimo significativo para o grupo, cuja produção representou 31% do montante em 2008. Por outro lado, a Vale, incluindo a parceira com a Mittal, pretende investir cerca de US$ 17,4 bilhões em quatro projetos, ampliando em 50%, aproximadamente, a capacidade brasileira de produção de aço, que hoje gira em torno de 41 milhões de toneladas.
A estabilidade macroeconômica nacional e as perspectivas de retomada do crescimento mundial nos próximos anos, sobretudo aumentando a demanda por matérias primas, tem sido pontos favoráveis para que possam ser realizados investimentos de cunho estrutural que, por natureza, demandam maior tempo para a maturação. Nesse ponto as políticas de incentivo, como o PAC, devem ser mantidas no próximo governo, que não incorreria em ônus político adotando um viés contracionista para os gastos públicos.
Resta saber por quanto tempo as contas do governo sustentarão as políticas expansionistas possibilitando, entre outras coisas, a avanço da industria naval brasileira, que poderá ganhar espaço através da conjunção entre o investimento nas siderúrgicas e o incentivo governamental para o setor.

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